Eu nasci no interior do Paraná e morei em vários lugares, pois meu pai trabalhava com madeireira; então, morei em Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Cascavel, Curitiba e Almirante Tamandaré (que foi a cidade onde fomos criados mesmo) – tudo sempre no Paraná. Minha família é de gaúcho italiano, criada no catolicismo. Nunca pensei em morar em Brasília; nem imaginava sair da minha terra. Vim para Brasília com 21 anos, por causa do meu pai; ele veio trabalhar aqui. Ele já estava com uma certa idade, e emprego para ele já estava difícil no Paraná. Portanto, veio trabalhar com um primo em Brasília. Minha mãe não queria de jeito nenhum, pois já tinha passado por várias mudanças e eles já estavam morando na casa deles. Eu estava sem trabalhar na época e queria conhecer um lugar novo. Acabei guardando e embalando toda a mudança! Em maio de 1986, viemos para Brasília. Somos uma família de sete irmãos; eu sou a número seis. Dos irmãos, três vieram para Brasília – eu, meu irmão mais novo e a segunda irmã mais velha. Minha irmã mais velha já estava casada, dois outros irmãos estavam noivos e uma outra irmã estava trabalhando no Paraná, mas, na época do meu casamento, acabou vindo também.

Eu sou muito adaptável; porém, a primeira diferença que notamos entre Brasília e Paraná foi o clima. Chegamos em maio, época de frio aqui, mas nós achávamos calor, pois estávamos acostumados com o frio do Paraná. Amei o clima daqui logo de cara! (risos) As pessoas também eram bem diferentes! O sotaque e as palavras eram diferentes. Era engraçado, porque os empregados que trabalhavam com o meu pai tinham que repetir as mesmas coisas umas três vezes, para eu poder entender o que eles estavam falando. Da mesma forma, nós também éramos diferentes para eles; às vezes, não nos entendíamos até para pedir um copo de água! Uma tristeza! (risos) Nós também falávamos rápido com um sotaque paranaense bem carregado – atualmente, eu já perdi bastante desse jeito paranaense de falar cantado. Eu e minha irmã ríamos dessas confusões com essas palavras diferenciadas. Nos primeiros dois anos, eu tive vontade de ir embora, pois Brasília era muito pequena. Já faz uns 30 anos que eu moro aqui. No Paraná, havia as coisas que gostávamos e que tínhamos costume de comer, como certos temperos e ervas; aqui, não tinha nada! Não tinha nem salsinha no mercado! Então, sentíamos muita falta de algumas coisas.

Quando cheguei aqui, meu projeto era trabalhar e estudar; naquele momento, a última coisa que eu queria era casar e ter filhos. No entanto, ocorreu totalmente o contrário do que eu pensei! O Wellington trabalhava do lado do depósito de madeira em que meu pai trabalhava, lá no Setor de Indústrias do Gama. Havia dois depósitos grandes: o nosso depósito de madeira e uma serralheira, em que ele era secretário. Eu sempre fui muito tímida, sempre muito calada; nunca dei papo para ele. Eu não queria dar papo, porque ele era mais novo do que eu. Na época, eu tinha 21 anos; ele tinha 19. Meu irmão, mais novo do que eu, fez amizade com ele; minha irmã também fez amizade, pois precisava de telefone emprestado. Meu pai também tinha feito amizade, pois também precisava do telefone; minha mãe, como conversava com todo mundo, também começou a conversar com ele. Eu era a única que não falava! Eu era tímida mesmo; nunca fui de ficar conversando. Era muito quieta no meu canto.

Um dia, minha irmã comprou convites para irmos em uma festa no Gama. Fomos eu, minha irmã, uma amiga dela, meu irmão e Wellington, pois meu irmão também o chamou para ir conosco. Chegando no baile, todo mundo estava acompanhado; acabamos sentando os cinco em uma mesa. Conversamos e dançamos naquele dia. No domingo seguinte, ele chegou com uma amiga dele. Na minha casa, estava hospedado um primo que ela estava interessada. Então, ele nos convidou para tomar um guaraná. Eu sempre brinco com ele que eu estava bem quieta no meu canto, mas ele foi lá pedir se eu queria. Como eu não tinha mais nada para fazer, resolvi namorar a pessoa! (risos) Começamos a namorar nesse domingo e estamos namorando até hoje – 30 anos de casados!

Enfrentamos todas as dificuldades. Um casamento de “pobres de marré de si”, pois eu não possuía emprego (apenas havia trabalhado com o meu pai) e o Wellington ganhava um salário mínimo trabalhando na serralheria; no entanto, ele sempre foi muito responsável com as coisas dele. Em dez meses, nós noivamos e casamos. O Wellington foi na minha casa, pedir minha mão para o meu pai. Foi tudo direitinho! (risos) Eu não queria festa, mas, como eu não tive festa de 15 anos, minha mãe fez uma festa de casamento com churrasco. No Gama, foi uma das primeiras festas que o povo viu com churrasco. Meu casamento aconteceu no dia 19 de setembro, e todos os meus irmãos vieram. Foi tudo bem simples, mas, mesmo assim, umas 140 pessoas compareceram. Era para ser somente 80, mas, como alguns convidaram outras pessoas, o número de convidados acabou aumentando. A comida, no entanto, era farta! Todos se divertiram e dançaram muito – tinha até forró na festa!

O começo não foi muito fácil. Uma semana antes do casamento, com tudo pronto, ele chegou a pensar em desistir, por influência dos amigos e pela própria preocupação da mãe dele, por ele ser muito novo. Já tínhamos feito até o curso de casamento na igreja católica! Um ensinamento desse curso que o Wellington guarda até hoje é que casamento deve ser a três – o marido, a esposa e Jesus. Desde o inicio, estávamos pautados na Palavra. Eu digo sempre que tudo que fazemos com amor dá certo, pois é Ele que nos abençoa. No entanto, uma semana antes da cerimônia, ele me falou que achava que não ia casar. Eu falei para os meus pais, e eles conversaram com o Wellington. Meu pai era um homem bem sério, mas a conversa que eles tiveram foi bem tranquila. Minha mãe sempre foi uma mulher muito sábia para conversar e para aconselhar; sempre uma pessoa muito amorosa e muito compassiva com o sofrimento alheio.

Meu casamento deu muito certo, porque eu atendi àquilo que minha mãe ensinava e às suas experiências. Havia algumas frases de efeito que ela falava continuamente; às vezes, podíamos não entender no momento, mas, agora, entendemos o propósito de tudo. Algumas vezes, ela falava: “Os calados vencem”. E nós não entendíamos, porque achávamos que tínhamos sempre que reivindicar nossos direitos; no entanto, agora, entendemos que ela se referia aos mansos de coração, àqueles que se mantêm humildes. Depois de conhecer o evangelho, percebemos que aquilo era um ensinamento de Jesus – os humildes de coração não se exaltam. Então, eu aprendi muitas coisas com ela, sobre ser submissa ao meu marido e sobre enfrentar as dificuldades juntos. Meu maior exemplo de casamento e de ensino foi, de fato, a minha mãe. Durante minha adolescência, passamos por muitas dificuldades, mas eu sempre a vi muito forte, muito firme. Meu pai viajava muito, e às vezes, minha mãe viajava com ele, mas ela sempre confiava muito em mim. Eu era muito companheira dela. Ela sempre me confiava as compras do mercado. Enfim, ela foi um grande exemplo para mim! Eu digo que convivi muito pouco tempo com ela, pois convivi cerca de 24 anos; depois, meus pais voltaram para o sul e, como eu já estava casada, fiquei por aqui. Ela também sempre foi uma mulher de muita fé! Apesar de ser católica, ela sempre ensinava sobre a importância de pedir auxílio para o Espírito Santo. Confiávamos muito em suas orações. Qualquer coisa que acontecia, pedíamos para ela rezar. Suas orações sempre funcionavam! Tenho muitas lembranças boas. Tudo o que eu podia fazer em vida por ela, eu fiz. Com relação ao meu casamento, depois que meus pais voltaram para o sul, eu não ligava falando dos meus problemas, mas ela lembrava sempre de seus conselhos.

Depois que nos casamos, Wellington começou a se voltar mais para Deus. Desde o nosso primeiro dia de casados, criamos o hábito de lermos a Bíblia. Embora eu não entendesse, eu sempre gostei muito de lê-la. Então, nos acostumamos a ler a Bíblia todas as noites antes de dormir. Ele também tinha uma Bíblia no trabalho dele. Eu sempre fui muito de ir na igreja católica e levei meus filhos também. Jefter fez primeira comunhão e fez crisma. Era o que eu conhecia na época e eu tinha que levar o meu filho. Teve um tempo em que Wellington começou a não querer ir mais para a igreja, por não aguentar mais os sermões dos padres. Ele sempre teve parentes crentes; eu fui a primeira da minha família a se tornar crente. Apesar das dificuldades financeiras e do fato de beber, ele sempre foi um bom marido e um bom pai, sempre sendo zeloso e responsável e nunca deixando de pagar as contas. Também nunca fomos às casas dos nossos pais pedir nada. Por incrível que pareça, com o salário mínimo que ganhávamos, conseguíamos pagar tudo que precisávamos.

Como eu sempre gostei muito de ler, no lugar em que eu trabalhava, como técnico de enfermagem, sempre havia aqueles pacientes crentes que deixavam livrinhos. Dependendo da escala, podíamos ler. Eu não podia ver um livro que eu já ia folhear! No meio desses livrinhos, eu encontrei um que se chamava “Primeiros Passos”, do pastor Vilarindo, da Igreja Batista Central de Brasília. Era sobre os primeiros passos para a pessoa recém convertida. Eu queria muito entender as coisas da Bíblia. Através daquele livro, eu comecei a entender muitas coisas! No final do livro, havia o endereço e os horários dos cultos. Na quarta-feira, havia um culto de cura. Nessa época, Jáder já era nascido, e ele tinha problemas de audição. Eu falei: “Pronto! Vou nessa igreja para receber a cura do Jáder!” Eu levei o livro e mostrei para Wellington. Eu falei: “Wellington, vamos nessa igreja?” E ele falou: “Um dia, nós iremos!” Um dia, em 2001, acabamos indo em um desses cultos de quarta-feira. Eu me converti ali mesmo, pois chorei o culto inteiro. A princípio, Wellington estava muito cético. No final do culto, perguntaram sobre os visitantes. Como eu já tinha ido em culto de igreja evangélica, sabia que aquilo era uma espécie de início para se tornar crente, mas, como eu fui muito criada no catolicismo, tinha medo de errar se saísse da religião. Embora houvesse muitas coisas que eu não concordava, tinha medo de estar pecando se saísse do catolicismo. Então, ficamos bem quietos; quando eu vi que os visitantes recebiam um livrinho, eu falei: “Se eu soubesse, eu tinha ido”, pois era louca por livros! (risos)

Em 2002, retornamos a essa igreja. Wellington estava passando por um ataque do inferno na mente, com pensamentos de morte e de suicídio e, como ele possuía um amigo do trabalho que era próximo a ele e que era crente, resolvemos voltar naquela igreja em um domingo. Essa foi a primeira vez do Jefter em uma igreja evangélica. Nessa época, ele tinha 14 anos. No momento do apelo, ele logo se levantou! Nesse dia, Wellington, já estava bem quebrantado; como o Jefter foi, ele também foi. Quando o irmão da igreja orou, aquela tribulação dentro dele passou e ele começou a sentir paz. Desse dia em diante, começamos a frequentar essa igreja. Eu sabia que, se fôssemos para uma “igreja de crente”, ia ser sério! Frequentamos a classe de batismos e nos batizamos. Foi para valer mesmo! Ele se afastou dos amigos do mundo; passou a querer estar em todos os cultos da semana. Recebíamos tudo! Começamos também a nos engajar nos trabalhos da igreja. Wellington sempre muito atirado; como eu era mais tímida, ele me empurrava. Fomos nos aprofundando cada vez mais.

Nessa caminhada, em 2008, o convidaram para fazer o Rhema. Ele, então, começou o primeiro ano; eu não pude fazer, pois ajudava o Jáder com algumas matérias da escola. No entanto, eu falava muito com Deus: “Ano que vem, Jáder vai estar independente, para eu poder estudar”. Dito em feito! No ano seguinte, eu me matriculei no Rhema. Deu tudo certo; ele começou a desenvolver melhor sozinho. Posso dizer que tudo foi muito meteórico, muito rápido. Wellington fez Rhema em 2008. Em 2009, fomos para o Verbo da Vida; nesse mesmo ano, comecei a estudar no Rhema. Em 2010, Wellington fez a escola de ministros. E, em 2011, nós já estávamos com um ponto de pregação no plano piloto. Em 2012, já estávamos com a igreja no bairro Asa Sul; em 2013, já estávamos com o Rhema implantado na igreja.

Em 2008, enquanto Wellington estava estudando no Rhema, eu estava cuidando do Jáder. Esse foi um tempo muito difícil em que ele perdeu a audição do aparelho que ele usava; além dessa dificuldade, a escola dele também estava fechando as portas. No entanto, a leitura dos livros me salvou. Eu falava: “Jáder, vamos dar risada do diabo! Chega de choro! Deus é bom! Vamos dar risada do diabo, porque ele quer nos entristecer!” Mesmo pequeno (com uns 10 anos de idade), ele entendia! Eu acho que ele ria me vendo rindo! O choro passou; nós vencemos!

Eu estou aprendendo a lidar com desafios. Estou melhor a cada dia. No começo, nossa jornada foi bem meteórica, pois não possuíamos pretensão alguma de cargos enquanto servíamos na igreja. Nós até sabíamos que Wellington tinha um chamado pastoral, mas não tinha caído minha ficha ainda. Estávamos trabalhando na igreja e indo bem. Era muito bom trabalhar com os irmãos; porém, de repente, assumimos um ponto de pregação. E, em seguida, veio o Rhema, com toda aquela estrutura adicional à igreja. Eu nem sabia mexer direito em computador! Meu trabalho, no hospital, era relacionado com pessoas, não com computadores. Então, no começo, foi um pouco difícil; eram muitas coisas novas para aprender. Primeiramente, tive que aprender a liderar pessoas, pois sempre fui muito tímida. Nas primeiras aulas demonstrativas, eu tremia sempre que tinha que dar algum aviso para a turma. Na minha cabeça, eu queria desistir, mas, por dentro, eu era impulsionada a ir. Pregava para mim mesma: “Ninguém nasce sabendo. Todo mundo tem alguma dificuldade; então eu vou aprender também!” O primeiro ano do Rhema aqui na igreja foi bem difícil; eu ficava ansiosa com as coisas, mas aprendi, com o Senhor, a descansar nEle a cada ano. Todo ano é um desafio, pois temos que lidar com pessoas. Como eu disse, no primeiro ano, tive que lidar com dúvidas e muitas opiniões de alunos. Aqui, em Brasília, muitos possuem altos cargos em seus empregos. Então, tive que aprender a me sobressair e a argumentar, em amor, na Palavra. Errei algumas vezes. Às vezes, nós erramos mesmo, mas eu fui aprendendo. Graças a Deus que o Wellington é o meu grande mentor, meu marido, meu pastor e amigo! Ele possui um jeito muito firme.

No começo da igreja, ele possuía um jeito muito duro, e eu falava com ele: “Wellington, você tem que ser mais brando”. Às vezes, ficamos com vergonha de falar certas coisas para o marido, mas é necessário. Eu precisava ajudá-lo como ele, da mesma forma que ele me ajuda muito. Eu quero que ele cresça! Nós já crescemos muito juntos! Apesar dele ter sido sempre severo e firme com os meninos, ao mesmo tempo, ele é muito bom conselheiro, tendo sempre boas palavras para nos dar. Gosto muito quando eu atendo gabinete com ele, pois fico admirada com sua sabedoria. Sei que ele busca a Deus e se consagra; então, isso resplandece nele. Eu fico encantada com esse espírito de conselho que vem sobre ele, para ajudar outras pessoas. E aqueles que acatam são verdadeiramente transformados. No gabinete, ele é bem manso! (risos) É o amor e a tranquilidade de Deus. É muito bom ver Deus trabalhando, através da vida dele, para alcançar pessoas. Ele também tem pastoreado o Jefter via Skype, pois não é fácil um chamado, um ministério em outra nação, lá no Japão.

Os meninos são bem diferentes entre si. Possuem temperamentos bem diferentes. Jefter é bem brincalhão. Ele concorda com tudo; foi uma criança que, até mesmo depois de adulto, comprávamos roupa para ele e estava tudo bem. Sempre muito animado e participativo, faz graça e brincadeira com tudo; está sempre de bem! Sinto saudades dele. No começo, assim que ele foi para o Japão, estávamos com Rhema aqui, e ele estava ajudando no Rhema no Japão também. Isso foi bom, pois, estávamos com a cabeça sempre bem ocupada, pois, se parássemos para pensar, ficávamos com saudades. Logo que ele foi para o Japão, quando tocavam na igreja as músicas que ele costumava a tocar, eu sempre lembrava dele. Graças a Deus pela tecnologia, que possibilita falarmos com ele a qualquer hora! Não nos falamos com muita frequência todos os dias, pois, quando é dia aqui, já é noite no Japão. Porém, estamos sempre em contato.

Jáder, pela questão do problema auditivo (do que cremos que já é curado), é muito disciplinado. Por conta disso, ele teve que trabalhar muito a questão da disciplina, para acompanhar o estudo. Então, ele é muito disciplinado, muito focado. Quando fala que vai fazer algo, ele faz para valer! Não procrastina. Aliás, ele é até um pouquinho ansioso, pois não gosta de deixar nada para a última hora. Essa é uma característica minha também, pois gosto de fazer as coisas de forma adiantada. Como convivemos muito juntos por causa da questão auditiva, ele pegou essa influência de mim. É muito sistemático. Ele é mais tímido que o Jefter, mas também é mais firme em algumas questões. Jefter, por exemplo, quando pequeno, se não tivesse tal roupa, aceitava outra; Jáder, ao contrário, se não fosse do jeito que ele queria, não servia. Ele não muda muito de opinião. Essa firmeza já é algo do Wellington. No entanto, ambos são muito carinhosos e muito amorosos; eles amam ao Senhor.

Minha mãe sempre foi um referencial para mim. Meu próprio marido também é um referencial, pois aprendi muito com ele, por sempre ser sério e zeloso. Ele não desiste das coisas. O nosso Senhor Jesus Cristo também é um referencial, pois é o primeiro e o único em nossas vidas – um exemplo de mansidão e humildade. Também temos aprendido muito com nossos pastores, Joselito e Ana Helena. Eles são um exemplo de firmeza, de alegria e de fé, nos colocando sempre para frente e para cima. O pastor Vilarindo também foi um grande referencial para mim – um homem muito de Deus. Também não posso deixar de mencionar minha primeira professora na Escola Bíblica, a irmã Lívia – uma mulher de oração! Ela foi meu primeiro referencial de crente. Uma mulher alegre, adoradora, cheia do Espírito. Isso marcou as nossas vidas. Convivemos com ela por pouco tempo, o tempo que ficamos na Igreja Batista, mas foi uma potência em nossas vidas; nos marcou.

Eu sou muito tranquila. Um pouco tímida; gosto muito de andar em paz com todos. Sou uma pessoa que não gosta de confusão. Fujo de briga e de confusão. E acho que é isso que equilibra o nosso casamento, pois um é mais nervoso e outro é mais tranquilo. Somos equilibrados nisso. Também gosto muito de ficar quieta no meu canto, e o Senhor me esticou nesse Verbo da Vida e nesse Rhema. Ele me esticou para todos os lados. Eu tinha a minha vida na minha casa, com a minha família, e estava tudo muito bem; no entanto, quando você entra em uma escola do Rhema, você é esticado de todos os lados em Deus. Você vê que possui uma capacidade vinda de Deus para todas as coisas; no meu caso, Ele me deu capacidade para falar com as pessoas, mexer em computador, lidar com membros da igreja, lidar com questão financeira, ou seja, com coisas que eu nunca imaginei que faria na minha vida. Isso é muito bom! Nossa mente é capaz, e o Senhor nos ajuda naquilo que não conseguimos. Eu tenho visto a mão de Deus na minha vida! Se não fosse Ele, eu não teria paz e tranquilidade para administrar as coisas do Rhema. Eu não me achava capaz; não queria ser diretora. Eu gosto de obedecer e de servir nos bastidores, mas o Senhor quis que estivéssemos aqui. Dissemos “sim” para Ele e temos o coração bem livre para o que Ele nos mandar fazer. O que vem dEle é bom, perfeito e agradável. Eu olho para trás e penso: “Meu Deus, quem era Jussane?” (risos) Hoje, eu tenho que tomar decisões; e tomo decisões com o Senhor. É muito bom ouvir dEle! Ele é o meu chefe, líder e patrão, pois é Ele quem decide tudo. Isso tem me colocado em paz e em tranquilidade. Jussane é isso: no começo, ela acha tudo difícil e fica com medo e ansiosa, mas ela chega perto de Jesus e vai vencendo! 

Com relação aos alunos do Rhema, quando vejo seus testemunhos, vejo que o nosso sacrifício vale a pena. Vemos o resultado nas vidas das pessoas. No final do ano, nas ministrações, vemos o que Deus fez na vida de cada um. Minha oração por todos que passaram pelo Rhema é que essa Palavra continue trabalhando dentro deles, sendo útil em suas vidas e fazendo com que eles continuem crescendo.                                  

3 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns amada Jussane! Mulher Virtuosa, segundo relata as Escrituras. Mãezona querida. Esposa zelosa e amorosa. Mulher de sucesso de coração simples e quebrantado de amor pelo Senhor, intercessora fiel.

  2. Minha Patriz é Diretora é uma mulher exemplar, é um sucesso Celestial!!Aprendi a amá-la por sua simplicidade e e sinceridade, ela é exemplo também de mãe, esposa e amiga, somos amigas, sempre, e ela sabe que pode contar comigo!!

  3. Parabéns Jussane,
    Tenho muito prazer em ser sua prima, que Deus possa continuar abençoando vocês, fico olhando o milagre da salvação em Jesus cristo prosperando na sua vida e na vida da sua família, que coisa linda é servi a Deus com tanta dedicação! Deus abençoe seu ministério e de sua família! PARABÉNS ! que a graça do nosso amado Jesus esteja sobre vcs amém?

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