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Meu nome é Rodrigo Vance, eu tenho 40 anos, sou nascido na cidade de Lins, interior de São Paulo. Na verdade, eu não morei em Lins, eu somente nasci lá. A minha infância toda foi em várias cidades, meu pai era bancário e eu morei quando criança em uma cidadezinha muito pequena no estado de São Paulo, chamada Areia. Vivi minha infância toda lá, depois morei em outra cidade, no interior também de São Paulo, chamada Narandiba que é próximo a Presidente Prudente, Areia está próximo a Guaratinguetá. Em seguida, acabei morando em Itapetininga que é uma cidade próximo a Sorocaba, e o final da minha infância foi numa cidade chamada Cunha, que também é próximo a Guaratinguetá. Então, eu tive uma infância bem misturada, uma influência de vários lugares, e isso fez com que eu conseguisse conhecer muitas pessoas, muita gente, acabei tendo uma diversidade muito grande de pessoas na minha vida, na minha infância, por conta dessa mudança para vários lugares. Foi uma infância maravilhosa, muito boa, tenho grandes recordações e grandes amigos desses lugares. Sempre que tenho a oportunidade, volto a esses lugares, encontro pessoas e isso é muito bom.

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Meu pai se chama José Roberto Vance, minha mãe Maria Midori Tanaka Vance, meu pai é descendente de italiano, a minha mãe é descendente de japoneses. É uma mistura muito boa. Meu pai e minha mãe também nasceram em Lins. Meu pai faleceu quando eu tinha 18 anos; minha mãe era dona de casa; cuidando da gente, zelando pelas nossas vidas, sempre conosco. Meu pai era uma pessoa de coração enorme, maravilhoso, bem ‘italianão mesmo, aquela pessoa que gosta da casa cheia, pessoas sempre em casa, tudo junto.

Minha mãe é aquela pessoa de uma cultura bem japonesa, mais reservada, mais na dela, sem muita agitação, mas trabalhando por trás, sempre servindo, junto ao meu pai, apoiando. Eu olho muito para a vida deles, vejo um casamento perfeito. Enquanto ele tinha uma visão de querer pessoas por perto, de atrair pessoas, ela sempre teve uma visão de ajudar, cuidar, de bastidores, e isso foi uma mistura maravilhosa. Eu lembro de coisas da minha infância, meu pai sempre com a casa muito cheia de pessoas e minha mãe sempre servindo, servindo, servindo e tinha uma postura muito firme, muito rígida.

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Tive uma educação muito voltada para a rigidez, por conta, talvez, da cultura japonesa da minha mãe. Meu pai sempre foi uma pessoa mais amorosa, mas hoje eu olho para vida dela e falo que é impossível não recordar do cuidado e do zelo que ela sempre teve com as nossas vidas e, na falta do meu pai, ela foi pai, mãe, tudo… ela que conseguiu manter os filhos. Tenho mais dois irmãos, um rapaz e uma moça. Meu irmão é mais novo, minha irmã, a do meio e, eu sou o mais velho. Minha irmã tinha 15 anos e meu irmão 8 anos, quando meu pai faleceu. 

Então, minha mãe foi uma pessoa que soube manter a casa, que soube nos conduzir, principalmente meu irmão mais novo, era muito novo, muito pequeno, e ela conseguiu manter a educação, o caráter, conseguiu nos dar uma educação nos princípios, mesmo não sendo evangélica, não tendo a palavra, ela sempre prezou muito pelo caráter, pela integridade e eu tenho certeza que isso é o que marca as nossas vidas até hoje, essa parte de ser firme com as coisas, em cumprir com a palavra, com horários e as demais coisas do dia a dia, ela sempre foi muito rígida nisto e eu trago isso e os meus irmãos também trazem.

MVV_8522Meus pais não eram crentes, eu fui criado de uma forma católica, meu pai era uma pessoa mais praticante, fui batizado na igreja católica, fiz a primeira comunhão e fui crismado na igreja católica. Tive uma educação bem católica de cidade de interior, bem pequena, aquela coisa de ir pra igreja aos domingos de manhã. Fazer primeira comunhão, tem que fazer crisma, bem parecido com a da minha esposa.

Eu morava em Guaratinguetá na época e eu e minha esposa namorávamos, ela começou a morar em São José dos Campos, vizinha a uma igreja e, às vezes, eu ia até a casa dela. A gente ouvia as músicas da igreja no prédio e, da mesma forma que ela foi influenciada pelas musicas, eu também fui. Fomos atraídos por isso e acabamos participando de um culto. Ela me convidou para participar de um culto, depois, em um outro momento eu fui participar do culto e acabei aceitando a Jesus lá nessa igreja – Primeira Igreja Batista de São Jose dos Campos, com o pastor Carlito, me lembro até hoje. Foi uma experiencia maravilhosa. Depois disso, nossas vidas mudaram, ela se converteu primeiro e eu me converti em seguida. Esse ano, fazem 14 anos que minha vida mudou completamente… 

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Eu casei com a Márcia, e nós moramos em São José dos Campos por um período e, por conta da minha vida profissional, acabei decidindo voltar a morar em Guaratinguetá. Lá nós conhecemos o Verbo da Vida, através do primo da minha esposa, Paulo sar. A gente acabou conhecendo a igreja, o pastor José Roberto e sua esposa Sandra. Através da igreja, a gente conheceu o Rhema. Fizemos o Rhema e até hoje estamos lá, servindo em Guaratinguetá com Pr. José Roberto, estamos juntos com ele e a Palavra vem mudando e transformando as nossas vidas. 

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Eu e Márcia Vance estamos juntos há 21 anos. Temos dois filhos, o mais velho é o Pedro, hoje ele tem 10 anos, o mais novo é o Daniel, que tem 6 anos. Eles são heranças do Senhor na nossa vida, meninos maravilhosos que vieram completar nossa família. Temos um apego muito grande. Estamos sempre juntos, filhos é algo de Deus mesmo, é algo maravilhoso, família é uma maravilha. Se não temos família, se não temos estrutura familiar, perdemos muita coisa e, portanto, nossa vida vai ficar incompleta.

Louvo todos os dias a Deus por minha esposa, eu sei que ela tem não somente me ajudado, mas faz parte de uma estrutura que os meus filhos podem desfrutar. Ela abriu mão da vida profissional dela para viver uma vida em família e, eu louvo a Deus pela direção que ela teve. É lógico que isso foi algo em conjunto, meu e dela, mas ela que tomou a decisão de abrir mão da vida profissional dela para estar junto da família, cuidar dos filhos, cuidar de mim, estar próxima da igreja e isso eu acho que fez toda diferença mesmo na nossa estrutura familiar, foi isso que fez com que a gente pudesse olhar para nossa vida de uma forma diferente, enxergar os problemas, ver os erros, aquilo que a gente teria que melhorar.

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Eu sou dentista, a minha vida é uma vida bem agitada, sou professor universitário também, tenho meu consultório, sou especialista em endodontia, que é tratamento de canal, então a minha vida gira em torno de tratamento de canal. Eu não trabalho com outra área, só faço essa área, dou aula em duas faculdades também nessa área, também em endodontia, então a minha vida profissional é focada em consultório, atendendo as pessoas e também ensinando; é uma vida profissional muito corrida, mas muito boa, eu gosto.

Hoje, eu sou pastor auxiliar da igreja de Guaratinguetá, eu auxilio o pastor José Roberto lá, trabalho diretamente com os jovens, são mais de cem jovens. Tenho o grupo lá que chama ‘Jovens Zip: compactados em Cristo’, é um grupo grande de jovens. Acho que a vida profissional nos ajuda muito na nossa vida ministerial, ela abre caminhos, dá acesso para você pregar a Palavra, você consegue falar com pessoas que nem imaginam que você possa ser um dentista pastor de igreja. As pessoas às vezes se admiram quando eu falo que sou pastor. Por conta do Facebook e mídias sociais, eles acabam vendo o meu envolvimento com a igreja e acabam se surpreendendo: “você é dentista, dá aula na faculdade e você é pastor também?”. Primeiro a surpresa de ver uma pessoa estabelecida profissionalmente como pastor e depois a dúvida: como é que você da conta de tudo isso? Como é que você consegue associar a sua vida profissional à sua vida ministerial, trabalhar com jovens?”.

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É maravilhoso trabalhar com jovens porque eles sugam você. Querendo ou não, você é impulsionado por eles, e, como eu tenho uma vida muito agitada, eu sou uma pessoa muito agitada, então isso para mim é maravilhoso. Pois eu junto a minha agitação com a agitação deles e eu ‘ponho pra quebrar’. Gosto de impulsioná-los, gosto de incentivá-los, falar para eles da Palavra, sobre o quanto é importante uma vida de intensidade, de constância, de eles estarem firmes na Palavra, servirem a Deus mas também ter a visão da vida profissional e familiar. Temos que ter essa visão global, ter equilíbrio em todas a áreas, não é somente a minha vida na igreja, não é somente a minha vida profissional, somente a minha vida com a família.

Procuro transmitir o que tenho para eles, falar o quanto é importante o equilíbrio em todas as áreas e que a vida profissional é importante sim, ela pode nos auxiliar dentro da vida ministerial. Hoje, eu consigo conciliar a minha vida profissional, consigo encaixar a minha vida como pai, como marido e consigo encaixar a minha vida como um pastor de igreja, auxiliando o pastor José Roberto, servindo a igreja em Guaratinguetá, servindo os jovens, tudo junto, servindo ao Senhor, que eu acho que é o principal da nossa vida. Fazer aquilo que o Senhor colocou nas nossas mãos, o quanto é importante a gente focar no chamado e naquilo que Deus colocou nas nossas vidas para que a gente possa cumprir da melhor maneira possível.

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Eu servi na aeronáutica por nove anos como dentista temporário e foi um tempo maravilhoso também, foi o início da minha vida ministerial mesmo, estava servindo à igreja, não como pastor, mas estava servindo na liderança dos jovens e também estava trabalhando na aeronáutica e, isso me ajudou muito, porque dentro da aeronáutica pude ter uma visão de liderança, ter uma visão de como é estar próximo das pessoas, de como trabalhar com pessoas. Isso me capacitou profissionalmente e também para a vida.

Eu sempre fui disciplinado, mas a aeronáutica acabou me ajudando muito também pra conseguir ter uma vida equilibrada e regrada, por esse motivo, talvez, eu consiga hoje fazer com que todas as coisas se encaixem, tanto profissionalmente como ministerialmente, porque você precisa ter disciplina, se você não for disciplinado, se você não for regrado em todas as áreas, você não vai conseguir fazer com que a sua vida profissional, a sua vida ministerial, a sua vida como pai, como marido se encaixem, sempre vai ficar um buraco, então a disciplina é algo maravilhoso. A aeronáutica tem um lema que eu acho maravilhoso e carrego comigo: “disciplina, amor e coragem é o lema do nosso sucesso”, eu acho que esse realmente é o lema do nosso sucesso, disciplina, amor e coragem, se nós tivermos isso em nossa vida, vamos conseguir fazer tudo, servir ao Senhor e ter equilíbrio em todas as áreas. 

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O meu o maior sonho, talvez, na minha vida, seja servir a Deus. Acho que nossos sonhos vão se transformando a cada dia. A gente vai mudando, as oportunidades vão surgindo, a nossa vida é muito dinâmica, a cada dia você está em um lugar e o servir ao Senhor é o sonho de todo mundo que está no ministério. 

A gente procura fazer com graça, com muita intensidade, com muita ousadia. Acho que se eu for colocar um sonho do meu coração, seria trabalhar com obras sociais. Tenho o meu coração muito voltado a isso, trabalhar com pessoas, eu acho que talvez pela minha influência profissional tenha o desejo de trabalhar em equipe, trabalhar com pessoas.

Gosto muito de trabalhar com pessoas, não gosto de viver sozinho, não gosto de estar sozinho, gosto de trabalhar com bastante gente. Então, eu acho que se for colocar um sonho é trabalhar com pessoas, estar junto de pessoas, ter uma equipe junto, desenvolver trabalhos sociais, alcançar pessoas. 

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Como referenciais eu tenho o pastor José Roberto e Sandra, não há como não falar deles. O pastor José Roberto é um homem de Deus, uma pessoa inspirada, um homem que respira fé, que vive fé, chama a existência, alguém que nos inspira sempre.  Ele tem a capacidade de tirar você da zona de conforto, mexe, cutuca você para que não fique parado, ele nos confronta pela Palavra. É um homem que tem esse poder, uma unção que vem para te tirar da zona de conforto, ele não te deixa confortável nunca. Todo lugar que você está, ele está lá dizendo como pode ser melhor e isso é algo que está sobre a vida dele, e é maravilhoso.

A Sandra também, da mesma forma, a postura a conduta deles, a vida deles é inspiradora, a forma como eles conduzem tudo isso é maravilhoso. Além deles, obviamente, o pastor Bud e Jan, os quais também não há como não falar deles, com uma vida que nos inspira, apóstolo Guto e Suellen, Renato e Klycia, pastor Amauri e Marizete, são pessoas que têm tanto zelo e cuidado conosco, olho para eles e isso me inspira.

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Essas pessoas me tiraram desse lugar escuro, me colocando em um lugar dizendo: “isso depende de você, onde você quer chegar em Deus? Isso depende de você, não depende das outras pessoas, mas exclusivamente de você, e, se você deseja, se você quer, você vai conseguir, pois é o desejo de Deus que você chegue a esse lugar”. Essas pessoas foram influência pra mim e pra minha esposa e, eu sei que se não fossem elas, se não fosse essa forma de ministrar, a maneira de conduzir, a maneira de nos confrontar, talvez eu não estivesse nisso.

Então, pastor José Roberto, Marizeteapostólo Guto, pastor BudSâmia, Manoel Dias, pessoas que mudaram minha vida, passaram lá no início em Guaratinguetá, tantas pessoas que me influenciaram, que é até ruim começar a nomear, porque acabamos esquecendo alguém. O Ministério Verbo da Vida transmite segurança para nós que estamos abaixo dele, é tão importante olhar para o Ministério e ver que existem pessoas sérias, pessoas compromissadas, pessoas que se dedicam, pessoas que têm caráter, pessoas que estão acima de nós, cuidando e zelando pelas nossas vidas, isso é maravilhoso.

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Talvez eu possa resumir Rodrigo pra você com duas palavras, vou tentar, ok?

Intensidade e constância.

Estas, me definem muito bem, sou uma pessoa muito intensa, vivo intensamente todas as coisas, você já pode notar que eu choro, dou risada, brinco, danço, pulo, eu vou de 0 à 100 de uma forma muito rápida, eu sou muito intenso nas coisas que eu faço, e isso na minha vida profissional, ministerial, com meus filhos, minha esposa, em qualquer coisa. Tenho zelo e cuidado para que essa intensidade nunca se perca, porque não adianta você somente ser intenso, a intensidade é muito boa, mas, o mais importante é você ser constante.

A intensidade muitas vezes te tira do buraco, mas quem te mantém é a constância, se você não for constante, você nunca vai conseguir chegar ao final, então, se você pegar o recordista mundial de 100 metros, o Bolt, ele vai correr de 0 a 100 em uma velocidade maravilhosa, ele é muito intenso, mas ele não vai conseguir ser constante, ele não vai conseguir manter a mesma velocidade até o fim. Por isso, às vezes você tem a intensidade, no começo, é intenso naquilo que está fazendo, mas você precisa ter constância, para que possa chegar até o final, se não, você vai parar pela metade.

Eu não gosto de parar nada pela metade. Acho que temos que ir até o fim, então temos que ser intensos e constantes, a intensidade no início e a constância para te levar até o fim. Esse é o Rodrigo, uma mistura de italiano com japonês, uma mistura de muito amor, de querer pessoas perto. É um pastor que sempre quer estar no meio das pessoas, que sempre quer estar junto das pessoas, mas também tem o lado japonês: firme, rígido, um lado que às vezes pode até machucar as pessoas. Eu sempre procuro trazer o carinho, o amor e o zelo, a minha ideia nunca é machucar ninguém, mas fazer da forma correta, eu zelo, busco pela forma correta, pelo caráter, pela vida de integridade, de ser firme com as coisas, de chegar no horário, de fazer o melhor possível, de dar o melhor, não que tenha que ser perfeito, mas de fazer o melhor. É melhor você falar: “pastor eu não sei fazer”, e nós fazermos juntos, do que você fazer de qualquer jeito, e o qualquer jeito para mim não serve, então temos que fazer o melhor, e aí se colocamos a Palavra na frente, se colocamos Deus no negócio, tem que ser melhor mesmo, tem que ser bom mesmo, porque para Deus não pode ser nada mais ou menos, para Deus tem que ser o melhor, o excelente. 

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