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Meu nome é Samuel Brito Figueiredo, tenho 38 anos, nasci e cresci em Campina Grande-PB. Passei um período da minha infância e adolescência estudando em João Pessoa-PB. Precisamos nos mudar para lá, porque, na época, meu irmão tinha um problema respiratório com asma e o médico indicou que nos mudássemos para lá. Passamos uns 6 anos em João Pessoa e, depois, retornamos para Campina Grande. Gosto mais de Campina Grande, porque uma particularidade da minha criação é que eu passava a maior parte do tempo na fazenda do meu avô próxima da cidade. Eu gosto muito de campo, cavalo, gado, fui criado nesse meio. O tempo em que eu não estava trabalhando, eu estava lá.

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Minha família em Campina Grande é muito grande. Desde cedo, eu fui criado com mais de 12 primos e, nos finais de semana, íamos para a fazenda andar a cavalo. Sempre fomos muito unidos entre família. Também cresci em um lar cristão, meu pai é um médico bem conceituado na cidade, mas, embora fosse médico, ele sempre ministrava na igreja, nas Escolas Dominicais e em Encontros de Casais. Ele fundou em Campina Grande os primeiros Encontros de Casais com Cristo e Encontros de Jovens com Cristo. Então, desde cedo, estive muito envolvido na igreja. Meu pai ainda não era pastor, ele só veio entrar mesmo no ministério pastoral quando eu já era jovem.

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Meu pai sempre foi muito próximo a mim. Tanto eu quanto meus primos tivemos esse privilégio de relacionamentos bem entrelaçados na família. Sempre tive bom contato com meus avós, tanto maternos quanto paternos, que foram referenciais para mim. E meu pai também é um referencial para mim. Embora ele fosse médico, e tivesse as ocupações dele como médico, tinha que dar muitos plantões aqui em Campina Grande, eu via pouco ele nos finais de semana, mas os momentos que tínhamos juntos eram momentos intensos. Quando ele podia, comprava cavalos para os filhos e primos para a gente ter aqueles momentos na fazenda. Então, ele foi sempre presente, embora tivesse uma vida muito corrida.

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Minha mãe também foi muito presente. Nos momentos em que meu pai estava viajando ou dando plantões, ela sempre estava nos educando e nos instruindo nos valores morais. Ela também é um referencial de mulher íntegra. Foi criada em em um lar evangélico desde cedo. A família dela é exemplo do início das primeiras igrejas aqui em Campina Grande e ela soube administrar isso muito bem; não apenas carregou este legado, como também, soube passá-lo para nós.MVV_8675

MVV_8592Tenho três irmãos, somos quatro homens na nossa casa: Beto, que é o Carlos Alberto Filho; eu sou o segundo; depois tem o Eduardo e o Sérgio. Sempre fomos muito unidos. Depois da faculdade, cada um se formou em uma área, e cada um seguiu um rumo diferente. Hoje, Beto mora em Campina Grande-PB; eu estou morando em Sobradinho-DF; Eduardo mora em Fortaleza-CE e Sérgio mora em Orlando, nos Estados Unidos. Embora estejamos morando longe, procuramos todo ano passarmos um tempo juntos em uma das cidades. Temos um ambiente muito sadio nós quatro. Espero que isso possa ser passado… Temos incentivado nossos filhos a cultivarem sempre esse ambiente de família.

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Conheci Toninha, minha esposa através do irmão dela. Quando voltei a morar em Campina Grande. Eu estudava com Pedro, irmão da Toninha, conhecia só ele, por amizade de escola, estávamos sempre um na casa do outro, assim conheci a irmã dele. Fazíamos muitos encontros de jovens e, em um desses encontros, fomos nos conhecendo. Eu levava Pedro e ela para a igreja, sempre fiz questão de envolver meus amigos da escola nesses encontros de jovens, era uma maneira de “entrosar” o pessoal aqui.  Muita gente da cidade fez aqueles encontros, participou daquele movimento, hoje em dia ainda tem alguns encontros, o pessoal do Verbo também participava. Na época eu não era do Verbo mas o pessoal participava e a gente ia se conhecendo, então tinha muita ligação.

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Eu e Toninha começamos a namorar quando já estávamos na faculdade. Foi em um dos veraneios em João Pessoa. Estávamos lá, passando um tempo entre os amigos, estivemos mais próximos e, quando voltamos, começamos a namorar. O namoro durou três anos e nos casamos. As pessoas sempre dizem que nos casamos muito jovens. Eu tinha 21 anos e Toninha 23, mas, para mim, era normal casar cedo. Meu avô sempre dizia: “Casa logo, escolha a mulher com quem vai se casar e case logo”. Graças a Deus tanto meus pais, quanto os pais dela, pegaram junto com o casamento.

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Logo em seguida, após nos casarmos, fui trabalhar em Recife. Samuel Filho tinha acabado de nascer e foi um crescimento muito grande, pela primeira vez saímos desse convívio familiar e fomos viver nossa vida ali em Recife. Foi um tempo para nos conhecermos mais. Embora não fosse tão longe, todo do final de semana vínhamos para Campina Grande. Contudo, tivemos algumas dificuldades normais de quem casa jovem, mas tínhamos bons referenciais. Recebemos boas instruções no que diz respeito a casamento. Quando eu penso em Toninha a primeira impressão que me vem a mente é: Presente de Deus.

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Samuel Filho nasceu logo no início do nosso casamento, embora eu fosse muito jovem, sempre foi um desejo meu ter filhos ainda jovem para acompanhar bem o crescimento deles. Eu achava o máximo ver meus primos com meus tios andando a cavalo e meus tios participando de tudo. E eu sempre quis isso. Quando Samuel nasceu, eu pegava ele ainda com um ano de idade, colocava no carrinho e ia para a fazenda andar a cavalo com ele. Gabriel veio 6 anos depois, ele foi uma surpresa. Na época a gente não estava esperando, mas foi uma benção na nossa vida também. No período que Gabriel nasceu, ainda estávamos morando em Recife e foi maravilhoso criar meus filhos no mesmo ambiente em que fui criado.

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Nós já moramos em muitas cidades. Assim que casamos, moramos um tempo em Campina Grande-PB. Depois fomos morar em Recife, eu trabalhei no hospital do exército lá em Recife durante 5 anos,  sou farmacêutico. Quando estava no hospital do exército, prestei concurso para a Anvisa, fui para Brasília e fiz o concurso lá em 2004, e apenas em 2007 fui chamado. Na época, houve um problema com a inscrição lá e foi um período em que precisamos andar em fé. Pois, eu tive que pedir demissão do trabalho e ir para Brasília participar de um curso de formação. Então, passei dois anos sem emprego. Fomos morar em Fortaleza por um ano, depois voltamos para Campina Grande e, apenas em 2009 fui assumir o concurso em Brasília. Passei 6 meses lá sozinho, para que os meninos concluíssem o ano letivo em Campina Grande. No período que passei lá sozinho foi quando começou a minha história junto ao Verbo da Vida.MVV_8596MVV_8655Em Brasília tem um grande amigo meu, Maurício Nunes. Nos conhecemos em Campina Grande, na época dos encontros de jovens e de casais, trabalhávamos juntos e ele era do Verbo. Eu encontrei com ele em Brasília e ainda não estava congregando… Eu não estava me adaptando bem às igrejas lá…. Até que ele me chamou para ir no Verbo em Taguatinga-DF, era um pouco longe de onde eu estava morando. Em Campina Grande, tudo é perto e quando você chega em Brasília, tudo é no fim do mundo. Para mim era muito longe sair do Sudoeste e ir para Taguatinga. Mas, aceitei o convite e fui. Quem é de Campina Grande quando chega em outro lugar já procura gente da cidade, porque sempre tem, e quando cheguei na igreja que me deparei com o pastor Joselito, que é de Campina Grande foi uma grande benção. O tive como referência e, foi lá que Deus me disse para ficar. Eu tinha ido para lá com a intenção de voltar, tanto é que havia deixado Toninha e os meninos em Campina Grande. Minha intenção era assumir o cargo e depois pedir transferência e voltar. Mas, as coisas não foram acontecendo da forma como eu planejava.

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Percebi que Deus colocou aquele lugar no meu coração e falei com Ele: “Pai se é para eu estar aqui, então o que devo fazer aqui?”

Então, o Senhor falou comigo sobre aquele texto de Hebreus 5 que fala: “De fato, embora a esta altura já devessem ser mestres, vocês precisam de alguém que lhes ensine novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão precisando de leite, e não de alimento sólido!”. Deus falou comigo para passar dois anos ali fazendo o Rhema. Liguei para Toninha e disse: “Vem simbora que é aqui que é para ficarmos”. Ela arrumou as malas e foi com os meninos. Em 2010, comecei a fazer o Rhema, fiz em 2010 e 2011, enquanto isso já estava congregando no Verbo da Vida. Foi maravilhoso aquele tempo junto ali com o pastor Joselito e Ana Helena. Eles pegaram junto conosco, entendem como é estar fora do nosso contexto, mas, graças a Deus, eles nos acolheram como filhos mesmo. E Deus colocou forte no meu coração para estar perto do pastor Joselito. Desde então, tenho estado debaixo da liderança dele e, eu e minha família temos sido grandemente abençoados. Hoje, lideramos o Verbo em Sobradinho-DF, tem sido um desafio, porém, vemos a graça de Deus em tudo. É maravilhoso estar com o povo que Deus nos confiou ali.

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Eu aprendi a lidar com os desafios. Nunca tive muito como escolher. As coisas iam acontecendo e eu sempre fui muito “afoito” (rápido) para entrar nos desafios. Eu procuro sempre confiar em Deus e vi Deus fazendo coisas impossíveis mesmo. Aprendi a confiar nEle, sabendo que Ele nunca me deixou faltar nada. Me espelho nas pessoas que estão perto de mim. Primeiro nos meus pais, e também no pastor Joselito que é um homem de fé, que me ensinou mesmo a viver a Palavra. Embora eu tivesse nascido em um contexto cristão, quando eu cheguei perto do pastor Joselito e comecei a fazer o Rhema eu disse ao Senhor: “Pai, se eles têm algo que eu não tenho eu quero isso para mim”. Foi então que eu comecei a mergulhar mesmo na Palavra e, é a Palavra que me dá ânimo para vencer os desafios. Eu sei que de mim eu não consigo fazer nada, mas a Palavra tem me animado e impulsionado a estar no lugar que Deus tem me colocado. Aprendi também que o melhor lugar para estarmos é no centro da vontade de Deus. É nesse lugar que Ele nos supre e preenche as nossas lacunas.

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Samuel é uma pessoa que tem aprendido a depender de Deus. A compartilhar os sonhos de Deus. É alguém que aprendeu que é melhor viver os sonhos de Deus do que os seus sonhos de criança. Um garoto que foi criado em um ambiente muito bom e saudável, mas que em Deus ele aprendeu que tem coisas que são maiores. Quando ele deixou seus sonhos para sonhar os sonhos de Deus, sua visão foi ampliada.

Então, acho que Samuel é alguém que aprendeu a deixar de lado suas vontades pelas de Deus. E que tem sido recompensado com isso. Recompensado com uma família abençoada e com pessoas maravilhosas que Deus tem colocado ao seu lado.

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