Tenho 19 anos, estou morando em Sinop, no Mato Grosso, mas nasci em Caruaru, PE.

Tive uma infância boa na minha cidade. Quando eu ainda era bem pequeno, meus pais se converteram. Então, desde sempre fui envolvido com a Igreja. Nossos pastores na época eram Isaac e Sayonara. E quando chegamos a Igreja de Caruaru o pastor Isaac e Nara nos acolheram de uma forma geral. Meu pai já foi se encontrando em Deus e descobrindo seu propósito.

Eu sempre amei o meio que vivo, a igreja, sempre estive envolvido nas coisas do reino de Deus, na escola, sempre fui um aluno aplicado, valorizando a Deus e sempre buscando transparecer para as pessoas que eu sou a imagem e semelhança de Deus para elas.

Eu tenho uma irmã. Sempre vivemos bem, mas tínhamos as brigas de irmãos, quando pequenos (risos) coisas normais de irmãos. Mas sempre nos damos bem, uma área que nos conectamos bem é a música. Ela toca violão e teclado, eu toco violão e baixo, desde pequenos estamos envolvidos nessa área. Quando estamos tocando no púlpito, ela dá uma olhada, eu já sei o que ela quer fazer. Ela já sabe o que eu vou fazer, temos essa ligação forte e isso é muito bom.

Ela gosta mais de rock, pop e eu gosto mais das raízes, forró, sertanejo (risos), mas nos envolvemos no gospel, que é o nosso meio.

Tempos atrás nos mudamos de Caruaru para Ponta Porã, na época eu tinha 11 anos, e a minha irmã apenas 9. Inicialmente foi fácil, éramos crianças ainda. Era uma fase boa, aparentemente era tudo bom. Logo, chegamos a Ponta Porã e nos encaixamos facilmente lá. Ficamos lá por cinco anos. Foi um tempo bom na nossa vida.

 

Sempre ajudamos os nossos pais no ministério, mas a saída de Ponta Porã para Sinop foi um pouco complicada, por conta das nossas amizades já conquistadas lá. Já tínhamos nos ligado a pessoas e foi ruim. Principalmente a minha irmã, porque ela é um pouco mais tímida. E lá em Ponta Porã ela já havia ficado mais à vontade, e tivemos que deixar as nossas amizades, confesso que foi um pouco difícil a nossa ida para Sinop. Mas graças a Deus já nos encaixamos, fizemos novas amizades e temos conscie3ncia de que estamos cumprindo o ide do Senhor.

A minha relação com os meus pais é muito boa, particularmente sou mais apegado a minha mãe eu amo demais meu pai, ele é um cara excepcional, o que mais admiro é o caráter, a integridade dele. Sempre tento estar próximo dele para extrair essas coisas para a minha vida. Que isso possa estar em minha vida também. Fazemos muitas coisas na igreja juntos.

A minha mãe é uma pessoa muito amorosa, carinhosa, vejo que tem sido um equilíbrio entre eles dois. Ele é um pouco mais rígido e ela vem mais amorosa e dá aquele equilíbrio, admiro o amor nela, e ela também ama a música, meu referencial de música é ela, que sempre me ensinou que a música vem da parte de Deus.

Quando penso em alguns anos para frente… Me vejo longe…vejo que o Rhema foi algo libertador na minha vida, porque a gente cresce dentro desse ministério e nele aprendemos a visão Rhema e algumas pessoas, inclusive eu, acreditava que eu não precisava fazer o Rhema porque eu já ouvia a palavra de Deus todos os dias. Eu pensava: para que fazer o Rhema se a minha igreja já prega a palavra do Rhema? Mas sabe de uma coisa, quando completei 16 anos, entrei no Rhema e vi que o ensino é diferente da pregação.

É uma atmosfera diferente, uma unção diferente. E foi fazendo o Rhema que eu me encontrei. Me encontrei fazendo o que tenho que fazer para Deus. Desenvolvendo o meu chamado. Então me vejo daqui há alguns anos, longe, desenvolvendo o meu chamado. Servindo ao Senhor.

Já estou vivendo um tempo novo em minha vida, estou liderando os jovens. É um tempo novo. É um tempo de amadurecimento em minha vida. Eu creio que irei avançar e crescer.

Eu acredito que uma amizade verdadeira sobrevive a distância. Ela não é apenas aquela que possui contato sempre, se a amizade é verdadeira, ela vai durar a vida inteira.

Os amigos são essenciais, porque Jesus veio a Terra para cumprir seu propósito de salvar toda a humanidade, mas ainda assim, ele tinha amigos, ele tinha os mais próximos, mais chegados que irmãos. Aqueles que ele chamava para orar.

Acredito que é importante termos amigos que possamos confiar, desabafar, que possamos falar dos nossos sonhos, projetos, vejo que na vida de uma pessoa a amizade é importante para que ela possa avançar e crescer.

Amo de paixão o futebol. Meu time do coração é São Paulo. Já desejei ser jogador, mas não deu certo. Jogo vídeo game gosto de comentar sobre o assunto.

Tenho alguns sonhos… ministerialmente, me vejo pastoreando, tenho o chamado pastoral e o reconheço em minha vida.

Mas, profissionalmente, me vejo como um médico. Sou apaixonado pela área de saúde. Sou apaixonado por projetos sociais, amo ajudar as pessoas. Acredito que essa profissão tem como me ajudar tanto profissionalmente quanto para o que Deus tem para a minha vida.

Sou um jovem decidido do que quero. Nunca fui uma pessoa indecisa. Não sou de ficar em cima do muro, nem com dificuldade de decidir algo. Se é isso, é isso e pronto.

Meus pais eles são os meus maiores exemplos, admiro a coragem e a perseverança deles.

Eu sempre fui muito apegado a algumas coisas e a questão de transição, às vezes, me afetada. Entendo que preciso ajudar os meus pais e sei que eles têm um chamado e enquanto estiver morando com eles, devo ser submisso e ajuda-los, porque somos uma família. Eles são pastores e querendo ou não, nós somos referencias para algumas pessoas. E pensava: ah! Mas não quero ser referência, mas eu sou. As pessoas olham para mim e pensam: “Não foi o Guilherme que errou, foi o filho do pastor que errou.”

Então, esse peso existe e isso não é fácil. Nessa transição para Sinop, fiquei um pouco desmotivado, mas graças a Deus pelo Rhema que chegou em minha vida. Cada professor que passava era uma unção diferente e fui compreendendo melhor as coisas. Estou firme, seguindo a minha vida e servindo ao Senhor.

Aos filhos de pastores que estão lendo essa entrevista eu aconselho: seja exemplo! Porque como filhos de pastores, nós temos sim essa responsabilidade. Não pedimos para nascer em nossa família, mas nascemos. Meu pai já me falou isso: “Guilherme, você não pediu para nascer aqui, você simplesmente nasceu”, então, Deus nos coloca ali com um propósito. Foi uma decisão dos meus pais seguirem no ministério. Graças a Deus por isso. Que eles sejam a melhor influência em nossa vida, porque não tem nada melhor do que servir ao Senhor. Não existe profissão melhor, seguir o seu chamado é cumprir o seu proposito na Terra.

Como filho de pastor, somos uma figura sempre vista. As pessoas vão sempre nos olhar como uma referência, é como estar em uma vitrine, não adiante, as pessoas vão sempre estar olhando. Seja fonte de inspiração e inspire as pessoas.

1 COMENTÁRIO

  1. Felicitaciones grande Guillerme me quedo muy contento con su evolución en la palabra de Dios; Vais más lejos aún, Adelante hermano, vi cuando eras un chiquitito y hoy estás grande. Bueno……

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