Tenho 44 anos. Sou carioca, nasci no Rio de Janeiro, mas moro em Pedra de Guaratiba que ainda é considerado um bairro rural, tenho alma do campo. Gosto de ir a praia, acho que tenho o gingado do carioca, a simpatia, esse espírito do carioca, isso eu tenho (risos), mas gosto mesmo de planta, de bicho, de andar descalça, gosto de cavalo, de camelo (risos). Por conta de trabalho, estamos sempre no centro do Rio, mas não curto muito esse lado urbano, que cada vez me estressa mais. Tenho puxado mais para esse lado caipira. É quando estou mexendo com terra, com minhas  plantas que mais ouço Deus falar comigo, depois eu corro e vou escrever… Gosto de cachorro e tenho o meu em casa ah! Ele é tão amado. Super famoso em Pedra de Guaratiba.

Sou muito família. Enquanto dou essa entrevista, estou em Campina Grande-PB, amo viajar, mas sinto muita falta deles, estou aqui, sofrendo. Não gosto de viajar sem Fábio e Fabinho. Principalmente viajar sem meu marido é bem sofrido, mas por causa do ministério, preciso fazê-lo. Sinto falta do meu cachorro também. Mas Deus está me dando graça para isso. Nunca pensei viver esse tempo.

Tenho uma irmã que é missionária e ela sempre viajou, vive nos aeroportos, mas eu nunca planejei isso para a minha vida. Viajar, ministrar, estar cada dia em um canto…

Eu fico absolutamente constrangida com a recepção das pessoas comigo. Entendo que elas querem vir me conhecer, conversar, tirar fotos, mas me constranjo, porque sei que o que elas admiram tanto não é mérito meu. Eu sei de onde eu vim, sei o que Deus fez na minha vida e sei que não sou eu, realmente existe uma graça sobre a minha vida. Tudo aconteceu sem eu planejar, eu só agarrei a Palavra e as coisas foram acontecendo, tudo é graça.

Sou filha de Ermelinda e David, meus pais são cada vez mais fundamentais em minha vida. Minha família é muito bem estruturada. O casamento dos meus pais é o casamento modelo para mim, nunca vi ninguém se dá tão bem assim na vida. Se entenderem e viverem o casamento como eles vivem, nos padrões de Deus.

Minha mãe é a pessoa mais amorosa do mundo. É uma pessoa muito bondosa, generosa, todo mundo gosta dela. É aposentada, mas continua trabalhando em uma escola com crianças, ela é muito boa, é tão boa, que acho que isso foi até ruim para mim, porque eu não estava preparada para a maldade do mundo. Quando você cresce em uma casa na qual seus pais são muito bons, amorosos, muito íntegros, você acha que todo mundo é bom e não é a realidade.

Meu pai é uma  pessoa extremamente integra. Talentosíssimo, é um artista; ele faz os móveis na minha casa, é muito habilidoso com construção, marcenaria. É uma pessoa muito perfeccionista. Sempre foi um pai muito presente. É muito carinhoso, do jeito dele, não posso reclamar dos meus pais em nada.

Eu acho que eu quis casar muito cedo, porque eu via os meus pais tão felizes, então, eu desejava aquilo para a minha vida.

Meus pais tiveram três filhos gerados por eles e adotaram mais dois gêmeos. Também ajudaram a cuidar de três irmãos vizinhos nossos, mais velhos que nós, que acabo considerando irmãos, porque crescemos juntos, muito unidos. E, há pouco tempo,  uma prima minha que perdeu os pais, foi morar com eles. Então, eu  posso dizer que tenho 4 irmãs e 4 irmãos! A casa dos meus pais é um abrigo de amor. Meus pais sempre hospedaram missionários, seminaristas da Igreja onde fui criada. Minha família serve há gerações. Eu cresci em uma casa sempre  cheia de gente.

Tem uma parte da família da minha mãe que é muito unida. Moram quase todos na mesma rua. Temos um grupo no WhatsApp que chamamos de  “Condomínio Sacramento” porque é o nome dessa rua. Todos os dias damos bom dia nesse grupo, logo que acordamos. Meus irmãos que não moram na mesma rua, mas moram no bairro, sempre passam no fim da tarde com minhas cunhadas para tomar café na casa da minha mãe. Quando eu casei, também morava bem próximo a casa da minha mãe. Esse era meu contexto.

Mas, em meio a tudo isso, de repente, eu saí da igreja dos meus pais, virei pentecostal, abracei um ministério no mínimo “diferente”, passei a congregar no Verbo da Vida e me mudei para Pedra de Guaratiba para estar perto da minha nova igreja. Para alguém com alma caipira como a minha, verdadeiramente foi deixar a terra, a parentela, os amigos  e partir para um lugar que Deus mostrou.

Sou casada com o Fábio e tenho um filho que se chama Fábio. Tenho dois Fabio’s em minha vida, dois amores (risos). Quando eu estava grávida, o Fábio pai dizia para todo mundo  que ia ser menino, eu não entendia o peso que isso poderia ter na formação da sexualidade, mas ficava apavorada por dentro. E se não fosse? Mas ele falava que tinha pedido um filho homem para Deus. Então comecei a dizer que se fosse mesmo homem ia se chamar Fabio Filho porque eu queria me apaixonar de novo (risos); assim eu fiquei com dois fábios! Quando nosso cachorro chegou, eu quis colocar Fabio Dog, mas eles não deixaram (risos).

Eu casei com minha paixão de adolescência. São 22 anos de casados. Sete anos de namoro, a maior parte da minha vida é com ele. Já passamos por muita coisa e sempre tudo foi muito intenso. Duas pessoas com personalidades muito fortes juntas! Imagina! Marasmo passa longe da gente.

Ele tem um jeito mais introvertido, fala pouco, é discreto. Mas quem convive com a gente não tem  dúvidas de que ele é o cabeça. Ele tem um temperamento bem diferente do meu, mas é centrado, me traz para o equilíbrio. Delega muitas coisas da casa e da educação do Fabinho para mim, mas a palavra final é dele. É o meu melhor amigo, eu o admiro muito.

Fábio é uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço.  É um profissional requisitadíssimo. Tem uns cinco anos que estou trabalhando com ele. Eu sou formada em História. Mas acabei indo trabalhar em equipe pedagógica. Trabalhei a maior parte do tempo em sala de leitura, com projetos de leitura, literatura e mídia. Deixei o magistério  ter um horário mais flexível, que eu pudesse conciliar com pequenas viagens e demandas do ministério. Mas também para ficar mais perto dele. Fabio também é uma das pessoas mais generosas que eu conheço. Ele ajuda tantas  pessoas!  Tudo o que ele tem, divide com os outros. É desapegado de tudo. Muito mais que eu.

Fábio por diversas vezes e de muitas maneiras “me salvou” ele nunca desistiu de mim. Sei que, hoje, ele colhe muito do que semeou e apostou na minha vida. Eu também apostei nele, sei que ele também não seria quem é sem mim (risos).

Tudo o que eu sou e faço, passa muito mais por ele do que as pessoas imaginam. Chega a ser engraçado porque, às vezes, as pessoas pensam que eu estou ”inventando ideias”  sem considerá-lo, mas, na maioria das vezes eu só estou reproduzindo ideias que ele teve primeiro. Quem recebeu a revelação, quem me convenceu foi ele. Foi assim com o Rhema, com congregar no  Verbo da Vida, com morar em Pedra, com viajar para  Israel, com a Escola de Sexualidade. Ele é o meu maior incentivador.

Fabio Filho, o Fabinho,  é a junção de nós dois, eu acho que ele herdou o melhor de nós. Também é muito inteligente. Conviver com ele é desafiador. Ele planeja a vida dele e ,se você quiser propor algo diferente do que ele quer fazer, ele vai argumentar, defender suas ideias. É difícil convencê-lo. Mas isso também torna a convivência muito prazerosa. Ele é muito meu amigo, amoroso. Está com 17 anos, e eu estou no processo de aceitar que ele cada vez mais independente dos pais.

Às vezes, eu quero colocá-lo embaixo das minhas asas, principalmente quando percebo que ele está em um caminho que eu acho que não é o melhor. Mas lembro que já é tempo dele tomar suas próprias decisões. Que ele  precisa se posicionar e ter suas próprias experiências com Deus.

Enquanto penso no Fabinho com 17 anos, lembro de mim quando tinha essa idade. De fato ele tem muitas vantagens, uma delas é já estar cursando o Rhema. Ter tido acesso à Palavra revelada. Hoje, eu tenho 44 anos, mas, seu eu pudesse voltar no tempo e dar conselhos a Lenise com 18 anos, eu diria:

“Tem muito mais de Deus. Não fique na superficialidade. Siga sua intuição e corra atrás…”

Eu tinha muitos questionamentos a cerca de Deus. Com 18 anos, eu não havia tido ainda  uma experiência verdadeira com Deus. Eu  tinha muitos questionamentos. O sobrenatural de Deus já tocava minha vida. Eu tinha visões, revelações. E não encontrava as explicações para o que eu via e sentia. No meu íntimo, alguma coisa me dizia que existia muito mais de Deus e eu podia sair da superficialidade que eu vivia. Só que eu não tinha as respostas, nem sabia onde buscar, eu me acomodei e acabei esfriando. Só aos 30 anos fui ter uma experiência marcante com Deus. Quando um amigo que estava na homossexualidade me pediu ajuda e eu fiz uma oração perguntando a Deus se “tinha jeito”. Ouvi Deus dizer que tinha jeito para o meu amigo e para minha vida também. Desde esse momento, o Espírito Santo passou a me perseguir. No sentido de seguir de perto. Minha vida foi sacudida. Tive uma revelação impactante da Graça, recebi o batismo do Espirito Santo, mudamos de igreja, fizemos o Rhema, começamos o Ministério Graça e Verdade e o resto está aí pra vocês verem.

Contudo, se eu pudesse dar um conselho para a Lenise de 18 anos seria: “SIGA A SUA INTUIÇÃO, TEM MAIS DE DEUS, NÃO PERCA MAIS TEMPO . CORRA ATRÁS!”, e diria mais: “Lenise,  vai logo para o Verbo da Vida e faz o Rhema!” (risos)

Um recado para as pessoas que vão ler essa entrevista: “Se você vive a questão da homossexualidade ou vive conflitos nessa área, preste atenção: tem mais de Deus para você. Siga a sua intuição. Tem uma saída, existe uma graça. Não se venda para o mundo. Não aceite as mentiras de Satanás. Existe mais de Deus. Existe em Deus a solução para todos os conflitos.

Procure ajuda! Não fique sozinho. Não cometa “sincericidio”, procure pessoas maduras, pessoas certas para falar sobre seus conflitos, não entregue e nem abra a sua vida para qualquer pessoa. Procure líderes confiáveis. Existe um caminho de restauração, de vida abundante. A Palavra de Deus funciona! Temos muitos testemunhos em nosso ministério de pessoas que estão bem.

Eu nunca vivi a questão da homossexualidade como pessoas pensam, mas, se tivesse vivido, não teria problema em dizer, porque eu creio na restauração. Não acho que seja vergonha a pessoa ter tido um passado, afinal, todo santo tem passado. E todo pecador tem futuro. Mas eu passei por muitas questões que pessoas que vivem a questão da homossexualidade passam como a questão do abuso sexual na infância, por exemplo.

Isso aconteceu na minha vida apesar de ter crescido em uma família que me cuidava muito. Afinal, acontece nas melhores famílias… Eu não me tornei homossexual, não mergulhei na questão talvez, justamente por ter tido um pai muito amoroso, uma família muito estável.

Demorei muito a falar sobre esse abuso, a primeira pessoa para quem contei foi Fábio. Meus pais demoraram muito a saber disso também. Eu já estava trabalhando com aconselhamento aos homossexuais quando abri a minha história. Eu passei pelos traumas, pelas sequelas que o abuso deixa em todo mundo, na época, não tinha uma experiência com Deus para saber o que fazer, não tinha conhecimento da graça que tenho hoje. Mas vi meu pai muito amoroso, vi o casamento dos meus pais muito bom, eu sabia que nem todo homem era mal.

Eu tive problemas com a pessoa que me abusou, mas tinha a referência do meu pai, então, isso me livrou de viver a homossexualidade, eu creio nisso. Porém, eu não fiquei livre das consequências de um abuso. Inclusive, da questão da desconfiança, da agressividade, da questão de você achar que Deus não te protegeu. Isso fez eu me afastar muito de Deus. Eu achava que tudo era da vontade Deus e Ele não me guardou… Eu responsabilizava Deus, por isso, foi tão importante aquele livro do irmão Hagin “Não culpe Deus”, esse foi o primeiro livro dele que li. Foi libertador!

Entendi que não foi a vontade Deus. Mas ter passado por essa história me faz ter muita empatia com as pessoas que vivem a homossexualidade. Eu sei que não foi da vontade de Deus que eu vivesse isso. Mas Deus transformou isso o que poderia ser uma maldição, Ele transformou a minha vida. E isso, hoje, é fundamental para eu entender as pessoas e poder ajuda-las.

O abuso leva para muitos caminhos. Às vezes, drogas, prostituição, rebeldia.  Algumas pessoas não me entendiam  e pensavam: “o que tem de errado com essa menina?”  Ninguém imaginava…

Hoje, isso é uma ferramenta fundamental para o meu ministério. Deus pode usar sua dor e traumas como experiência para ajudar outras pessoas.

Eu sonho em um dia no qual a igreja vai acolher as pessoas sem acepção…

Tem uma frase do John C. Maxwell que me marcou recentemente: “Que a gente não deve buscar seguidores, mas formar líderes.”

Meu sonho é esse, não quero ter seguidores, quero formar líderes. Quero influenciar pessoas para que elas possam acolher outras sem acepção. Aprendam a receber, acolher e tratar as pessoas na igreja. 

 

Comecei a trabalhar cedo e nunca fui só dona de casa. Cuido da minha casa, cozinho bem, mas quando estou em casa,  gosto  mais  e mexer com minhas plantas. Não sou muito do lar, sou mais do “ler”. Hoje, sou  escritora, mas antes de tudo, sou leitora. Trabalhei em sala de leitura e tive acesso a muitos livros. Gosto de ler biografias, poesia. Livros infanto-juvenis, livros de imagem. Gosto de autores seculares, parece clichê, mas  Gabriel Garcia Marquez  para mim é o melhor e Machado de Assis o top brasileiro. Já li muito Manuel Bandeira, Drumond, Quintana, Romano de Santana, Cecília meireles, Marina Colassanti, Monteiro lobato, Ligya Bonjuca, Bartolomeu Campos de Queiróz.

Hoje, leio mais livros evangélicos, por uma questão de remir meu tempo mesmo.  Agora, que estou na Editora Reinar, estou em uma fase de ter os livros da editora na cabeceira, que por sinal são maravilhosos. E estudando já para o próximo livro que é sobre abusos.

Meu pai fez para mim uma estante em forma de árvore que eu chamo de árvore da vida. Nessa estante, só ficam os meus livros preferidos. Está lá a coleção Legado do Pr. Bud, minha coleção de  livros de CS Lewis, Novos limiares da Fé, Amor, o caminho para Vitória e Não culpe Deus de Kenneth Hagin, os livros de Tony Cooke: “Qualificados”, “Em Busca de Timóteo”, “Graça, DNA de Deus”, para mim são livros maravilhosos. “Atravessando as tempestades” é um livro que eu gostaria de ter escrito, acho simplesmente genial. Os livros de Brennam Manning, e os livros dos meus amigos, os livros da Editora Reinar…

Coleciono Biblias e tenho também muitos livros sobre sexualidade, lógico.

Uma coisa engraçada que acontece na minha vida é que meus melhores amigos têm publicado livros! CS Lewis e Tolkien faziam parte de um clube de escritores, o Inklings e eu já posso fundar um também.

Não é que eu procure autores para serem meus amigos. Na verdade, eu fui uma das primeira a publicar. Depois veio o Felipe Aguiar, a Dione Alexsandra, o Willy Torresin. Meu pastor Edimilson Nunes tem livro publicado e a Pastora Nayra Pedrini também. Esses meus cinco amigos  podem se juntar e escrever minha biografia! Porque são amigos muito íntimos, os melhores mesmo. Eles sabem tudo da minha vida (risos). A Daniele Cavalcanti também está escrevendo… Vamos ver se Mama Aurinha, Cidinha, Débora Néri, Diego, Carol, Tatiana Gouveia  se animam…

Eu mesma não planejei escrever, ser escritora. Eu estava trabalhando com aconselhamento na área da sexualidade na igreja em Pedra de Guaratiba e o Pastor Edimilson Nunes me pediu para escrever uma apostila para treinar os líderes. Essa apostila foi ficando enorme e pensava: tenho que diminuir, mas toda vez ela só aumentava, porque eu via que precisava explicar e estabelecer a visão.  Um dia me dei conta: isso não é uma apostila é um livro. E veio ao meu coração uma palavra: o que vês, escreve num livro e manda às igrejas. Ouvi isso e entendi que estava sendo gerado um livro naquele momento.  

O primeiro livro “Como Deus planejou você” é um livro maravilhoso, mas eu não tenho orgulho de ter escrito, eu tenho mais temor, porque eu sei que foi graça pura. É um livro muito inspirado. Deu muito trabalho, envolveu muita pesquisa, é um trabalho sério. Foi escrito em 2009 e 2010. Lembro de terminar de escrever um capítulo e ao ler pensar: “de onde saiu isso?” E me sentir tão tocada. Algumas partes que quis cortar e não consegui são partes que as pessoas dão testemunho.

O livro já rodou em muitos países, encontrei um rapaz em Londrina que leu meu livro na Hungria e perguntei a ele: “como assim? Como esse livro chegou lá?” Ele não é do Verbo, eu não o conhecia, ele deu testemunho de como foi transformador para ele ler o livro.

Um segundo livro eu já desejava escrever, mas tinha  muito cuidado. Não faria  se não houvesse uma direção do Senhor. Quando fiz um projeto “Pais e filhos” no Verbo de Campo Grande com Marcela e Claudio Alexandre e sua equipe, selecionamos temas atuais, sobre sexualidade que não tinham sido abordados com profundidade no primeiro livro e outras questões que surgiram e que não existiam em 2010. Enquanto escrevia as apostilas ,percebi que estava nascendo mais um livro, mas foi muito diferente, porque o primeiro livro fiz sem uma editora, sem nenhuma experiência. Publicamos com recursos próprios. Houve muita graça, mas foi muito difícil gerar o livro.

O segundo, “Perpectivas de Gênero, Graça e Verdade” foi uma colheita na minha vida. Fiz pela  Editora Reinar, tive todo acompanhamento do Paulo Pimenta e da Natália, que se tornaram meus mais novos amigos de infância. O pastor Marcelo Carvalho, de Belo Horizonte, me indicou a Editora e a minha amiga Dione, que já tinha publicado um livro com eles, me falou como era trabalhar com eles. Ao contrário do primeiro que tivemos (eu e Fábio)  que providenciar tudo, dessa vez, só escrevi. Eles cuidaram de tudo. O pastor Paulo é um super editor me orientou a fazer uma serie ao invés de um livrão único, fez muitas intervenções importantes. A Natália criou um conceito de arte incrível para o livro. Foi um refrigério.  A Reinar virou  uma família, isso ficou muito claro em um jantar de aniversario de um ano que participamos. Todo mundo se gosta muito e admira o trabalho do outro. A gente se diverte trabalhando. Ri o tempo todo. Existe uma Unção de alegria, de ter certeza que estamos fazendo aquilo que o senhor deseja pra nós.

O resultado final do livro ficou maravilhoso, foi graça! É um assunto muito importante e contemporâneo e nós conseguimos encontrar bases cientificas pra falar sobre o assunto. Creio que vai libertar muitas vidas.

Enquanto eu escrevia os agradecimentos do meu livro, meu zoaram que não era muito chic colocar tanta gente nos agradecimentos, mas eu não sou chique, eu sou grata (risos).

“Ninguém faz nada sozinho”  como canta , meu “paistor” Edimilson.

Tenho muitas pessoas a quem sou grata e um tanto que são as minhas grandes referências.  Todos da diretoria do Ministério Verbo da Vida são grande referência para mim.   

Mama Jan  é hors concours*, viajei com ela para Israel por 15, que experiência maravilhosa. Ela consegue ser melhor ainda de perto. Existe algo que eu peço ao Senhor, a unção do abraço da mama Jan.  Eu quero abraçar pessoas e vê-las sendo curadas através de um abraço como o abraço dela faz. Lembro-me da primeira vez que ela me abraçou, quanta unção.

Guto e Suellen são referências muito importantes pra mim. Suellen é uma mulher tão forte! Assim como Sylvia Lima, que eu amo de paixão e é outra referência.

Meus pastores Edimilson e Aurinha. Referencias em tudo, hors concours também.  Willy Torresin, que considero meu pai espiritual, ele que de certa terminou de  me evangelizar , me ensinou muito sobre Graça. A Pastora Nayra Pedrini e o apostolo Jonas da Igreja Apostólica Unidade em Cristo, são referencias tremendos também. Me identifico muito com a Nayra.  Marcela e Caoxande Chianca. Daniele e Themis Cavalcanti, Renato e Klycia Gaudard são exemplos pra mim.

Maneco e Camila Dias. Tenho muita conexão com eles. Camila tem um chamado forte  na área da sexualidade, e Maneco eu digo que é meu personal profeta (risos).  Meus pais são referência pra mim. A lista é grande mesmo.

Amados por Deus todos nós somos, mas poucas pessoas tem consciência disso. Eu sou uma pessoa consciente do quanto Deus me ama e sou grata a Ele por isso. Consciente que a minha vida é completamente sobrenatural, e que tenho um chamado para desafios específicos dos últimos dias.

As pessoas acham que meu chamado é na área da  sexualidade, por muito tempo pensei também. Mas tenho entendido que  não é só isso. Não existe nada novo na terra, mas existem algumas questões que se levantam com uma força que nunca se viu antes. Há treze anos atras, quando comecei a tratar sexualidade não imaginava como isso tomaria vulto nesses últimos dias. Era uma das questões. Agora, abra o jornal, ligue a TV, vá para um shopping  e veja… O crescimento das questões de gênero faz parte desse contexto pré-arrebatamento. Outra questão forte pré-arrebatamento é Israel… Já estivemos três vezes naquela nação e todas elas com experiências muito fortes… Israel arde em meu coração.

Já recebi várias palavras proféticas sobre isso, inclusive de pessoas que não me conheciam. As questões do Oriente Médio ardem em meu coração. Estivemos na Jordânia, um país muçulmano, e isso deu um nó na minha cabeça. Eu sei que tenho muitas coisas para estabelecer ainda na área da sexualidade, mas não é tudo. Vou partir para coisas novas com muita intensidade também. Como isso de dará?  Da mesma forma que aconteceu com relação ao assunto sexualidade. Já experimentei que Deus faz acontecer. Não duvido de mais nada.

Eu sou uma pessoa definitivamente afetada pela graça de Deus com plena consciência disso.

Sou uma pessoa muito feliz!

 

*hors concours: adjetivo e substantivo de dois gêneros e dois números relativo a ou pessoa que não pode participar de um concurso por já ter sido laureada, por ser membro do júri ou por ser tida como muito superior aos demais competidores. [fonte: Google]

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA