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Posso dizer que amo trabalhar para o Senhor. Quero levar essa Palavra para o mundo. Outros lugares precisam dessa Palavra, por isso, precisamos ter zelo e cuidado com a unidade. Sei a importância dessa Palavra. Precisamos continuar com a visão que Deus deu para Bud, fazendo o melhor para o Senhor. Ele merece o nosso melhor.  Sei que não posso viajar constantemente, mas, quando viajar, será para trabalhar. Não faço turismo, mesmo quando estou em um lugar, prefiro descansar e estar pronta para ministrar do que passear na cidade. Se eu não conhecer nada da cidade, está tudo bem, desde que eu cumpra a vontade do Senhor.

Meu sonho sempre foi ter uma família. Mas, mesmo não tendo uma família tão grande, no natural, o Senhor me deu milhares de filhos espirituais. Eu queria ser mãe, naturalmente, mas não fui. Sei que, espiritualmente, eu sou e é muito bom, mas ainda assim, sinto aquela saudade de ter uma família. Para mim, família é muito importante. Meu pai morreu em 2011 e minha mãe em 2012. Quando estavam vivos, a minha base era a casa deles, todas as vezes que eu ia aos Estados Unidos. Sempre os respeitei, pois sei que é importante você respeitar os seus pais, mesmo que eles não pensem como você, é preciso amá-los. Graças a Deus que, nos últimos tempos de vida deles, o Senhor me deu a capacidade de ajudá-los melhor. Eu não queria que eles sofressem, fiz de tudo para deixá-los confortáveis. Colocamos três pessoas trabalhando em casa para cuidar deles diariamente. Foi um sacrifício, mas eu precisava fazer isso, porque eles cuidaram de mim um dia. Hoje, eu tenho apenas um irmão vivo, que é casado e tem quatro filhos.

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A vida me ensinou que a mulher tem a capacidade para ajudar, ela tem unção e graça para isso. Sabemos que uma mulher solteira é mais livre para fazer as coisas do Senhor. Com essa liberdade, ela pode ir preparando-se para um relacionamento. Já a mulher casada tem a responsabilidade de ser auxiliadora do marido e ela também possui unção para isso. O seu primeiro ministério é a sua família. Não importa se ela tem ministério de púlpito. O marido e os filhos devem ser a sua prioridade. O papel da mulher é muito importante, porque é ela quem une a família, ela constrói a atmosfera da casa. Precisamos usar e desfrutar da graça que nós temos em Deus. Existe, dentro de nós, o fruto do Espírito, que podemos desenvolver e sermos uma melhor mulher, desempenhando bem o nosso papel.

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Minha maior conquista é ver o crescimento do ministério. Vejo pessoas se unindo a nós e nem sei o porquê, mas isso é obra de Deus. Eu e Bud não tínhamos nada de especial, mas existe uma unção para unir e isso não foi algo que aprendemos nos Estados Unidos. Aprendemos com o Senhor. Deus falou com Bud que devíamos ser mais alinhados na Palavra e assim fizemos. Quando chegamos aqui, o que fizemos foi alinhar algumas coisas de acordo com a Palavra e tudo foi caminhando e tem ido bem.

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Alguns pensam: “Quem é Jan Wright?”. Eu sou quem você está vendo (risos)…

Não tenho nada escondido, a minha vida está aberta. Busco viver em linha com a Palavra, porque sei que ela funciona para mim e vai funcionar para os outros. Percebo que Deus tem me usado mais para exortar pessoas, para que elas pratiquem e andem fazendo o certo. Essa Palavra transforma a nossa vida. Ela me transformou. Eu era uma pessoa muito tímida e, hoje, eu não tenho medo de nada, realmente.

Eu sei que sou protegida e meu marido é Jesus agora. Ele está cuidando de mim. Pessoas falam em crise e dizem: “Fique cuidadosa com as suas finanças”. Mas, eu estou tendo liberdade e paz em reformar a minha casa. Eu gosto de ver as coisas sendo renovadas, transformadas em todas as áreas, e isso vale também para a minha casa. Gosto de mudanças! Deus falou comigo que não podemos estar conformados em como estamos. Se podemos melhorar, vamos melhorar. Deus nos quer vivendo o melhor. Ele já providenciou tudo para nós.

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O Brasil é a melhor nação em que eu poderia estar. Deus me mandou vir para cá na década de 80. No início, era muito diferente do que é hoje. Lembro-me de quando chegamos a São Paulo, em 1983, e estávamos na rua quando, de repente, um caminhão passou por cima da calçada. Aquilo me chocou e eu pensei: “É, não estamos nos Estados Unidos” (risos). Vi muitas pessoas serem transformadas nesta nação, mas ainda assim, a necessidade de muitos é a mesma. O povo tem necessidade de Jesus, da Palavra. Não importa aonde você vai, a Palavra funciona. O Brasil é uma nação que vai levar o reavivamento para o mundo e eu sou feliz por ser parte disso. Eu amo os brasileiros.

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Os Estados Unidos, a minha nação, está muito diferente. O país tem um presidente descendente de muçulmano e, talvez, isso se reflete na nação que está bem diferente do tempo em que eu vivia lá. Espero que a nação tenha lideres que sigam o coração de Deus. Sei que estamos nos últimos tempos e, não importa o que está acontecendo em uma nação, Deus está conosco e a Palavra funciona. Estou praticamente há 33 anos morando no Brasil e, hoje, sou mais acostumada aqui. No Brasil, eu tenho conforto. Nos Estados Unidos, não tive uma casa montada, porque logo que casei com Bud, nós fomos para Oklahoma, estudar no Rhema e, logo depois, viemos para o Brasil. Então, a nossa vida sempre foi na obra ministério.

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No meu tempo de descanso, eu gosto de estar em casa. Vejo pouco a TV. Assisto algumas séries como: CSI, Criminal Minds, Once Upon a Time, mas é apenas para relaxar a mente mesmo, não vejo muito. Sou muito caseira, gosto de descansar. Às vezes, eu reclamava muito com Bud para ficarmos mais em casa, mas descobri que sou muito pior do que ele  nisso (risos).

Todos precisam dedicar um tempo para descansar. Hoje em dia, procuro realmente descansar por causa das inúmeras atividades. Lembro-me de que, nos anos 90, eu estava nos Estados Unidos e fomos para um acampamento. Tive um problema de saúde por excesso de trabalho. As minhas taxas estavam muito alteradas e fui parar no hospital muito pálida e fraca. Eu cheguei a tomar quatro bolsas de sangue para me recuperar. Mesmo diante disso, eu sabia que não ia morrer. Deus estava comigo. Após essa situação, algumas células do meu cérebro sofreram danos e fiquei com alguns lapsos de memória. Até hoje eu preciso exercitar a memória com alguns jogos e atividades que ajudam a ativá-la.

Meu conselho é: trabalhe muito, mas tenha sempre bons tempos de descanso.

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Existem alguns fatos importantes em minha memória. Lembro-me de que, por anos, nos Estados Unidos eu fui para a igreja, mas um dia descobri que eu não era nascida de novo. Em um culto de reavivamento de uma Igreja Assembléia de Deus, quando fui ao altar chorando muito, recebi a Jesus e, após a minha decisão, eu também fui batizada no Espírito Santo. Eu pensava que era salva, mas não tinha a minha natureza mudada por dentro. Isso foi em Agosto de 1980. Após essa experiência, fiz uma viagem com um grupo de pessoas e, no ônibus, enquanto orava e louvava ao Senhor, eu senti como se o Senhor segurasse os meus braços e me levasse para o céu. Eu não O via, mas sabia que estava no colo do Pai e percebi que era o amor dEle envolvendo a minha vida. Era algo tangível, sentia o amor dEle tocando o meu ser. Depois desse dia, um simples abraço para mim é a transmissão do amor de Deus. Acho que, naquele dia, eu recebi uma carga tão grande do amor de Deus porque precisava trazer esse amor para o Brasil. E foi o que fiz!

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Quando cheguei ao Brasil, via as mulheres muito abatidas, desamparadas pelo marido. Algumas, o marido já tinha as deixado por outra mulher. Algumas estavam crendo para que eles voltasse, mas esses casamentos já estavam destruídos. O Senhor me ensinou a amar essa mulheres com o amor dEle. Às vezes, abraço as mulheres e percebo um pouco daquele amor que recebi naquele dia sendo transmitido para elas. Por vezes, enquanto as abraço, elas caem, de tanta unção, e até eu já caí junto com algumas.

Mulheres já me falaram que vieram em uma conferência só para me dar um abraço e eu creio que Deus as restaurou dessa forma. Em uma de nossa Conferências, eu falei que iria abraçar as mulheres que nunca tinham sido abraçadas. Vieram tantas mulheres… Mas, graças a Deus, eu consegui abraçar todas.

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Viver sem Bud não é tão fácil. Mas eu sei que eu tenho a graça de Deus. Quando ele foi para o Senhor, o pensamento que veio para mim foi que era muito cedo. Mas, depois eu vi que foi desejo dele, pois falou muitas vezes que era melhor ficar com o Senhor do que viver com aquela dieta, que inclusive eu aderi junto com ele por sete meses. Tinha também a questão da hemodiálise, já havia uma cirurgia marcada para Novembro, para colocar outro catéter, e ele tinha falado que não ia fazer mais. Foram muitas coisas que ele falou que fui lembrando aos poucos. Ouvia tudo aquilo, mas acho que eu não queria receber aquelas informações. Muitas pessoas perguntam: “Você sabia?”. Não, eu não sabia. Tinha percepções por dentro. Foi um tempo muito bom no qual estivemos casados, mas, não posso viver desse tempo do passado, estou vivendo um novo tempo. Não posso viver chorando mais, ele está feliz, foi escolha dele.

Eu estou aqui e tenho que fazer o meu melhor. O Senhor falou comigo que terei mais prosperidade do que já tenho tido, mesmo depois da perda dele. Algumas coisas têm acontecido e Deus ainda fará muito mais.

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Bud era uma benção. Eu estava segura, casada com ele, porque era um homem que sempre sabia como ser guiado pelo Espírito. Não fazia nada até que o Senhor falasse com ele. Lembro-me de quando a visão de missões começou a ser mais pregada. No início, ele dizia que não era chamado para o mundo, mas para o Brasil. Ele falava: “o Senhor me chamou para o Brasil, vocês podem ir para onde quiserem”. Mas, quando Deus falou com ele, então, ele abriu o coração.

Ele era uma pessoa alegre que andava em amor. Isso não quer dizer que não tivemos confrontos, pois ele era uma pessoa de personalidade forte e eu também (risos), mas eu cedia muitas vezes e ficava quieta. Os meus amigos eram os amigos dele. Eu não sentia liberdade de ter as minhas próprias amigas e sair sozinha com elas. Eu o servia, mas muitos faziam coisas para ele, ele era mimado (risos). Eu sempre comprei as roupas dele, andava horas à procura de simples meias que ele gostava, para agradá-lo.

Eu, de fato, não cuidava muito de mim, e talvez, por isso, hoje em dia, muitas pessoas falam que estou muito diferente. Mas, é porque eu tenho tido mais tempo para fazer algumas coisas, como a cirurgia dos olhos, o cuidado com os dentes… agora tenho tempo para mim. Antes, quando íamos sair, eu o ajudava a ficar pronto e, quando eu ia terminar de me arrumar, ele já queria ir embora (risos).

Sinto muitas saudades de conversar com ele e tê-lo perto. Em casa, nós só nos falávamos em inglês. Quando eu falava em português, ele fingia que não entendia (risos).

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Eu quero fazer o que Deus quer que eu faça nesse tempo. Meu desejo é o que Ele desejar. Sei que vou viajar mais, porque estou mais livre, mas não posso viajar tanto quanto queria, pois não vou fazer as coisas sem haver graça disponível. Farei tudo o que for possível, mas preciso saber equilibrar isso.

Debaixo da unção de Deus, posso fazer muitas coisas. Temos que ser sensíveis para a hora de parar e de continuar. Só quero fazer a vontade de Deus.

Às vezes, sinto que as pessoas me exaltam e penso: “Meu Deus, que responsabilidade!”, Eu vou continuar fazendo o que sei que devo fazer. Mas eu não sou perfeita. Não tem ninguém que é perfeito, mas eu quero fazer a vontade de Deus.

Sou uma mulher quieta, não sou de muitas palavras. Se a unção fluir, eu falo, mas eu não sou uma pessoa que fala só por falar. Eu gosto de ouvir os outros. Eu já sei tudo o que sei e que poderia falar, então, o mais importante é o que os outros têm a dizer para mim e me acrescentar.

2 COMENTÁRIOS

  1. Glórias ao nosso Deus.

    Que testemunho maravilhoso, isso me inspira a ser mais dedicado ao Senhor e a àqueles que ele nos envia, ou somo enviados.

  2. Agradeço a Deus por fazer parte deste ministério, com pessoas focadas em PAPAI ,que querem divudar a palavra. Para futuramente povuarmos o céu. O glórias.

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