Meu nome é Rui Filipe Rocha de Oliveira, tenho 45 anos, nasci em Lisboa e fui imigrante durante oito anos na Suíça. A minha profissão é cabeleireiro, tenho duas filhas, uma se chama Alice, vai fazer 15 anos, e a outra se chama Leonor, de 10 anos, sou divorciado. Cheguei à Palavra da Fé pela graça do Senhor, por uma necessidade, na época eu treinava jiu jitsu e ao meu lado tinha um senhor chamado Isaac, que é mais conhecido por pastor Isaac, casado com Sayonara, e naquele momento algo que eu não tinha entendimento aconteceu que me levou a procurar o Pr. Isaac para conversar e a partir daí eu entrei no Verbo da Vida e comecei a caminhar passo a passo

Eu eu fui educado pela minha mãe até os 17 anos, que foi quando minha mãe imigrou, uma mãe adorável. Na época parecia uma infância típica, normal com pai e mãe. Hoje com conhecimento da Palavra consigo analisar de outra forma. O pai muitas vezes viajando para trabalhar, até os 10 anos os dois conviviam razoavelmente bem, até acontecer o divórcio. A separação na época me impactou muito, hoje com mais conhecimento a gente vê que houve um trajeto para não nos deixar avançar, para aquilo que supostamente a gente ia ter em nossa vida.

Do casamento dos meus pais sou apenas eu de filho, depois do segundo casamento do meu pai ele teve mais dois filhos, com os quais eu tenho pouco relacionamento. Era destruição, hoje é reconstrução, está tudo se encaminhando novamente para ser mais reestruturado. 

No meu caso, muito cedo na minha infância, comecei ser desviado de um propósito, algo que eu sinto no meu coração é que havia algo para receber do meu pai, pela companhia, pela presença do meu pai, e hoje vejo que essa ausência limitou o meu crescimento como pessoa, vamos dizer assim, então essa infância que eu achava que era normal, porque no mundo achamos que as coisas são dessa forma, hoje vejo que uma estratégia para eu não chegar onde eu deveria chegar.

Mas, tirando isso foi sempre simples, minha mãe sempre tentou compensar de alguma forma, aquela mãe tipicamente portuguesa que enche o prato, aquela mãe que está sempre disponível para encher o prato, para dar um carinho, que está sempre com o telefone ligado para nos atender.

Talvez os seis meses mais complexos da minha adolescência foi quando minha mãe foi para Suíça, foi pela inspiração divina que eu decidi me juntar novamente com minha mãe, e esses seis meses foram os seis meses da minha adolescência que eu fiz mais asneiras, dizia que ia a escola mas eu não ia, eu vivia com minha tia e dizia que ia para casa do meu pai , mas eu não ia, ia para casa de amigos, ou seja, foi aquela transição da fase de adolescência difícil.

Quando os pais não sabem muito lidar com os problemas, então muitas vezes compensa da forma material, eu senti que na minha vida essa compensação foi feita dessa forma, mas por ignorância dos meus pais, não é que eles não queriam saber, eles não sabiam como fazer, então tratavam dessa forma, mas depois foi uma decisão que tomei de ir viver na Suíça, começar tudo do zero, fui para viver com a minha mãe.

É como sair do campo e ir para cidade, nova cultura tudo novo, uma liberdade que não era habitual na minha vida, o português é um povo com muita liberdade, mas com muitas regras, aí chego no centro da Europa, tem muita regra social mas familiar é pouco regrado. Então senti isso, senti essa liberdade, a liberdade das pessoas a minha volta, foi um pouco de deslumbramento. Quem viaja para um país que tem um poder econômico maior começa a viver de uma forma econômica que não está habituado, então houve um pouco de deslumbramento, que é passar de uma classe media baixa e de repente sentir que tem como comprar esse mundo, então houve um sério desvio.

Houve também um caminho curioso, pois hoje com o conhecimento que tenho soube que vivi oito anos onde houve a revolução calvinista e não aproveitei para estudar, mas foram bons oitos anos, e depois tomei decisão de voltar novamente a Portugal sozinho. A Suíça representa para mim passado, experiência, não questionei muito o que ela representou para mim, mas cresci muito em muitas áreas da minha vida, tive a oportunidade de conhecer e viver com outras culturas. Hoje eu me vejo uma pessoa muito mais aberta em relação ao mundo, em relação a isso, mas ainda não parei muito para pensar o que representa para mim, acho que é uma balança onde estava 50% e 50%, 50% que havia algo de bom, e 50% que havia algo de mal.

Voltar para Portugal foi difícil no início, porque decidi viver pelos meus próprios meios e sozinho, foi muito estranho voltar para um cultura que já não era a minha, porque quando a  gente passa de um país para o  outro, a gente acaba nem sendo de um e nem do outro, e quando voltei houve uma diferença de mentalidade cultural que não se encaixava da mesma forma em Portugal. Ainda hoje, ser português imigrante, voltar outra vez para Portugal faz com que eu consiga ver coisas, aqueles que são mais nativos, aqueles que nunca imigraram não conseguem ver, as questões raciais, lingüísticas.

Me tornar pai foi uma realização de sonho, duas vezes, eu costumo dizer que cada uma delas é a realização do meu melhor sonho, então nós vivemos muito intensamente nossa relação, não há como ser pai e não ser próximo, não há como realizar dois sonhos e falar: “Pronto, agora realizei o sonho e está ok”, não. Eu era um pai até três anos atrás, e quando conheci a Palavra, o Senhor trabalhou de uma forma que hoje posso ser um pai muito mais Pai, no sentido de não ser autoritário, de achar que sempre tem razão.

Com o conhecimento da Palavra houve uma transformação muito grande na forma de ser pai. Muitas vezes há um modelo de pai que sabe tudo e muitas vezes as crianças não sabem aceitar, então a gente mudou, e hoje somos sempre os três juntos, sei o que se passa na vida delas, tento desfrutar o máximo do que se passa com elas, estamos sempre a brincar independentemente da idade, e das posições cada um sabe a sua, mas é piada, brincadeira é diversão.  

Minhas referências são meus pais, minha mãe é o modelo de amor, aquela pessoa que a vida dela não é nada aquilo que ela pode dar aos outros, ou seja, é uma altruísta de primeira, é a ultima a sentar-se à mesa, a última a comer, a última a tudo, para que todas as pessoas que estão ao redor dela estejam bem. Muitas vezes isso se torna um peso e ela sofre um pouco com isso, mas esse é o modelo que eu tenho na minha vida, é minha mãe, aquela pessoa que dá sem nem pensar o que vai receber em troca.

Pai, o pai é aquele que nasceu com pior probabilidade de ser alguma coisa na vida, em uma situação muito desfavorecida, nasceu em uma zona desfavorecida em Portugal. Meu avô era analfabeto, meu pai aprendeu a ler o jornal do dia anterior que recebia, para levar para ler para meu avô, e assim ele ganhou o gosto pela leitura, pela escrita, e meu pai é uma pessoa que hoje, apesar de termos uma relação, que é fruto daquilo que infelizmente tivemos como convivência, como vida a dois, mas ele não deixa de ser meu modelo, porque contra tudo e contra todos, ele conseguiu subir na vida. E um homem, que não conhece muita gente que tem a honra que meu pai tem, ele é um modelo a ser seguido na honra e na determinação. As pequenas palavras que meu pai me deu na minha vida foi para aprender todos os dias algo de novo, nunca abaixar a cabeça no sentindo de não ficar preso à tristeza e olhar em volta e ver que sempre tem alguém a sorrir para nós.

Foram poucas mensagens, mas mensagens que foram traduzidas que servem como inspiração, como modelo e poderia ficar aqui falando do meu pai, porque ele teve uma vida muito preenchida e, hoje, não está tanto, mas tem muita historia para contar. Eu estou a viver um sonho nesse momento que eu quero realizar, de onde eu vim eu acho que é comum encontrar pessoas que entram no Verbo, entram na graça do Senhor e a gente entende que quer fazer algo, quer dar algo, a gente quer chegar ao nosso propósito, a gente quer ter a intensidade que puder ter, no meu coração eu quero avançar, quero chegar onde se pode chegar, quero ir onde se pode ir.

Entrego de manhã, de tarde e de noite aquilo que eu anseio, os planos de Deus são os meus, eu não questiono muito sobre os meus sonhos, porque aquilo que eu sonho é sempre menor do aquilo Ele sonha, então meu sonho é cumprir o sonho de Deus para mim. É por aí que eu me movo todos os dias, é pensar todos os dias como que eu posso fazer. Até a bem pouco tempo era algo que eu não entendia muito bem, hoje o Rui é o Rui. Aliás uma das curiosidades é, muitas vezes no trabalho, muitas vezes onde eu estou, com quem eu estou, não há um nome para definir o que eu sou, o que eu faço, muitas vezes a melhor forma de definir o Rui é dizer: o Rui.

Eu tento fazer o máximo e o melhor naquele momento e então isso, por si próprio, deixa um pouco sem definição, se me pedirem para eu lavar o chão eu lavo o chão, se me pedirem as 3 horas da manhã para introduzir as fichas no computador eu faço isso, então isso deixou uma característica que é a falta de poder me definir em apenas uma palavra, então muitas vezes a definição é dizer que o Rui é o Rui. 

Eu passei por uma situação que houve umas pressões com a mãe das minhas filhas e, nesse momento, eu estava passando por muitas coisas, e houve algo que me chamou, eu andava muito perdido, quando eu encontrei o Senhor eu fui vendo que na minha vida não havia como não acreditar naquilo que estava a acontecer, desde o primeiro dia que eu aceitei a Jesus, é como se eu sentisse pouco a pouco aquele buraco que eu estava a ser tampado.

Foi um processo muito intenso, no primeiro ano de crente foi saí de uma situação que nada era possível para tudo era possível. Então, em um ano só, para se ter uma ideia eu me converti dia 27 de março de 2006, eu comecei o Rhema, em setembro, mas antes do Rhema eu já tinha passado por uma conferência, que logo na minha primeira conferência eu conheci pessoas como: Mama Jan, Pastor Humberto, Pastor Diego , grandes referências do Verbo que eu tive logo assim nos primeiros momentos. Foi palavra sobre palavra, foi revelação sobre revelação, e decidi pôr em prática assim que recebi a Palavra, logo já estava praticando e vendo a diferença.

É como se fosse um rolo compressor muito forte, em que se a gente agarra a gente vai em frente, em três anos, a minha vida deu uma volta que quem olha já não vê do mesmo jeito, eu já não sinto mais da mesma forma, é muito intenso e eu não quero nunca perder essa intensidade, com o mesmo amor e a mesma dedicação sempre. Meu foco é que há dias menos bons, mas tentar fazer sempre com que nunca se perca o foco que é a intensidade, o amor, a Palavra, estar disponível aquilo que é necessário e não se questionar muito. A Palavra é a verdade, então é tentar ficar o mais próximo daquilo que a gente sabe que é verdade e tentar ao máximo não deixar aquilo que não é verdade entrar dentro da nossa mente, muitas vezes aquela coisa do questionamento da dúvida, por si próprio já vai abrindo um espaço para entrar algo, ou seja, é tentar ao máximo não deixar entrar algo que possa diminuir a intensidade.

Tenho que agradecer ao Pastor Isacc e a Sayonara que foram sempre os primeiros a me educar em algo que revolucionou a minha vida, mas a minha gratidão é ao Pastor Vanderlei, aquela pessoa que puxa a orelha, dá conselhos, aponta o dedo para a direção, e assim quando a gente se submete a nossa autoridade e ouve aquilo que eles normalmente falam conosco, a gente segue os conselhos e vê o fruto, então a próxima vez que ele disser alguma coisa a gente vai estar lá com a mesma intensidade. Se a gente estiver conectado à visão dos nossos líderes e se submeter isso faz deles ser aqueles que nos ajudam a chegar ao nosso caminho, mas também faz deles a maior referência, porque a gente sabe a fonte, então queremos com certeza ouvir novamente e estar debaixo daquela pessoa que indica o caminho.

Hoje em dia Ana e Vanderlei são a maior referência na minha vida, é obvio que o pai e mãe, a gente respeita a gente honra, mas Vanderlei e Ana são de longe as pessoas que eu mais tenho que agradecer. Eu poderia ser tendencioso em dizer que o Verbo da Vida Lisboa é a melhor igreja do mundo, mas acho que cada um vai dizer a mesma coisa (risos). É isso, Verbo da Vida Lisboa é algo realmente prazeroso é muito bom estar com uma família, a gente tem uma família natural, mas também tem uma família espiritual. Somos um pelos outros, pois estamos todos no mesmo foco na mesma direção e sou muito grato por cada um deles, porque cada um da sua maneira me ajuda para que minha vida seja todo dia melhor. E quando digo que minha vida é melhor eu tenho que  pensar que a vida das minhas filhas é melhor todos os dias, e sem eles seria impossível. Deus sabe muito bem aquilo que faz e sabe muito bem as pessoas que coloca a nossa volta, até as palavras que a gente recebe no dia a dia eu sou muito grato, estou muito grato por nossa família, sou muito grato ao Verbo da Vida.

Sou muito grato ao Apóstolo Guto, Pastor Bud e Mama Jan por terem ouvido e recebido para serem direcionados, ainda ontem no carro eu pensei: “Como é que é possível com tanta cidade, como o Rio de Janeiro e todo aquele trajeto que a gente fez, foi há 36 anos e imaginar como é que era o caminho, e eles serem guiados para vir para Campina Grande”. Como é impressionante o trabalho de Deus, como ele direciona um casal para uma cidade como Campina Grande e, hoje, o ministério crescendo como está! Glória a Deus por eu fazer parte disso, fico muito grato. E estou na expectativa para ver o que vem aí, estou naquela fase, foram três anos ok, como é que vai ser os próximos três?

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