Meu nome é Ana Cláudia dos Santos, eu tenho 40 anos, faz quase 2 anos que eu perdi meu pai que era militar do exército. Minha mãe é Amazonense, eu também nasci no Amazonas e venho de uma família de 11 irmãos, todos estão espalhados pelo Brasil. Sou a caçula. São 7 mulheres e 4 homens. Com 18 anos, terminei os estudos e fui para Campo Grande (MS), lá fiz vestibular, passei, e então encontrei um grande amor, namorei, noivei, casei, e por morar longe acabamos ficando um pouco distante da família, mas eu tenho um relacionamento muito amoroso com todos, apesar de estarmos longe. 

A cidade que eu morava no Amazonas era muito pequena, a perspectiva de uma vida diferente ficava meio que restrita. Eu sempre tive sonhos. Meu pai, por ser militar, queria que eu seguisse a carreira como a dele, faleceu como tenente, porque eles vão mudando de patente, mas eu nunca quis. Além de militar, ele também era farmacêutico. Quando terminei o terceiro ano eu pensei: “O que que vou fazer? Bom, eu penso em ser psicóloga, eu penso em ser isso, aquilo…” e eu fui fazendo teste vocacional.

A minha primeira faculdade foi Jornalismo, mas eu não concluí, devido a um câncer que uma das minhas irmãs sofreu. Naquela época, não tinha recursos do governo, então meu pai teve que bancar tudo. Após, acabei fazendo Pedagogia. Nesse curso eu não me descobri até o terceiro ano, vi que em mim tem uma pedagoga, o dom de ensinar. 

Comecei a seguir a carreira trabalhando em uma escola, depois fiz pós-graduação em Psicopedagogia, fui para uma clínica trabalhar com crianças com dificuldade de aprendizagem, criança com TDAH, dislexia.

Nessa época, eu morava em Campo Grande (MS) e, com 20 anos, estava completamente apaixonada e disse: “Pai, eu vou casar”Ele não gostou muito, porque na cabeça dele, queria que eu estudasse, fizesse mestrado, doutorado e depois casasse. Mas, namorei durante um ano, e mais um ano de noivado, então casei com o Luís e fomos para Sinop. 

Eu não podia ter filhos. Casei com 21 anos e em exames foi detectado um HPV no meu útero e fiz todo aquele processo de cauterização por 2 anos, foi um processo muito dolorido para mim. Teve uma vez, que a minha médica disse que não tinha mais o que fazer.

Fui para uma igreja e nela tinha um Encontro de Mulheres. Foi um divisor de águas na minha vida, muita coisa mudou. Eu falava: “Deus, eu não queria, eu recém casada e sem poder ter filhos”, e nesse encontro, uma das ministrações era “Restaurando sonhos”. A ministra de Campo Grande estava no púlpito orando e ela veio ao meu encontro, me tocou, senti tudo queimando em mim. Eu não a conhecia e ela não me conhecia, mas ela me disse algo: “Deus está lhe dando uma cura, no seu útero. Para você saber que isso é real e verdadeiro, daqui um ano você terá filhos. No físico e no mundo espiritual”. Tomei aquilo pra mim e fiquei chorando, porque meu corpo queimava todo e hoje eu entendo o que que é isso.

Não conseguia engravidar devido a esse problema, quando foi em janeiro do ano seguinte, comecei a passar muito mal e fui para o hospital. Quando cheguei, o médico não podia me atender. Vi “laboratório” e pensei: “Meu Deus, será que eu faço o exame?”. Perguntei: “Moço, eu posso fazer um exame para saber se eu estou grávida?”. Ele respondeu que sim, fiz o exame e ia demorar em torno de uma hora.

Fui para ver se o médico voltaria para me atender, mas ele cancelou todos os pacientes. Voltei e falei: “Senhor esteja aqui comigo”. Eu não tinha explicação, queimou da cabeça aos pés, eu sabia que era Ele. Falei que estava grávida, quando eu peguei o resultado, positivo. 

Com 2 dias eu comecei a sangrar, fui parar na maternidade, aí como eu já sabia que estava grávida, sabia que precisava fazer algo. O médico me atendeu e perguntou de quanto tempo eu estava. Falei que não sabia e ele disse que eu precisava procurar um especialista, porque estava tendo sangramento e perdendo o bebê.

Foi aí que me encaminharam para outro médico. Ele fez o exame e falou que eu estava grávida de gêmeos. As lágrimas desceram, porque Deus havia me prometido, foi uma gestação de 7 meses, eles nasceram prematuros, ficaram na Neonatal. Hoje, eles têm 14 anos. Eu falo que eles são o tesouro que Deus me deu.

Meus filhos são herança do Senhor e sei que Deus tem coisas grandiosas para realizar na vida deles. Promessas irão se cumprir e eu nunca esqueço, quando as pessoas olham para os meus filhos e perguntam se gêmeos dão trabalho. Eu nunca vi meus filhos como trabalho, eu tenho prazer.

Às vezes, a gente não tinha condições de comprar isso ou aquilo, mas sempre foi prazeroso cuidar deles. Hoje, eles são adolescentes, eu os amo tanto, é um amor que Deus colocou no meu coração por eles. Quero que eles estejam bem em tudo, na vida emocional, financeira e principalmente na espiritual, eu vejo o coração deles voltados para as coisas do Senhor. Isso é maravilhoso.

Nós estamos há 3 anos no Verbo da Vida e meu coração se enche de muita gratidão, não tem outra palavra. Durante um tempo eu estava em outro ministério e não tinha esse cristianismo sólido, essa palavra. Chegou um tempo em que eu fiquei frustrada com a igreja, não queria saber de igreja. Mas, nós (eu e meu esposo) fomos para o Verbo da Vida em Sinop, eu pensava que eram todas iguais. Lembro de quando eu coloquei os meus pés no Verbo da Vida que eu vi aquelas pessoas na hora do louvor, com as mãos levantadas, adorando, com o coração tão sincero eu falei: “Meu Deus isso ainda existe”, porque o ambiente que estamos, eles nos molda. Começamos a ir nos cultos e nosso pastor Gilmar trouxe palavras de limpeza,  cura e transformação, a Palavra é real, funciona, porque até disso a gente tinha esquecido.

A nossa igreja  tem um compromisso impactante com os jovens e os adolescentes. O JPN é prova disso. Meus filhos amam esse evento. Acho que não tem preço, pegar um jovem e um adolescente, ver as ministrações que acontecem na sede, de repente ir pro seu quarto, falar em línguas, chorar, querendo Deus, não tem preço. Vejo a importância de tudo isso para todo o Brasil, talvez os que estão em Campina Grande não veem, mas para nós que estamos lá é impactante tudo o que acontece. As ministrações alcançaram os corações dos nossos filhos e os nossos corações também. 

Falar de mim… Me vejo uma guerreira, alguém que entendeu o que é ser filha de Deus. Hoje, entendo quem eu sou nessa terra. Sou filha de Deus. Sei que com Ele posso todas as coisas, pelo que Ele tem sido para mim e se tornado o meu pastor, o meu auxiliador, a base da minha família, do meus filhos, do meu casamento. Sou uma mulher firmada na Rocha, firmada n’Ele, porque se eu não priorizá-Lo, eu não consigo ter a família que eu tenho.
Sou uma pessoa que gosta de ler e escrever e isso me dá muito prazer, tanto que, às vezes, surgem coisas dentro de mim e eu vou lá e escrevo. Tenho um caderno com alguns devocionais que o Senhor me dá, é uma coisa que é prazerosa para mim.

Tenho alguns referenciais: os meus pastores, Celinha e Gilmar, têm me instruído no caminho. Outro referencial na minha vida foi meu pai, ele me deixou importantes lições de vida. O meu marido também é um referencial, vejo o caráter que Deus tem colocado nEle, é uma pessoa íntegra, exemplar, um homem maravilhoso, amoroso, dedicado, cuida tão bem de mim, ele representa felicidade. 

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