O meu maior sonho é: Eu quero mais de Deus, eu quero as manifestações do Espírito. Estamos em um tempo de maior Glória. Quero ver mais dEle em mim. Eu quero Deus, eu sou apaixonado por Deus, quero estar cooperando com Ele. De vez em quando, vamos para a praia orar, é uma onda. Vejo as coisas que eu não conseguia ver quando era “doidão”… (risos). O meu maior sonho é poder estar sempre nessa conexão com Ele. É viver com Ele, viver as coisas dEele, ser um cooperador da obra dEle. O que Ele precisar de mim quero estar disponível. 

Sou João Antônio Grugiki. Sou natural do Espírito Santo, uma cidade chamada Colatina, ainda criança, me mudei com meus pais para a orla do Espírito Santo, para Aracruz. Se eu for contar a minha história não vai dar pra escrever não, porque são muitas coisas (risos). Não tive uma adolescência muito boa, apesar de já ter sido evangélico nessa fase, só que me desviei dos caminhos do Senhor e experimentei o lado negro…

Eu tenho irmãs, são evangélicas também, minha mãe também é. Começou com a minha mãe, meus pais eram católicos, só que a minha mãe, quando veio pra Aracruz, conheceu um casal do sul que abriu uma igreja, a Igreja Batista, ela gostou e começou a levar a gente. Fomos nos firmando nessas verdades, fomos aprendendo. Só que aí eu me desviei, comecei a pegar onda e conheci uma galera muito louca, me envolvi com drogas e, a gente montou uma banda de reggae na mesma época. Eu tinha uns 18 anos.

O legal foi o seguinte, o reggae tem essa vertente de falar sobre Deus, Jah… eu escrevi algumas músicas, a minha fonte de inspiração era a bíblia, olha que doideira! A gente fumava maconha, pegava a bíblia e escrevia as músicas para a banda, pra ser algo bem descolado. Foi assim que Deus começou a nos despertar, começamos a ter encontros com Deus, até ouvimos a voz dEle audivelmente, não era alucinação. Até hoje, todos nós estamos firmes.

Primeiro, um amigo nosso que pegava onda, se converteu, só que nós não éramos muito próximos. Ele se converteu na Missão Surfistas de Cristo e começou a pregar pra gente, ele naquele lance de novo convertido, querendo resgatar as pessoas, eu fiquei muto irritado e aí eu falei: “Não, hoje nós vamos”, isso foi em uma quinta-feira. Quando chegamos na missão, essas coisas são tão reais que parece que foi ontem que eu estava lá … era uma garagem, tinham três cadeiras em cada fileira e uma prancha.  Esta lá atrás, eu tinha um cabelo comprido… antes de ir pra essa reunião, chamei a banda toda e falei:  “Vamos fumar muita maconha e soprar a fumaça na gente”, porque a fumaça deixa mais forte o cheiro da maconha no corpo, só para as pessoas pensarem que fomos lá para perturbá-los. 

Quando acabou a reunião, o ministro perguntou: “Alguém quer falar alguma coisa?”. Uma pessoa levantou a mão e pediu para falar no momento que ela levantou, ficava olhando para trás para me ver, ela não sabia que eu estava lá e falou: “Eu quero falar pra aquele cabeludo que está lá trás”. Foi um baque, “Como assim? Como que ela sabe que estou aqui?”. E ela falou: “Ele tem que falar: eis-me aqui”, na hora, pra não me intimidar, falei “Eis-me aqui”, e fui embora pra casa. Na sexta-feira, nós nos reunimos de novo, colocávamos a fitinha do reggae lá que a gente gravava nos rádios, o reggae raiz que falava de Deus, das passagens bíblicas, fumava uma maconha e pegava a bíblia para nos inspirar a escrever algumas canções para a banda, era aí quando o Espírito Santo trabalhava na nossa mente. 

No domingo seguinte, fomos beber e fazer umas coisas que tínhamos marcado pra fazer e acabou que não deu certo, nós voltamos frustrados. Encontramos a minha mãe que estava indo para a igreja e eu embriagado, minha mãe falou: “João, por que é que você não vai pra igreja?”. E eu fui.  Meu amigo Michel e outro amigo nosso e fomos. Quando chegamos na igreja parecia que tínhamos combinado com os outros meninos, tinham 16 pessoas lá do nosso grupo, foi todo mundo sem combinarmos nada. Quase que não teve culto na igreja, porque a gente era conhecido no bairro, ninguém queria estar onde nós estávamos. Acho que foi como se um grupo de terroristas entrasse nessa igreja. Não procuramos um lugar para sentar, ficamos num paredão lá trás e, o pior de tudo era que eu estava alterado e os outros meninos também. Lembro que eu olhava para os irmãos e eles estavam sem reação. Nessa hora, o pastor começou a ser mais ousado…

No final, ele leu uma passagem em apocalipse que fala “Conheço as suas obras..”, e ele continuou lendo o versículo e eu vi que isso era para mim. Foi quando eu me converti. O menino mais atentado da turma, estava chorando igual um doido e eu falava: “Meu Deus, para esse cara está pagando mico…” Eu me levantei, chamei ele, ficamos em pé de frente pra o pastor e ele do meu lado. De repente, vi que ele ia me empurrando para o lado da porta, que era na lateral, quando abri os olhos para ver o que era  todos os 16 rapazes estavam aceitando a Jesus.

O pastor da nossa igreja deu uma ocupação pra gente. Nós alugamos um ponto, um prédio pequeno, levamos duas maquinas de costura e retalhos e, começamos a costurar, essa era a nossa ocupação, fazer trapo e vender para nos manter. No início, as pessoas passavam e nos viam lá e pensavam: “Isso virou ponto de droga!”. Antes, nós tínhamos muitos problemas com os policiais e, foi algo tão bacana que um dia  chegou uma viatura lá, com um elemento, o policial abriu a porta, desceu com ele e falou: “Gente, dá um jeito nesse sujeito aqui. Não tem mais solução pra ele, mas se pra vocês teve, vocês podem ajudar a ele”, deixou pra gente… ficávamos o dia todo ali.  Foi assim que nasceu o Centro de Recuperação.

Nessa mesma época, o Rhema, o Verbo da Vida, chegou ao Espírito Santo, com Elizeu e Ana Linda Torres. Eu era da região, conhecia todo muno, conhecia o pai do Paulinho Aguiar, assim me disseram que eu tinha que fazer o Rhema. Tínhamos acabado de mudar o centro de recuperação para uma casa maior e eu era um líder na casa de recuperação, nem fui internado e já passei a ser monitor, por isso não podia fazer o Rhema. Mas, assisti uma aula demonstrativa e lá fiquei. Eu fiz o Rhema e minha vida foi completamente transformada.

Em 2014, minha irmã veio estudar em Recife-PE, fazer doutorado, eu estimulei ela a procurar o Verbo da Vida aqui em Recife e ela veio. Começaram a anunciar a Escola de Ministros Rhema e ela falou “João, tem Escola de Ministros e tal” e, Deus falou comigo “Você vai pra Recife, fazer a Escola de Ministros”. Em 2011, eu tinha pedido a Deus uma moto, eu falei “Deus se você me der uma moto eu vou para o Rio de Janeiro fazer Escola de Ministros”.

Mas, agora, não era mais o Rio de Janeiro, era Recife. Eu tinha um amigo que era mecânico de moto e ele falou “Cara, não vai não. Você é doido. É um percurso muito longo daqui para Recife”. Mas, eu vim. O primeiro dia foram 1000 Km e não aconteceu nada, no outro dia, lembro que estava em Salvador, e decidi ir para Recife direto. Mas, eu esqueci de apertar o pneu e andei 100Km com o pneu frouxo, foi quando lembrei que não tinha apertado o pneu, o parafuso já tava quase saindo.. vi o cuidado do Senhor em todo o tempo. Cheguei aqui ninguém me conhecia.

Em 2015, fiz a Escola de Ministros. Ninguém me conhecia. Encontrei a Aldirene, esposa do pastor Euzébio, ela era a diretora da escola, falei que eu ia fazer e que não era do Verbo, não tinha uma carta de indicação de ninguém e, eles procuraram me conhecer, foram uns pais pra mim.

Eu era uma pedra de ouro bruto, por exemplo, hoje eu posso ser um anel que tem uma serventia para alguém, mas para um anel ser um anel ele passou pela mão de alguém. Pessoas viram potencial em mim e me lapidaram, investiram em mim até eu me tornar essa benção que as pessoas dizem que eu sou hoje. O pastor Humberto financiou a escola de ministros, me chamou para trabalhar na igreja, hoje eu sou o conhecido como MacGyver aqui na igreja, mas na época que eu cheguei, não sabia fazer muita coisa, mas sei que por estar associado a essa visão, esses dons e essa capacidade vieram para mim também. Eu estou alicerçado aqui. Eu só vou sair daqui se um dia o pastor disser: “Cara, tu vai ali resolver uma coisa”, mas eu sou membro da Zona Norte, sou filho dessa igreja, essa pessoa que eu sou, que eu me tornei, foi por causa dessas pessoas que estão aqui, Pastor Humberto, Dona Cristiane, que me ajuda de uma maneira que eu não sei nem como falar. Eles são pessoas que são verdadeiramente pais para mim, e todos os outros pastores também.

Desde quando eu cheguei aqui em Recife eu não voltei ainda. Os meus pais que vêm. É mais fácil eles virem do que eu ir, porque eu não quero deixar a igreja na mão. Sei que têm pessoas qualificadas, mas eu amo tanto esse lugar que quando penso em ir, penso que pode acontecer alguma coisa e eu não vou estar envolvido, entendeu? Não que eu tenha medo de alguém pegar meu lugar, não é isso. Eu quero estar 100 % envolvido nessa visão, vivendo esses dias aqui. , sabe, hoje deu um problema na eletricidade ai eu bora bota pra funcionar pra que o ambiente fique favorável pras manifestações, fique ai funcionando sem uma distração possível, e é por isso que eu não vou, não é porque os pastores não querem, nada não, eu quero tá envolvido aqui, isso faz parte de mim, eu sou o corpo. E é isso aí.

Minha mãe sempre orou por mim. Ela até escreveu um livro, “As mães são todas iguais”, ela é um exemplo, Dulcineia Alves Grugiki.  Minha mãe é minha inspiração. Tenho aprendido muito com ela. Ela é mansa, ela é dócil, me dá vários conselhos. É uma profeta. Ela nunca desistiu, sempre orando. 

João é um cara gente boa, que ama ao Senhor acima de todas as coisas. Não quer tomar decisões baseadas no que ele pensa, no que ele quer. Tem aprendido a esperar do Senhor, Ele sempre tem o melhor. Eu amo as pessoas. Não tenho problema com ninguém, eu amo. 

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