Sou André Lima de Melo, casado há 11 meses. Nasci em São Paulo, na Mooca, zona leste. Morei a vida inteira em Guarulhos, uma cidade vizinha a São Paulo. Minha mãe aceitou a Jesus quando eu tinha 2 anos de idade, passei a infância inteira na igreja. Eu era um menino bem animado, hoje em dia, uns diriam hiperativo. Quando eu estava muito “fervoroso” a minha mãe me leva para o banheiro da igreja e eu voltava de lá calminho (risos).

Tenho dois irmãos mais velhos. Um é oito anos mais velho, Leonardo, e o outro três anos, o Ícaro. O Leonardo, serve no Verbo da Vida de Maracanaú, no Ceará. O Ícaro, no Verbo da Vida em Guarulhos. A gente jogava muita bola na rua, sonhava em ser jogador de futebol. Eu era muito dedicado, cheguei a jogar num time quando era criança.

Na igreja que eu fazia parte tem um departamento, que é como se fosse os “escoteiros mirins cristãos”, era só para meninos de 9 a 16 anos. Era muito legal, a gente tinha uma identidade, um uniforme, um jeito de falar, um juramento, se chamava de “embaixadores do Rei”. Tínhamos livros para ler, versículos para decorar, na hora da chamada a gente precisava falar um “presente” e um versículo junto a referência desse versículo. Fomos treinados a gostar da Palavra desde criança, junto a isso também tinham os esportes, olimpíadas regionais, estaduais e nacionais. Eu era apaixonado por ser um embaixador do Rei. E tinha algo que contava pontos, era chamado de “serviço real”, era ser Jesus para alguém, ajudar alguma pessoa na rua, trabalhar e servir na igreja. Eu descobri o prazer em servir na infância. Isso foi muito importante porque cresci num bairro de periferia, tinha uma favela na frente da minha escola, eu não tive acesso a muita coisa ruim por causa da instituição IGREJA. Eu sei que foi Jesus que salvou minha vida, mas a instituição, a igreja, salvou minha vida socialmente. Coisas que muitos amigos fizeram de errado e tiveram acesso, eu não tive por causa da igreja.

Ainda na adolescência descobri que gostava de música, o meu irmão do meio é ministro de louvor e, começamos a estudar musica. Eu participei de um coral de black music interdenominacional em 2003-2004. Ali eu tive meus primeiros contatos com denominações pentecostais, porque eu era de uma igreja tradicional. Tinha algo dentro de mim que eu sabia que tinha algo a aprender com eles. 

Ainda na adolescência fui trabalhar na empresa de Elaine Sousa e Luciana Prince, lá tive contato com o Verbo da Vida e com o movimento de jovens chamado Plug que estava começando em Guarulhos.

Tempos depois, quando o Plug decorava a igreja para os cultos, eu fui ajudar a carregar umas caixas, levar as cadeiras para fora, aquilo para mim era servir de todo coração, eu estava realmente feliz e emocionado em carregar cadeiras. Depois de um tempo servindo no Plug, o nosso pastor na época, Luíz Eduardo Greco, teve uma direção a respeito dos adolescentes, para começar um trabalho e eu fui convidado a liderar os adolescentes junto com uma irmã da igreja, Karina Andreoli, depois liderei o Plug Teen por 5 anos. Esse tempo com os adolescentes foi um aprendizado incrível.

Ontem eu recebi o áudio de um adolescente que nem está congregando no Verbo da Vida e ele dizia que queria fazer por pessoas o que eu fiz por ele. Eu sei que é a graça, a unção, mas, eu fiquei muito feliz com isso.

Eu comecei a namorar a Stella em 2014 e, eu falava pra ela: “meu chamado é para Guarulhos e quando a gente casar você vem congregar aqui” e, ela concordou. Mas, o Senhor começou a tratar comigo que eu precisava mudar de lugar, mas eu não sabia para onde. Eu falava para ela, uma certeza eu tenho: “Não é para a Vila Matilde”, a igreja onde ela congregava, mas não porque eu não gostava da igreja, pelo contrário, era uma igreja que já conhecia bem a estrutura, o povo. Até que, pouco tempo depois, isso foi ficando forte no meu coração, comecei a assistir aos cultos de lá pelo youtube.

Conversei com o pastor Amauri sobre isso e ele disse: “vai em um culto lá e outro aqui”. Dou graças a Deus por essa visão ampla de ministério do pastor. E assim fizemos e percebi de fato que era um tempo de ir para a Vila Matilde. 

Assim que cheguei na Vila Matilde, eu recebi uma palavra falando que eu não estava começando outra vez, mas continuando, quando o pastor foi orar por mim ele disse que a única palavra que ele tinha para mim em 2018 era bem-vindo ao ministério. 

Eu aprendi algo quando vim à Campina Grande em 2016 para gravar a campanha da Agência de Missões É um privilégio ser Jesus para alguém“, que Jesus é o dono da igreja e Ele apresenta quem Ele quer, da forma que Ele quer. A minha vinda foi algo atípico. Para quem mora longe, vemos o Pastor Bud e Guto com uma certa distância e, passar o final de semana com o pessoal foi bem surpreendente. Na segunda-feira, quando eu peguei o avião de volta, Deus me disse “isso é para você saber que quando eu quiser eu sei seu telefone, seu e-mail, onde você mora e eu lhe apresento para quem eu quiser”. Sempre tive esse receio do marketing, tipo “me convida” e, isso foi uma experiência muito marcante e, essa palavra ficou muito forte no meu coração. Deus não precisa de ajuda, quando Ele quiser vai nos levantar, o nosso trabalho é continuar sendo fiel.

Meu avô é paraibano e minha avó alagoana, ele sempre adorou crente e minha avó odiava crente, ela frequentava a umbanda. Minha mãe ainda adolescente cantava na umbanda. Minha avó é índia e meu avô é negro, a minha mãe é a de pele mais escura dos filhos e, ela conta que minha avó descontava alguns traumas que ela tinha, nela. Minha mãe chegou a pensar em se matar aos 12 anos por causa das coisas que ouvia da minha avó. 

Através de uma amiga da minha mãe que era da Assembléia de Deus, ela aceitou a Jesus, mas não foi discipulada e, no mesmo dia ela disse ao primo, que era o pai de santo, que não poderia mais cantar na umbanda. Ela não sabia explicar, mas sabia que não deveria mais fazer aquilo.

Depois ela se casou, teve três filhos, eu sou o caçula. Quando ela estava grávida de mim recebeu uma palavra profética sobre mim e sobre ela no salão de beleza, falando sobre como Deus iria nos preservar e, minha mãe realmente teve complicações no parto. Quando eu tinha dois anos de idade, minha mãe estava muito doente e, sem telefone em casa, não tinha como ir ao posto de saúde. Minha mãe procurou uma vizinha que congregava na Congregação Cristã do Brasil para chamar uma ambulância e, ao ligar a resposta foi que não tinham ambulâncias disponíveis. Então, a vizinha disse para minha mãe se ajoelhar e orar, assim ela fez e disse “Senhor, se é verdade, me cura” e, ela foi curada.

Minha mãe tinha uma dívida de gratidão e decidiu ir a uma igreja. Ela foi para uma igreja, aceitou Jesus, se batizou nas águas e nunca se desviou mais. Foi ela quem nos trouxe para a igreja, principalmente eu e meu irmão do meio, meu irmão mais velho se converteu aos 20 anos através do testemunho da minha mãe. Ela era uma mulher com pouca informação, de uma igreja que idolatrava os teólogos, mas ela sabia de uma coisa: do poder da oração, ela dobrava o joelho dela e as coisas aconteciam. Na adolescência quando eu falava que não queria ir para a igreja ela falava: “Em 15 minutos quero você trocado no portão e eu não vou falar de novo!”, como eu sou grato por isso, porque ali Deus pode me encontrar.  

A minha mãe tem o dom de exercer a misericórdia, uma mulher cheia de empatia. O ônibus que a gente pegava para voltar da igreja no domingo passava na frente do presídio, como era dia de visita sempre tinha muita gente, todo domingo era alguém salvo dentro do ônibus. Ela tem um papel fundamental, a coluna que mantém a nossa família firme, nós vemos o amor de Deus na conduta dela.

Meu pai ainda é católico, firme. Ele já aceitou Jesus como Senhor e Salvador, ele é um homem salvo. Veio de uma família muito católica. Já ouvi ele falar sobre coisas que Deus falou com ele e só vem no meu coração aquele versículo: “todo aquele que é guiado pelo espírito de Deus é filho de Deus”. O pastor Amauri está começando um grupo na casa dos meus pais, é algo que eu cri tanto, mas a Palavra da fé está alcançando meu bairro.

Sou bem próximo aos meus pais, graças a Deus pela internet que estreita esse relacionamento. Meu pai é o homem do caráter mais sólido e mais reto que eu conheci. Ele faz o que for pela família dele, ele trabalhou a vida inteira e eu nunca soube se algum dia ele trabalhou com algo que ele gosta, mas ele sempre foi um homem firme e diligente com o compromisso de sustentar uma família. Eu aprendi muito com a conduta dele.

Stella, minha esposa, é mais um dos benefícios do Verbo da Vida! A gente tem uma foto de 2010 e, eu nem sabia que ela era ela num acampamento do Plug. Mas, começamos a conversar em 2013. A família dela está bem inserida no ministério. Ela começou a congregar na Igreja Verbo da Vida em Vila Matilde em 2009. Depois ela foi morar nos Estados Unidos na casa de uma tia e voltou. Tudo começou porque ela comentou uma foto minha do Instagram, mas ela não disse nada, só deu risada, mas quando eu vi eu me interessei e comecei a puxar assunto.

Ela tem algumas características que me encantam tanto. Ela ama ao Senhor, é contundente, ela leva Deus a sério. Sempre desejei casar com uma mulher assim e, na verdade, eu tinha um desejo que essa pessoa não estivesse no ministério porque aquilo que Deus me confia a fazer ela pega junto, ora junto, como se fosse ela ministrando, isso é muito legal, essa parceria. Ela é o meu equilíbrio.

A melhor coisa depois que de aceitar Jesus foi casar! (risos). Vamos fazer um ano de casados em Setembro e, tem sido a melhor fase da minha vida, sem dúvidas. Provamos a provisão de Deus em todo o tempo! No casamento, foi impressionante, surpreendente, na época ganhávamos super pouco e fizemos o casamento dos nossos sonhos sem ficar com uma parcela para depois. Eu não sei de onde saiu esse dinheiro. O pastor Lucas Brezzam me disse que isso que acontece antes do casamento é para entendermos como deve ser a nossa vida de casados, Deus é a provisão de tudo. Hoje, eu vivo a minha melhor fase em todas as áreas da minha vida.

Eu sou apaixonado pelo que faço. Eu sou um moleque da periferia de São Paulo, mas desde de os 16 anos eu assino uma revista para empreendedores, empresários, não sei explicar de onde veio o gosto por essas coisas, a parte comercial e o empreendedorismo me atraem. Sempre gostei dessas coisas, hoje, eu sou gerente de vendas de uma empresa de software. Estou lendo o livro “Ungido para os negócios” e tem mudado a minha vida, eu não consigo entender que não seja de Deus esse desejo de ler, estudar sobre negócios, sei que Deus tem algo para mim nesse sentido. Tenho facilidade de pensar estrategicamente e estou auxiliando meu pastor com isso. Estou com alguns projetos, ideias empreendedoras mesmo, não somente para financiar o reino, mas eu acredito que uma empresa que trata seus colaboradores com os valores do reino é um caminho para Jesus entrar. E eu quero ser isso, promover esse caminho, é algo forte no meu coração, é uma paixão.

Em alguns momentos isso foi motivo de crise, porque eu não sabia que eu poderia ser ungido para ambos. Eu amo pregar a Palavra e também amo trabalhar, pensar, ler, estudar sobre negócios. Por vezes eu pensei que estava ficando confortável demais antes de atravessar a margem. Algumas pessoas já me falaram que eu vou viver do ministério, mas isso não está no meu coração. Acredito que um empreendedor pode construir uma carreira tão sólida a ponto de deixar um dia ou dois para cuidar das suas empresas e se dedicar ao ministério, esse é o meu sonho.

Aplico o empreendedorismo em todas as áreas da minha vida, essa questão de ter uma meta e um objetivo me deixa ainda mais comprometido com as coisas que quero viver. Posso estabelecer metas de fidelidade com o Senhor. Vou fazer 30 anos esse ano e, estabeleci no começo do ano alguns objetivos pessoais em várias áreas da minha vida e eles me motivam a me mover em direção a isso.

Eu preciso melhorar e dosar a questão da minha intensidade. Estou aprendendo muito sobre diligência com o pastor Nemias e tenho investido nisso. Já melhorei muito, mas ainda há um caminho para percorrer. Devido ao meu trabalho conheci muitos milionários e  não vi nenhuma pessoa que tem sucesso financeiro e não tenha aplicado diligência nessa área. 

Daqui a 10 anos eu não sei onde vou estar geograficamente, mas me vejo fazendo a vontade do Senhor, com várias empresas abertas e filhos. Obedecendo o chamado do Senhor, edificando pessoas, fundamentando pessoas, esse é o meu grande desejo.

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