Mizia Elian fala sobre maternidade em entrevista para o “Eu e minha casa”

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A entrevista exclusiva, de hoje, no “Eu e minha casa” é com a mamãe do ano, Mizia Elian Vasconcelos, que lidera a Igreja Verbo da Vida em Petrolina (PE), com seu esposo, o pastor Edilson de Lira. Sua linda filha Liz Antonella chegou ao mundo em meio ao isolamento social e, por isso, vamos saber como aconteceu todo o processo.

Mizia, que também é médica, é mamãe de primeira viagem, mas está dando um show nessa importante missão. Recomendamos que, em especial, as futuras mamães leiam os relatos dela. Na conversa, você verá como a parceria com o marido é importante em um momento como esse. 

PORTAL: Fale um pouco sobre as suas atividades durante a gravidez.

Mizia – Eu sou médica e até o final da gestação eu estava fazendo atendimentos, mantendo todos os cuidados. Fazia no consultório, mas devido às recomendações e cuidados da minha médica, por causa da minha condição de gestante, fui afastada do consultório e comecei a atender por teleatendimento. Passei uns dois meses fazendo consultas de casa, em meio a toda a preparação para a chegada da bebê. Atendia das 8h às 11h30 e das 14h às 17h, trabalhando e atendendo on-line pessoas com suspeita de Covid-19 ou já com a doença, eu fazia esse monitoramento.

Em meio a tudo isso, eu ainda estava envolvida nas questões sociais da igreja, com as quais nos envolvemos bastante, nesse tempo de pandemia, em especial com os trabalhos na ONG que ficou mais ativa do que já era. Tínhamos uma fábrica de travesseiros no presídio que transformamos em fábrica de máscaras e tomou grande proporção, então fizemos mais Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para os profissionais da saúde. Era muito trabalho no final da gravidez. Precisei administrar meu tempo com tantas atividades no trabalho, na igreja e em casa. Eu atendi pacientes até um dia antes do parto. Lembrando que eu fiz questão de participar, já nas últimas semanas, dos cultos on-line e em alguns eu preguei e outros dirigi e foi uma experiência nova de ministrar apenas para a câmera, sem as pessoas presentes. 

PORTAL: Como foi o processo da gravidez?

Mizia – Eu engravidei aos 34 anos. Foi uma gravidez muito planejada e desejada. A nossa família desejava isso, os irmãos da igreja também e já fazia uns 4 anos que nos preparávamos. Um ano, antes de engravidar, eu já preparava o enxoval, a expectativa foi sendo gerada, quando anunciamos para a igreja foi uma festa.

Todo mundo tinha uma participação nisso, orando, crendo.. Até que esse dia chegou e anunciamos de forma inusitada e emocionante.

Quando soubemos comunicamos aos lideres, pastores e a igreja, registramos em fotos e vídeos e começamos a nos preparar. Até o Chá de Revelação, em março, estava tudo organizado para fazer o Chá de Fraldas, mas mudamos os planos devido aos cuidados do contato pessoal que já não podíamos mais ter.  Mas os irmãos da igreja se reuniram e fizeram uma surpresa para nós com muitas fraldas colocadas em nosso carro. Foi lindo ver o cuidado de Deus em cada detalhe.  

PORTAL: Relembre um fato marcante nesse período:

Mizia – Lembro de que em fevereiro, antes de começar essa pandemia no Brasil, decidimos fazer uma viagem com a nossa família, que desejávamos há muitos anos, eu, meu esposo, minha mãe e sogra, cunhada e sobrinha. Percebemos no coração que era para esse tempo. Fomos todos juntos, lá consegui terminar de comprar meu enxoval. Foi uma viagem incrível, aproveitamos muito o tempo em família.

Lá conseguimos fazer um exame no qual mostrou o rostinho da Liz, foi emocionante, quando voltamos para o Brasil começou a questão do isolamento social. Ao retornar, precisei organizar tudo e não podia ter pessoas em minha casa para me ajudar. Mas Deus me ensinou que o quartinho dela seria da forma como sonhei e deu tudo certo, eu e Dinho todos os dias arrumávamos as coisas. Não faltou nada todos os detalhes foram feitos.  Ganhamos tantas coisas e Deus mostrou a provisão de  todas elas. 

PORTAL: Como foi o parto?

Mizia – Depois de tudo organizado, quarto arrumado, roupinhas lavadas, chegou o dia. Eu comecei a entrar em trabalho de parto e foi bem demorado. Na sexta, dia 8 de maio, na última consulta, eu já sabia que tinha chegado a hora. Fui para o hospital e já comecei a sentir contrações, mas entrou para o sábado, dia 9 (dia que a Liz nasceu).

Eu estava com dores da sexta para o sábado, naquele mesmo dia, estava marcada a live das Mulheres Verbo da Vida com Mama Jan, Sylvia Lima e Suellen Emery e o pessoal do ministério. Cheguei a entrar ao vivo e falar com as pessoas, mesmo sentindo contrações, estava tendo 3 a 4 contrações por minuto.

Dinho segurou o celular e falei com elas em meio a isso, mas eu já tinha rompido a bolsa desde cedo e, naquela tarde, por volta das 17h30, a médica decidiu fazer a cesárea e oramos, cremos e em menos de 15 minutos ela nasceu. Tudo isso ficou registrado em fotos e serão guardados com uma boa lembrança de um dos momento mais importantes da minha vida. 

PORTAL: Você relatou um testemunho durante a gravidez que mostra as batalhas que precisou vencer em fé. Fale nos sobre isso:

 

 PORTAL: Dinho, como ele tem lidado com essa nova etapa da vida, sendo papai?

Mizia – O papai, Dinho, tem sido sempre presente e excelente. Ele é engraçado, porque todas as vezes que damos banho em Liz ele a pega no colo e diz: “agora ela é minha”. E fica brincando com ela, e já se alegra com coisas simples como quando ela segura o pescoço. A gente que é pai e mãe vê um monte de coisas.

Às vezes, a criança nem está fazendo aquilo tudo, mas a gente acha que está. Tudo em nossa casa tem vida por causa dela, está sendo um tempo maravilhoso para nós dois. Não tem como descrever a alegria de vê-la crescendo. O papai é parceiro e já fez duas trocas de fraldas. Uma na maternidade  e a outra em um dia que precisei ir ao médico na minha consulta.

Estamos nos descobrindo papais juntos. Ele quer conversar com ela, cada avanço a gente comemora cada conquista. Nos primeiros dias dormimos pouco, mas é uma fase, ela já está bem diferente de quando chegou. A nossa rotina mudou totalmente. Consigo fazer meu devocional quando ela dorme um pouco, isso pode ser no meio da noite, mas as coisas estão se acalmando e estamos estabelecendo uma rotina.

PORTAL: Como tem sido esse tempo de maternidade? A rotina em meio a tudo isso? 

Mizia – A nossa rotina é cuidar dela. Dar de mamar, trocar fraldas, banho, dar banho de sol, colocar para arrotar. E quando penso, pronto, agora vou tomar um banho e no meio desse meu banho ela dá um chorinho e logo tenho que me apressar para dar de mamar e cuidar dela novamente.

Graças a Deus, tenho a minha mãe aqui e a vovó tem muita experiência no cuidado, pois já teve seus filhos e isso me ajuda bastante. Às vezes, minha mãe consegue ninar, mas quando ela quer o peito, nada consola. Lembrando de que em meio a tudo isso, eu continuo sendo esposa, esposa de pastor, ou seja, exercendo todas as outras funções que Deus nos deu para ser. Estou aprendendo a administrar tudo isso ainda.

Eu sou muito ativa e sempre tenho muitas coisas para fazer além de casa, atividades na igreja, e meu marido sai para a igreja, reuniões e um dia desses eu parecia estar com crise de abstinência e até pedi para ir a reunião, mas nesse momento é tempo de estar em casa cuidando da Liz.

Até pensei em levá-la, mas estou me permitindo viver essas coisas. Estou me permitindo ser mãe, mas ainda faço aconselhamentos por telefone, mas ser mãe tem sido a minha maior descoberta nesse tempo.
  

PORTAL: Médica, esposa e agora mãe. Como você se vê depois da maternidade?

Mizia – A minha experiência de ser mãe é de apenas um mês, mas tem sido maravilhoso. Uma experiência que não se consegue colocar em palavras. Uma amor que é inexplicável.

Fico olhando todos os dias para ela e agradecendo ao Senhor por cada detalhe nos olhinhos, na boca. Curto cada momento e tenho visto a mão de Deus em cada detalhe.

Quando acordo na madrugada para dar de mamar, oro ao Senhor e sou tão grata por tê-la nos braços, esse presente que Ele nos deu e que sonhamos por tantos anos. Eu sei que do lado de fora tem um caos com tantas pessoas tristes, ansiosas, preocupadas e doentes, muitos pensando na falta, em como vai ser depois que tudo isso passar, mas aqui dentro de casa temos vivido a paz de Deus.

Temos olhado um para o outro, eu e meu esposo e vemos valores tão preciosos que dinheiro não paga e estamos vivendo isso intensamente, que é a família, na sua forma mais plena e doce. Nasceu uma mãe, um pai e uma filha e somos mais prósperos hoje por isso, uma amiga me falou que todo filho de crente nasce com um pão debaixo do braço, ou seja, junto com ele vem a provisão. A Liz nasceu e temos desfrutado disso.

PORTAL: Como tem conseguido administrar as consultas? Vacinas?

Mizia – Ela já tomou as primeiras vacinas e foi uma aventura. Tinha vacina que ela tinha que tomar no dia que nasceu, mas não tinha no hospital e tivemos que procurar em outro lugar. Depois que fomos para casa e em meio a essa pandemia sair de casa exige um aparato de cuidados. Todos nós de máscara, o papai descia primeiro e olhava o ambiente para depois nós sairmos, mas deu tudo certo, ela tomou as vacinas, fez teste do pezinho, do olhinho, e quase não chorou, ela é bem forte, mas, na verdade, parece que nós pais sentimos mais que ela. Vai a pediatra regularmente, já foi a dermatologista, eu já fui a ginecologista para o retorno da consulta. Estamos nos cuidando bem. 

PORTAL: Quais lições você tira de tudo isso?

Mizia – Quando nós estamos gerando algo da parte de Deus (no meu caso era uma bebê literalmente), quando estamos gerando uma promessa, grávidas de um plano de Deus em nossa vida, o nosso comportamento precisa mudar. Eu não vou agir mais do mesmo jeito, as minhas preocupações são outras, porque estou gerando algo divino e não devo pensar apenas em mim mesma.

Meu cuidado passa a ser com aquilo que estou carregando dentro de mim. Quando uma mulher está grávida e alguma coisa vem em direção a ela, rapidamente, ela coloca as mãos na barriga e se não estivesse grávida, provavelmente colocaria as mãos no rosto para se proteger. Mas a grávida protege a barriga primeiro. Observe que a mulher grávida alisa a barriga, porque o que ela tem de precioso está lá dentro.

Observando a história de Maria e Izabel lembramos disso, Maria pôde estar diante de alguém que já estava gerando alguém dentro dela. Aquilo animou a sua fé. Algumas pessoas precisam “visitar” a casa de Izabel. Elas precisam ir na casa de alguém que está crendo no plano de Deus, pessoas que já chegaram mais longe, porque isso vai fortalecer e animar a sua fé. Foi isso que Maria fez e foi isso que eu fiz durante a minha gestação. Fui conversar com outras pessoas que já tinham gerado. Ver pessoas que já tiveram dificuldades na sua gravidez, mas que venceram pela fé. Pessoas que buscaram ajuda e eu pude viver tudo o que sonhei com a chegada da Liz. Hoje a minha realidade em família tem sido maravilhosa. Graças a Deus!

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