Jairo e Pâmela contam como está a rotina durante esses últimos meses

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Quem conhece o casal Jairo e Pâmela Pacheco sabe que eles são incansáveis. Trabalham muito e têm muitas atribuições no ministério. Juntos lideram inúmeros projetos sociais, na ONG Ide Projetos Sociais, em Soledade e São Vicente do Seridó (PB).

Além de tantas ações sociais, eles têm três filhas: Bianca, Rebeca e Lorena, de 13, 10 anos e 2 aninhos, respectivamente, que cuidam com muito amor. Vamos conferir!

por Pâmela Pacheco

“Meu relato será dividido em família, ONG e ministério.

FAMÍLIA

Quando a quarentena começou tivemos que ajustar algumas coisas. Nossas duas filhas Bianca e Rebeca estudam, em Campina Grande, e têm uma rotina de acordar bem cedo (por volta de 4 e meia da manhã) para ir estudar, pois elas vão e voltam todos os dias. Elas estavam nessa rotina há apenas um mês de aula e a pandemia chegou.

Inicialmente, passaram duas semanas sem aulas enquanto a Escola via a melhor forma de adaptar as aulas. Logo, começaram as aulas remotas. Elas conseguiram se adaptar muito bem, eu ajudei na primeira semana, mas depois elas já entravam tranquilamente no aplicativo, e isso já me favoreceu. Elas passaram a acordar às 6h30 e essa era a nova rotina de estudos. Mas eu sempre auxilio seja em uma atividade, maquete, trabalhos. O auxílio que damos a elas é semelhante ao que já fazíamos quando elas estavam na escola presencialmente. Elas não desanimaram em nenhum momento, até porque gostam de estudar, de ir à escola, até pelo contato com as amigas.

Enquanto elas estudam, eu faço a parte administrativa da ONG Ide Projetos Sociais que coordenamos. Faço isso de casa mesmo e ainda cuido de Lorena, a mais novinha. Jairo já está, normalmente, de manhã na ONG dando assistência às pessoas que chegam lá. Socorrendo com medicação, cestas básicas, coisas que envolvem o nosso trabalho de assistência social.

As meninas nos ajudam muito nas tarefas de casa, nesse tempo temos feito tudo juntos. Por exemplo, quando vamos limpar e lavar o quintal é juntos e nos divertimos muito até nas coisas do cotidiano. Na cozinha é a mesma coisa, uma lava, outra seca a louça e, enquanto isso, vamos conversando, corrigindo alguma coisa e convivendo muito bem. Fizemos algumas receitas juntas, elas gostam de montar a mesa para as refeições, temos muitos bons momentos na mesa. Elas gostam de assistir a filmes e uma vez por semana assistimos com Jairo alguma coisa. Eu faço pipocas e nos divertimos muito em casa juntos, Lorena como ainda é pequena perturba elas um pouco, porque não se concentra nos filmes, mas ela dorme cedo. Tem sido um tempo  delicioso de curtir nossas filhas em casa. Essa pandemia em casa não sentimos muito, porque somos bem família, Jairo é o brincalhão de casa. 

 ONG IDE PROJETOS SOCIAIS (PEQUENINOS)

Na ONG, os projetos voltaram em fevereiro: o Pequeninos e o Teens. Os cursos profissionalizantes iriam voltar, em março, mas começou a pandemia e paramos. Grande parte do nosso tempo é dedicado a ONG. Desde que os projetos começaram, em 2012, nunca paramos. E, de repente, tudo parou. 

Só que as coisas não pararam de vez, não foi bem assim que aconteceu. Na verdade, aumentou ainda mais a nossa doação de tempo para a instituição, as pessoas estavam de quarentena, mas a instituição não podia parar de assistenciá-las. Realmente, nesse tempo nos tornamos um suporte ainda maior para a população. Praticamente, estava eu e Jairo trabalhando muito, depois chegou Murilo que nos ajuda muito. Mas os demais da equipe estavam de quarentena. 

Nosso trabalho era arrecadar e distribuir alimentos, cestas básicas, medicamentos, além de máscaras que distribuímos para os profissionais da saúde de Soledade, de São Vicente de Seridó e Olivedos. Fizemos campanha e conseguimos cadeiras de rodas, porque diante dessa situação do país, as doações caíram, as coisas ficaram mais difíceis e muitos dos nossos colaboradores pararam de doar, então, fomos fazendo o que podíamos para não pararmos a nossa assistência às pessoas, sobretudo agora que precisamos ainda mais de doações.

Continuamos dando o nosso suporte às crianças, que entre pequeninos e baby são 300. Esse foi o tempo que a gente produziu mais com menos. Conseguimos ajudar tantas pessoas em várias esferas e formas diferentes. E tem sido assim nesses últimos meses. Eu atuo nessa parte burocrática de prestação de contas. Jairo é bem ativo nos trabalhos e firmamos parcerias novas nesse tempo. Como, por exemplo, abrir o trabalho do Pequeninos em Campina Grande, que funcionará como base no Clube Campestre. Essa parceria foi fechada exatamente no tempo de pandemia. Ainda não estamos funcionando lá, porque não liberaram essa parte educacional ainda. Mas vemos os avanços que a instituição foi tendo mesmo em tempos de pandemia. 

Outra coisa que fizemos, nesse tempo, foi a perfuração de poços na zona rural, era uma forma de assistenciar às famílias que precisavam de higienização. Também entregamos kits de higiene para apenados da cadeia pública de Soledade, era uma forma de socorrê-los também nessa época de tantas necessidades. 

MINISTÉRIO

Essa parte ministerial foi de grande aprendizado. Fundamos e pastoreamos a Igreja em São Vicente do Seridó, em Olivedos, só fazia uma semana que tínhamos inaugurado essa obra e a pandemia chegou, e logo passamos a transmitir os cultos on-line, além de fazer lives para edificar as pessoas nesse tempo, além desses trabalhos, em Olivedos, que também assumimos. Nessa cidade, passamos pelo momento de reformas e justamente quando íamos começar os trabalhos lá, chegou essa mudança. Só tivemos o culto inaugural, mais um culto e paramos. 

Vivemos um tempo diferenciado em Olivedos, porque ainda não conhecíamos o povo para dar um suporte mais específico, mas isso nos ensinou algo: Deus é quem é o dono da obra e Ele conhece as necessidades de cada um. Aprendemos que realmente Ele é suficiente. Tudo o que fazemos não é na nossa capacidade, mas na d’Ele mesmo. Percebemos isso tudo, nessa época, de forma mais intensa. A nossa assistência on-line se intensificou, temos grupos no WattsApp e nos comunicamos sempre com eles nas duas igrejas.

Sempre procuramos demonstrar que lembramos deles através de lembrancinhas, livros para edificar as suas vidas, era a nossa forma de dizer: “estamos juntos, isso vai passar”. Vimos o quanto isso fazia eles entenderem que somos uma família. Fizemos as lives na igreja e alguns dias fizemos de casa, era a nossa forma de estar mais perto deles, e eles participavam, em alguns casos aconselhávamos, seja por telefone, não vimos as igrejas pararem e nem retrocederem. 

Quando foi liberado os cultos presenciais, foi bom ver o quanto eles valorizam esse ajuntamento. Eles foram fiéis nas doações de alimentos para os mais necessitados. Eles são doadores. Muitos nem eram da nossa igreja, mas pelo Instagram nos falavam que queriam doar para ONG, inclusive, até porque ela está ligada à igreja e recebemos doações de pessoas que nem conhecíamos. Pessoas também se levantaram para ofertar na igreja por perceber a importância do nosso serviço na sociedade.” 

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