Meu nome é Maria Ivone Furtado dos Santos Lisardo. Eu tenho 70 anos. Nasci no Rio de Janeiro. Sou carioca da gema e do ovo. Minha residência, até 2018, era na serra do Rio, no interior de Teresópolis. 

Eu me alegro muito em falar sobre a minha vida e a minha infância, porque o Evangelho entrou no meu lar através de mim. Minha mãe era muito usada no centro espírita para fazer “milagres” e cirurgias espirituais. Quando ela casou com meu pai, não o conhecia muito e logo engravidou de mim. Eu era uma bebê muito chorona. Nas idas e vindas do hospital, ninguém descobria o que eu tinha. Então, mamãe me levou em um centro de “mesa branca”, para rezarem por mim. Falaram que tinha sete espíritos e um oitavo queria me tomar. Nesse meio tempo, ela ficou fazendo trabalhos para parar o choro. E eu sempre chorando. Ela nem podia sair comigo. Um dia, ela foi convidada para ir a um culto de aniversário e, ali, ela ouviu a mensagem e aceitou a Jesus. E meu pai se reconciliou. Ele nunca tinha falado para ela que já tinha sido crente. Ele tinha o vício de cigarro. Tinha um coral naquele lugar e eu me acalmei depois que eles começaram a cantar. Após meus pais aceitarem a Jesus, eu parei de chorar. Depois disso, eles não abandonaram mais o Evangelho e começaram a testemunhar. Através do que Deus fez na minha vida, eles foram abençoando outras vidas com o testemunho. E eles tiveram um chamado missionário. Eles não fizeram seminário, mas foram estudiosos da Bíblia. 

O meu pai tinha um amor tão grande pelo Evangelho, que ele não se contentava em ficar só na igreja. Ele ia para as praças. Ele gostava de música. Estudou violão, teclado, um pouco de cada instrumento. Com a chegada da minha irmã, ele ensinava a gente a cantar e a tocar. Foi a história da Cruz que fez eles aceitarem. Nós crescemos ouvindo essa história. E aquele desejo de servir a Deus era imenso na vida deles e isso passou para a gente. Papai comprou um megafone e, com os instrumentos dele, íamos para as praças no Rio de Janeiro, na Praça XV. Mamãe fazia roupas novas para a gente ir para a praça. E ali a gente fazia o culto. Papai levava a mensagem e botava a gente pra cantar. Eu lembro de um hino, quando criança, que falava da viagem desta vida. Dizia assim: “Na viagem desta vida, dois caminhos há. Um é largo e vasto e vai direto à perdição. Satanás é quem convida e com ele muitos vão”. Aí a gente cantava a outra parte: “Mas Jesus é quem convida e quer dar-me a vida e é com Jesus que eu vou”. E esse hino ficou gravado em minha memória. Então nós crescemos com essa ideia. Eu tinha quatro anos nessa época. 

Com cinco anos, eu me decidi em um culto de missões. Eu prestei atenção à mensagem do Pr. Davi Gomes. No final, ele fez o convite para quem quisesse entregar a vida para o Evangelho, pois vários lugares do Brasil estavam precisando que esta mensagem fosse levada. Então, eu saí do colo da minha mãe e fui correndo lá para a frente. O pastor não entendeu. Ele me pegou no colo e perguntou pra mim: “O que você quer ser, minha filha?” E eu disse: “Eu quero ser pastor”. Então, ele orou e fez imposição de mãos. Eu ainda lembro e sinto a mão dele na minha cabeça, orando por mim. Aí, ele chamou papai e mamãe. Ela não estava acreditando naquilo. Como era uma igreja tradicional, só pude ser batizada aos doze anos, quando eu confirmei a minha decisão. E, assim, fui crescendo. Dentro da Igreja Batista, tem várias organizações que vão levando a gente a criar esse desejo por missão. Lá, eu fui mensageira do Rei. Eram cinco anos de estudo. A cada ano, a gente fazia uma provinha e era promovido. A gente estudava ali a vida de vários missionários. E essa ideia continuou na minha mente.

Quando eu fiz 17 anos e terminei o curso Normal, eu decidi estudar no Seminário de Educadoras Cristãs, em Recife (PE). Já estava tudo preparado para eu ir. Mas, em um congresso de jovens, eu conheci um rapaz que me tirou da rota. Assim, eu e Josué namoramos e nos casamos. Eu falei com o Pastor Davi Gomes e ele disse que eu poderia servir a Deus no meu ministério como casada, pois eu era jovem e poderia servir a Deus onde estivesse. Eu aceitei aquela palavra e achei que aquele casamento era de Deus. Esse casamento de 16 anos me desviou do meu propósito, mas eu não me afastei da igreja. Eu era entrosada na igreja. A gente fazia trabalho nas favelas, nos morros, na comunidade, sempre evangelizando. Primeiro com crianças, com jovens e depois com adultos. Nas poucas vezes que eu fui às reuniões missionárias, eu ia lá para a frente em prantos. Eu tive três filhos maravilhosos, Patrícia, Eduardo e Sabrina. Estão todos na presença de Deus de formas diferentes. Tem uma batista, o do meio é do Verbo da Vida e a outra que é batista renovada. Eles são todos casados. Deus transformou em bênção aquilo que eu achava que era errado.

Meu marido não gostava de ir à Escola Dominical. Eu o chamava de Nicodemos, pois só ia à igreja de noite. Eu não sei se ele não queria que os amigos dele da sociedade vissem que ele era crente, porque ele era envolvido em futebol, jogava no time da cidade, frequentava clubes. Então eu ia sozinha e carregava também as crianças para a igreja. Aí, com 16 anos de casados, ele chegou pra mim e disse que não me amava, que era como se eu fosse uma mãe dele. Eu já percebia isso. Aí eu passei por um período difícil. Eu orava de joelhos e pedia ao Senhor para tirar o sentimento que eu tinha por ele, pois eu já tinha aprendido a amá-lo. Quem via achava que a gente era casal 20. Nós cantávamos em coral, em conjunto, em quarteto, em dueto. O meu maior desejo era ir a um Encontro de Casais. Nunca fomos. Então, um dia, ele me fez uma chantagem. Ele disse que tinha arrumado um serviço de caminhoneiro e queria correr o Brasil inteiro. Aquilo me doeu. Com tanto estudo, querer ser um caminhoneiro. Então eu disse para ele pegar as coisas dele e ir. E ele foi ser caminhoneiro. Ele viajou pelo Brasil inteiro e ficou três anos ausente. Aí eu dei entrada no desquite. Foi uma situação que sempre me incomodou. O divórcio foi à revelia porque ele não veio para assinar. Ele só voltou quando estava tudo pronto e eu dei a certidão para ele. Ele ficou muito feliz e agradeceu. Engraçado que Deus tirou o sentimento de raiva que eu tive por ele.

Eu era professora. Qualquer concurso que eu fazia eu passava. Eu trabalhava na parte da manhã na empresa de energia elétrica. Foi ali, trabalhando na recepção, que eu comecei meu ministério. Eu aproveitava e falava de Jesus quando as pessoas chegavam aflitas. Eu tive muitas oportunidades naquela empresa. O eletricitário trabalha 25 anos e foi o tempo que eu tive daquela empresa. À noite, eu dava aula de alfabetização. Comecei na igreja e depois fiz concurso. Eu trabalhei em todo o período do projeto Mobral. Depois fui concursada pelo Estado e dei aula pelo Estado. Depois, a Prefeitura me ofereceu melhor salário e eu pedi demissão do Estado. Foram 28 anos na Prefeitura. Como eu sempre gostei de beleza, fiz cursos para ensinar e formar equipes. Aos sábados e feriados, eu trabalhava com eventos, casamentos e aniversários de 15 anos. Aí eu fui cabelereira, maquiadora, moda e tudo ligado a esses eventos. E fui preenchendo minha vida. Nesses 16 anos, eu tinha três empregos. Quando ele foi embora, não fez falta. Aos poucos, eu fui limpando o nome, pagando as dívidas dele. Ele deu muitos golpes. Então foi um livramento para mim. Eu consegui criar meus três filhos sozinha. Eu falei para as crianças: agora o nosso pai é Deus mesmo.

Com essa situação, eu tive que sair da minha igreja porque eles não aceitavam divórcio. Um dia, eu cheguei na igreja para um culto de oração e uma irmã disse que tinha havido uma assembleia extraordinária para me excluir. Eu comecei a chorar na porta da igreja. Aí, uma irmã de outra igreja me viu passando e perguntou o que eu tinha. Então eu falei que tinha acabado de ser excluída da igreja. Então, ela disse que ia ter um seminário de Cura Interior, de cinco dias na Igreja Nova Vida. E me chamou para ir. Eu fui chorando com ela. Naquele dia, a Palavra da Fé entrou diferente no meu coração. Ali, eu tomei de conta do orfanato, das crianças e do louvor. Ali, também, fui batizada no Espírito Santo. 

Certo dia, eu conheci um senhor no marketing de vendas da empresa Amway. O nome dele era Efigênio. Ele me falou que não estava interessado no marketing e sim em mim. Ele disse que eu, como serva de Deus, não era para estar com essa ambição de riqueza. E eu dizia que queria ser rica para poder fazer melhorias no orfanato. Então, ficamos amigos. Quando fizemos um ano de amizade, ele me pediu em casamento. Aí eu disse que não me casaria. Como ele era espírita, eu pensava assim: “Isso é armadilha”. Mas, ele era uma pessoa muito boa, muito inteligente. O que me encantou ao me aproximar dele foi a sua educação finíssima. Então, eu falei pra Deus: “Senhor, eu conheci essa pessoa e eu pedi ao Senhor uma pessoa madura. Eu não sei se eu estou errada ou não”. Eu comecei a sentir amor por ele. Eu contei o que estava acontecendo a um pastor Metodista, que era meu vizinho. Ele disse: “Diga para ele vir aqui por uma semana”. Então falei com ele e ele passou a ir à casa do pastor. Aí, o pastor o evangelizou e ele se entregou a Jesus. Assim, com a bênção do pastor, nos casamos. Meu marido, embora fosse espírita, já tinha lido a Bíblia em três idiomas. Ele conhecia a Bíblia em todas as traduções. Ele gostava muito de estudar hebraico. Quando eu me casei com ele, eu tinha 46 anos e ele 67.

Tivemos uma vida linda juntos porque ele era um homem de oração. A gente orava em casa. Todo mundo perguntava se ele era pastor e ele dizia que não era pastor de nada, só era um propagador do Evangelho. Ele falava e encaminhava as pessoas, mas não tinha envolvimento com igreja. Depois, compramos uma casinha em um sítio, onde tinha uma Igreja Batista perto, onde passei a frequentar. Lá tinha muito trabalho e ele ia comigo. A igreja era pequenininha. E nós fomos vendo o crescimento da igreja. Mas aí meu marido ficou diabético. Quando ele estava fazendo hemodiálise, começou o processo de falência dos órgãos. Eu estava o tempo todo com ele. Durante o período em que ele estava no hospital, eu fiz o curso de técnico em enfermagem para poder ajudá-lo. Era eu quem aplicava as injeções e cuidava dele. Ficamos casados por 16 anos. Eu fui muito feliz nesse casamento. Meu marido viu o meu valor e dizia o quanto eu era preciosa para Deus. Eu não fiquei triste com a passagem dele. Ele me preparou muito. Certo dia, ele teve uma parada cardíaca. E ele não queria que eu entrasse no quarto. Ele teve uma visão de anjos vindo buscar ele e muita luz. Ele falou assim: “Sai daqui!”. Aí eu fui chamar a médica. Quando eu voltei, ele tinha partido. 

Meu filho Eduardo se desviou aos 17 anos. Ele se envolveu com drogas. Na época, eu estava envolvida com a Amway e a gente ia para conferências e seminários. Cada vez que eu saía, meu filho enchia a casa com a turma dele. E se drogavam. Então, uma vez ele achou que eu ia viajar pra longe. Mas a reunião foi em uma cidade que deu para eu voltar na mesma noite. Quando eu cheguei em casa, vi todo mundo drogado, tudo caído, a pia cheia de louça até o teto. Então, tomei uma atitude: eu juntei as coisas dele, acordei todo mundo e coloquei todos pra fora. E falei pra ele: “Olha, você não vai ter mais nada aqui. Eu preciso acabar de criar suas irmãs. E você viva a vida que você escolheu”. E botei ele pra fora de casa com tudo. Depois eu chorei, mas não voltei atrás não. Depois disso, ele só voltou quando eu já estava com quatro anos de casada. Nesse período, ele ligava pra mim falando assim: “Mãe, eu tô vivo. Eu te amo”. Depois falava: “Mamãe, não deixa de orar por mim”. E desligava o telefone. Eu falei para Deus: Senhor, quando ele nasceu, eu Te ofereci. Ele é Teu. Faz ele enxergar isso. Aí eu fiz um voto com Deus. Eu disse que, na igreja que ele voltasse para o Senhor, eu seguiria junto. 

Meu filho só voltou para Deus com 33 anos. Ele tinha se revoltado com igreja porque ele foi excluído uma vez porque tinha ido a uma festa do mundo. Mas, a semente estava plantada. Quando eles iam para as montanhas para se drogar, ele conversava com Deus, ele pregava o Evangelho. Os cinco rapazes que acompanhavam ele nessa caminhada de drogas são hoje missionários, pastores. Eles dão testemunho de que foi através dele. Um dia, o Senhor falou para um amigo dele, que era missionário, para visitar meu filho e dizer para ele que era a hora de voltar. Depois de muito procurar, ele achou o meu filho e o arrastou pra casa e falou do amor de Deus. Aí, ele começou a chorar e dizer que queria ser resgatado naquele dia, que não queria mais sair da presença de Deus. Depois disso, chamaram o meu filho para ir a um estudo da Bíblia. Ele disse que não gostava desse negócio de igreja, mas disseram que não era em igreja, que era em uma garagem de uma casa. Aí ele foi. Nessa garagem, ele ouviu a palavra “Rhema” e aquilo entrou no seu coração. A Célia Regina era diretora do Rhema, na época, e convidou todos para estudarem na escola. Na verdade, o estudo era uma aula demonstrativa. Foi ali que começou a Igreja Verbo da Vida de Teresópolis.

Meu filho chegou para mim e disse: “Mamãe, eu quero fazer essa escola”. Então, eu fui a Petrópolis assistir uma aula para conhecer, mas fiquei meio decepcionada. O tema era Imposição de Mãos. De repente, eu vi todo mundo caindo do meu lado, em frente, atrás. Eu me assustei muito com aquilo, porque eu aprendi que só se caía endemoninhado. Eu pensei: Meu Deus, a gente estava em um culto maravilhoso, uma palavra maravilhosa. E agora o homem bota a mão e derruba todo mundo. Tá endemoninhado, tá o quê? E ficou aquele conflito em minha cabeça. O pastor da igreja que eu estava disse que era lavagem cerebral. Mas, em oração, vinha no meu coração que não era aquilo. E eu decidi assistir outra vez. Fui em uma aula demonstrativa da matéria Autoridade do Crente. Aquilo me emocionou muito. Eu pensei: “Deus está nesse negócio. Eu sem ser aluna, eu já aprendi coisas aqui que eu não aprendi nessa vida toda de crente. É aqui que vou ter resposta”. E decidi fazer o Rhema com o meu filho. Eu disse isso para o pastor. Como eu tinha dito para Deus que iria acompanhá-lo, eu decidi entrar no Rhema com ele.

Quando eu concluí o Rhema, eu senti que eu queria mais. Aí, foi quando eu soube da Escola de Missões. Meu filho disse que era para eu colar com Célia, que estava indo para Campina Grande e ia fazer essa escola. Meu marido, quando estava perto de falecer, me disse: “Minha filha, eu sei que você vai ficar viúva jovem. Vá fazer sua missão. Tá no seu sangue, no seu interior. Deus quer que você vá seguir os caminhos d’Ele. Vá seguir seus projetos. Segue a tua missão”. Eu lembrava daquilo em todo instante. E eu falei: “Chegou a minha hora”. Foi tão maravilhoso quando eu vim para cá. Teve uma graça. Durante a Escola de Missões, eu fiz um projeto para mostrar às crianças que elas nasceram para serem adoradoras. Eu gosto de música, mas nunca fui uma exímia na música. Eu sei tocar qualquer instrumento. Papai passou isso pra gente. Então, eu quero despertar esse a música nas crianças. Aí eu começo com flauta. Depois teclado. Depois violão. O princípio é descobrir o talento através da música. Eu fiz um projeto para falar de Jesus para as crianças do sertão. O projeto é pequeno. Eu treino uma equipe no local, encaminho tudo e vou para outro lugar. 

As pessoas me perguntam se houve dificuldade em fazer a prova de resistência da Escola de Missões por causa da idade. Eu sempre digo que não. Eu me sinto uma águia por dentro e sei que vou alçar voos. Eu terminei a Escola de Missões e quero fazer a de Ministros também. Desde pequena, quando uma pessoa estava com dor, ou sofrendo alguma coisa, mamãe falava: “Ivone, põe tua mão aqui. Vamos orar”. E eu botava a mão. Aí comecei a ver o sertão, alguém precisando de mim no sertão. Eu já orei até pelas cabras para darem leite (risos). E as cabras estão tudo dando leite lá. Mas isso é para honra e glória do nome de Deus. Todos falam que a idade não importa, pois Deus renova a cada dia. E eu tenho sentido isso. Eu sou capaz de ir para qualquer lugar que Deus me chamar. E eu não me sinto velha não. Eu não me canso de fazer o bem. Eu acho que Deus pode me usar mais. Eu quero mais. Ainda não cheguei onde eu queria não. Eu quero conhecer mais. Eu quero ir para a Tulsa em 2021, para fazer o último ano do Rhema, fazer o curso de cura. Aí ninguém me segura não. Vou chegar nas nações, se Jesus não voltar. Eu não tenho o dom de falar em público. Eu gosto mesmo do evangelismo pessoal. 

Eu sou muito agradecida por muitas pessoas que impactaram a minha vida. Sou muito grata à minha mãe. Ela mantinha o culto doméstico em nossa casa. Ela foi tão cuidadosa com isso. Sou grata também à minha sogra e meu sogro, do primeiro casamento. Ele dizia que os pés dos que anunciam a Palavra são formosos. Enquanto ele esteve vivo, me sustentou com sapatos lindos e confortáveis. E minha sogra era uma mulher de oração. Muitas vezes a gente orava junto. O joelho dela era calejado. Agradeço, inclusive, pelo meu primeiro marido, que me fez enxergar que tinha algo mais para ser conhecido. Ele me fez buscar mais a Deus. Depois, quando cheguei no Rhema, fui acolhida pelo Pr. Flávio. Ele foi de um amor tão grande. Eu me lembro de muitas mensagens que ouvi daquele homem. Ele foi muito acolhedor. Depois que eu conheci o Rhema, foi a vez da Célia. Essa foi uma amiga de verdade. Eu estou feliz pela ida dela para Moçambique. Eu estou triste de não poder ir com ela já. Mas eu sei que vou pisar naquela terra. 

Outra pessoa a agradecer é ao Apóstolo Guto. Quando cheguei aqui, eu não sabia que ele era o apóstolo. Ele falou comigo e perguntou: “A irmã é daqui?” E eu disse: “Eu vim do Rio de Janeiro”. Então, ele falou assim: “Aqui tem muito serviço para a senhora. Olha, Deus tem um grande propósito para a sua vida”. A palavra dele foi tão maravilhosa. No dia que chamaram os alunos da Escola de Missões no púlpito para orar, foi ele quem veio botar a mão na minha cabeça. Aí ele falou tudo o que estava no meu coração. Quando saí dali, meu filho me ligou e disse: “Mãe, eu vi a transmissão do culto do Verbo Sede. Quem botou a mão na sua cabeça foi Guto. Ele que é o apóstolo, mamãe. Ele é a pessoa de mais alto nível daí”. E eu disse: “É mesmo?” Agradeço também ao Pr. João. Aqui no Verbo é todo mundo igual. Gente simples. Ninguém é mais do que ninguém. E nem eu sou e nem quero ser. Quero ser igual a todos. Só o coração para servir.

O meu sonho é que, dos 80 aos 90 anos, se eu tiver ainda essa águia dentro de mim, eu seja uma missionária itinerante e possa visitar todos os países onde tenha missão e dar suporte aos missionários. 

Tem mais uma coisa. Eu não quero terminar meus dias sozinha, sem um companheiro. Eu quero que ele seja igual a mim, que goste de caminhar, fazendo a obra do Senhor. Eu quero um missionário itinerante. Eu aguardo essa pessoa. Eu sei que o Senhor realiza o desejo do nosso coração. Mas Ele sabe que eu só preciso de alguém do meu lado, com o mesmo pensamento. Que venha também com recursos para a gente abençoar os missionários no campo.

1 COMENTÁRIO

  1. Impactada…

    Linda essa história,mulher de força e fibra,uma valente no Reino,sei que o Senhor realizará o desejo do seu coração.Meu desejo é que Deus desperte mais mulheres valorosas como essa.
    A minha história tbm foi marcada por alguns incidentes até entender meu chamado,tenho projetos a realizar para o Senhor e creio que tudo dará certo.Meu marido não aceitou quando me converti e me largou com dois filhos adolescente,mas o Senhor me sustentou,foram 25 anos de casamento e ele me pediu pra escolher entre ele e a igreja,e foi embora ja faz 8 anos…me divorciei a 2 anos e sigo com Cristo.
    Ta tudo certo.

DEIXE UMA RESPOSTA