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Meu nome é Marcia, tenho 41 anos. Eu nasci e cresci em Guaratinguetá no Estado de São Paulo. Minha mãe é de São Paulo, meu Pai é de uma cidade chamada Gália, eles se conheceram em Guaratinguetá através da Escola de Especialistas da Aeronáutica, meus pais casaram e constituíram família nessa cidade e, eu fui criada lá.

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Tive uma infância muito feliz em Guaratinguetá, cidade de interior, onde a gente tinha aquela liberdade de brincar na rua, passar o dia brincando com os amigos, ir ao clube, andar de bicicleta pelo bairro. Então, sempre tive uma vida cheia de amigos e cresci assim. Próxima àquela fase de decisão de vestibular, encontrei algumas limitações com relação à cidade, por ser pequena e não oferecer perspectivas futuras, tanto em faculdades quanto em futuro profissional. Sempre tive sonho de ser uma grande profissional, ser bem sucedida, trabalhar em uma grande empresa, enfim… e isso sempre me fez projetar sair da cidade.

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Eu amo meus pais, eles são fundamentais na minha vida. Eles vêm de família simples e são pessoas de caráter bem arraigado, então, eu fui criada em uma família na qual os princípios de caráter e bons modos sempre foram muito estabelecidos e cobrados. Aquela história “se você falou, faça valer a sua palavra e cumpra”. Tenho uma irmã, dois anos mais velha, ela mora em Brasília e é advogada, tenho também um irmão cinco anos mais novo, que é empresário. A gente sempre teve uma vida familiar muito boa. Nossos pais são, realmente, pilares em nossas vidas.

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A minha conversão se deve à minha mãe, ela era católica e frequentava a renovação carismática e sempre estudou muito a Palavra. Um dia, ela foi em um estudo bíblico coordenado por uma pessoa evangélica e o estudo era sobre História da Igreja. A minha mãe foi altamente impactada, lembro que ela chorou por semanas e, depois desse estudo bíblico, ela foi na igreja conversar com o Padre, com uma lista de questionamentos, contudo, ela não conseguiu respostas que fundamentasse a religiosidade na qual ela vivia. Foi assim que a minha mãe se converteu e passou a ir para a igreja evangélica. Essa foi uma época muito complicada para a família, porque meu pai não aceitou.

Foi um período familiar bem intenso, me lembro quando ela disse que ia se batizar de novo, e meu pai disse: “então se o batismo que você recebeu na igreja católica não valeu, o nosso casamento também não valeu”. Foi uma época muito conturbada, eu já estava na faculdade nessa época e nós, como filhos, dissemos assim: “Mãe, faça aquilo que lhe faz feliz, você só não vai me obrigar a ir para a igreja com você, porque isso nós não queremos”.

Mas, ela nunca desistiu. Nas suas orações ela alcançava cada um dos familiares e, hoje, somos todos evangélicos. Eu me converti primeiro, depois veio minha irmã, meu irmão, e meu pai também.

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Quando a minha mãe saiu da igreja católica, foi um período no qual ela sofreu muito preconceito. Pessoas que faziam parte do nosso cotidiano pararam de falar com ela e de frequentar nossa casa. Eu também tinha uma vida ativa na igreja, tocava teclado nas missas, fazia parte da equipe de trabalho da crisma, enfim… Nessa época, eu tomei uma decisão: “bem se a minha mãe não serve mais para essa pessoas, por causa da escolha dela, ela agora não agrada ao ponto de cortar laços de amizade, então, eu também estou no lugar errado”. Naquele dia, fechei meu teclado em uma caixa e falei: “eu nunca mais toco, e não quero mais servir aqui” e me distanciei da igreja. Fiz faculdade de psicologia e, logo que eu me formei, fui embora para São José dos Campos, uma cidade bem maior da nossa região.
Nesse tempo, fui morar em um apartamento que ficava ao lado da Primeira Igreja Batista de São José dos Campos e da janela do meu quarto dava para ver o palco da igreja, eles tinham um grupo de música maravilhoso, todos os tipos de instrumentos. Então, eu chegava do trabalho e ficava sentada na minha cama para ouvir a música. A música me atraiu demais e eu me sentia impactada, mexida mesmo. Certo dia, eu estava voltando do trabalho, passei em frente a igreja, dei uma “rezinha”, olhei, e pensei: “acho que eu vou entrar”, eu fiquei na porta da igreja aquele dia, ouvi a Palavra e fui muito constrangida pelo amor de Deus, algo queimava dentro de mim, eu chorava e nem sabia o porquê. No final, após muita resistência da minha mente, meu braço se levantou no apelo e aceitei Jesus – nunca mais sai.

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Eu e o Rodrigo nos conhecemos em Guaratinguetá. Tivemos um primeiro contato na escola, ainda na época do Ensino Médio. Ele foi fazer faculdade de Odontologia em Taubaté e eu faculdade de Psicologia em Lorena, nós nos reencontramos através de amigos em comum e começamos a namorar.

Após 7 anos de namoro, nos casamos e fomos morar em São José dos Campos. Em 2007 o Rodrigo quis voltar para Guaratinguetá e essa era a última coisa que eu queria fazer, eu pensava que lá era a cidade que eu tinha nascido, mas não era a cidade que eu queria morar com meus filhos. Eu tinha acabado de ter meu filho mais velho. Nós temos dois filhos: Pedro tem 11 anos e o Daniel 7 anos. Voltamos contra a minha vontade e continuei trabalhando em São José dos Campos, trabalhava em uma multinacional na área de recursos humanos. Então, eu  acordava 4h30 da manhã, saía às 5h, voltava às 7h ou 8h horas da noite, quando conseguia voltar, às vezes ficava em São José dos Campos. Pouco tempo depois, uma série de coisas aconteceram, nos vimos em uma crise muito forte em nosso casamento e financeiramente, devido a um negócio mal sucedido. Foi uma época muito difícil, porque aquilo que já estava ruim só intensificou.
Eu era uma mulher muito independente, com personalidade forte, determinada, “dona do meu nariz”, realmente tinha conquistado tudo que sonhava na minha adolescência, pós graduação, um excelente trabalho, bom cargo, bom status e um ótimo salário, casada com dois filhos lindos, mas não estava feliz.

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Quando eu me converti, em 2001, lembro que, assim como minha mãe, eu me senti por muitos anos enganada, na questão espiritual. Quando aceitei a Jesus, eu pensei: “Bem, agora eu descobri a verdade”, mas na realidade, só percebi mesmo o quanto estava longe da verdade quando cheguei no Verbo da Vida em 2010. Tantas coisas que aprendi, que vi e ouvi que não estavam em linha com a Palavra. E foi exatamente assim que chegamos no Verbo: os dois com sucesso profissional, mas a nossa vida pessoal estava falida.
O Pastor Paulo Cesar, meu primo, me convidou para ir a um culto no Verbo, ainda era o começo da igreja e, porque minha mãe também estava indo, me animei em visitar. Fui desafiada pela Palavra logo na primeira vez que fui ao culto. Desafiada pelo pastor José Roberto quando ele disse: “você pode estar pensando: ‘você não sabe como está minha vida’ (e realmente estava pensando isso) realmente eu posso não saber” – ele disse: “mas eu sei o que essa Palavra pode fazer. Eu rasgo a minha Bíblia se você orar todos os dias em outras línguas e sua vida não mudar” – quando ele disse isso, levei um choque.

Aceitei esse “desafio” e entrei de cabeça. Eu já tinha tentado de tudo: terapia, coach, seguir conselhos de amigos e nada resolveu. Eu vi uma luz no fim do túnel e pensei: “não tenho mais nada a perder mesmo…”

Essa Palavra realmente nos resgatou, trouxe para nós uma renovação em todas as áreas da nossa vida. Sempre digo que Deus e a Palavra conseguiram fazer com que muitas coisas que foram perdidas no meu casamento, na minha relação com os meus filhos, fossem resgatadas. Ajustes na nossa casa que a gente realmente só conseguiu transformar pela Palavra, através do sobrenatural de Deus em nossas vidas.

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Eu descobri o que é viver pela graça. Quando conhecemos essa Palavra, uma das primeiras coisas que eu e meu marido identificamos foi que a nossa vida estava muito fora e desalinhada com aquilo que Deus tinha projetado para nós como casal. Eu não ocupava a minha posição como esposa, como mulher. Então, a primeira coisa que tivemos que fazer foi reorganizar tudo isso. Decidimos que eu iria parar de trabalhar por um tempo.
Essa foi a fase mais difícil para mim, porque eu tinha um cargo muito bom, era bem sucedida na minha área. Contudo, pedi demissão, deixando todos os anos e tudo aquilo que havia conquistado, para resgatar a minha estrutura familiar.  Estávamos em uma falência financeira, mas eu optei pela minha família, optei pelos meus filhos e, foi a fase mais difícil da minha vida, não pela opção, mas por ter que enfrentar muitas pessoas dizendo que eu era louca em largar meu trabalho, ainda mais com as dificuldades que estávamos passando. Foi difícil porque tive que aprender a viver ao contrário do que naturalmente viveria (porque a mente me dizia todos os dias: “agora é que você terá que trabalhar em dobro para pagar as contas“). Precisei aprender a viver um estilo de vida diferente, viver pela fé e naquilo que a Palavra diz. Não era mais do meu jeito, como eu queria, perdi a minha zona de segurança, meus apoios e agora teria que ser um dia de cada vez.

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Me lembro que chorei muito, era um misto de sentimentos. E tudo com muita intensidade. Às vezes eu chorava e falava assim: “eu lido com um auditório lotado de pessoas, faço treinamentos, sei trabalhar sob pressão, faço processo seletivo de grande porte, mas não estou conseguindo conciliar tudo dentro da minha casa”; a rotina me afogava, era tudo muito novo pra mim.
Certo dia, lembro que eu estava chorando no meu quarto e me lembrei da passagem de Paulo, pedindo para Deus o que ele precisava: “Pai eu não estou aguentando mais” (parafraseando aqui).

E o Senhor disse para Paulo: “a minha graça te basta”,

Eu falei: “Pai, essa mesma graça que assistiu Paulo, eu preciso conhecer, ela precisa se tornar real, vida em mim, se não eu não aguento, eu não vou aguentar”.
Naquele dia, eu entrei em uma nova estação na minha vida, vivendo um dia de cada vez, aprendendo a contar com a graça, aos poucos. O Espírito Santo foi me dando sabedoria, me dando estratégias, tudo para que eu pudesse conciliar.

Muitas mulheres me perguntam como eu consegui… Aprendi a me submeter – a Deus, a Palavra, ao meu marido e ao meu líder. A submissão bíblica foi uma das principais chaves. Tenho um pastor que é bom para tratar disso (risos) sempre me lixou… ele sabia que podia extrair mais de mim. Sempre li muito, ouvi muitas ministrações, não perdia nenhum culto, fiz Rhema e renovo a minha mente todos os dias – o que é pra mim, a maior garantia de sucesso.
Aquilo que foi difícil, mas foi superado, se tornou, agora, meu maior testemunho de vida.

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Eu sou uma pessoa que gero muitas coisas no meu espírito, existem algumas coisas que sei que vão acontecer e, uma delas está para se concretizar agora. Sempre quis construir a nossa casa, nós começamos a construir e eu creio que em breve a nossa casa estará pronta, e, só podia ser Deus, literalmente,. A cada semana eu vejo o poder manifesto de Deus com relação às questões da obra, por conta de toda uma conjuntura do passado.

Creio também que vou conseguir doar tudo aquilo que vivi profissionalmente para o Reino de Deus, eu creio que vai chegar esse tempo. Tenho uma experiência muito grande em gestão de pessoas, sei que eu posso contribuir bastante com o Ministério. Talvez, seja um sonho de servir ao Reino de uma forma integral.

Sonho também com alguns projetos sociais que estão bem fortes em meu coração e no do meu marido. Nós temos gerado no nosso Espírito, sei que é algo que vai se realizar.

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Tenho pessoas que levarei eternamente em meu coração, tamanha a gratidão e amor, pessoas que acreditaram em mim quando tudo parecia desmoronar, que me ensinaram a Palavra, creram comigo, intercederam, “pegaram junto”, enfim… Grandes homens e mulheres de Deus como meus pastores José Roberto e Sandra que são referência de fé e de vida no Espírito. Aprendo muito com eles, desde assuntos ministeriais à coisas simples como por exemplo amar a minha cidade. Todos os dias ele dizia que Guaratinguetá era a cidade que manava leite e mel, que não tinha outra cidade melhor para viver, porque foi ali que Deus o tinha plantado (eu ficava constrangida todas as vezes porque não queria ter voltado para Guaratinguetá e ele, que nem era de lá, falava essas coisas. Aprendi a declarar da mesma forma e, hoje, amo minha cidade).

Também tenho como referenciais o pastor Amauri e sua esposa Marizete, Herênio Ramiro, enfim… São várias pessoas no ministério que me inspiram todos os dias como o legado do pastor Bud e Jan, Bispo Guto e Suellen, Sâmia, Manoel Dias, pastor João Roberto, pastor Eliezer e sua esposa Georgia e, claro, eu não poderia deixar de citar o pastor Rodrigo – meu marido – que é referência, assim como os outros. Homens e mulheres que estão dispostos a pagar o preço por não negociar a Palavra, falar dela em tempo e fora de tempo até a volta de Jesus.

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Rodrigo é pastor auxiliar e estamos, desde 2012, na liderança do Departamento de jovens – Jovenszip. Temos crescido e avançado com aquilo que Deus nos confiou. Ele tem um chamado muito forte para tratar o caráter e estilo de vida. Somos intensos em tudo que fazemos e os jovens se apegam bastante. Nosso maior desafio na liderança é fazer com que eles se mantenham intensos e constantes em tudo o que fazem. Eles vêm, recebem a Palavra e amam, mas fazer com que eles se mantenham que é desafiador. Queremos eles avivados, firmes na Palavra, vivendo, realmente, o estilo de vida de Cristo.

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Eu gosto muito de trabalhar com jovem, eles são mais rápidos para reconhecer seus erros. Você trata com eles mais fácil, são mais dispostos, tem menos sofismas, menos fortalezas mentais, é fácil mesmo trabalhar com o jovem. Se você pega junto com ele, nessa intensidade e, canaliza para Deus, ele vai longe. Creio que tem sido um bom treinamento para nós, para as coisas que o Senhor nos levará.

Também sou professora do Rhema e amo ensinar a Palavra, ajudar pessoas através do conhecimento da Palavra é maravilhoso. Esse ano estou somando com o Departamento Feminino também, creio em um novo tempo para todas nós – tempo de avanço e crescimento nas verdades da Palavra.

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Me considero uma mulher bem forte. Essa que consegue aguentar o tranco. Gosto muito de lidar com pessoas, gosto de ajudar pessoas, minha vida é ajudar pessoas e vê-las crescendo. Tenho princípios muito fortes dentro de mim, isso faz com que, às vezes, não seja tão fácil a convivência diária, porque eu exijo muito de mim mesma e, consequentemente, acabo sendo um pouco exigente com as pessoas. Prezo muito pela excelência – na âmbito empresarial eu era assim e não posso ser diferente para Deus. Por outro lado, é muito difícil uma pessoa ficar acomodada ao meu lado, porque eu não me permito acomodar, dificilmente alguém vai ficar acomodado perto de mim.

Acho que essas são algumas características bem marcantes minhas. Sou uma pessoa super ativa, consigo fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Voltei a trabalhar esse ano, em uma área totalmente diferente de tudo que eu já fiz até hoje, estou como assessora parlamentar de um vereador da cidade; eu não gostava nem de falar sobre política, hoje, me vejo nesse meio. Creio que seja um tempo específico, para fins específicos e, com certeza, uma maneira de levar a Palavra para um meio que está tão desgastado por tudo o que vemos na mídia.

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Tenho dois meninos maravilhosos, Pedro e o Daniel, são heranças de Deus na minha vida. São crianças que estão sendo criadas nos princípios bíblicos. Costumo dizer que ninguém segura essa nova geração que cresce ouvindo a Palavra de Deus. Os meus filhos me falam algumas coisas incríveis da Bíblia, então, quem segura essa geração?

A nossa vida mudou muito depois que a gente veio para o Verbo da Vida, eu acho que se tem algo que poderia enfatizar nessa entrevista, é que as pessoas acreditassem que não importa onde elas estejam hoje, não importa o que elas estão vivendo, por mais que elas achem que não tem mais solução, pela Palavra vai ter uma solução.

Quando eu cheguei ao Verbo da vida, minha família, meu casamento, estavam falidos. Meu marido ia para a igreja, ele não entrava. Antes, ele nem ia, depois ele começou a ir. Daniel era muito pequeno e, eu ficava dentro da igreja e ele ficava empurrando o carrinho lá fora; hoje, o vejo no ministério. Eu sempre digo isso para as mulheres: eu aprendi que quando eu mudo, quando eu começo a falar a Palavra, dou um bom testemunho através da Palavra, é impossível que aqueles que estão ao meu redor não mudem. Às vezes, ficamos tão sedentos de querer mudar o outro, que esquecemos que a nossa mudança promove a mudança do outro. Quando você entende o seu lugar, que Deus é a sua justiça, que você tem um lugar no secreto no qual você pede as coisas para Ele e, Ele faz as coisas acontecerem, existe um desgaste menor para mulher. Acho que é isso que faz a diferença na mulher de hoje.

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Líder você é um exemplo de submissão a Deus, intensidade, excelencia!!! historia de sucesso em Deus, Exemplo para essa geração de jovens, mulheres e Familia!!! Privilegio te-la conosco, e te servir sempre!!! amo você!!!😍😜😘

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