Tenho 30 anos. De onde eu sou… essa é uma das coisas mais difíceis de responder. Morei em muitos lugares. Eu não pertenço a um lugar só, tenho “pedaços” e traços de onde eu passei… e ainda faltam muitos lugares nessa jornada. Meu pai trabalhava em hidroelétrica, então mudamos bastante. Meu irmão mais velho quase nasceu em Salvador, mas é carioca,  o do meio nasceu em Manaus e eu nasci em Goiás, mas depois dividiram o estado e o que era Goiás hoje é Tocantins. Bom, nem os meus documentos entram num consenso para saber de onde eu sou (risos). Com dois meses eu fui para o Rio de Janeiro. Morei lá um tempo, depois moramos no Mato Grosso, voltamos para Rio, depois mudamos para Goiás, depois fui para Minas Gerais, Paraná e voltei para o Rio. Tenho dois irmãos: Renato, sete anos mais velho que eu, e o Rogerio, seis anos mais velho.

Sempre quis fazer Biologia e fui para Uberlândia com 16 anos morar com meus irmãos e estudar.  Lá conclui o ensino médio e fiz faculdade de Biologia. Lembro que o Rogério me levava para a escola e o Renato me buscava, eles sempre cuidaram muito de mim. Irmã caçula, lá em casa eu sempre soube que devia obedecer aos meus irmãos mais velhos.  Eu sempre fui muito envolvida na igreja, na católica ia para catequese, até pensei em ser freira em um momento da minha vida. Fiz primeira comunhão e quando fui fazer a crisma fiquei com alguns questionamentos. Quando fui para Uberlândia nunca havia pisado em uma igreja evangélica. Mas comecei a frequentar uma igreja evangélica com o Renato e ali eu decidi que ia mudar.

Logo o meu irmão conheceu a Klycia e começaram a namorar. Sempre falo que as escolhas dos irmãos mais velhos influenciam muito a dos outros irmãos. Meu irmão foi um canal, uma porta de acesso para eu conhecer a palavra. Logo depois ele foi para o Rio para estudar e lá ele conheceu a palavra da fé. Quando voltou para Uberlândia, lembro com detalhes da primeira vez que ele falou para mim sobre espírito, alma e corpo e pensei: meu Deus, isso existe? Porque eu não conseguia separar a alma e o espírito.

E quando conheci a palavra da fé tudo mudou: você se vê de outra forma. Lembro do início das reuniões do Verbo em Uberlândia, éramos eu, Renato, Klycia, Célia, Clécio e a Lívia. E começou assim, com poucas pessoas e reuniões em casa. Aprendi muito.

A minha infância foi muito boa, grande parte dela em Goiás, e foi muito tranquila, brincávamos na rua, éramos livres. A minha paixão pelos animais vem desde essa época. Eu não tinha medo, fazia carinho nos cachorros grandes, minha mãe ficava apreensiva comigo. Eu sempre tive uma conexão forte com bichos, diziam que eu seria veterinária, mas eu sabia que não era nessa parte médica que eu seguiria. Eu não queria cuidar de bicho doente, nem fazer cirurgia, não era isso. Então conheci um biólogo e ele me falou sobre a profissão (isso eu ainda era criança, deveria ter uns 10 anos), pensei: é isso, vou ser bióloga. Eu sempre gostei de animais e se os visse sofrendo na rua, levava para casa. Já levei até um cavalo, ele tinha quebrado a pata e foi abandonado. Comecei a cuidar dele numa pracinha, mas depois o levei para casa, quando a minha mãe viu não acreditou e eu comecei a chorar dizendo que ele não poderia ficar sem ninguém e fiquei cuidando dele, levava ele para passear como se fosse um cachorro com coleira e tudo (risos). Mas depois meu pai encontrou um fazendeiro para cuidar desse cavalo. Tive uma infância bem movimentada… (risos)

Roberto, meu pai é muito calmo e muito doce. Nunca gritou comigo, pelo contrário sempre foi de falar: “Filha, poxa! Não faz assim, não é desse jeito” e isso acabava comigo. Sempre gentil e firme.

A minha mãe, Araci, é daquela pessoa que resolve qualquer coisa. Lembro que uma vez eu fui para a escola e quando eu voltei da escola a minha mãe tinha construído uma cama. De uma cama ela fez duas (risos). Ela é muito desenrolada, com ela não tem “tempo ruim”, sempre dá um jeito nas coisas. Eu nunca a ouvi dizer que algo não tinha solução. Ela tem uma grande habilidade de resolver problemas. 

Quando penso nos lugares que já morei é difícil escolher um, porque eles se complementam.

O Rio tem a minha família inteira lá e final de semana  a casa da minha avó ficava cheia, porque a família é muito grande, era uma festa de tanta gente junta. O Rio meu “quartel general”, a base, a casa onde eu cresci e cada canto guarda uma memória… um lugar cheio de histórias.

Meu sotaque é bem misturado (risos). Sempre falei biscoito no lugar de bolacha, apesar de não ter sotaque chiado. O “Uai” é bem presente, tem o pouco do sotaque de Goiás é bem parecido com o de Minas e um toque do Paraná (risos).

Goiás foi onde eu cresci, fiz muitas amizades lá e tenho amigos lá até hoje. Tinha muito contato com a natureza e tive muitos bichos de estimação. Na minha infância fiz muitas atividades: natação, balett, sapateado, jazz… minha mãe diz que era para eu romper com a timidez, mas se fui tímida, não me lembro (risos). Deu certo!

Minas foi o lugar que amadureci, morei sem meus pais e por mais que meus irmãos cuidassem de mim, é diferente. Às vezes, eu chegava e pensava: eu só queria a minha mãe agora, eu sentia muita falta dela, afinal ninguém cuida da gente como a nossa mãe. Mas essa fase me trouxe um amadurecimento grande. Estar na faculdade me possibilitou muito crescimento, de fato, a faculdade é um mundo de possibilidades, inclusive para coisas não tão boas. Eu vi muitas coisas que eu nem sabia que existia, porque eu morava em uma cidade pequena, mas meu irmão sempre falava: toma cuidado, fica atenta.

Meu pai às vezes diz: “Aliny, tem horas que você pede para as pessoas te passarem para trás, porque você acredita em tudo que as pessoas te falam. Você tem que desconfiar mais das coisas”.

Por exemplo, se um mecânico me fala para trocar qualquer coisa do carro, eu vou trocar. Eu não entendo de carro, então, o que eu vou falar para o mecânico? (risos)

Meu tempo na faculdade foi de crescimento e amadurecimento mesmo. Fundamos na faculdade a Atlética da biologia e hoje vejo ela funcionando a todo vapor e isso me alegra, é bom ver que continua funcionando e avançando bem.

Eu sempre soube que ia trabalhar com biologia marinha e no início da faculdade os professores sempre perguntavam: você vai trabalhar com quê? Quem quer trabalhar com a genética?  Nessa época o projeto genoma estava no auge e todo mundo queria trabalhar com genética, mas não era isso que eu queria. E eu falava que ia trabalhar com biologia marinha e diziam: “você está no lugar errado minha filha, estamos em Minas, aqui não tem mar, como é que você vai trabalhar com biologia marinha?” respondia não sei, mas sei que vai ser assim. Eu descobri dentro da biologia a área que eu queria trabalhar, que era a ecologia. Falei com o professor da disciplina que eu queria trabalhar mais especificamente com comportamento animal. 

 Ele me orientou a conhecer todas as linhas de pesquisa do laboratório, e se depois disso eu continuasse querendo a biologia marinha ele conseguiria um estágio para mim com golfinhos ou alguma área relacionada.

Eu trabalhei quase em todas as áreas da biologia praticamente, entre elas educação ambiental, reflorestamento, enfim, muitas coisas abrangendo inclusive o comportamento animal. A biologia é uma área muito ampla, com diversas opções para trabalhar. Após um ano de pesquisa falei para o professor que realmente queria algo voltado para a parte marinha. Ele conseguiu uma parceria e um estágio no Paraná.  Trabalhei com golfinhos e tartarugas marinhas e voltei com meu projeto de tcc relacionado à “como os golfinhos respondem a presença dos barcos no mar”, avaliando o impacto das atividades humanas no mar. Isso foi em 2007 e até hoje ainda vou para lá desenvolver trabalhos.

No Paraná foi a consolidação da minha vida profissional, foi lá que eu aprendi a ser uma bióloga marinha com afinco e ganhei uma família paranaense de gente de todo lugar. Eu vejo que vivi uma fase de intensidade lá, principalmente no trabalho. Acredito que todos temos uma fase que parece que precisamos reconhecer em nós mesmos uma capacidade para “fazer coisas”, reconhecer que somos capazes. Mas o meu corpo físico também sentiu essa intensidade, muitas vezes eu fiquei sobrecarregada por não conseguir dizer não, por muitos motivos: por gratidão pelas pessoas que me ensinaram tudo que sei, por ser apaixonada pelo meu trabalho e realmente querer fazer tudo, por ver o meu trabalho como a minha vida… E depois de uma crise de gastrite nervosa, início de bruxismo e outros sintomas de estresse, eu precisei aprender a dizer não. Ainda não é simples, mas tenho aprendido uma liderança como dizer “não” é libertador. Então, chegou um tempo que eu vi que a minha vida profissional é apenas uma parte da minha vida, não dá para viver só de trabalho.

Sempre gostei de dirigir e viajar, e nesse período vivia com o pé na estrada e com o carro cheio. A vida de bióloga também me levou a conhecer muitos lugares incríveis.  Mas a minha parte preferida de morar no Paraná era ter uma praia bem no meu quintal, abrir a janela pela manhã e ver o mar e toda imensidão de Deus nele, ir ver o pôr do sol, o céu estrelado, ler um livro, mesmo no inverno era muito bom. Essa proximidade com o mar é tudo de bom. Também sou apaixonada por livros, chego a ficar horas dentro de uma livraria se deixar.

Eu não como carnes, isso mudou desde que assisti a uma palestra em um congresso, em 2007, sobre modo de produção, não era nem sobre abate. Eu vi essa palestra e fiquei impressionada como os bichos são criados para o abate. E o frango foi a primeira coisa que parei de comer, já faz uns 10 anos que não como. Depois eu fui parando de comer carne vermelha e não porque eu não gostava, mas porque eu achava uma maldade o modo de produção mesmo. Foi bem simples parar de comer, o frango eu parei de uma vez, mas a carne foi em doses homeopáticas.

Eu como peixe, mas evito algumas espécies. O linguado, por exemplo, dependendo do tipo de pesca, a cada dez linguados, morrem cerca de três tartarugas-marinhas. A pesca do camarão é muito predatória. A cada 1 kg de camarão, morrem de sete a 10 kg de outros bichos como filhotes de peixe e caranguejos.  Quando vou a um restaurante, as pessoas que estão comigo até estranham, porque eu pergunto: que peixe é esse? Preciso saber porque dependendo do peixe eu não como. As pessoas me dizem: o peixe já está morto e digo: mas eu não quero financiar isso não.  Eu sei que não vou salvar o mundo, mas a questão é: o que é que o meu dinheiro paga? Eu acredito que o que não tem mercado consumidor, não consegue se fixar no mercado. Se ninguém comprar algo, uma hora vai ter que deixar de existir, porque é inviável para a indústria.

O curso de biologia e o mestrado em Ecologia e Conservação eu fiz na Universidade Federal de Uberlândia. Agora estou fazendo um doutorado em Meio Ambiente, pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, e defendo ainda esse ano. Todo processo do mestrado e doutorado foi financiado pelo Governo Federal, o qual paga bolsas de pesquisa, uma remuneração do governo, para desenvolver projetos. Nesse tempo também trabalhei com consultorias na parte de meio ambiente.

Hoje eu olho para a minha vida profissional e fico feliz em ver onde eu cheguei. O meu doutorado é uma área que gosto muito de trabalhar. Eu amo trabalhar com gestão. Gosto de usar os dados da academia e transformá-los em coisa aplicáveis à gestão. A academia, às vezes, produz um conhecimento tão específico que o gestor não consegue aplicar. Ou às vezes não chega para ele, porque a academia é estimulada a publicar em inglês e isso atrapalha, mas estou muito animada com meu doutorado. Bem feliz.

Eu estava no Paraná e voltei ao Rio de Janeiro, por causa do doutorado. Em 2015 decidi que faria o que fosse preciso para fazer o RHEMA em 2016, precisei diminui as viagens e a abrir mão de fazer parte do doutorado na Austrália, nesse ano até proposta de emprego em outro estado surgiu. Mas a convicção de eu estava fazendo a coisa certa me manteve firme, mesmo quando naturalmente olhando parecia não fazer tanto sentido. Hoje estou na Igreja Verbo da Vida em Campo Grande no Rio com Caoxande e Marcela, concluo o Rhema esse ano. Por causa dessa vida itinerante eu demorei um pouco para fazer o Rhema, exatamente pelo trabalho e as mudanças de cidade. Quando o Rhema começou em Uberlândia eu já estava morando no litoral do Paraná. Eu estou feliz com o lugar que eu estou hoje, mas sei que há muito mais pela frente, estou feliz em concluir o Rhema e o doutorado. Definitivamente 2017 é um ano especial e, por que não, cheio de desafios (risos).

Na vida, tem áreas que eu tenho mais facilidade de não me intimidar do que outras. Mas isso faz parte do que eu já tenho de experiência. Tem área da nossa vida que são mais sensíveis do que outras, nas quais nos sentimos mais vulneráveis. E conhecer isso é fundamental para o nosso desenvolvimento pessoal. Glória a Deus pela palavra da fé, que é uma mola propulsora, quando você pensa em se intimidar, ela te lança lá na frente. Na área profissional e acadêmica eu não me intimido fácil não. Eu gosto de ser desafiada. Acabei de abrir uma empresa de consultoria no Rio com uma amiga. Surgiu essa oportunidade e é um desafio, porque eu sou bióloga e ela geóloga, não estamos habituadas ao empreendedorismo, logo, tudo é novo.

O meu irmão Renato e a Klycia, são referências na minha vida, eu sou fruto da fidelidade dele e da minha cunhada também. Às vezes, passamos por situações, que racionalmente podemos perder a fé em circunstâncias, instituições e até pessoas, me refiro a decepções mesmo. E você pensa: “ah! isso não funciona”, mas eles sempre trouxeram isso para mim: “vê o resultado na vida dos seus líderes e imita-lhes a fé” (Hb 13:7). Eu acompanhei desde quando eles se conheceram, namoraram, casaram… desde quando o Verbo da Vida em Uberlândia começou, as reuniões na casa deles. Ver esse crescimento e avanço deles no ministério, nas coisas do Senhor, como família, é impossível isso tudo não trazer fé para a vida de alguém. Isso alimenta a fé, a esperança. Afinal, Cristo em nós é a esperança da glória, e eu posso ver como Cristo age na vida deles, como a palavra funciona.

Quando alguma coisa me aperta eu já mando um áudio: “Pelo amor de Deus!” (risos) eu converso muito com eles. Mesmo em meio a vida corrida do trabalho eles sempre dão um jeitinho de me ajudar. Lembro que em 2011 eu passei por um período bem complexo e desafiador, um misto de decepção e frustração na minha vida, e meu irmão foi para Uberlândia e ficou lá uns dias comigo. Na época ligar não era barato e não tinha essa facilidade como hoje. Eu trocava e-mails quilométricos com a minha cunhada. Eles não são apenas referências, mas suporte mesmo.   

Na época que eu estava no Paraná eu não congregava, as duas igrejas da cidade que eu morava tinham doutrinas bem diferentes e eu não conseguia me encaixar. Mas diante de alguma adversidade eu os procurava para desabafar e conversar com eles, porque eu sabia que deles viria uma direção bem estruturada que não tinha como não funcionar por causa da palavra.

Fazer 30 anos é um marco… As pessoas falam: “Quando você faz 30 anos você reavalia a sua vida.” E pensava: “Nossa gente, é só mais um aniversário” 

Duas semanas antes do meu aniversário comecei a reavaliar a vida inteira. Um turbilhão de coisas. E comecei a pensar. Será que fiz as escolhas certas, será que era isso que Deus tinha para a minha vida? Porque, às vezes, penso que me dediquei tanto a minha vida acadêmica e cheguei a pensar: perdi tanto tempo com algumas coisas…

Teve um dia numa conferência que meu coração estava pesando sobre ter perdido tempo, ter me dedicado tanto a vida profissional e o Senhor falou comigo e me lembrou da certeza que eu tinha em trabalhar com biologia marinha. Era uma certeza tão inabalável que não poderia ser naturalmente humana. Eu acredito que os sonhos que nasceram em nosso coração, primeiro nasceram no coração Dele. Isso nunca será tempo perdido. Eu gero os sonhos do meu Pai e a minha realização está nisso, sem dúvida alguma.

Eu não via uma fagulha de chance de trabalhar com isso. Lembro das pessoas que pude alcançar com a palavra enquanto estudava. Quando eu não congregava eu lia muito e isso me alimentava. Não tinham cultos online como temos hoje, assistia cultos do Verbo de Brasília, com o Pastor Rogerio.

A condenação é uma porta muito fácil de ser aberta quando começamos a avaliar tantas coisas e pensar: meu Deus! E se eu fiz tudo errado?  E se não era para ser feito dessa forma? Nessa época?

Fiquei duas semanas sem fazer muitas coisas só pensando nisso… mas o Espirito Santo é bom demais e Ele me lembrou que melhor é o fim das coisas que o começo delas.

Certa vez, ouvi uma ministração sobre o GPS, quando você erra uma entrada ele diz: um momento recalculando a rota… Deus é muito mais misericordioso que um GPS. Então, meu amigo, se você errar e o seu coração estiver no lugar certo, não se preocupa não que Ele vai recalcular a sua rota. E no final o sucesso é certo.

O questionamento dos 30 anos é real (risos) e eu fiquei impactada, porque eu pensava que era uma lenda.

A minha cunhada me ajudou muito nesse processo e me disse coisas preciosas como: “Melhor que tempo é intensidade” e sobre a minha expectativa de como a minha vida deveria estar aos trinta ela falou sobre minhas escolhas, eu escolhi me especializar. Foram 4 anos de faculdade, mais 2 de mestrado e mais 4 de doutorado, no total 10 anos estudando. São 10 anos dedicados a uma profissão, estudos e pesquisa. Não tem como você ter 10 anos de vida acadêmica construída e querer ter construído tantas outras coisas. É humanamente impossível. Ela falou sobre expectativas irreais e quando ela falou isso, eu entendi.

Hoje a Aliny é uma pessoa com o coração totalmente entregue ao Senhor. Antes eu pensava: eu não quero ir embora do Paraná porque a minha vida profissional estava estruturada lá.

Até um dia que eu pensei: o que é que eu estou fazendo aqui?? Sabe quando você não se encaixa mais? é isso.

Vivo hoje esse processo de amadurecimento e é uma entrega completa. Envolve todas as áreas da minha vida, não é apenas a Aliny fora o trabalho. Sou uma pessoa apaixonada pelo Senhor e pelo mar. Eu sei que o meu Pai é bom e foi Ele quem me deu esse sonho e todos os outros que queimam no meu coração. Isso faz parte de mim, esse amor pelo mar, pelos bichos, nasceu comigo.

Sei que isso funcionará muito bem junto. Meu desejo é alinhar cada detalhe da minha vida e conduta a palavra. Quando oro eu falo: Pai, tudo em mim é seu, desde a cor do meu cabelo até as minhas escolhas profissionais, os relacionamentos, tudo eu te entrego, porque tudo é seu. Mesmo a escolha sendo minha, eu desejo ser guiada por Ele nos mínimos detalhes.

Noé não construiu a arca de qualquer forma. Deus não disse: “constrói um barco aí meu filho e bota os bichos dentro de qualquer jeito”. Não! Porque Deus é tão específico que eu acredito que para cada pessoa ele tem um conjunto de características específico.  

Temos personalidades diferentes e cada uma com propósito específico. Por exemplo, tem criança que é um líder nato. Você consegue identificar características ainda na infância e não acho que isso acontece sem motivo. Acredito que Deus tem sim um molde, mas não um molde padrão, mas molde específico para cada um. Que é a sua personalidade, o seu jeito, os seus gostos lapidados e forjados pelo equilíbrio da palavra. É a melhor versão de você mesmo.

Meu pastor tem uma frase que adoro: “Quem vê a teia de aranha, tem a vassoura para tirar”. Então, se você vê alguma coisa, provavelmente você tem a ferramenta para fazer aquilo funcionar. Servir é o que faz o nosso chamado florescer. Tem tanta gente preocupada com o nome do seu chamado, mas eu acredito que é servindo que cada uma descobre todas as “funcionalidades da sua vassoura”, o seu propósito.

1 COMENTÁRIO

  1. Maravilhosa mulher e encantadora pessoa! Por dentro e por fora! Sou apaixonada por esse grande ser humano que alicerça e conforta, sempre! Beijos de amor, Bunis!

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