Meu nome é Janielle Kelly Guimarães Medeiros. Tenho 39 anos e nasci em Pesqueira, Pernambuco. Só fiz nascer, porque São Bento do Una, que é minha cidade, na época não tinha estrutura médica e por ser muito perto, cerca de 50 quilômetros, minha mãe me teve lá e voltou para casa. Mas me criei em São Bento do Una, que muita gente conhece como a terra de Alceu Valença.

Já morei em outros lugares como Caruaru, por exemplo, mas voltei para Recife e moro lá com meu esposo Emerson. Meus pais Janilson Medeiros do Nascimento e Edilene Maria Guimarães Medeiros também moram em Recife. Eu sou a primeira de três filhos. Tenho dois irmãos, Camilla, que é Bombeira Militar, e Rafael que trabalha na parte de Computação. Minha irmã tem um olhar tão sensível e muito talentosa com fotografia e meu irmão é muito inteligente e persistente no que quer. Amo minha família.

Venho de uma família grande e unida. Minhas avós tiveram oito filhos cada. Tenho muitos primos. A mãe de meu pai, vovó Vina era uma pessoa muito generosa. Lembro que muitas vezes, a vi servindo café da manhã para os varredores de rua, e até desejei seguir essa profissão quando era criança. Aprendi com ela a valorizar os mais simples. A mãe de minha mãe, Quitéria, que carinhosamente chamo de Teteia desde criança, é uma mulher guerreira e sábia. Ela criou sozinha, 8 filhos, costurando para a alta sociedade, arte que aprendeu sozinha. Fui sua primeira neta e sou bem apegada a ela.

A minha família tem um berço católico, tanto a família do meu pai, como a da minha mãe, todos são católicos. Porém, meus pais já confessaram Jesus, mas não frequentam igreja, meus irmãos são “na deles” nesse aspecto.

Meu primeiro contato com o seguimento “evangélico” foi quando criança, eu não me sinto muito confortável com esse termo porque me remete à religião. Gosto de ser cristã! Meus pais tinham um vizinho que nos convidou para um culto, hoje ele é pastor da Presbiteriana. Eu tinha mais ou menos sete ou oito anos, à época, e fiquei na salinha. Quando começaram a falar em Jesus eu achei tão legal, me apaixonei de cara, pensei que diferente! Então ali eu já entendi que não era só aquilo que a Igreja Católica pregava.

Um amigo meu chamado Igor, me convidou quando eu era adolescente a ir novamente ao culto. Lembro que queria ir, mas falei a ele que não queria deixar de dançar forró e ele, sabiamente, me disse: Deus não tira nada de ninguém, continue sendo você, mas venha aos cultos que, naturalmente, você vai sendo saciada pela presença de Deus. Aquilo me ganhou! Quando eu comecei a frequentar igreja evangélica todo mundo foi meio estranho. Minha tia Rejane, que é como uma mãe para mim, me estimulou a fazer Primeira Comunhão e Crisma, mas eu já estava frequentando a Igreja Presbiteriana e o padre falou que eu só me crismava se parasse de ir para a igreja evangélica, eu concordei. Deixei de ir só para me crismar, depois que eu me crismei, deixei de ir à missa. Voltei para a igreja Presbiteriana.

Sempre estudei em colégio público até a oitava série e, novamente, por falta de estrutura, fui fazer o ensino médio em Garanhuns, no colégio Santa Sofia, tradicionalmente católico. Lá fiz amigos que trago comigo até hoje! Foi um tempo muito bom e de muitas descobertas. Eu tinha amigos evangélicos e gostava muito da Bíblia, desde criança eu lia, mas nada entendia. Então, eu vivia questionando as freiras sobre as imagens existentes lá e outras coisas relacionadas ao catolicismo, mas sempre as considerava muito e entendi desde cedo, que a fé de alguém é algo que deve ser respeitado. Sempre fui muito questionadora.

Depois desse tempo, fui para o Recife, fazer cursinho. Foi um ano de desafio como nenhum outro. Lembro que fiz terapia para me ajudar a assimilar tantos desafios e mudanças. Foi uma ferramenta muito boa para “organizar” minha alma. Estudava na mesma sala com minha prima e outra colega de nossa cidade. Estávamos todas uma “pilha de nervos”. Lembro que no dia da prova da segunda fase da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, eu ainda estava concluindo minha redação, quando o tempo acabou e uma candidata deu um surto do meu lado para não entregar a prova, e precisei de controle emocional para me desligar daquela cena, voltar para minha redação e conclui-la. Deu certo! Passei no vestibular e me formei em Biomedicina, uma profissão bem interessante e que é minha cara.

No final da minha graduação, não consegui terminar minha monografia e me formar com minha turma, pois problemas da alma não resolvidos e que tinha colocado embaixo do tapete, sem confrontar, me fizeram parar. Tive depressão, pois, por ter sido muito boa aluna sempre, me senti envergonhada por isso. Nessa época, eu já havia feito de Jesus meu Senhor e Ele ministrou ao meu coração sobre ser Sua justiça e que meu valor não estava na minha performance. Agarrei-me com Isaías 41.10 e saí dessa. Inovei com o projeto do site de Biomedicina da UFPE, que fez o meu curso ser na época, ficar na vitrine e ser um dos dez mais procurados da instituição. Dali emendei no mestrado de Bioquímica, e na entrevista de admissão do mestrado, a coordenadora do curso me questionou se eu ia atrasar, como na graduação. Expliquei a ela que se eu estava ali, era porque queria estar, questionei se ela sabia que estaria ali, ao final do mestrado. Ela sorriu para mim, afirmou que não, e me deu a aprovação.

Hoje eu trabalho na minha área. Há três anos comecei a trabalhar como biomédica numa multinacional, trabalho nessa área comercial fazendo a venda e pós-venda do material de coletar o sangue no sistema a vácuo. É bem interessante, eu gosto muito do meu trabalho, porque apesar de exigir muito de mim, encaro como um treinamento mesmo, não só para a vida, como para meu propósito e ministério. Disciplina, contato com pessoas, treinando e corrigindo-as, sempre focada no ser humano, a gente trabalha com vidas. Inicialmente, eu trabalhei “na bancada”, fazendo os exames. Eu tinha o desejo de voltar a minha cidade e contribuir na promoção da saúde. Lá foi meu primeiro trabalho dentro do laboratório. Apesar de ser um laboratório pequeno, atendia toda a cidade e foi minha base profissional. Aprendi muita coisa lá! O Espírito Santo me trouxe uma sensibilidade para olhar o paciente não como um número a mais na rotina laboratorial e fazer o extra. Muitas situações aconteceram que pude ajudar diretamente.

Lembro de uma situação que foi solicitado um exame de classificação sanguínea de uma gestante que estava na sala de cirurgia para fazer uma cesária. Olhei para o soro dela e vi que estava com aspecto ictérico, o que poderia sugerir uma hepatite. Esse quadro, na situação dela, seria perigoso e fui correndo falar com a médica. Quando cheguei no setor, a cirurgia tinha acabado e a médica ficou muito apreensiva, pois passou a suspeitar de uma síndrome de Hellp, que leva a paciente a óbito. Era mais grave ainda do que eu pensava! Assim, a médica solicitou novos exames, corri para fazer e foi confirmado, infelizmente. A paciente foi transferida ao IMIP e ficou na UTI por alguns dias. Ela ia morrer, e ninguém nem ia saber o porquê. O bebê ia ficar sem mãe. Sou muito grata ao Espírito de Deus por essa percepção e sensibilidade. Estou falando de propósito.

Escolhi a Biomedicina por ser muito curiosa. Eu gosto de entender como o corpo humano funciona. Sempre tive aptidão para a área de saúde.

Primeiramente, eu queria ser dentista pela habilidade manual, mas aí conheci a Biomedicina e me apaixonei pela profissão. Ela surgiu na década de 60 para dar suporte a outras áreas da saúde, hoje em dia a gente conhece o biomédico como analista clínico, aquele que faz os exames do laboratório, mas existe uma gama de atuações que a gente pode ter. O que me encanta na área é poder entender o corpo humano em detalhes, sempre que Deus fala comigo, Ele sempre faz um paralelo com algo que estudei na Biomedicina. Um paralelo entre o corpo humano e o Corpo de Cristo, na questão de honra e unidade é  o que tem sido ministrado a mim há um tempo. É bem legal!

Quando vim morar em Recife, na época do cursinho, procurei várias denominações evangélicas para frequentar, mas quando fui num culto do Verbo da Vida e experimentei o mover do Espírito e a Palavra da fé, algo borbulhou dentro de mim. Era exatamente o que eu procurava! Uau! Fui batizada no Espírito Santo sozinha, enquanto estava extraindo DNA em uma sala da Universidade. Na ocasião, eu lembrei do versículo que dizia que Deus dava o Espírito Santo como um grande presente para aqueles que O pedissem. E foi o que fiz. Pedi e fui batizada ali. Foi tremendo!

Então fui para um acampamento de jovens em Natal pelo Verbo da Vida. Pastor Humberto Albuquerque era o ministro e numa manhã, no começo do culto, ele falou que orou a Deus na noite anterior e o Senhor o instruiu para não ministrar a Palavra, pois o próprio Espírito Santo iria ministrar, individualmente, a cada um de nós.

Fui para o fundo da sala e fiquei adorando a Deus no cantinho. Lembro que estava tão machucada, perdida, desestruturada emocionalmente. E ali fiquei, então, em um dado momento, eu prostrada e chorando muito, tive uma visão aberta da cruz na minha frente. Em certo momento, vi que tinha sangue pingando sobre minha mão esquerda, e com meus olhos fui buscar de onde estava vindo aquele sangue e vi que vinha dos pés de alguém que estava cravado na cruz. Segui olhando, e vi a face de Jesus. Ele estava desfigurado, muito machucado. Eu senti uma dor indizível e chorava muito. A minha autoestima era tão baixa que eu não acreditava que aquela entrega havia sido por mim. Essa foi a experiência do meu novo nascimento, eu senti as dores de parto espirituais, comecei a brigar com Deus dizendo que ele tirasse Jesus da cruz. Eu sentia uma dor no espírito muito grande, e de repente, escutei uma voz, me dizendo: “Eu te amo! Eu sempre te amei assim”. Não acreditava que o mal tinha vencido o bem. Seguiu-se um silêncio e Ele não descia da cruz.  Depois ouvi uma voz me chamando, quando olhei para trás, era Jesus ressurreto dizendo que eu O esperava que Ele voltaria para me buscar, e que todos os dias estaria comigo. Pediu para que eu levasse esse amor ao mundo.

Sem dúvidas, foi um dia marcante em minha vida. Desejo que as pessoas experimentem isso e tenham uma revelação do quão valiosas são. Isso é libertador! Quero levar essa mensagem às pessoas pelo Espírito de Deus.

Passei um tempo bem sedenta da Palavra e certo tempo, passei uns meses assistindo uns DVD’s do Diante do Trono, entre eles “Quero me Apaixonar”, fiquei encantada com o mover profético que esse grupo traz nas cidades onde os DVDs são gravados, e subiu ao meu coração o desejo de ir até Belo Horizonte. Não entendia bem o que estava indo fazer lá, mas entendi que precisava ir. Fiz uma viagem a passeio com minha mãe e minha tia para lá e acabei indo na Lagoinha no culto de domingo. Não sabia que Ana Paula iria estar lá, mas ela iniciou o culto cantando exatamente a canção “Quero me Apaixonar”. Ao final do culto, tinha uma fila enorme para falar com ela, e quando chegou minha vez, eu ainda não sabia bem o que estava fazendo ali, mas falei para Ana Paula: “Sou de Recife e vim trazer um abraço do povo pernambucano. Amamos muito você!” Ela me olhou bem nos meus olhos e disse: “Minha irmã, você não veio aqui por acaso. Hoje de manhã orei por Recife e você foi a resposta de minha oração!” Naquele momento, eu sabia que o DVD do ano seguinte, seria gravado em Recife. E assim foi!

Depois disso, houve um evento de jovens em Recife (amo os eventos de jovens!) e conheci o pastor Isaac Almeida e os jovens da igreja de Caruaru. Decidi que naquele ano, faria o Centro de Treinamento Bíblico Rhema lá, para conhecer mais da Palavra de Deus. E assim o fiz. Todos os dias de aula, eu viajava com ônibus da faculdade, 140 Km  para assistir às aulas. Na matéria Fruto do Espírito, conheci Dione Alexsandra, minha professora. A matéria foi marcante em minha vida! Começou com um abraço e terminou com um gesto de honra dela, quando me escolheu para lavar os meus pés diante da turma. É um turbilhão de emoções ter seus pés lavados em público por alguém que admiramos! Como sou grata ao Espírito e a ela, por ter vivido tudo isso.

No segundo ano do Rhema, na matéria Família Cristã, pastor Isaac me chamou no intervalo de uma das aulas, e disse que reconhecia em mim um chamado de Deus e que eu precisava ser treinada por ele. Então me convidou para morar em Caruaru, e me mudei para lá, ao longo do segundo ano do Rhema. Logo, me escalou para ministrar nas congregações. Foi assustador, mas bem empolgante!

Eu sempre tive o sonho de casar com uma pessoa que cumprisse o chamado comigo. Um amigo me chamou para um evento e para um aniversário surpresa que aconteceu após um culto, e fui. Era de um grupo de missionários de Portugal, e lá conheci Emerson. Ele bem brincalhão, perguntou se eu era solteira e pediu para eu colocar o meu nome em seu celular. Nesta noite, especificamente, ele pegou meu número e orou por mim, de madrugada. Depois desse dia, a gente continuou conversando e foi muito interessante. Gostei do jeito dele e me permiti continuar conhecendo ele melhor. Então, ele disse que íamos para o próximo passo. Pensei em namorar, noivar e aí ele falou em nosso casamento. Disse que ele era bonito e não precisava estar desesperado para casar, aí ele me corrigiu e disse que não era desespero, e sim saber o que queria. Ganhou pontos comigo! Essa firmeza dele e a sensação que ele não “iria soltar minha mão” nos levou a ir adiante.

Nós namoramos um ano e quatro meses. Resolvemos noivar no dia do meu aniversário, lá em São Bento do Una, pois era um período festivo na cidade e minha família estava toda lá. Aproveitei para apresentar a cidade a ele. Por ocasião da festa, comecei a ouvir rumores que estava tendo assaltos na cidade! Fomos numa loja de uma amiga que vendia roupas, eu fui lá para prestigiá-la. Tinha sacado um dinheiro, e entreguei a Emerson com minha bolsa e celular. Quando estava no provador, dois caras entraram na loja para assaltar, Emerson escondeu a bolsa e enfiou o dinheiro dentro das calças. Os assaltantes viram algo e apontaram a arma para ele. Eu de longe só ouvia e orava. Claro que o ato de coragem dele com minhas coisas me transmitiu uma boa mensagem, embora ele tenha sido meio louco. Agiu no impulso. Tudo acabou bem, eles foram embora e nada nosso foi levado. Ali pude ver, duas coisas: o diabo investindo claramente para frustrar nosso sonho e o caráter de Emerson, cuidadoso, como de fato ele é. Nesse clima de adrenalina e romance, nós noivamos.

Dia 01 de setembro de 2018, casamos próximo a arena Pernambuco, em São Lourenço, no Recife. Decidimos inovar em nosso casamento. Gostamos de ser inovadores e sair do senso comum. Nosso casamento foi ao ar livre, num lugar chamado Sítio Horizonte Azul, e nesse horizonte, dava pra ver Recife e boa parte do mar, que amo tanto.

Escolhemos cada fornecedor a dedo, uns foi o próprio Espírito de Deus quem escolheu por nós. Estava tudo lindo e no meio do dia, enquanto eu me arrumava, lá mesmo no local do evento, o tempo fechou e a chuva chegou durante a cerimônia e foi aquela coisa! Minutos antes, aquele clima de apreensão no ar, era perceptível nos olhos dos meus pais, mas eu estava sobrenaturalmente tranquila. Apareceu um arco-íris no meio da cerimônia, em meio às nuvens cinzas.  É o símbolo da aliança de Deus né? Nunca vi aparecer um com o tempo fechado, ele geralmente aparece quando o tempo está abrindo. Quando o pastor parou a cerimônia e nos mostrou, ele lá no céu, para nós foi o ponto alto da celebração. A gente se emocionou muito porque lembramos, que no dia do pré-wedding, também foi um dia de muita chuva em Recife. Fomos para uma cidade próxima, Igarassu, e ao invés da chuva, apareceu um lindo arco-íris, que abrilhantou nossas fotos. Ele segue a gente, a gente o decodifica.

Ah! Nosso casamento foi tremendo, surpreendente! Quando o pastor terminou de falar sobre o arco-íris, um casal de pássaros passou cantando sobre nós. Tinham muitos elementos proféticos ali. Foi muito, muito lindo!  A chuva parou depois da cerimônia, só estava ali quem amava a gente, porque o pessoal estava no frio, na chuva, e quando faltavam 15 minutos para acabar a festa a chuva desceu com toda a força.

A aparição daquele arco-íris é como se Deus nos dissesse: “Sigam em frente que eu estou com vocês!” Aquilo ali foi Isaías 41.10 em forma da aliança divina. “Sigam em frente que eu estou segurando a mão de vocês, mesmo que assustados, como esse novo tempo”. Nosso desejo, era fazer um casamento com mensagem evangelística para que muitos dos que ali estavam, (tinha muita gente não cristã), pudessem perceber a presença e cuidado de Deus. E foi isso que ouvimos de muitos convidados que estavam lá conosco. Ficamos muito felizes.

Meu referencial de casamento não era dos melhores, mas resolvi crer na proposta de Deus e crendo que casamento é algo que Ele fez, então só é pegar os princípios certos e ir adiante com medo e tudo! Hoje temos 10 meses de casados. Casar é algo divino, uma proposta diferente. Algo muito bom, se feito sob a orientação do Espírito de Deus.

Eu tenho vários sonhos. Fui chamada de sonhadora muitas vezes, e de fato, sou. Tenho o sonho de levantar pessoas, ajudá-las a enxergarem o seu valor e viverem livres de culpa, de medo. Assim como ajudá-las a cumprirem o propósito para o qual nasceram, porque isso faz parte do meu propósito. Tenho o sonho de ter dois filhos, já comecei a família, mas faltam os filhos. Tenho o sonho de ver minha família conhecer o amor que eu conheço, de serem alcançados pela graça de Deus e não andar batendo a cabeça na parede, sofrendo por ignorância a respeito do caráter de Deus, mas tenho aprendido que existem escolhas e que não sou responsável pelas escolhas de outras pessoas. O livre arbítrio.

Também tenho o sonho de viajar por países, conhecer outras culturas e levar o amor de Deus às pessoas, porque gente é gente em qualquer lugar do mundo, sujeitas às mesmas frustrações, enganos e clamores da alma, quantos gritos de dor estão silenciados perto e longe de nós. Quero poder intervir nisso. Isso é gratificante demais. Eu acredito no ser humano, por isso nunca desisti de mim mesma! Tenho também o sonho de ter um negócio, de ser empreendedora, de fazer doutorado na minha área. Desde criança, eu dizia que queria dirigir bem, falar inglês fluente e cozinhar bem. Tenho esse sonho guardadinho e em desenvolvimento. Sobre cozinhar, adoro assistir programas de culinária como “Masterchef”, pois acho uma arte muito nobre. Mas apenas ver cozinhar não me faz, nenhum um pouco, uma cozinheira. Mesma coisa com a Palavra, só ouvir não nos traz mudanças. Precisamos meditar e colocar ela para dentro! Essa relação do natural e espiritual, no que se refere a nutrir-se me chama muita atenção! Assim, sigo a eterna busca do  equilíbrio entre ter um estilo de vida saudável, com alimentação e exercícios, lazer, relacionamentos.

Comecei a viajar sozinha com 12 anos, quando vinha para a manutenção do aparelho ortodôntico em Recife, pois na minha cidade também não tinha.  Era um desafio! Peguei gosto nisso, pois amo viajar. Tenho muita vontade de conhecer países específicos, como Portugal, a Itália, a Alemanha e explorar o Brasil e América do Sul. Esse ano, realizei um sonho antigo de ir na Chapada Diamantina fazer trilha. Lugar lindo!

Só tive uma experiência fora, quando fui para o Chile, achei fantástico e foi impactante para mim o conhecimento de culturas diferentes. Lá, conheci uma artista de rua cega que tentava ganhar dinheiro e junto estava o filho pequeno, amarrado numa corda em sua cintura. Aquilo mexeu muito comigo, eu tive desejo de falar do amor de Deus, mas eu não falava a língua dela, por mais que fosse espanhol, era muito rápido, então me senti limitada em não conseguir alcançar pessoas. Por isso, para se fazer missões, existe a necessidade de preparo.

Gosto muito de ir à praia, ver o mar me acalma. Andar de bicicleta no domingo, fazer atividades ao ar livre, ficar em casa, ver filme com meu esposo é algo muito bom. Sobre as séries, eu tenho um pé atrás em começar, porque é um caminho sem volta. Assisto “Greys Anatomy” e gosto muito, de ver a humanidade por trás da performance daqueles médicos. Gosto de ir ao cinema, de juntar amigos em casa, ficar jogando conversa fora e de preferência edificante, é muito bom. Por gostar muito de ler, termino gostando muito de escrever. Não sei, na verdade, se tem relação, mas escrever é algo terapêutico para mim. Um sonho que tenho é escrever livros, no plural. Tenho esse desejo!

Daqui a cinco anos, eu me vejo mãe, com mais viagens no currículo, desenvolvendo o ministério, ensinando a Palavra da forma mais simples possível, onde eu estiver será meu púlpito. Espero ter mais frutos do Espírito expressos, com caráter melhor e alma mais ajustada, para ser mais com Jesus, esse é meu alvo.

Muitas pessoas me inspiram e sou grata a elas. Vou começar por Dione Alexsandra. Sou muito grata por tê-la por perto. Ela me inspira e me ensina muito mesmo. Uma das coisas que aprendo com ela é a cuidar da nossa alma para continuar seguindo e cuidar de quem está perto de nós, olhando o próximo com misericórdia, compaixão e sem julgamento. Essa é a essência do Evangelho. Ela é como um termômetro.

Meu pastor Humberto Albuquerque, também me inspira demais com sua vida e firmeza na Palavra. Pastor Carlos Junior, e seu ensino sobre honra, também me edifica muito. Sempre escuto, assisto e leio Joyce Meyer. Minha ministra preferida! Gosto do ensino de Marcos Honório Junior,  Luciano Subirá. Da firmeza profética de Sâmia Rocha, da simplicidade e profundidade do pastor Edimilson Nunes. Recentemente, puder ter acesso aos livros de Rick Renner e tenho amado a profundidade da essência grega original das palavras.

Eu sou muito grata ao Espírito de Deus, porque sem Ele não sou nada. Ao meu esposo Emerson, minha família, sempre serei grata. Grata a própria Dione Alexsandra, aos professores do Centro de Treinamento Bíblico Rhema que me marcaram. Sou grata ao meu pastor Humberto Albuquerque, o próprio pastor Isaac e Sayonara, pastor Gilmar e Célia, Fabio Amorim, aos meus líderes do departamento, pastor Edgley e Cláudia, e Paulo e Débora, para essa fase. Enfim, a todos que me ajudaram a me superar acreditando em mim e me ajudando a fazer o mesmo. E também sou grata a mim mesma, por nunca ter desistido e continuar insistindo em ser minha melhor versão.

1 COMENTÁRIO

  1. Muito lindo ,um testemunho edificante e muito corajoso . Continue firme ,te alegrando no Senhor e certamente ele realizará o desejo do seu coração

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