Meu Nome é ‘Abigail’. É um nome bíblico escolhido pelo meu pai, fui registrada de forma errada então, eu escrevo Abegail (com ‘e’) e, desde sempre, me chamam de “Biga”. Sou uma pessoa bem acessível, aberta e costumo dizer que quem não se dá bem comigo é porque não me conhece mesmo. Sou espontânea, gosto de brincar, venho de uma família de muitos irmãos, e brincamos muito. Esse é meu jeito. Nasci em São Paulo em 1964, tenho 53 anos. Estou feliz da vida com a minha idade, vivendo os melhores dias que Deus tem para mim.

Minha infância foi muito boa. Tive um pai maravilhoso. Ele já faleceu, eu sou a filha mais velha de sete irmãos. Tem a Eunice, a Ilma, Neemias, Amós, Esdras e a Lucilene. A gente brinca que meu pai foi abrindo a Bíblia e dando os nossos nomes (risos). Tem o irmão do coração que é do segundo casamento da minha mãe, o Claudinho. É uma família de muita gente, mas também, de amor e de pessoas que se amam muito desde os cunhados, sobrinhos, todos são queridos. Agradeço a Deus pela família que eu tenho.

Tenho tantas lembranças da infância… Lembro do meu pai brincando com a gente rolando no chão. Meu pai faleceu muito jovem, mas ele teve um tempo de muita qualidade com a gente. Eu fiquei sem pai aos 18 anos. Mas meu pai era muito fofo, ele foi pai muito jovem também, lembro dele sempre brincalhão e espontâneo, ele era diácono da igreja e estava sempre envolvido nas atividades, tanto com os mais idosos quanto com os jovens. A casa dos meus pais era sempre cheia de jovens. Ele era muito amigo das pessoas.

Minha mãe sempre foi muito querida. Eu e meus dois irmãos nascemos e depois a minha mãe ficou sete anos sem ter filhos. E vieram os outros quando eu já era grandinha e pude curtir meus irmãos. Quando perdi meu pai, mesmo aos 18 anos, eu já era casada. E foi muito difícil, uma transição diferente da qual sonhávamos, a gente queria aquele herói para sempre, ficamos sem chão, mas, logo Deus foi reestruturando tudo e seguimos. Eu olhava e via todos os irmãos, eles olhavam e tinham nos irmãos mais velhos a referência o cunhado, nesse caso, meu esposo, o Valdir, foi muito ‘paizão’ para eles.

Com a ajuda de todos conseguimos. A minha mãe também sempre foi uma mulher de oração e conseguiu criar esses filhos bem e educá-los.

Conheci meu esposo quando tinha apenas 12 anos, namorei bem jovem, eu de São Paulo e ele do paraná, eu era amiga da família dele. E a prima dele falou: “olha meu primo vai vir para uma conferência de jovens” e eu falei: “que legal”. Eu era aquela menininha magrinha, pequenininha, mas cheia de expectativas e queria ir para os eventos de jovens. De repente, chega aquele moço loiro, alto, jovem, e pensei comigo: uau que lindo, mas é muita coisa pra mim.

A prima dele apresentou, ficamos amigos, e essa amizade virou amor; ele era uns quatro anos mais velho que eu, mas eu era bem adulta para minha idade. Era meio fora do padrão para época, o amor foi nascendo a partir daí. O tempo foi passando e, aos 14 anos, pensei: “eu tenho certeza que eu gosto desse cara“, demorou um pouco e começamos a namorar e, aos 17 anos, casamos. Aos 18 anos, tive a Mislene, a minha primeira filha.

Valdir meu esposo é um homem lindo, íntegro de coração. Lindo por fora e por dentro. Muito sério e responsável com as coisas que ele precisa fazer.

Quem o conhece sabe, eu sempre digo que ele tem muitos admiradores. Ele não é aquela pessoa brincalhona, mas é simples. Todo mundo gosta dele. É um homem cativante e que cuida bem da família. Ele sempre quer aprender, isso é marcante para mim; me cativa pelo homem que se propõe a ser.

Ele sempre busca ser o melhor naquilo que faz, está sempre tentando melhorar, não se limita e, como esposa, posso dizer que tenho um excelente marido. Ele é especial, me trata com muito amor e me respeita, ele me aguenta, eu sou explosiva, ele é mais calmo, ele gosta do meu jeito e eu gosto do jeito dele. Acho que é por isso que damos certo.

As coisas foram acontecendo naturalmente, não foi nada inesperado e nem no susto. Tínhamos a cabeça diferente de hoje, amamos cada filho que veio e vieram porque nós queríamos. Pude curtir cada filho. Curto até hoje as minha três filhas e, hoje, estou na fase de ser avó. A Mislene veio quando chegou no momento certo, eu casei sonhando em ter uma filha e Deus me deu como eu queria: uma filha lourinha de olhos azuis. Depois, veio a Daiene, três anos depois e, quando ela nasceu o parto foi bem difícil e pensei está bom, ai passaram sete anos e veio a Elen. A minha ruivinha, uma princesinha. As meninas são bem unidas e só tenho a agradecer a Deus.

Sou grata ao Senhor pelos presentes que Ele me deu. Fiz o meu máximo, mas tenho certeza que não sou a mãe perfeita. Faço o meu melhor para ser uma mãe que marca a vida delas.

Vivo para o Senhor e para a minha família. Deus, minha família e a igreja que é a minha segunda família; amo servir.

A Biga vó é uma coruja, ser avó é uma experiência inacreditável. Eu ouvia falar a minha filha me fez esperar tanto tempo, mas a gente nunca cobrou isso delas, sempre demos tempo ao tempo. Após uns sete anos, eles decidiram ter o Bruno, ele chegou para alegrar geral. Pense em uma casa que só tinha mulher, então, ele veio para alegrar mesmo o coração da gente, é um presente de Deus. Agora eles estão morando longe e temos que lidar com a distância, nada que uma ponte aérea não resolva. Acredito que existe uma graça de Deus para cada fase, então, teremos graça para mais essa.

Nos mudamos para Lins após as meninas serem adultas já. Daiene estava casada e as meninas fazendo faculdade. Já tínhamos desejo de morar lá, é uma história antiga. Essa cidade já havia sido citada para o meu marido quando ele era ainda criança. As coisas foram acontecendo. Meu marido foi curado na infância e ele foi consagrado a Deus, isso foi caminhando até chegar a hora de nos mudarmos para Lins. Deixamos tudo para fazer a vontade do Senhor e estamos lá em obediência a vontade dEle. Fizemos o Rhema e fomos para lá levar a Palavra da fé. Hoje, somos verbo da vida e tudo aconteceu no tempo certo. Foi degrau a degrau e chegou o tempo. E tem muito mais.

Tenho alguns sonhos… em família, meu desejo é um dia estarmos todos juntos. Temos uma promessa do Senhor, eu não sei como será esse “juntos”, mas Deus sabe. Talvez, ministerialmente, talvez não, mas eu desejo estarmos juntos.

Espiritualmente falando, desejo que o Senhor nos ajude a fazer tudo o que nós precisamos fazer na cidade de Lins.

Depois, iremos para onde Ele desejar. O nosso sonho realmente é fazer o melhor. O maior desejo é buscar primeiro as coisas de Deus.

Eu sou aquela mulher que gosto das coisas certas, como falei sou explosiva, procuro ser correta nas minhas coisas. Às vezes as pessoas me falam que eu posso sofrer um pouco por ser assim, meu marido me fala que preciso ser flexível em alguns momentos, principalmente ao lidar com as pessoas que costumam ser bem diferentes de nós.

Por ser “preto no branco”, às vezes, tenho dificuldades de lidar com algumas coisas. Meu esposo fala: “entre o 10 e o 100 tem o 50, entre o 8 e o 80 tem o 40”. Ele sempre vai me trazendo para esse equilíbrio. Talvez porque eu preciso melhorar nisso.

Por outro lado, eu amo a vida, amo esportes, fiz vôlei por um tempo, gosto de brincar, até pouco tempo eu jogava com uma turma em Lins, mas, por conta de uma fratura no braço, eu parei. Essa é a “Biga”, gosto de viver intensamente tudo o que eu tenho para viver. Não tenho preocupação com idade, cada aniversário que faço, fico feliz. Porque sei que aquele foi mais um ano que Deus me deu.

Não escondo idade, sou mãe, sou avó e celebro cada fase, cada momento, essa sou eu… Quem me conhece, me conhece de fato. Minhas filhas foram criadas assim.

Eu agradeço a Deus pela minha família de forma geral. Mas eu tenho irmãos abençoadores. Tenho um irmão, o Neemias que me ensina muito com o jeito dele ser. Ele é um homem integro, desde pequenininho soube ouvir o chamado de Deus e pontuar cada coisa no devido lugar. Todos meus irmãos são uma benção. Mas tenho um nenêm, ele se chama Esdras, ele me inspira ele é muito parecido comigo no jeito de ser, um menino cheio de vida, de conquistas, ele tem três filhos e celebra isso, nós que vimos nascer e crescer, que benção. Eles são as maiores influencias pela pessoa que sou hoje, espiritualmente falando.

Sou grata ao meu esposo pelo marido que ele é.

Sou grata a Deus por essa associação com o Ministério Verbo da Vida, porque sei que foi algo de Deus. Algo que tínhamos sonhando em nosso coração e essa convicção veio, esse ministério veio nos completar como igreja e visão. Sou grata por cada lugar que passamos, pelos amigos maravilhosos que temos.

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