Me chamo Jadna Fernandes. Eu nasci em Criciúma, Santa Catarina, em um lar cristão. Somos em oito irmãos; minha mãe já era cristã e meu pai era conhecedor. Ele era um grande apreciador, mas aceitou Jesus antes de falecer. Minha família é bem grande, e eu sou a caçula. Tenho duas filhas. Eu cresci com o meu pai e minha mãe servindo. A minha mãe era uma mulher de oração, servindo no ministério de oração da igreja local; ela serviu por 25 anos na mesma igreja. Quando eu era pequena, eu chegava da escola e queria ir para a oração com ela. Era sempre na quinta-feira à tarde, uma vez por semana. Eu sempre tinha que fazer algumas coisas pra poder ir, mas estava sempre no meio delas. 

Minha mãe me deixou um legado de oração e evangelismo. Posso dizer que ela também me deixou um senso de trabalho social, porque ela ia na prisão e em todo lugar que tivesse necessidade. Meu pai, apesar de não ser cristão, era muito conhecedor. Eu lembro muito dele fazendo obra social; ele pegava pessoas na rua e levava para casa, para alimentar. Eu lembro muito dessas coisas. Então, ele também servia muito apesar de alinda não ser cristão. Era um homem de pulso firme, mas também tinha essa característica que me marcou muito. Mesmo com oito irmãos em casa, meus pais conseguiram suprir a família. Até um certo ponto da vida, minha mãe trabalhou como costureira. Ela era uma ótima costureira. Meu pai se aposentou muito cedo, mas, mesmo assim, continuou trabalhando. 

Eu me casei jovem e acabei me separando. Desde da separação, eu fui para a Inglaterra. Eu fui para ficar seis meses e acabei ficando por lá. Depois, levei minhas duas filhas; fizemos toda a documentação delas, e eu não voltei mais. Mesmo tendo crescido em um lar cristão, eu precisava ter as minhas próprias experiências com Deus. Muitas vezes, ouvimos falar das experiências que as pessoas tiveram com o Senhor; porém não basta somente ouvir. Eu fui realmente ter essas experiências com Deus lá na Inglaterra.   

Minhas duas filhas já são adultas. A mais velha tem 27 anos. Ela é graduada em direito e trabalha; ela exerce a profissão na área dela e vai começar a fazer a pós-graduação. Minha outra filha tem 20 anos. Ela terminou todo ensino médio na Inglaterra e teve uma direção de Deus de voltar para o Brasil e de fazer a faculdade aqui. Eu creio que é um tempo para ela estar com a família, usufruindo desse tempo juntos. Eu amo minhas filhas incondicionalmente. Elas são filhas obedientes e estou caminhando com o Senhor. 

Eu ainda não tenho essa Palavra de Deus para voltar para cá; então, estou esperando. Mais do que desejar voltar para o Brasil, eu desejo obedecer a Deus, pois é mais seguro estar em um lugar de obediência do que optar por seguir um desejo humano.

Em março desse ano, fez 15 anos que estamos na Inglaterra. Durante esse tempo, um acontecimento que eu realmente precisei superar foi o falecimento dos meus pais. Eu sei que nos veremos na eternidade, mas a saudade sempre continua. Já faz bastante tempo; na época eu não possuía muito conhecimento sobre a graça, mas havia uma graça em meio a tudo aquilo. Hoje, eu entendo que foi a graça que me fez superar.

Na Inglaterra, atualmente, eu cuido de crianças. Eu já trabalhei em restaurante e em outros empregos, mas eu gosto muito de cuidar. Então, hoje, eu cuido de um menino na parte da manhã e de duas meninas na parte da tarde. Para mim, foi maravilhoso conhecer a Palavra da Fé. Essa Palavra é um tesouro, uma pérola. Eu tenho uma amiga; o nome dela é Luciana Carvalho. Ela é formada no Rhema; sou muito grata a Deus pela vida dela, pois, durante muito tempo, ela ficou me falando sobre fazer o Rhema. A primeira pessoa que eu ouvi pregando a Palavra da Fé foi Shirla Lacerda. Ela pregou sobre unção. Eu me lembro disso como se fosse hoje. Então, essa minha amiga me falava muito que eu precisava fazer o Rhema. Até que conheci Gleison e Marina. Eu participei da primeira reunião da igreja deles. No começo, o esquema dos encontros era uma reunião em uma semana e duas semanas sem reuniões, pois eles moravam a seis horas de Londres. Eles ainda não haviam se mudado para Londres. A partir dessa primeira reunião, eu gostei muito da Palavra e decidi ficar.

Essa Palavra, para mim, foi muito transformadora. Eu fui me despindo de alguns conceitos, aprendendo a andar em amor durante a caminhada. Tive o privilegio de estar desde o começo da igreja. Tem sido uma benção; é muito seguro servir a Deus debaixo da liderança do pastor Gleison e de Marina e de toda diretoria do Ministério Verbo da Vida. É um privilégio servir com alegria. Quando você realmente começa a aprender a Palavra da Fé, você começa a se despir de paradigmas. Eu não tenho palavras para expressar o quanto eu sou grata por eles terem deixado tudo e decidido ir. Isso me anima!

Eu gosto de orar. Eu tenho crido, agora, para trabalhar menos, para poder me dedicar em um tempo maior de oração por dia. Eu vejo a oração com um sustento. Uma vez eu li que, para um pássaro, as duas asas são igualmente importantes; da mesma forma é para a igreja. Tanto a Palavra quanto a oração são importantes. Para mim, reuniões de oração são essenciais.

Para descansar, eu gosto muito de sentar em um café. Eu não tenho problemas de ter que estar acompanhada ou não para sair. Eu gosto de andar e de observar as pessoas nas ruas. Eu sou muito elétrica! Eu também gosto de ver filmes; assistir filmes e documentários me descansa muito.

Eu me identifico muito com o trabalho do Desafio Jovem (Teen Challenge). Eu me identifico com toda aquela história, porque é um sonho que eu tenho. No geral, pessoas de oração também são meus referenciais; me encantam muito. Glesion e Marina são meus referenciais também; eles nos receberam de portas abertas. Eles são pessoas genuínas. Thais e Augusto também são grandes referências para mim. São pessoas que eu tive a oportunidade de ter contato e de fazer uma conexão.

 

A Jadna é uma pessoa muito simples. Estou caminhando rumo ao crescimento; meu desejo é servir. Eu gosto de servir em qualquer lugar e ajudo em qualquer coisa que for preciso. Eu sou uma serva! Não gosto muito de estar em evidência; eu gosto de estar nos bastidores, auxiliando no que precisar. Uma coisa que eu sempre oro a Deus é que eu nunca venha a me cansar de servir e de fazer o bem. Não somente na igreja, mas na rua também – ou seja, onde for preciso.

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