1

Meu nome é Alexandra Fleege. Tenho 45 anos e nasci no Rio de Janeiro. Fui para os Estados Unidos com 3 anos, fui criada no estado da Califórnia. Minha infância foi boa. Meus pais trabalhavam, eu ia para a escola. Meu pai veio da Bolívia e conheceu minha mãe no Rio, na universidade. Eles sempre foram bons pais. Meu pai era bem rígido, minha mãe nem tanto, mas isto foi bom para mim.

Tenho um irmão chamado Eduardo. Ele é 4 anos mais velho que eu e tem 2 filhos. Foi meu irmão quem se converteu antes de mim. Ele aceitou a Jesus em um verão. Me lembro que em um aniversário meu ele me deu uma Bíblia, eu abri o presente e falei: “O que é isto?”. E ele tinha assinado a Bíblia e tudo.

2

Eu nasci de novo lendo aquele livreto do irmão Hagin “Eu fui ao Inferno”. Eu havia visitado a igreja na qual meu irmão estava indo. Um amigo dele me deu esse livro. Eu deixei na mesa do meu quarto e, em um sábado à noite, eu havia voltado bem tarde,  tinha por volta de 17 anos. E quando eu acordei aquele livro estava lá como se estivesse brilhando, se destacando muito. E então, eu li ele todo. Ele é pequeno, mas li tudo bem rápido. E depois que li entendi que o inferno é um lugar real e eu estava indo para lá. Eu não tinha confessado a Jesus e não tinha um relacionamento com Ele. Então, liguei para aquele meu amigo e falei que queria aceitar a Jesus e, ele disse: “Certo, aí no livro tem uma confissão vá para lá”, e ele leu aquela confissão comigo. E assim eu nasci de novo. Veio uma paz muito grande no meu interior e foi algo muito real.

3

Quando eu nasci de novo comecei a frequentar uma igreja do Rhema lá na Califórnia, meus pastores já haviam estado lá por um tempo. O lugar se chama Heart of the Bahin (Coração da Bahía), lá na Bahía de San Francisco. Os pastores eram formados no Rhema e outros amigos meus que também eram. Comecei a ouvir falar sobre o Rhema e ouvi várias vezes, então surgiu o desejo de ir para lá. Quando eu me formei no High School (equivalente ao ensino médio aqui), passei um tempo na universidade fazendo Negócios Internacionais e depois fui para o Rhema.

Eu tinha 19 anos quando fui fazer o Rhema. Lá só tem um Rhema que é em Tulsa. Passei um tempo trabalhando e guardando dinheiro para me mudar para Tulsa. Tive que perseverar porque meu pai não estava concordando, ele não queria que eu fosse. Ele estava realmente com raiva. Mas, depois o Senhor restaurou meu relacionamento com meu pai. Cheguei em Tulsa e o Senhor cuidou de mim. Foi um tempo bem legal, tive que aprender a andar em fé e a viver sozinha, me virar, cozinhar ou não cozinhar (risos). Aprendi as verdades maravilhosas da Palavra de Deus. Aqueles dois anos mudaram a minha vida para sempre. Foi também um tempo de muito esforço, pois nem sempre foi fácil, você tem que saber que se for seguir a vontade de Deus a Palava será provada. Fiz muitos amigos lá que tenho até hoje. Foi lá, no segundo ano, que conheci o meu esposo. Eu já o conhecia de ouvir falar, pois uma amiga me falava muito dele. Mas a gente foi em uma viagem de missões juntos para a Guatemala, foi onde o conheci melhor, mas depois de formados não tivemos contato por aproximadamente 4 anos.

5

Eu havia me formado no Rhema e estava orando. E no escritório você podia olhar os diferentes lugares para ir nos quais poderia até ter ajuda. E eu sempre olhava e olhava e buscava para onde ir um dia falei isso com meu irmão e ele me disse: “Porque você não vai para o Brasil?”. E eu continuei orando e um dia eu estava orando em línguas, mas surgiram duas palavras em inglês e eram assim: Você vai, você vai. E eu orando em línguas, parava e falava: eu vou? Eu ia fazer 21 anos e não achava que as pessoas iriam querer ouvir de mim, mas a palavra é maior do que uma pessoa. Depois estávamos em uma escola de oração na igreja, e me lembro do irmão Hagin estar lá e o Espírito Santo se moveu grandemente, eu dei uma carreira e corri de olhos fechados, lá tínhamos um enorme mapa mundi e quando abri meus olhos eu estava logo debaixo do mapa do Brasil e sabia que o Senhor estava me mostrando que era mesmo para ir ao Brasil. Foi assim que eu fui. Em seguida, encontrei com pastor Bud e mama Jan lá nos Estados Unidos, me apresentei para eles e falei: “eu quero ir para o Brasil”. E eles falaram: “venham”.

6

Quatro anos após me formar no Rhema, quando estava no Brasil, o pastor do Tony veio pregar em um acampamento no Brasil. Naquela época, eu pensei: “Com certeza Tony já está casado, pois ele era um pouco namorador”. Mas, depois descobri que ele não estava. Então, ele me enviou uma carta pelo pastor dele, isto era antes do tempo de e-mail e internet e nós começamos a nos comunicar assim. Acho que eu enviei de volta uma carta para ele pelo pastor dele. E assim voltamos a nos falar, entre cartas e, às vezes, ligações. Isso foi em 1995. Em 1996, eu fui para o Winter Bible Seminar (Seminário de Inverno Bíblico) e ele estava lá, até então éramos apenas amigos, mas quando o encontrei ele me pediu para ser namorada dele na terça-feira e, na quinta-feira ele me pediu em casamento. Foi bem de repente, o Senhor disse para ele e me pediu para ser sua esposa. Nos casamos 7 meses depois.

7

De fato, Deus me abençoou muito, ele é um esposo muito divertido. Eu nunca fico entendiada com ele. Não vivo uma vida chata ao dele, tem sempre muitas surpresas, ele é um ótimo esposo e não poderia imaginar um pai melhor. Ele ama os nossos filhos.

Casamento é algo muito importante, é curtir uma vida juntos. O casal deve ter o mesmo alvo e ter a mesma visão para a vida, pois o casamento determinará toda a sua vida após se unir a outra pessoa. Casamento também é uma maravilhosa oportunidade para desenvolver o amor de Deus. Não que tudo vai ser sempre perfeito, mas você tem um compromisso com a pessoa e com o Senhor. É uma vida maravilhosa em Deus e o Senhor faz além do que você pode pedir ou pensar. Já tivemos vários momentos difíceis, mas o Senhor tem sido sempre fiel, eu amo meu esposo e ele me ama, temos um compromisso e estamos juntos nos tempos bons ou difíceis.

8

No total eu fiquei oito anos no Brasil. Quatro anos solteira e depois casada. Voltamos para os Estados unidos e começamos uma igreja lá, a qual pastoreamos por 6 anos. Nesse período tive meus dois filhos. Minha menina e meu menino são as maiores bênçãos da minha vida. Eles nos trazem muita alegria. Claro que precisamos ajudá-los a crescer em tudo, pois são crianças, mas eles são uma benção.

É interessante porque minha menina, Juliana, de 15 anos, parece muito fisicamente com o Tony, mas sua personalidade é minha e, meu menino, John, de 11 anos, parece muito fisicamente comigo, mas sua personalidade é do pai. Eu amo ser mãe. John é bem agitado, gosta de todos os esportes e de sempre estar em movimento, gosta de brincar demais, se divertir, essa energia ele puxou do Tony. E minha menina é mais tranquila, ela também gosta de brincar, mas é mais quieta, relaxada.

9

Meu esposo já tinha ido para a França há alguns anos e lá conheceu o pastor Fernando, em Tour e, sentiu que deveria se mudar para lá. No início, não levei muito a sério. Quando ele ligou para mim pelo Skype e falou: “olha, a gente vai vir para cá” eu pensei: “Tá certo”, e pensei: “Ele está animado com a novidade, mas vai voltar para a Califórnia e tudo vai passar” (risos). Mas, não foi assim. E agora, já fazem 6 anos e meio que estamos na França e temos ajudado a escolas bíblicas, igrejas e evangelismos.

Ajudamos 3 escolas diferentes em Paris; uma principal na qual estamos mais ativos se chama Rhema Bible Institute. Nós estamos alegres em poder levar a Palavra da fé para esta nação. Também ministramos na igreja e ajudamos nos evangelismos; evangelismo lá deve ser um estilo de vida. É um lugar que está pronto para a colheita. É uma terra diferente do Brasil, mas do tempo que cheguei para agora, as pessoas estão muito mais abertas. Existem muitas religiões diferentes, mas as principais são católicos, islã, judaísmo e evangélicos. Mas, os católicos existem muitos que são apenas nominais. Nós moramos em uma região parisiana, que fica perto de Paris, se chama Sant Court. Estou até falando bem o francês já, não sei se os franceses diriam que eu falo bem, mas pelo menos já prego e ensino em Francês lá!

10

Quando eu vim ao Brasil pela primeira vez eu não via tudo o que ia acontecer hoje, mas eu sabia que ia ser grande. As pessoas estavam com muita fome e sede e, sabia que seria grande. Poucos missionários vinham para cá, mas o pastor Bud depois entendeu que o Senhor estava levantando os próprios brasileiros para alcançar o Brasil. E me sinto privilegiada por ter feito parte desse início.

Quando eu conheci o pastor Bud e mama Jan em Tulsa, nunca me esqueci, foi ela quem me abraçou e começou a rir dizendo: “Então venha para o Brasil”. Hoje, ela é um grande referencial, sou muito grata pela obediência e o coração dela para o Senhor. Tenho ela como exemplo de como ela seguiu o chamado do pastor e o acompanhou. Mesmo quando não era fácil. Pois, hoje é fácil olhar e ver, mas no início nem sempre foi fácil, mas ela sempre foi fiel, quis obedecer e fazer a obra do Senhor. Isso é muito inspirador. Sempre me lembro dela quando as coisas não estão fáceis, pois lembro que ele fazia independente das circunstancias.

11

Pastor Bud era um homem de fé e uma inspiração. Eu morei com ele e tinha um quarto que ficava perto do escritório dele, eu o ouvia orar a cada manhã. Nunca me esqueci daquilo. Ele orava em seu entendimento pelas pessoas e pelo que estava acontecendo aqui. Ele era uma pessoa muito amorosa. Nunca me esqueço que certa vez ele havia comprado um carro e recebido naquela semana, na mesma semana eu bati com o carro dele. Eu voltei para casa temendo e tremendo, quando eu mostrei o que fiz ele falou: “É só um carro”. Nunca esqueci isso, porque ele era um homem de Deus com uma grande visão. Eu não sabia processar muito bem quando ele me corrigia, mas sempre aceitei tudo o que ele falava. Ele tinha paixão pelo chamado de Deus e era totalmente rendido a este chamado. Ele dava tudo o que tinha para cumprir a vontade do Senhor. Ele não tinha sua vida preciosa para si mesmo, seu desejo era completar a carreira que estava proposta e isso tem me ajudado muito na minha vida. Eu não estaria no ministério hoje se não fosse por ele e pela mama Jan.

12

Não conheci o Hagin pessoalmente, mas suas histórias e exemplos têm mudado minha vida. Também tem uma professora minha em Tulsa, a Patsy Cameneti, que sempre foi um grande referencial. Os meus pastores na Califórnia e o pastor do Tony nos Estados Unidos que têm servido ao Senhor por anos e anos seguindo o chamado e sendo fiéis. Eles são grandes referenciais de fidelidade e perseverança e, isto é lindo.

13

Eu me defino primeiramente como alguém que ama a Jesus e, que tem recebido a misericórdia e amor do Senhor. Amo meu esposo, meus pais, irmãos, meus filhos e a família de Deus. Sou uma pessoa divertida e que ama rir (risos). Sou alguém que tem se divertido fazendo a vontade de Deus.

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA