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Me chamo Suênia, tenho 45 anos e três filhos. Sou casada há 18 anos. Há 23 anos nasci de novo. Eu me sinto privilegiada e honrada por Deus ter me alcançado com sua palavra ainda com 22 anos de idade. Sou muito grata por essa visão ter chegado a nós e ter me alcançado ainda na minha juventude. Me sinto uma pessoa realizada.

Nasci em Campina Grande-PB. Meu pai é Paraibano, mas a minha mãe é Pernambucana. Eu tenho quatro irmãos. Hoje, o meu pai tem 86 anos e a minha mãe 70. Eles são pessoas maravilhosas que me deram instruções, não só para mim, mas pra todos os meus irmãos.

Eu sou muito grata a eles, mesmo na sua sabedoria, sem ter o conhecimento da Palavra revelada, nos instruíram para não errarmos, nos ensinou a sermos fiéis, íntegros, então, sou muito grata.

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Amo demais minha cidade. Mas, já pensei: “Por que eu não nasci em outro lugar?”. Depois que eu conheci a Palavra, eu comecei a ver que que esse era exatamente o lugar certo pra eu nascer. Aqui eu nasci de novo! Eu gosto disso, nasci duas vezes aqui em Campina Grande e, isso é uma alegria muito grande pra mim. Eu amo minha cidade, mas não ao ponto de, se Jesus disser: “Vá para outro lugar”, eu não vou deixar, não é isso. Mas, que eu amo Campina.

Se o Senhor mandar eu morar em outro país, sou rápida pra largar algo quando Ele fala. Eu me pego com todas as forças no que Ele me diz pra fazer em cada estação. Amo fazer isso. Amo mudanças.

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Quando cheguei na igreja me envolvi muito rápido em pouco tempo. Entrei no Centro de Treinamento Bíblico Rhema, fiz os 2 anos. Comecei a trabalhar no Departamento Infantil. Trabalhei nos conselheiros. Sempre quis me envolver mesmo na igreja e só depois que eu pensei em casamento. Esse foi um ponto em que eu disse ao Senhor quando me converti que essa área da minha vida estava entregando a Ele. Porque antes de me converter sofri muito, sempre me decepcionava. Quando conheci Jesus, eu falei para Ele: “essa é a área que eu estou entregando nas suas mãos. Só quero namorar com a pessoa que eu vou casar.” 

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E aí, quando eu entrei no Rhema, comecei a estudar, a trabalhar no Departamento Infantil, no berçário, nos conselheiros. Eu fiquei tão envolvida que nesses quatro anos esqueci dessa questão de namoro. Esqueci totalmente. Recordo que um dia, uma irmã que fazia o Rhema comigo me perguntou sobre isso. Então, eu despertei, comecei a observar e pensava: “não, meu marido não está aqui”. Porque naquela época tinha muitos adolescentes na igreja e eu pensava: “Não, eu não quero adolescente (risos), onde que está o meu marido?”. Comecei a despertar pra isso, mas eu ficava só observando, mas não ficava naquele pensamento: “Eu tenho que namorar. Tenho que casar”.

Quatro anos se passaram e eu conheci Christian. Ele já estava na igreja, já servia nos conselheiros e diaconato. Eu o conheci e começamos a namorar no dia 25 de abril de 1998 e, no dia 25 de dezembro do mesmo ano nos casamos. Foram oito meses certinhos entre o namoro, noivado e o casamento. E hoje, nós estamos com 18 anos de casados e com a nossa família construída, com três filhos.

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Os meus filhos são presentes de Deus. Eu sei que todo filho, é um presente. Um galardão. Mas eu digo que o meu presente é ainda maior. Porque eu não podia ter, hoje eu vejo os frutos daquilo que eu cri e, por isso, eu agradeço tanto a essa Palavra, porque o Senhor me presenteou com três filhos maravilhosos.

Em 2000, recebi um relatório médico que eu precisava fazer uma cirurgia no ovário. Fiz a cirurgia, mas após isso, a médica falou que pelas condições que eu tinha ficado não conseguiria mais engravidar, teria que tentar fazer uma inseminação. Ela removeu um cisto enorme no meu ovário direito e, não só tirou o cisto, mas tirou a trompa e o ovário. E do lado esquerdo ela fez uma plástica, porque quando eu tinha 16 anos eu cheguei a fazer uma cirurgia como essa, mas do lado esquerdo. E nessa cirurgia o médico chegou a tirar um pedaço do meu ovário.

Mas, nos posicionamos na Palavra e eu já tinha o nome da minha filha, era Hadassa. Mesmo antes de ouvir isso da médica, eu já sabia que eu teria uma filha. Eu não desanimei nem um minuto com o que a médica tinha falado. Parecia que aquele relatório que ela estava dizendo era de outra pessoa, não era meu. E acho que isso me ajudou muito a não recebê-lo em meu coração. Ela falava, eu estava escutando, mas parecia que era de outra pessoa que ela falava e não de mim.

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Todos os dias eu agradecia ao Senhor pela restauração do meu ventre e ficava chamando: “Hadassa, você vai chegar!”. E vinha os ataques na minha alma falando que eu não ia conseguir, os pensamentos e as lembranças do que a médica tinha me falado vinham à mente, mas em nem um minuto eu deixava esse pensamento ficar. Já redirecionava a minha atenção e começava a me imaginar no quarto, como que eu ia arrumar. Começava a me ver com as roupas de grávida e rapidinho aquele pensamento sumia. E sempre chamando: “Hadassa, você está chegando!”´.

Um ano e quatro meses após a cirurgia, eu estava grávida! Fiz os exames e tudo mais, mas a médica achava que eu perderia até o quarto mês, porque eu tinha só um pedacinho de ovário, mas eu disse que não, que o meu Deus é fiel e essa menina chegaria e daria tudo certo. Passaram-se todos os meses e eu nunca precisei ficar de repouso. Foi uma gravidez tranquila e saudável. Trabalhei até o finalzinho da gravidez, até o final da semana na verdade e no domingo ela nasceu. Foi exatamente no período de formatura do Rhema em 2003. E ela nasceu em 14 de dezembro. E assim, quando ela nasceu veio um outro relatório médico de que eu não poderia ter mais filhos (risos), aí eu achei até engraçado porque, meu Deus do céu, a médica já tinha insistido a primeira vez e agora de novo? (Risos) Eu já comecei a rir e disse que queria outro filho. E o médico disse: “Você não pode, teve complicações no seu parto. Se você quiser filho agora, adote. Você não pode ter outro filho”. Eu tenho três! Todos são milagres. Eu sou grata por tudo que o Senhor fez. E, por onde eu for, se eu puder compartilhar isso pra abençoar outras pessoas, eu vou fazer. Eu não sou privilegiada, eu sei que existem pessoas que estão passando por experiências nessa área, tudo é possível ao que crê.

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Hoje, Hadassa, tem 13 anos. Nícolas, 11 e Abner 8 anos. Eles chegaram para completar e realmente pegar junto naquilo que Deus tem falado pra nós fazermos. Eles são crianças que se envolvem na obra ministerial, querem estar junto conosco em todo tempo, fazendo as coisas da igreja ou da escola de missões. Eles gostam disso, eles falam em missões, em chamado. Vejo que é realmente aquilo que a Palavra diz: “O chamado já vem do ventre”. E as crianças estão crescendo dentro desse ambiente, então não tem com fugir!

Cada um tem a sua característica específica. Hadassa é um pouco de mim e pouco de Christian. O Nícolas é bem parecido comigo, já Abner ainda está se definindo. É bem interessante vermos o crescimento de cada filho que saiu da mesma barriga, mas que tem características e personalidades diferentes.

Hadassa é muito rápida nos pensamentos e quando vê algo que tem que fazer, ela quer fazer logo. Às vezes, ela não pergunta. Ela é muito rápida, muito veloz para fazer as coisas. Nícolas não, ele é aquele mais organizado, pensador, gosta de analisar: “Mas, por quê isso? Por quê aquilo?”. E, às vezes, a gente diz que ele é um pouco lento, mas é muito bom o lado dele de pensar, de organizar e de questionar. E Abner não, acho que ele vai ser mais rápido, mas demonstra ser mais parecido com Hadassa. Eu digo a ele assim: “Vai fechar aquele portão ali”. Ele vai rápido. Faz o que é mandado muito rápido.

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Ah, ser mãe é uma aventura, porque cada filho é diferente. A rotina da casa muda com as estações das crianças. Quando é bebê é uma coisa. E como os meus cresceram muito junto, em questão de idade, agora nós já estamos em uma outra fase. Às vezes, parece ser estressante, você se irrita. Eu estou falando de mim mesma, mas, de repente, você percebe que o seu papel de mãe é um privilégio. Vem uma graça, uma força para você fazer as coisas. Ser mãe é maravilhoso demais. É viver e usufruir dessa aventura. Porque os momentos não voltam mais. Eu acredito que lá na frente, quando eles forem jovens, a gente vai poder compartilhar aquele momento que passou e que eu soube aproveitar. Eu sou grata demais ao Senhor.

9

Eu tenho um grande sonho de construir uma casa missionária aqui em Campina Grande. Tenho esse sonho já faz algum tempo e, é engraçado que até Hadassa já está se envolvendo nisso também, acredito que isso pode ser possível. Meu desejo é apoiar os missionários que vem pra cá, seja a curto ou a longo prazo.

Outro sonho é viajar para muitos lugares, muitas nações. Onde tiver, mesmo que seja um missionário, eu quero ir lá. É um desejo muito forte e eu sei que o Senhor vai fazer isso acontecer. As minhas finanças vão abençoar as nações. Anos atrás, eu pensava assim, se a gente puder aliviar a área financeira de um missionário, ele poderá avançar em outras coisas no campo. E o meu desejo é ajudar nessa área. Essa é a minha oração, que as minhas finanças abençoem nações. Que os meus filhos abençoem projetos. E Hadassa já tem dito isso: “Mamãe, eu vou ser uma empresária” (risos). E eu sei que ela pode pegar junto comigo nisso também. Mas, começo com o que eu tenho.

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Eu me lembro de que quando eu estava grávida do segundo filho em 20 dias eu me organizei e fiz uma viagem internacional. Nesse período eu não trabalhava, não tinha salário, estava com uma criança pequena e outra na barriga, mas o Senhor falou comigo que eu iria ao Chile. Em 20 dias eu tinha a passagem em mãos, tinha os custos e eu sei que foi o Senhor mesmo, porque foi algo muito de repente.

Nessa época foi eu, Guto e Suellen. E fomos visitar pela primeira vez Jean no campo missionário. Quando eu cheguei lá, pensei: “Meu Deus, é só uma gota do que Deus ainda quer”. E eu sei que ainda vou visitar muitos missionários no campo… Eu gosto de fazer as coisas no seu tempo. Eu nem quero abortar a missão, nem quero ultrapassar no sinal vermelho. Eu quero que o Senhor me guie em cada momento mesmo! Assim como Ele me deu aquele exemplo lá de ir para o Chile naquele período, mas vai chegar um tempo onde isso vai acelerar mais. Eu estou bem tranquila, mas eu tenho esse desejo de poder visitá-los mais.

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Missões foi algo que o Senhor tratou comigo no meu primeiro ano de conversão e eu não entendi nada, isso foi em 1994. Eu não entendia nada de missões e Ele já me mostrava. Ele me deu uma visão com oito meses de crente. Na época eu não entendi, mas anos depois que eu vim compreender o que era aquilo e tinha tudo a ver com o que eu estou comprometida hoje. E missões depois que pegou mesmo na minha veia, não tem como sair. Uma vez eu fiquei brava com Deus e disse para Ele tirar missões de dentro de mim.

Hadassa tinha nascido  e eu comecei a me sentir inútil, achando que não estava mais servindo para nada. Porque eu fiquei naquela de “mãezona”. Já tinha saído do Rhema, não estava mais trabalhando, estava só como Dona de Casa. Aquilo veio muito forte numa tarde, estava varrendo a casa e eu disse: “Senhor, tira esse negócio de missões de dentro de mim. Eu não quero mais saber desse negócio. Isso não é comigo. Passe esses desejos e pensamentos para outra pessoa”. Porque eu ficava sonhando e pensando nisso o tempo todo. Nessa hora, Hadassa estava dormindo no berço e o Senhor mandou eu ir olhá-la no berço. Quando eu cheguei perto dela, Ele falou assim pra mim: “Eu que sou Deus, não posso fazer Hadassa voltar ao seu ventre. Então, da mesma forma eu não posso tirar missões de você”. Eu parei naquela hora e desde daquele dia me rendi a Ele. Encarei aquilo que Ele vinha falando em cada tempo, em cada fase e meus filhos nunca atrapalharam isso. Deus sabe fazer as coisas certas e temos que ter a sabedoria de não reclamar.

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Quando a gente precisou fazer uma viagem para o Chile com toda a família, para Cristian conhecer os parentes dele, nós tiramos um mês certinho, todos os dias de manhã, todos subiam na cama e íamos orar. Foi uma viagem sobrenatural, os meninos não tiveram problemas na viagem. A gente não teve nenhum problema de bagagem. Não teve nenhum tremor, porque eu até queria (risos), mas Hadassa orava pra não sentir. Foi maravilhoso! Eles recordam até hoje, principalmente Hadassa que era maior, como a oração foi poderosa. Como foi boa aquela nossa viagem. Para lidar com qualquer desafio, tem que ser através da oração. Porque sem oração você não consegue ir pra frente não.

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Sou uma pessoa muito paciente. Às vezes, a situação parece estar muito atribulada lá fora, mas eu consigo me manter tranquila, porque eu sei que vai ser resolvida. Sou paciente e cuidadosa. Gosto muito de cuidar, não só dos meus filhos, mas das pessoas que chegam perto de mim. Eu não consigo não ser ou não fazer, eu gosto de cuidar. Gosto muito. Pode parece cansativo, mas eu gosto de me cansar cuidando. Eu sou amorosa. Gosto mais de “dar cheiro” do que beijar (risos). Hadassa estava até brincando comigo esses dias, porque ela diz: “Mãe, é beijar!” Mas eu digo: “Mas Hadassa, eu gosto mais de cheirar do que beijar”.

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Gosto de ter momentos com os meus filhos. Ficar dentro de uma rede com eles, assistir filme, ir no parque da cidade. Quando eu não consigo ir em dois ou três fins de semana, aquilo já me dói. Sou muito caseira também, gosto dos momentos com a minha família, de estar junto mesmo, é muito bom.

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