Tenho 16 anos. Sou de Campina Grande. Eu gosto muito da minha cidade. Já visitei outros lugares, mas Campina, apesar de ser uma cidade pequena, é o único lugar em que eu gostaria de morar hoje. Acho que por ser pequena, Campina é uma cidade acolhedora. Não tem tanto estresse no trânsito. Amo onde moro! Aqui, perto do Açude Velho, é um lugar calmo e sereno. Às vezes, vou ao shopping, mas fico mais em casa. Quando saio, é para a casa dos amigos ou para fazer algo com eles. Em casa, amo ver filmes, em especial os dramas. Gosto daqueles filmes que terminam, mas se prolongam em você, por dentro, durante um tempo. Amo tocar meu teclado. Gosto muito de ler e de ficar à toa.

Sei que a minha família é um referencial no ministério e isso não pode ser desconsiderado. No entanto, isso é algo que não gosto de destacar, porque eles não são só isso. Meus pais – João Roberto e Jannayna Albuquerque – são, sim, aquela família que todo mundo olha, mas o que me construiu, o que me fez ser a pessoa que sou, foram meus pais humanos, pessoas normais. Eles são importantes para mim. São um abrigo para a minha vida. Vejo muito dos meus pais em mim, um pouco de cada um. Quando era bem pequena, havia coisas em que eu sempre falhava, e meus pais sempre estavam ali para me ensinar o certo. Hoje, já me vejo acertando nessas áreas.  A família é fundamental; por isso, o diabo tem tentado machucar tanto essa criação divina. Tenho contato com adolescentes na igreja e fora dela, na escola, que têm famílias completamente desestruturadas. Eles não têm base; seus pais não são presentes, desencadeando várias faltas e carências. O diabo não investiria tanto em algo que não fosse tão importante e determinante.

Meu pai não está na liderança da Igreja Sede em Campina Grande só porque Deus o chamou ou porque ele tem cara de pastor. Ele está ali, porque ele merece estar ali. Ele é um homem fiel a Deus em todas as áreas. Ele é o que ele prega; nunca vai pregar algo que não tenha se esforçado antes para cumprir. Ele me ensina de todas as formas. É muito excelente nas coisas em casa. Ele diz: “Bia, lave essa louça”. Eu lavo, e ele diz: “Por que não limpou a pia e o fogão?” E falo: “Pai, o senhor me mandou lavar a louça!” Por meio desses momentos, vejo que ele me ensina a ir além do que é preciso. E ele sempre fala: “Bia, se você for excelente em uma louça, você vai ser com o Senhor. Se você não consegue reconhecê-Lo na arrumação do seu quarto, não irá reconhecê-Lo em outras áreas”. Quantas vezes pensei: “Que saco!” No entanto, essas coisas que ele faz me ensinam muito. Eu sei que, quando eu sair daqui para a minha casa, levarei essas marcas.

Ele me ensina a valorizar o meu tempo com Deus, principalmente quando eu vejo meu pai com tantas coisas para fazer e, ainda assim, tendo o seu tempo com Deus com tanta excelência. Isso me constrange, porque, às vezes, eu me vejo tão desocupada, colocando outras coisas no lugar.  

 

Sou filha do pastor João, mas, aqui em casa, ele é só meu pai. Ele consegue transmitir um padrão de pai, de marido e de pessoa. É muito amoroso com a gente, com mamãe. Pessoas me dizem: “Bia, acho que teu pai deve trancar vocês no quarto e obrigar a ler a Bíblia e orar!” (risos) Ele não é assim, gente! Ele nos trata com tanto amor! É sensível e deseja o nosso afeto. Eu pareço com ele em algumas coisas, mas pareço mais com a minha mãe.

Muito da minha mãe está em mim. Até o gosto musical, de filmes, de roupas peguei dela naturalmente, na personalidade. Ela é muito importante para mim. Minha mãe é minha amiga. Vejo tantas meninas sem essa abertura com os pais, mas ela sempre teve essa abertura comigo. Assim como ela é brava no púlpito, ela é brava na vida. (risos) Se fizer algo errado, ela me corrige. Porém, isso é fundamental, e eu só tenho a agradecer a ela por isso.

Ela é um exemplo para mim. Sempre foi apaixonada em ser mãe; essa paixão por ser mãe a faz nos amar como filhos, vendo, em nós, a realização dos sonhos dela. Biel é um pequeno sonho. Eu sou um pequeno sonho e Bebel também. Ela não nos mima, mas nos enche de carinho e dá importância ao tempo conosco. Ela se sacrifica para passar tempo conosco, mesmo sendo ocupada. Ela sempre buscou tempo para estar e valorizar esse tempo comigo. Essa mãe apaixonada que ela é me despertou o desejo de ser mãe também um dia, porque vi nela isso.  

Tenho dois irmãos: João Gabriel, o mais velho, com 21 anos e Isabel, a mais novinha, com 10 anos.

Eu e meu irmão temos apenas 4 anos de diferença. Quando éramos pequenos, brincávamos muito juntos. Depois, ele foi crescendo; entrou na adolescência, e eu ainda era uma criança. Então, ele começou a ficar no mundo dele e eu no meu. Criou-se essa distância natural, mas ter um irmão, homem, mais velho é diferente; ele é como um braço do meu pai para mim. Sei que, se meus pais viajarem, ele vai nos levar na escola, fazer compras e resolver essas coisas. Isso é uma responsabilidade que caiu no colo dele. Meu irmão está presente; é um cuidado a mais, e eu me sinto segura. Sei que posso contar com ele, e isso é importante. Ele me ensina muito, mesmo sendo muito calado. Porém, até nisso, ele me ensina. Consigo tirar proveito dessa relação com ele; me alegro com o crescimento dele. Eu o vi em tantas fases da vida e, hoje, me orgulho do homem que ele se tornou. Existe um chamado na vida dele; um chamado que é notável.

Minha irmã Bebel e eu somos bem próximas. Eu sou para ela o que Biel é para mim, ou seja, sou um braço da minha mãe para ela, mas tento fazer isso de uma forma mais lúdica. Cuidar dela de forma que ela seja minha amiga e que ela saiba que pode contar comigo. Eu não tive uma irmã mais velha e sinto falta disso, mas quero ser para ela o que eu não tive. Me esforço para ser a melhor amiga. Tem coisas que passei que eu não precisava ter passado; outras, eu podia ter passado de uma forma melhor. Porém, eu não tinha uma irmã para me falar isso. Ela ainda é criança, mas será adolescente, e eu poderei dizer do que já vivi, das vezes em que quebrei a cara e aprendi. Essas lições, eu passarei para ela. Vê-la crescer me dá um desespero, porque ela era o bebê da casa e hoje já está com 10 anos. Mas existem flores em cada fase.

Sou filha de pastor. Cresci nesse contexto e já tive que “engolir” muitas coisas; precisei me adaptar a tantas outras. Eu não escolhi ser filha de pastores. Deus os escolheu, e eu tive que me adaptar. Eu sei que não podia me revoltar, fugir de casa, deixar de ser filha deles; então, o que eu poderia fazer? Me adequar a essa condição. O Senhor cuida da gente de uma forma muito especifica e isso é lindo! Eu sei que existem pessoas que estão perto de mim, por vezes, porque eu sou filha de pastor; outras querem me promover só por causa disso. Isso me machuca, mas Deus me poupa de presenciar algumas situações.

Existem cravos nessa vida de filha de pastor. Há uma expectativa das pessoas em relação a mim que não é justa; sou uma pessoa normal, suscetível a erros. Mas não sofro. Deus não é injusto; se fui submetida a isso, ele se encarrega de me manter em pé em meio a tudo.  Eu tento levar da melhor forma possível e ficar bem com isso; se eu me importar demais, não vou aguentar. Eu sou filha do pastor presidente da Igreja sede em Campina Grande. Uma referência para as outras igrejas! É muita responsabilidade sobre os meus ombros e eu nem escolhi isso. Conto com o Senhor para me abastecer com graça e amor. As pessoas não têm a obrigação de me compreender e muitas fazem o que fazem por falta de esclarecimento; então, conto com o Senhor para amá-las mesmo assim. Decidi acatar que sou um exemplo, porque, querendo ou não, é assim. Não quero ser uma pedra de tropeço para ninguém; preciso me submeter a coisas que, talvez, outras pessoas da igreja não precisem.

Se alguém me perguntasse: “Você seria esposa de pastor?” Antes, talvez dissesse que “não”, mas, hoje, acho que

 sim, porque vejo que meus pais passam por pressões, por serem muito vistos e pelas responsabilidades; porém, há uma graça, para eles conseguirem desfrutar da vida mesmo em meio a isso. Eu sei que, onde eu for, sempre serei filha de pastor. Já vivo essa renúncia constante; então, já estou no embalo! Se precisar, serei esposa de pastor. (risos)

Amigos são maravilhosos! Da mesma forma que eles podem influenciar positivamente, eles também podem negativamente; porém, nunca tive muitas amizades que me influenciaram negativamente. Sabemos o que é bem óbvio: que os amigos vão te atrair para o que é bom, se eles forem bons. Eu sempre entendi isso. Tenho muitos colegas, mas amigos são poucos. Amigos são os que estão realmente mais perto. Não vale a pena estar perto daqueles que irão nos afastar de Deus, da verdade e do que é certo.

Sempre tive amigos muito fiéis e determinantes de quem sou hoje. Quando era pequena, eu tinha amigas maravilhosas; amigas que estão comigo até hoje. Outros amigos chegaram com a adolescência; sou muito grata a cada um deles. Eu sempre fui a mais nova dos meus amigos e ainda é um pouco assim até hoje. Às vezes, eu queria brincar com as minhas amigas, mas elas queriam se maquiar, e eu ficava com raiva delas por isso. Mas fui crescendo… fui começando a entender.

É bom ter amigos, mas não é preciso ter vários. Você tendo um, dois, amigos com quem pode contar é muito importante. Os amigos são uma benção na minha vida! Quando vejo amigos fervorosos, pegando fogo, eu quero esse fervor para mim também. Quero ser instigada a estar no mesmo passo que eles. Esse tipo de amigos que vale a pena se ter. Amo meus amigos e, eles têm um papel fundamental. Eles conseguem deixar marcas em mim que eu nunca conseguiria alcançar sozinha.

Em dias difíceis, de dor, eu corro para Deus. Tenho também amigos pontuais com quem converso e me aconselho. Sou mais doadora; sempre digo aos meus amigos: “Conte comigo! Qualquer coisa, me procure”. Porém, para eu pedir ajuda, procuro só alguns específicos. Não compartilho a minha dor com tantas pessoas. Um, dois, três, no máximo, que eu abro o meu coração e digo: “Preciso de ajuda”. Realmente, decidi colocar Deus como minha fonte. Consigo ajuda dos meus amigos; porém, a ajuda que me lê, me decifra e sabe exatamente a resposta para mim vem dEle.

Na minha vida, houve momentos de dor intensa, e pude provar disso. E, depois de algumas experiências, eu não procurei alívio em mais nenhum outro lugar. Pensei: “Meu Deus, eu estava com esse vazio dentro de mim, e ninguém conseguiu me dar respostas. Só você!” Experiências me ensinaram que, não só a ajuda verdadeira vem de Deus, como também a solução para qualquer coisa.

Amo a música! Com apenas 5 para 6 anos, comecei a gostar de música por conta da minha mãe. Ela sempre gostou; ela sempre me expôs à música. Quando estava na salinha de 9 a 11 anos, na igreja, comecei a cantar. Achava muito bom, mas desejava mais. Sempre achei lindo pessoas que têm o dom para a música; quando via uma criança tocando, ficava “acabada”. (risos) Piano sempre me tocou muito! Sei o quanto eu desejei aprender a tocar; porém, não sabia que Deus iria me usar tanto nisso. Lembro que fui para um acampamento de líderes e vi uns jovens tocando enquanto eu cantava; eu fui despertada, ali, ainda com uns 13 anos. Eu pensei: “Quero um teclado!” Fui no computador e pesquisei vários teclados; criei o projeto “Meu Teclado” no Word e ficava procurando preços na internet. Fiz um documento e entreguei aos meus pais. Eles riram e ficaram olhando para mim. Diziam: “depois…”

Eu assistia a muitos vídeos de pessoas tocando piano; me acabava de chorar, mas não entendia ainda tudo aquilo. Eu queria aprender; queria meu teclado. Já perto do meu aniversário de 14 anos, eu falei: “Cadê meu teclado? Vocês estão escondendo onde?” E eles falavam: “Pare de criar essas coisas, Bia!” Acabaram comprando! No meu aniversário, dia 23 de junho, à meia-noite, eles me deram o meu teclado. Meu Deus! Comecei a chorar. Fiz 3 meses de curso em uma escola de música, mas depois parei. O que aprendi me deu base para esse começo. Na escola, aprendi mais teoria musical, porque fui pegando a prática aos poucos em casa mesmo. Depois de um tempo, o Senhor me falou que iria me promover nessa área. Foi profetizado sobre a minha vida, mas eu pensava “Meu Deus…”. Tudo era grande demais para meus pensamentos pequenos.

De repente, surgiu um convite aqui, outro ali. E eu cantava, adorava ao Senhor do meu jeito. As pessoas eram tão tocadas, e eu não entendia. Foi quando o Senhor começou a me revelar que era assim que Ele me levaria a lugares; através disso, eu alcançaria pessoas. Passei a entender que não era eu; era a unção que tocava as pessoas. E, a partir daí, a música se tornou parte do meu chamado. Antes era um desejo, mas, hoje, é uma parte de mim. É o meu canal para adorar a Deus. Amanhã, pode ter outros instrumentos, porque eu desejo aprender a tocar outras coisas, como violão.

A música atinge lugares que as palavras não atingem. A Palavra de Deus cantada consegue ir bem mais fundo do que, muitas vezes, uma Palavra de Deus falada. Quando estou cantando, busco isso! “Senhor, como posso te dar algo genuíno, que levará pessoas a fazer o mesmo?” Às vezes, alguém está pregando e fala algo forte, e eu penso: “Meu Deus, está precisando de um teclado!” Quando o tecladista sobe e dá aquela primeira nota, a atmosfera muda. Essa é a importância, porque Deus criou a música! Acho que Ele a criou com um pedaço dEle nela. Creio que haverá um despertamento maior sobre isso na Igreja.

Muitos me comparam à Laura Souguellis. Eu gosto muito dela; ela já me abençoou muito. Suas músicas me abençoam muito, mas não me acho tão parecida com ela. Eu me espelho nela, mas ela não é a minha principal referência. Eu escuto muito Bethel Music. Eu amo! Uma das minhas maiores referências de lá é a Steffany Frizzell. Ela me ensina tanto; é tão entregue, tão intensa. Ela se ajoelha, tira os sapatos…. Não é para mostrar nada para ninguém! É como ela adora! Amo Hillsong também e United Pursuit. Como eu gosto muito de inglês, ouço muitas músicas em inglês. No Brasil gosto de Laura, Nivea Soares, Marcos Almeida, Lorena Chaves e Os Arrais. Algumas músicas novas que têm surgido do Alessandro Vilas Boas, entre alguns outros.

Sei que esse amor pelo inglês tem um propósito, porque estudei e ainda estudo inglês, desde os 6 anos. No início, eu não queria, pois era muito pequena e tinha preguiça. Com o tempo, soube que Deus queria isso para mim, pois meu coração sempre pulsou pelas nações de língua inglesa. Creio que irei e não posso sem saber inglês. Estou finalizando um curso e entendo que ouvir músicas, assistir coisas em inglês e se expor à língua é fundamental.

Ainda não cheguei a um nível tão alto de intimidade com o instrumento. Porém, quando estou triste, gosto de tocar. Às vezes, até crio uma canção de desabafo entre eu e Deus. Às vezes, coloco apenas uma nota e fico lá “aaaahhhhh”, chorando bastante. É bom, quando estou triste, me levantar em Deus. O teclado se tornou um meio a mais de falar com o Senhor, um integrante das minhas orações.  

Um sonho é morar um tempo nos Estados Unidos. O Senhor sempre me direcionou a essa nação e, por um período, eu não entendi o motivo. Hoje, eu vejo que é um sonho que tenho dentro de mim há um bom tempo. Sei que tenho coisas a receber e a realizar lá. Uma saudade é a minha antiga casa no Jardim Paulistano. Foi lá que eu cresci e vivi a minha infância toda, mais de 10 anos. Tenho muitas memórias. Amo o lugar que vivo hoje, mas aquela casa tem muitas histórias. Tinha um porão, e eu amava brincar lá. Naquela casa, eu tinha a minha cadela. Aqui, não posso ficar com ela. Ela não morreu, mas sinto muita falta de viver com ela. Sempre que posso, vou visitá-la; porém, não é a mesma coisa! Amo cachorro.

Acho que é sempre difícil olharmos para nós mesmos e identificarmos coisas boas. Às vezes, vemos mais os coisas ruins. Sou meio “doida”! (risos) Se você perguntar aos meus amigos, eles dirão isso. Sou meio no mundo da lua. Quando criança, eu ficava correndo, imaginando que estava numa floresta. Sou muito sonhadora. Acho que porque também eu sempre assisti a muitos filmes, idealizando muitas coisas em minha cabeça. Imaginava meu namorado, meu casamento, minha casa. Cresci e, hoje, sonho com outras coisas. Vejo que o Senhor me dá liberdade para sonhar, porque ele me assegura de que posso realizar.

Sou muito sensível também (isso nem sempre é tão bom). Eu não sou tímida, mas sou quieta. Em um ambiente que não conheço, sou mais na minha. Gosto de amar as pessoas. Não tenho vergonha de dizer “eu te amo”; gosto de demonstrar amor. Gosto de fazer as pessoas se sentirem amadas, tanto pessoas que conheço como as que não conheço também. Alguns falam que eu sou besta porque me doo a pessoas que, muitas vezes, não valorizam; porém, eu sou besta sim! Gosto de ajudar as pessoas e de acreditar no melhor delas; não gosto de ver a parte ruim das pessoas.

Gosto de tirar o melhor de cada situação! Sou positiva; digo: “Vai dar tudo certo!” A própria situação, às vezes, já nos chama para o pessimismo; então, se formos na onda, a tendência é piorar. É melhor ver o lado bom das coisas. Um defeito que tenho é que sou muito esquecida, desligada mesmo. Você me pede uma coisa, e costumo esquecer. Isso é ruim, porque me prejudica em muitas coisas. Às vezes, sou preguiçosa. Fico levando coisas com a barriga. Eu gostaria de ser mais proativa, mas o senhor está tratando comigo essas coisas. Quando li sobre procrastinação no livro “Jornada para a Liberdade”, de Dione Alexsandra, marquei para ler novamente essa parte, porque preciso melhorar nisso.

Há algumas pessoas a quem eu queria honrar e agradecer. A cada membro da minha família, claro, mas, por ordem cronológica, primeiro a Ritinha (Rita Maluta). Ela deixou marcas na minha vida que nunca vão se apagar. Ela morou alguns anos lá em casa conosco. Ela me amava demais; me “babava” bastante! (risos) Meu Deus, eu a amo muito. Não nos vemos há muito tempo. Quando ela foi embora, eu acho que eu tinha uns 7 anos. Na época, eu não tinha essa noção de internet. Há pouco tempo, conseguimos um contato pela internet, depois de muitos anos sem contato. Foi lindo! Ela chorou, e eu estava com muitas saudades! Ela não se esqueceu de mim, e nem eu dela. Sou tão grata a ela!

Com ela, era uma alegria nova todos os dias. Ela trouxe uma alegria para a minha infância; uma alegria que nunca vou esquecer. Foi naquela casa do Paulistano. Lá, tinha um quarto de visitas – foi onde ela morou. Mesmo após ela ter ido embora, o quarto continuou sendo “o quarto de Ritinha”. Guardo coisas dela até hoje, coisas teatrais e de missões; ela era envolvida com essas coisas. Nem sei se ela vai ler isso, mas não importa. Serei sempre grata a ela!

Sou grata também à Luciana Sousa e à Samara, que eram adultas, mas se prestaram a ser amigas de uma criança. Elas me ensinaram muito; até hoje ainda conto com o carinho e cuidado delas. Não importa as mudanças que a vida trouxe, pois elas estão ali. Depositaram tantas coisas em mim; me deram um olhar belo para a vida. Por isso, sou eternamente grata.

Sou grata a todos os meus líderes dos adolescentes, mas em especial ao Alberto e à Érica. Foram mais de 3 anos junto com eles; um laço muito forte se criou. Eles me ensinaram muito! Criei uma relação com eles além da liderança; ficamos bem amigos. Eles me deram a base; acreditaram em mim e me promoveram. Eles me entregaram o microfone quando eu não me via com um. Eles estavam no meu inicio, e precisamos ser gratos aos que estiveram conosco em nosso inicio.

Encho meu coração de gratidão também para falar dos meus amigos, dos que sempre estiveram comigo e dos que se agregaram à minha vida com o tempo. São muitos nomes, e o espaço não me permite, mas, em especial, eu gostaria de agradecer ao Everton Catão – meu melhor amigo. Ele é o meu primeiro amigo dessa fase da adolescência, de conversar pelo WhatsApp e tudo mais. Eu nem sabia o que era isso antes. Eu lembro que, com uns 12 anos, orei a Deus por um amigo que fosse mais presente na minha vida. Ele veio como resposta. Sou e sempre serei grata pela constância com que ele permanece até hoje.

O que sou hoje é o resultado de todas essas pessoas que passaram pela minha vida, as citadas e as muitas não citadas. Agradeço a Deus por sempre me cercar de pessoas que me amam e me ajudam a ser alguém melhor.

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