Sou da cidade de Rancagua, no Chile. Sou chilena de coração, porque eu amo meu país. Vejo o Chile como uma nação com muito a se fazer e muito a se conquistar para o Senhor. É um país de onde “mana leite e mel”. Lá tem chegado pessoas estrangeiras, vindas de outros países e que dizem que admiram a nossa nação. Eles falam que nosso país tem muita coisa boa. Quando ouvimos isso, recebemos com muita gratidão em nosso coração. Nós sabemos que vivemos num país bom, mas quando ouvimos isso de alguém de fora, então percebemos que de fato é verdade.

Minha família é formada por meu pai, minha mãe e meu irmão. Somos nós quatro. A  minha infância foi tranquila e sempre tive um bom relacionamento com meus familiares. O nome da minha mãe é Alícia também. Me lembro que, quando eu era mais jovem, não gostava desse nome, mas era algo da minha cabeça. Eu achava que era o nome de uma pessoa mais velha, mas depois eu passei a achar lindo (risos). Sempre converso com minha mãe e ela é muito feliz com a pessoa que sou hoje. Não sou muito ligada a ela no sentido de ficar sempre ligando e perguntando como ela está, pois sempre fui mais independente dos meus pais. 

Eu pareço muito com o meu pai, tanto fisicamente, quanto na personalidade. Ele é decidido, calmo, cuidadoso e eu me identifico muito com ele. Meu pai tem um bom caráter (não que minha mãe não tenha), mas sempre tem um dos pais que os filhos são mais próximos e, no meu caso, é o meu pai.  

O meu irmão mais novo mora com meus pais e sempre está com eles. Naturalmente falando, ele tem algumas dificuldades mentais, por isso fica muito próximo a eles, mas isso não o impede de ter um bom relacionamento com as pessoas ao seu redor. Sei que Deus está agindo sobrenaturalmente na vida deles. Eles são cristãos e estou  crendo que em breve irão congregar com frequência e vão conhecer mais da Palavra. 

O Evangelho chegou na minha vida num tempo em que eu não estava bem e estava com uma depressão muito forte, pela segunda vez. Nada preenchia a minha vida e eu sentia um vazio. Percebi que precisava de algo a mais, pois eu tinha bons amigos, um bom emprego, mas nada me satisfazia. Foi dentro de todo esse entorno que eu comecei a buscar ao Senhor. Foi quando eu decidi não seguir mais a minha vida da mesma forma, mas seguir o caminho d’Ele.

Antes de me converter, eu sempre sabia que Deus é bom, mas não conhecia ainda a Palavra. Decidi deixar tudo para trás e começar a congregar numa igreja. Eu não queria servir a Deus de qualquer jeito, então eu orava para que colocasse amigos segundo o Seu coração, já que antes eu tinha amigos que não eram boas influências. Me lembro que quando foi para eu ir para a igreja, eu fui no shopping para comprar uma roupa. Comprei uma bem comprida e folgada (risos). Aquela era minha ideia do Evangelho.

Um dia eu me encontrei com o meu pastor atual, que é auxiliar do Verbo da Vida. Eu já o conhecia antes, pois a gente já tinha trabalhado juntos. Nesse dia em que o encontrei, ele me convidou para ir à igreja dele no domingo. Então, na mesma hora, eu comecei a chorar e disse a ele que depois o contaria o porquê que eu estava chorando naquele momento. Já havia uma nota dentro de mim e eu soube naquela mesma hora que eu deveria ir para aquela igreja. Quando chegou o domingo, fui sozinha para lá. Assim que coloquei o pé na igreja, eu comecei a chorar muito e acho que durante um mês eu somente chorava durante os cultos (risos). Isso porque eu tinha uma necessidade e ela estava sendo suprida naquele lugar.

Antes de aceitar Jesus, eu não estava bem. Dou glória a Deus porque tomei a decisão certa, pois se eu não tivesse feito isso, do jeito que eu estava, não sei como seria. Meus pais começaram a perceber o quanto eu mudei. Meu jeito de falar e de tratar as pessoas ao meu redor mudou. Meu relacionamento com eles em casa também ficou muito melhor. Meu pai sempre fala que prefere que eu faça as coisas do Senhor, do que até mesmo eu esteja com ele na data do seu aniversário. Ele prefere que eu faça as coisas da igreja e me incentiva a priorizar o servir ao Senhor.

Quando eu cursei o Rhema, descobri o que Deus me chamou para fazer. Depois de compreender isso, eu segui avançando com o propósito de cumprir o Seu chamado. Deus me chamou para ficar ao lado dos meus pastores e ajudá-los, dando apoio no que eles precisarem. Ele me chamou para levantar os braços deles. Algo que o Senhor falou comigo é que não é para mim sair para um lugar distante dos meus pastores, pois preciso ajudá-los no que eles precisarem. Esse entendimento veio depois que eu fiz o Rhema. Eu sempre falo que não tem algo que eu goste mais ou goste menos de fazer no reino de Deus, pois estou disponível para servir. Depois de cursar o Rhema, em 2016, eu vim ao Brasil, onde cursei a Escola de Ministros. 

Quando eu vim ao Brasil, foi porque Deus colocou no meu coração a direção. Eu não tinha condições de vir, mas Ele foi abrindo as portas e de fato nada me faltou, pois Deus sempre faz além do que a gente pede. Lembro-me que um mês antes de vir eu estava com o desejo muito forte de aprender português e essa inclinação facilitou, pois também não tive dificuldades com a língua. Estudar lá, me trouxe muitas ferramentas para exercer o serviço no reino. A Escola de Ministros não é só para cursar e receber um canudo de formatura, é para nos capacitar para servirmos mais e melhor. Após cursar, voltei para o meu país, para ajudar na igreja local e aos meus pastores, Cristopher e Marcela. O que mais me motiva no reino de Deus é fazer  aquilo que é necessário. Vejo que Deus está sempre nos perguntando: “Eu posso contar com você?”. Se existe uma necessidade, me alegra poder supri-la.

Muito antes de me converter, eu desejava seguir a carreira de policial. Sempre gostei de fazer justiça e de fazer com que as coisas funcionem como têm que ser, mas cometi um erro, pois deixei passar o tempo de me candidatar para ser policial. Fiquei com isso guardado no meu coração, pois gosto muito dessa área. Mas hoje sou realizada em trabalhar no Rhema. Sou primeira secretária do Rhema local desde 2017,  quando voltei do Brasil.

Ainda assim, onde eu chego, muitos brincam: “Chegou a polícia”. Isso porque demonstro que gosto que as coisas sejam feitas da maneira correta e as pessoas percebem isso. Mas falando mais das minhas características… sou amável, carinhosa e gosto de lidar com as pessoas. Amo receber os que estão chegando na igreja. Eu lido com estes assim como eu fui acolhida quando cheguei. Quero ser para as pessoas aquilo que eu gostaria que elas fossem para mim. Defeitos? É que sou muito brincalhona e esse não é o defeito, o problema é que quando brincam comigo eu fico brava (risos).

As pessoas que mais me inspiram são os meus pastores. Eles têm marcado muito a minha vida. O que eu sou hoje é pelo que eles têm feito. Desde o início, fiquei muito ligada a eles. São como pais para mim. Eu honro a vida deles e sempre falo que tenho meus pais naturais, mas também tenho pais espirituais, que são eles. O que sou agora é resultado do que o Senhor tem usado eles para serem na minha vida.

O que mais tem marcado a minha vida é pensar que quando ninguém dava nada por mim, Deus deu. Quando todas as pessoas me rejeitaram, Deus não me rejeitou. Quando eu cheguei no Evangelho, as pessoas desacreditaram de que eu iria permanecer firme. Elas diziam que era só porque eu estava passando por um momento difícil. O que mais tem impactado a minha vida é saber que Deus sempre acreditou em mim. Ele sempre acredita em nós.

Tenho muitos sonhos e eu sei que eles não são impossíveis, pois Deus é quem vai realizá-los. Meus sonhos, a maioria, estão relacionados à Palavra e ao espalhar essa verdade para que mais pessoas que não a conhecem possam conhecê-la. Apesar de entender que Deus deseja que eu fique no Chile, também sei que há uma direção para que eu visite outros lugares, como um chamado itinerante. Eu desejo cumprir isto!

Fora isso, também existem outros sonhos, como formar uma família. Mas isso é até mesmo para fazer mais pelo Senhor, pois creio que dois fazem mais que um. O centro da minha vida é o Senhor, por isso meus sonhos estão relacionados a Ele. Meus sonhos estão postos nos sonhos d’Ele.

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