Nasci em Petrolina-PE, tenho 32 anos. Sou uma pessoa bem humorada hoje, mas, quando criança, era muito tímido. Até que fui crescendo e descobri que era muito melhor ser feliz do que ter uma personalidade retraída e ficar distante das pessoas.

Assim, descobri esse meu lado engraçado. (risos). Que gosta de rir e de brincar. Essa mesma intensidade que eu tenho para brincar, fazer as pessoas sorrirem eu tenho na seriedade de fazer as coisas para o Senhor.

É típico de uma pessoa que gosta de brincar, chegar em um lugar e as pessoas dizerem: “Conta aquela piada”. “Imita o Pastor Bud.” Então, as vezes você não está com clima para isso, mas eu aprendi a levar a vida com leveza. Acho que as coisas que eu passei durante a minha vida me fizeram ser assim. Eu tinha tudo para ser uma pessoa mau humorada, chateada, mas eu decidi ser alegre, ser feliz.

Eu sou organizado e gosto das minhas coisas organizadas. Eu acho até interessante, eu não gosto de bagunça. Fico desconfortável quando estou em um ambiente bagunçado. Mas, Lidiane, minha esposa, me supera nisso. Ela ultrapassa o nível extremo da organização. (risos)

A minha vida foi marcada por pessoas que decidiram acreditar em mim. E isso é uma das coisas que mais marcaram a minha vida. Eu tenho muita gratidão por elas. Inicialmente destaco uma que foi a partir dela que deu início a minha vida espiritual, o Pastor Washington Brasil. O conheci de forma inusitada. Ele foi morar em Petrolina para começar a obra lá, e ele gostava muito de pitbull e eu criava. E, o pastor foi morar em uma casa próxima a casa de alguns amigos meus.

Certa vez, um dos meus amigos falou: “Eu tenho amigo que cria pitbull.” E o pastor disse que queria me conhecer e ver os meus cachorros. E ele chegou na minha casa, nos conhecemos ali. Até então eu nem sabia que ele era pastor, mas começamos uma amizade muito boa. Compramos cachorros juntos,sempre tínhamos assunto (risos). Eu descobri que ele era pastor e o que ele estava fazendo lá. Mas ele nunca foi de ficar pregando para mim, mas a vida dele na verdade já era uma pregação.

Ele andava comigo ali e eu sabia a vida que eu tinha, era uma vida mundana muito intensa. E sabia que ele tinha uma vida totalmente diferente da minha, ele era pastor, um homem de Deus. Eu tinha muita admiração por ele e ele tinha muito amor por mim e pela minha vida, e isso me tocava bastante.

Eu lembro das vezes que eu saía da casa dele e, às vezes, até ia para festas e ele falava assim: “André você é um homem de Deus.” Ele me evangelizou só falando isso. Por vezes, eu ia para casa constrangido… Eu sabia a vida que eu estava levando, as coisas erradas que fazia.

Mas, fui marcado por alguém que viu em mim algo, como se fosse o próprio Deus vendo. Ele viu potencial. Ele e sua esposa me amaram.

Eu fui o último a me converter de todos os meus amigos. Eu estava na casa do pastor todo dia, mas estava “duro na queda”. A gente limpava a garagem onde a cachorrinha dele, Pantera, ficava, para que a noite tivesse o culto. E toda vez ele perguntava se eu ia para o culto e eu dizia: “Pastor eu vou.” E eu até me arrumava, me animava para ir. Mas quando eu chegava na frente da garagem, estava lá sentado só ele, um irmão que ia para ajudar, a esposa dele e os dois filhos.

Eu achava engraçado ele ali tocando violão todo arrumado e de gravata. Porque eu estava acostumado com ele andando de camiseta. Tomando banho no Rio São Francisco e isso era muito interessante. Eu nunca tinha visto alguém que fosse crente, evangélico. Na verdade eu tinha raiva de crente, foi ele que fez com que essa barreira fosse quebrada.

O dia da minha conversão é inesquecível. Quando eu me converti a igreja já estava em um prédio. Lembro que foi em um domingo, 13 de outubro de 2002. Eu passei o domingo  quieto, querendo ir para a igreja. Eu estava com uns amigos meus que já tinham se convertido e estávamos vindo em um fusca, um fusquinha amarelo. E um amigo meu começou a fingir que o fusca tinha quebrado na pista. Eles começaram a dizer que não ia dá tempo de ir para o culto. E eu dizia que a gente tinha que ir, porque eu queria ir. Era só uma brincadeira.(risos). Fui para o culto com a maior expectativa, algo já tinha sido transformado no meu coração. Na hora do convite, eu nem esperei terminar, eu já fui logo me levantando, chorando e aceitei Jesus naquele dia.

Lembro que as pessoas que vieram me abraçar, estavam demonstrando amor por mim. E era uma felicidade, porque eu era mais um amigo que estava tendo a oportunidade de ter uma vida diferente. Eu sabia que a minha vida estaria sendo mudada a partir daquele momento, assim como a dos meus amigos.

A minha infância foi um pouco marcada por algumas coisas ruins que eu passei na minha família. E tive que decidir bem cedo tomar decisões de adulto. Aos 12 anos eu comecei a trabalhar e chegou um ponto na minha adolescência em que eu não pude mais estudar. E eu tive que escolher, ou estudar ou trabalhar por causa de dificuldades que passamos. E tive que parar os estudos, mas depois, retomei. Eu tive a condição de retomar, graças a Deus.

Na adolescência, eu era aquele tipo de menino que gostava de brincar em campo de areia. Jogava bola em uma pracinha que tinha na rua da minha casa e chegava em casa com os pedaços dos dedos arrancados. Passava uns 3 dias para curar e quando já estava com a casquinha ia de novo arrancar novamente (risos). Eu aproveitei bastante. Gostava de soltar pipa, brincar de bola de gude, pião. Isso era a diversão da época. Eu gostava de lugares verdes, do mato. As oportunidades que eu tinha de estar nesses lugares, eu fazia a festa. 

Posso dizer que aproveitei bem a minha infância e adolescência, mesmo tendo passado por algumas dificuldades na vida. Aprendi a valorizar as coisas e ter uma visão diferente delas e isso me fez amadurecer mais rápido. Não é a toa  o fato de ter casado cedo, para mim não foi uma novidade. Esse ano vamos eu e Lidiane completar 10 anos de casados.

Tenho apenas 32 anos, sou casado há 10 anos, isso é bom demais. As coisas que eu passei na minha vida me ajudaram a chegar onde eu estou. Eu pude tirar proveito disso. Decidi não ficar na posição de vítima dos acontecimentos ruins que vieram sobre a minha vida e, sobre a minha família.

Eu sou uma pessoa simples. Sei comer na beira de uma estrada, dentro de uma oca de índio e dentro de uma casa de chão batido de areia, mas eu gosto de coisas boas. Eu gosto de excelência.

Quero falar um pouco sobre o dia que eu conheci Lidiane, ao vê-la para mim foi como ver uma pessoa normal. Mas já orava e estava um tempo esperando uma pessoa no Senhor. E a minha oração era que quando eu estivesse diante dessa pessoa que eu tinha expectativa de encontrar, que eu Espírito Santo pudesse me sinalizar. Foi exatamente isso que aconteceu. Mas não foi no primeiro encontro.

A conheci em junho e em agosto já estávamos namorando. Exatamente no dia 15 de agosto de 2006. Então, foi algo bem rápido. Estávamos em uma lanchonete, em um belo dia depois do culto dos jovens conversando. E, de repente, ficou muito clara aquela voz. O Espírito Santo falou comigo: “A pessoa que você tem expectativa de encontrar é ela.”

Eu sei que não existe alma gêmea evangélica, mas a gente tem o Espírito Santo para nos guiar. E como o Senhor sabe os desejos do nosso coração, Ele sempre tem expectativa de realizar aquilo que desejamos. Ele nos conhece mais do que nós mesmos. E foi assim, na hora que eu ouvi foi como escamas que caíram dos meus olhos. Eu passei a vê-la com outros olhos naquele exato momento. Foi uma experiência fantástica.  

Ter encontrado Lidiane foi a melhor coisa que me aconteceu. Eu olho as coisas que vivemos, 10 anos é uma vida. Percebo nas pequenas coisas que vivemos, paro e penso que se fosse outra pessoa, como seria ruim para mim. Seria mais difícil, mas a Bíblia diz que a esposa é uma ajudadora e ela é essa ajudadora. Eu posso dizer que Lidiane é ainda mais do que aquilo que eu esperava. Ela me completa em todos os sentidos.

Tem um fato interessante em relação a isso. No dia que nos encontramos, eu contei toda a minha história e tudo aquilo que eu já havia passado na minha vida. E eu disse: “Hoje eu não tenho nada material. Mas se você quiser a gente vai construir tudo isso junto.” E ela disse: “Seu passado não importa e aquilo que você tem também não. A nossa vida começa agora.” E isso foi muito importante para mim, porque eu pude ver o caráter dela.

Lembro que eu disse que ainda precisava fazer uma coisa, que era falar com os pais dela. E marcamos para que eu fosse falar com eles, foi muito engraçado essa parte. Porque no dia que marcamos, eu fiquei lá esperando o pai dela e ele chegou bem tarde. Marcamos umas 14:00 horas e ele apareceu no final da tarde. Quando fomos conversar, sentamos os quatro no mesmo sofá. E eu a pedi em namoro e disse que eles só deixassem eu namorar com ela, se eles deixassem ela casar também. A mesma coisa que eu falei para ela, eu falei pra os pais.

Os pais e ela começaram a chorar. E quase que eu me levantava e dizia para eles deixarem isso pra lá (risos). Mas foi bem interessante. Ali o pai dela compartilhou de coisas que ele viveu e me falou algo que me marcou, porque foi muito forte no meu coração. Ele disse que independente de qualquer coisa, o que importa é o amor. E isso foi muito forte para mim, ouvir isso de um pai. Eu sabia da minha condição atual e o pai dela olhou para mim e disse que o que importava era o amor. Se você gosta dela, você nem precisava fazer isso, porque pela idade que ela tem, ela já poderia decidir por si mesma. Mas eu admiro você pela coragem que você teve de fazer coisas que os homens de hoje não fazem mais, de vir aqui em casa e pedi-la em namoro. Essa foi uma experiência maravilhosa, porque depois disso eu comecei a ter amizade com os pais dela. 

Lembrei de outra coisa (risos) quando eu completei 18 anos, eu sai de casa. Eu tive a direção de sair. Já convertido, inicialmente eu morei na casa do pastor Policarpo e depois teve um tempo que eu morei na igreja. E nesse período, foi o que eu tive a oportunidade de ter mais acesso as ministrações de pastor Bud. Quando eu estava na igreja, na época eu não estava trabalhando, eu passava o dia ouvindo aquela ministração sobre fé e isso mudou a minha vida.

Era no começo da minha vida cristã e isso mudou a minha vida. Eu nunca pensei que viria morar em Campina Grande. Eu nunca nem sequer desejei. Eu pensava que ia morar a vida inteira lá em Petrolina. Quando o Senhor falou comigo, eu trabalhava em uma lan house e o Senhor falou comigo: “Campina Grande.” E aquilo ficou forte. Fui para casa, ou melhor, para o quarto lá na igreja e fiquei meditando naquilo. Aquelas palavras: “Campina Grande. Campina Grande.” E eu decidi vir para cá.

E Campina Grande foi uma cidade que mudou a minha vida. Eu tenho uma vida antes de Campina Grande e depois de Campina Grande.

Aqui eu pude crescer espiritualmente. Sou grato a Deus pela vida de Jannayna que estava lá no Rhema. No começo foi muito dificil permanecer no Rhema e Jannayna sempre me deu força. Gilson Lima também, às vezes, ele ia no Rhema para falar comigo. E eu achava aquilo uma coisa fantástica. Ele já tinha ido ministrar em eventos lá em Petrolina. Eu me liguei em espírito com ele. Ele fazia o papel de Profeta-Pastor. E pude ver que ele fez isso com muita gente observando as pessoas no dia do velório dele. Muita gente que foi pastoreado por ele, pode falar naquele dia além das pessoas que nem temos conhecimento. Eu fui uma das pessoas que eram pastoreadas por ele.

 

Por vezes ele chegava para mim com uma palavra: “Rapaz, você é um homem de Deus.” Eu lembrava daquela palavra que o Pr. Washington Brasil falava para mim, que eu era um homem de Deus e isso me marcava muito. Gilson conversava comigo, perguntava como eu estava. Me dava força, ele foi uma pessoa que me influenciou espiritualmente.

O Pr Bud eu não tenho nem o que falar. De tanto ouvir esse mesmo cd, as pessoas chegavam lá na igreja e diziam: “Tu tá ouvindo a mesma ministração?”. E cada vez que eu ouvia algo diferente saltava no meu coração. Uma revelação nova vinha. E eu o ouvi tanto  que sei imitá-lo direitinho (risos). Mas Pr Bud foi uma pessoa que eu não tive tanto contato pessoalmente, mas as oportunidades que eu tive de ouvi-lo foram suficientes para aprender e caminhar em fé.

Talvez por isso não foi difícil tomar decisões como a de casar cedo, mesmo o natural dizendo que eu não tinha nada, que não ia dar. Eu já tinha aprendido sobre fé, tinha aprendido a me mover em fé e isso foi importante para mim. Acredito que o tempo que moramos em Campina Grande, nos permitiu pegar ferramentas de pessoas que influenciaram a minha vida.

Eu posso destacar Sylvia Lima, o Apóstolo Guto Emery, Pastor João Roberto, Mama Jan , Pr. Humberto Albuquerque, essas são algumas pessoas que marcaram a minha vida e são elas são referenciais para mim.

Eu tenho o sonho de conhecer Dubai especificamente. Tanto eu como Lidiane tem esse desejo de conhecer vários países. De fazer um tour. Mas eu acho que Dubai seria o lugar onde meus olhos brilham.

Sou gente boa. Mas a mentira me irrita. Eu fico chateado com mentira e falsidade. Não gosto de pessoas que são orgulhosas. Essas coisas não expressam o caráter de Deus. Não é a toa que a Bíblia diz que o soberbo é resistido pelo próprio Deus.

Eu acho que não dá para expressar com palavras aquilo que Lidiane significa para mim. Assim como a palavra diz que aquele que encontra uma esposa, achou o bem e encontrou a benevolência do Senhor, acredito que ela foi essa joia. Foi esse presente do Senhor para minha vida. Às vezes, eu fico pensando: “Rapaz, como Deus pode presentear alguém assim?… Como Deus é maravilhoso!

No dia que eu soube que eu ia ser pai foi meio que, eu não posso falar que foi uma surpresa 100%, foi 50%. Quando Lidiane estava para fazer o teste, eu disse para ela: “Você está grávida!” E quando ela foi saber sexo, eu também disse. Porque já tinha algo dentro de mim. Eu já tinha uma certeza tanto quando ela estava grávida, como quanto o sexo. Eu disse para ela que era menino. E foi maravilhoso. Eu amo ser pai.

Pretendo ser pai de mais filhos. Mas ainda estamos entrando em um acordo sobre a quantidade. Mas ser pai é uma coisa incrível. Sabe aquele diário no bebê que se escreve? Eu nem consegui descrever com palavras a sensação que tive no nascimento de Nicolas. Eu acho que qualquer coisa que eu chegasse a colocar lá ainda seria pequeno, comparado aquilo que sinto. É uma coisa magnífica.

Estar em casa com a minha família, me deixa muito feliz, realizado está com meu filho e Lidiane. Não importante o lugar, está com eles é bom.

Por mais que você espere por algo, que você deseje, Deus faz infinitamente mais e minha esposa é isso. Eu posso dizer que ela não só é a minha metade, como ela também é um mix de muita coisa. Ela me completa 100%. É uma pessoa fiel. Vejo amor em todas as atitudes dela comigo.

Lembro até quando eu sofri o acidente que ela teve que passar uns 15 dias me dando banho e pude ver o cuidado dela comigo naqueles momentos difíceis, onde as coisas estavam gritando que não iriam acontecer, que eu na iria conseguir. Ela sempre esteve ali comigo. Então, eu posso dizer que ela é o amor da minha vida.

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