Meu nome é Rubens Lopes do Nascimento de Melo Ferreira, sendo os dois últimos sobrenomes agregados da minha esposa. Nasci em Campina Grande (PB), em 1979, na Vila Paulistano. Depois meus pais ocuparam uma casa no conjunto habitacional, conhecido como invasão das Malvinas, no período de 1982, 1983. Durante um bom tempo vivemos ali com muitas dificuldades financeiras, situação de falta de emprego para família, em um bairro que nasceu oriundo de uma ocupação, completamente desestruturado, sem saneamento básico, sem calçamento, apenas as edificações e até mesmo dentro um processo de repressão dos governos da época. Foi nesse contexto de lutas sociais, que nós encontramos a vida ali e eu com quatro, cinco anos de idade, enfrentando com a família, que tinha suas outras dificuldades de estrutura do próprio casal.  

As dificuldades foram essas, parentes ajudando no tocante à assistência com alimentação, feira, mantimentos que eram enviados constantemente, até mesmo pagamento da nossa escola, escola de bairro, porém, gerava um pequeno custo e isso, geralmente, era arcado por pessoas oriundas da própria família. Eu sou o irmão do meio, nós somos três irmãos, eu, Raul e Reinaldo Júnior. Meus irmãos foram criados por outros parentes, assim como eu fui criado desde a minha infância pela minha avó paterna. As pessoas apontam que, dos três, eu era um pouco mais maduro, ou o fato de eu estar hoje numa condição de conhecer um pouco mais da Palavra eles, ainda, procuram um pouco mais do conselho, das orientações. Três irmãos que muito embora tenham vivido durante boa parte da infância separados fisicamente, mas muito unidos, que sempre se comunicam, sempre estão perto, são dois outros homens de Deus, nessa perspectiva de homens de bem, homens que possuem princípios.

Minha vida transitava entre estar nas Malvinas, com os meus pais e aproveitando a assistência da minha avó paterna, Maria Pereira do Nascimento, muito próxima e que nutria um carinho, um amor enorme pelos netos, eu especialmente tinha uma ligação muito forte com ela, tanto que num processo à frente, quando ocorreu de fato a separação dos meus pais, eu passei a morar com ela.

Com a separação dos meus pais, meu pai se casou novamente, hoje eu tenho mais duas irmãs fruto desse casamento, a gente tem uma boa relação mesmo sendo irmãos por origem paterna, há uma relação familiar amistosa e unida entre todos os entes.

Até o falecimento de minha avó, aos 87 anos, em 2002, vivi com ela durante todo esse período e foi praticamente a pessoa responsável pela minha inclinação ou sensibilidade ao Evangelho, já que ela era uma pessoa que congregava na igreja Assembleia de Deus e, mesmo na minha infância inocente, eu tinha costume de estar com ela em alguns cultos da igreja. Foi dentro da realização de uma conferência da congregação que eu me converti. Mas efetivamente a conversão se deu praticamente, no ano de 1996 ou 97, já na minha adolescência. Aí tem todo um contexto para explorar desse processo até então porque, durante o período da adolescência, eu passei conhecendo outras doutrinas, a doutrina espírita kardecista, e a conversão efetiva daquilo que eu considero um encontro real com Jesus se deu inclusive dentro de um centro espírita.

A minha conversão foi em um dos ambientes do espiritismo e é evidente que depois disso, eu tive outras experiências ao ponto que entendi para congregar em uma igreja. O Verbo da Vida é uma consequência de todos esses atos num processo de conversão que Deus tratou comigo, levantando pessoas, dentre elas um servo de Deus que trabalhava onde eu estudava à noite, a Escola Roberto Simonsen, um cidadão da limpeza, dos serviços gerais, uma pessoa muito humilde, mas que tinha um conhecimento profundo da Palavra, sempre que ele me via, ele lançava algo de Deus, aquilo foi como uma pescaria, nós fomos chamados para sermos pescadores. Posso dizer que aquela influência começou a me pescar, ao ponto de no término das aulas, muitas vezes eu ficava lá no banheiro vendo esse rapaz trabalhando e ouvindo ele cantar certos hinos ou mesmo pregar a Palavra ou falar certas parábolas da Bíblia, do Novo Testamento, as parábolas de Jesus. Isso começou a me influenciar.

Talvez isso, significando estar sedento pela Palavra, atrás das respostas que Deus estava me provocando, aquilo que o Espírito Santo estava me inspirando. Estive na Igreja Batista, nessa semana de mudança radical no meu comportamento, no meu modo de vida, também estive na Igreja Congregacional e depois fui convidado para um dos cultos da Igreja Verbo da Vida. Nesse dia, encontrei o Pastor João Roberto ministrando e ali eu decidi congregar, em novembro de 1997 e já no ano de 98 estava matriculado no Centro de Treinamento Bíblico Verbo da Vida,  fui formado na turma de 99, que é o centro anterior à vinculação ao Rhema, até hoje estou na Igreja Verbo da Vida.

Quando eu falo que a minha conversão foi em um centro espírita, eu estou me referindo ao encontro genuíno com Jesus, a você ter esse entendimento de filho de Deus. Eu vivia nesses períodos onde Deus se manifestava através de pessoas, eu tinha um certo conflito interior porque estava transitando dentro de outra doutrina, a doutrina espírita, e tinha meus certos sentimentos de gostar daqueles estudos, mas nessas manifestações, daquela pessoa que me evangelizava na escola, do simples cobrador de ônibus entregando um panfleto como se fosse uma orientação de Deus diretamente para mim, eu o recebi. Em uma determinada reunião espírita, no centro que eu participava, no Rosa Cruz, a gente fez a reunião regular, que as pessoas chamam de “mesa branca”. Depois disso, eu fui levado para uma sala meio escura, só com algumas luzes e uma música instrumental, onde os médiuns ditos incorporados e mais maduros estão, para poder “receber as vibrações espirituais” deles, naquela doutrina. 

Mesmo eu estando no espaço de uma manifestação, de um ritual da doutrina espírita, eu estava já de um modo ou de outro, deslocado daquele ambiente. Me sentei e fiz o que eu entendia, a primeira oração, aquela oração que a Bíblia fala, sincera e contrita, pois a Bíblia não coloca qual local e quem é habilitado a fazer esta oração, uma oração sincera e contrita Deus escuta e se move. Eu me recordo que aquele dia pela manhã, eu fechei os meus olhos e sem verbalizar, aquela oração interior, a minha fala foi justamente essa: “Meu Deus, eu não sei o que vai acontecer da minha vida…”, e eu disse isso porque estava vivendo um período da minha vida de turbulência interior, “mas eu entrego a minha vida nas Tuas mãos”, fiz uma oração de entrega, entregando minha vida nãos mãos d’Ele.

Quando eu terminei de fazer essa oração pessoal, passei a ouvir a voz de Deus. Essa voz era tão forte, tão verdadeira, tão real, que eu imaginava ter sido aquela pessoa, médium, que estava a minha frente falando comigo, ou seja, eu consegui ouvir essa voz, até mesmo com os ouvidos naturais, uma voz presente. Eu imaginei que seria aquela pessoa, quando essa voz começou a falar comigo, eu olhei para aquela pessoa, percebi que ela estava em silêncio.

Eu fechei os olhos, percebi que era algo espiritual, entendendo depois ser Deus falando comigo e aquela voz me falou uma frase que de fato me libertou. Eu digo que o meu novo nascimento se deu naquele momento, porque esta frase curta consigo ouvir  ainda hoje, na mesma tonalidade, na mesma intensidade. Ele começou dizendo assim: “Meu filho, tome cuidado no caminho que você está trilhando. Siga o Evangelho de Jesus Cristo”.

Foi nesse ‘siga o Evangelho de Jesus Cristo’ que a frase continuou se repetindo, eu a ouvia por cerca de oito ou dez vezes na mesma intensidade, ao ponto de eu terminar aquele processo naquela pequena sala, fui imediatamente falar com a pessoa que coordenava e ele não soube explicar, perguntei: “Onde é que eu encontro o Evangelho de Jesus Cristo?”, e ele até riu e disse: “O Evangelho de Jesus Cristo você vai ler na Bíblia”. Lembrei da Bíblia da que a minha avó levava para a congregação, que de vez em quando eu folheava, eu olhei para os livros que estava nas minhas mãos, dentre eles, o evangelho segundo Allan Kardec. Aquilo trouxe um impacto do que Deus tinha falado de onde eu deveria seguir o Evangelho de Jesus e do que eu estava estudando naquele tempo.

Então, automaticamente eu cheguei em casa completamente diferente, acabei saindo do curso espírita e comecei a me inclinar à leitura do Evangelho, nisso a manifestação de Deus através de outras pessoas foi confirmando essa verdade, ao ponto de me aprofundar na visão que nós cremos através do Centro de Treinamento Bíblico Verbo da Vida a respeito do Evangelho, do sacrifício, da missão e da redenção de Jesus que nos salvou dessa forma.

Assim, concluí a Escola de Ministros em 2015, mesmo tendo terminado o Centro de Treinamento Bíblico, em 1999. Deus me deu a oportunidade de ensinar no Rhema Prisional, que tem me dado experiências fantásticas, ensinando mas também aprendendo daquelas realidades e, de vez em quando, ministro em algumas congregações. Eu também coloco em evidência, apresento esse tempo de 99 a 2015 que não foi um tempo perdido num projeto de aprofundamento ministerial ou de uma vocação específica, quando eu inclino também para essas atividades voltando a gestão pública, a política propriamente dita, tendo oportunidades de ter sido candidato em outras circunstâncias de um projeto político que vem se renovando. E na gestão pública a partir de 2013, efetivamente na parte de assistência social, em outros momentos também no Conselho Tutelar. 

Profissionalmente, sou advogado, o primeiro formado em Direito, na minha família, e isso é muito diferente, a gente ter conseguido uma formação dentro das dificuldades que nós tivemos de vida. Algo que as pessoas diziam era que a gente não teria um futuro bem estruturado pela falta de condição familiar. Eu até ouvia pessoas comentando até no ambiente familiar que: “Os filhos de Reinaldo talvez não dessem para muita coisa”, eu quando era criança recebia esse tipo de influência e isso criava em mim um certo procedimento de revolta, porque a gente sabia que conseguiria se focalizasse nas coisas prioritárias, como é o estudo. Isso talvez tenha intensificado esse desejo de lutar, de querer enfrentar as dificuldades.

Nós não tivemos apadrinhamento, nem financeiro para poder custear cursos e escolas com certa qualidade, o que a gente teve de estrutura naquilo que a gente conquistou, foi dentro de uma perspectiva de força pessoal e também uma força coletiva envolvendo esses três entes, meus irmãos.  Tanto é que eu terminei meu curso de Direito em 2008, meus irmãos também fizeram o mesmo curso na mesma Universidade, terminaram um pouco mais tardiamente, mas hoje nós somos três advogados, temos inclusive um escritório particular em atuação.

Do ponto de vista da natureza das coisas, isso foi de fato uma revolução, de três meninos que talvez não tivessem muito êxito na vida, tendo em vista a origem familiar, ter um pai desempregado, sem estrutura para poder orientar e projetar os seus próprios filhos, em alguns casos com até um pouco de envolvimento no alcoolismo, a gente saiu desse lamaçal, avalio isso como proteção de Deus, como uma inspiração de Deus, um cuidado d’Ele, a Sua proteção divina. Eu avalio isso como algo efetivamente que trouxe um resultado muito positivo para os três quanto à estrutura. No meu caso teve muita influência da minha avó paterna. 

Eu vejo que morar com a minha avó foi praticamente uma adoção dela, eu posso também entender que eu a adotei como mãe, ela era uma mãe mais velha, as pessoas falam que os avós são pais novamente ou mães novamente, eu acredito que ela me via como filho. Em alguns momentos da minha adolescência, aquela rebeldia natural até mesmo de choque geracional, muito embora com um respeito profundo, ela que me imprimia valores cristãos, sem obrigação, inclusive nos tempos que eu comecei a transitar pelo espiritismo, que mesmo indo para as reuniões espíritas com os livros que eu adquiria e que eu até tinha paixão por aquilo, a minha avó nunca me recriminou, nunca foi aquela de afrontar, de religiosamente dizer que o espiritismo era do diabo, que aquilo não era de Deus.

Lembro de chegar os domingos e eu dizer: “Vó, estou indo para o centro espírita”, na reunião que eu ia com certa frequência, ela dizia: “Vá em paz, Deus te acompanhe”. Aliás, eu me recordo que muitas noites eu dormia no mesmo quarto que ela, quantas vezes eu me acordei à noite, madrugada, e a encontrava em pé orando, pela família, orando por mim, ficava quieto para ela não perceber que eu estava ali desperto, mas ficava recebendo aquela influência, aquela bênção, nunca um confronto. 

Deus se manifestou no contexto da minha vida particular, nas suas formas de Pai, Filho e Espírito Santo, é interessante que essa manifestação se deu através de mulheres, na configuração do Pai Criador na minha mãe biológica,  dona Lúcia de Fátima, que me gerou, cuidou de mim nos primeiros momentos da vida, aí vem a minha avó, quase que numa configuração de Jesus, Filho, aquela que se doou, que se sacrificou muito, uma mulher simples, uma mulher que ministrava e pregava a Palavra sem falar versículos, era uma vida humilde, sofrida, mas o tempo que vivi com ela nunca ouvi murmuração, reclamação, nem mesmo do desapego dos membros da própria família, por não a assistissem da forma que ela merecesse. Ela se sacrificou muito por mim, quase uma configuração de Deus, na característica do Filho. Eu via Jesus nela, ela que se doou para me educar, procurar sempre o melhor para mim.

Hoje, para completar essa tríade, naquela função ajudadora, outra mulher que é a minha esposa. Uma mulher que está comigo, parceira, me ajudando e apoiando nos projetos que Deus tem colocado no meu coração e no coração de nossa família. Assim, Deus se manifestou num contexto da minha vida nessas figuras femininas, da minha mãe natural, da minha avó que me adotou e, agora, da minha esposa.

Casei em 2006, minha esposa se chama Gislane de Melo Ferreira Lopes do Nascimento, porque ela agregou o meu Lopes do Nascimento ao nome dela, como fiz com agregando o sobrenome dela ao meu. Eu a conheci no Verbo da Vida, no departamento Infantil onde servi assim que cheguei. Iremos completar 14 anos de casados, muito embora de convivência, entre namoro, noivado e casamento, completamos, em 08 de janeiro passado, 19 anos de relação, já que iniciamos o namoro em 2001. Namoramos de 2001 a 2004, o noivado foi em abril de 2004 e, no dia 06 de maio de 2006, nos casamos com uma estrutura até razoável.

No casamento e no noivado, você vai fazendo o enxoval, mas o nosso enxoval foi extensivo às coisas habituais, da rotina de um casal, nós conseguimos inclusive comprar uma chave de uma casa. Graças a Deus, nada nos faltou nesse contexto, foi um casamento planejado, desejado, um casamento amadurecido e desse casamento nós já frutificamos, aumentamos a família em duas crianças, a primeira é o Luiz Henrique, nascido em 2011 e João Arthur nascido em 2017. Crianças também que foram planejadas, acordadas entre o casal. 

Dentre muitos de nossa liderança, um referencial para mim é o Apóstolo Guto Emery, que me abraçou pela primeira vez e foi quem de fato foi uma voz cristã de acolhimento, de boa recepção, para mim tem sido nesse contexto porque depois que ele deixou o pastorado, quando ele ficou de fato mais próximo do Apóstolo Bud Wright e nesse crescimento ministerial de Guto, a gente vai observando fases na sua vida que a gente vai abstraindo para o nosso próprio contexto, principalmente na sua simplicidade, onde Deus o foi projetando e promovendo, mas a simplicidade permaneceu e uma capacidade de ensino, de um modo muito simples, de uma forma muito enfática que ele tem de tratar as pessoas e também viabilizar acessibilidade. Apesar da função de estar à frente do Ministério, o Apóstolo Guto nunca perdeu a sua simplicidade no agir, no ministrar e a sua acessibilidade no tratar as pessoas. 

E, um segundo referencial é o nosso grande pastor João Roberto. Nessas fases que eu passei dentro do ministério, nesse período de mais de duas décadas, a imagem mais forte que eu tenho foi justamente no período que mais precisei, foi na dura situação da perda da minha avó, ocorrida em 2002. Ela faleceu numa uma época em que estávamos realizando um evento local missionário, era uma Conferência Missionária, a igreja estava repleta de pessoas. Eu sei que, naquele período, João Roberto também tinha as suas obrigações de estar com aquele povo, mas mesmo assim, ele se deu ao cuidado de como pastor pessoal daquela ovelha, que precisava de um apoio, estar no velório de minha avó, ministrando. Isso é algo muito comum, um pastor ir para um velório, talvez isso não impacte vida de pessoas, mas eu me senti acolhido pela presença do meu pastor.

E, eu coloco mais além do que isso, que João Roberto cumpriu sua função pastoral de estar ministrando rapidamente, naquele pouco tempo numa situação de dor, de velório, de partida, mas o que me chamou minha atenção é que quando a gente foi para o cemitério para realizar o sepultamento, João Roberto voltou para a igreja finalizou o culto e, pelas razões de Deus, foi tocado a estar também no cemitério, concluindo aquele procedimento quando eu nem mais esperava. Quando eu estava ali finalizando a despedida que eu olhei de lado, estava a figura de João Roberto com a mão no queixo sem falar uma palavra, mas a sua presença trouxe acolhimento de Deus, uma força de Deus e aquela coisa de dizer que o pastor está presente também nos momentos difíceis, no sofrimento das suas ovelhas para dar uma assistência mais aproximada e o seu conselho costumeiro, em cada fase. João Roberto me conheceu adolescente e hoje acompanha a minha família.

Minha esposa é uma pessoa que, segundo a Bíblia, se coloca de fato como parceira, uma pessoa que está para apoiar e não é só uma relação de apoio dela vindo para mim, a nossa relação é muito aproximada, um apoio mútuo para projetar a família e nesse apoio efetivamente projetando também os filhos que, como eu disse, foram programados, pensados e foram bem recebidos e muito amados. A paixão da minha esposa é ensinar crianças, seja ensinando no ambiente de igreja e nos departamentos, mas hoje ela sendo professora de letras, ela também tem a vocação estendida na sua profissão. Ainda mais hoje no trabalho protetivo que ela realiza no papel de conselheira tutelar, é uma pessoa que avalio vocacionada para o cuidado, para sensibilidade às necessidades do próximo e de ajudar numa função muito de bastidor, sem nenhum tipo de holofote, de estender a mão, isso ela faz externamente para tantos, naquilo que Deus a convocou para fazer.

A gente tem uma relação também num ambiente doméstico de conquistas pessoais com muita luta e muito esforço. O que a gente adquiriu de patrimônio como: a nossa casa, a estrutura de estarmos educando os nossos filhos, isso é fruto desse trabalho e de uma ligação conjugal na bênção de Deus. Ela é filha de Dona Gilma, que é diaconisa na igreja já por um período de mais de vinte anos, uma pessoa que também que é referência para mim. 

Eu tenho grandes sonhos, não são tantos, mas são grandes. Grandes a ponto da gente pensar por algum tempo que talvez fosse impossível. Um sonho que eu tenho, para nossa cidade local, é quem sabe estar naquilo que Deus me confiar gerindo o poder executivo, é um sonho grande as pessoas falam, prefeitura, estar na condição de prefeito, talvez qualquer filho de Campina Grande entenda ou deseje a função pela honraria da sua função e do que ela representa no contexto das instituições, mas eu sei que para esse sonho se materializar existem passos a serem dados.

Sei que tem muito trabalho a ser feito para execução desse sonho, um deles quem sabe, é a renovação de um outro projeto político, ainda numa escala inferior, provavelmente para um cargo de vereança, eu até coloco naquilo que já tenho feito, segundo essa visão, ou seguindo esse sonho, já em três outras oportunidades enquanto candidato em 2008, 2012 e 2016, muito embora os resultados de votação crescente, não foram suficientes para viabilizar a minha eleição para vereança. E nesses contextos de aparentes derrotas, apesar do crescimento, apesar de você estar amadurecendo no processo desse sonho, esse último acampamento, me trouxe de fato um resgate daquilo do que Deus tem comigo, seja no aspecto do próprio ministério no ensino da Palavra, mas também efetivamente no exercer desse projeto maior.

Eu hoje eu posso dizer que talvez nós chegaremos a um momento em que, se não comigo, ou com outros tantos, a Palavra Rhema haverá de governar essa cidade, estará em espaços de comando. Nós haveremos de ter em Campina Grande, uma gestão com um prefeito ou uma prefeita que possua a Palavra Rhema no seu coração e que essas impressões, ou essa influência possa levar para o seu processo de gestão alcançando essa cidade de um modo diferenciado.

Rubens Nascimento é ainda uma pessoa muito simples pela estrutura de vida que teve, pela formação familiar de uma vida simples, por ter aprendido essa sensibilidade de uma mulher muito simples, eu até acentuo mais uma vez, a vida de Dona Neném, que era a minha avó, a minha segunda mãe. Sou uma pessoa simples nesse contexto de saber que a Palavra também é manifesta em um Deus muito simples. Essa simplicidade se manifesta, também, nessa perspectiva de você estar num contexto de exercer esse ministério maior, no sentido de auxiliar pessoas, de ajudar pessoas com as ferramentas que você possui, seja no aprofundamento do conhecimento da Palavra e esse conhecimento ele é um estudo permanente, todo dia o cristão aprende.

E é um cara que vem deixando suas marcas simples, mas que tem trazido um resultado num processo de gestão dos espaços que Deus abriu. Desde 2003 efetivamente, Deus sinalizou com convites específicos, em 2003 fui convidado para estar na Secretaria de Assistência Social e, agora, efetivamente no Cadastro Único, do Ministério da Cidadania, especificamente, também coordenando o Bolsa Família em Campina Grande. Vou deixando essas marcas para os meus operacionais, as pessoas que efetivamente trabalham ali no dia a dia na unidade, coordenando esse público de quase 50 funcionários.

Meu tempo na gestão do prefeito atual, já está se expirando, passando o bastão para o próximo é bom saber que: “Rubens Nascimento deixou um espaço organizado, um espaço diferenciado, tecnicamente, melhor gerido e efetivamente com melhores resultados para os usuários que nos procuram”.

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