Sou João Roberto de Albuquerque, 51 anos, casado há 24 anos com Jannayna Albuquerque, tenho três filhos: João Gabriel (casado recentemente com Suanny Cunha), Janny Beatriz (18 anos) e Janny Isabel (12 anos).

A minha família é um galardão de Deus. É segurança, bem-estar e realização. É aquela ligação que faz a vida ter sentido. A minha convivência com a minha família, meus pais foram uma bênção para mim, devo muito aos meus pais. Deus me presenteou com a minha esposa e meus filhos, a minha família me preenche.

Nasci em Surubim (PE), mas ainda bem pequeno a minha família veio morar no interior da Paraíba e cresci aqui. Na certidão sou pernambucano, mas “paraibano de coração”.  Morei até meus 13 anos em Barra de São Miguel, município próximo a Boqueirão. Com apenas 17 anos, em 1985 me converti e foi de uma forma graciosa através da evangelização de um parente.

Um primo meu estava nos visitando em casa, era cristão e por uma tarde se deteve evangelizando a nossa família e nessa roda de conversa o preconceito de evangélicos que eu tinha foi quebrado, pois vi a integridade nas palavras dele. Daquele dia em diante a resistência caiu e pela primeira vez visitei uma igreja quando veio uma testificação: “Esse povo é de Deus, fique no meio deles”. E dentro das minhas limitações de entender a voz de Deus, obedeci. Era uma igreja pequena e logo fui acolhido e já comecei a atuar no ministério em pequenas atividades. Dei meus primeiros passos ministeriais, e louvo a Deus pelas pessoas sérias que Deus colocou em meu caminho e que forjaram meu caráter. Parte dessa seriedade que cultivo em meu caráter foi graças ao ambiente que Deus me inseriu.

Por sete anos desenvolvi as minhas atividades, na antiga igreja, à frente de congregação e nessa busca pelo crescimento, me deparei com uma literatura do irmão Hagin e isso me levou ao conhecimento do apóstolo Bud Wright, eu fiquei sabendo que um graduado do Rhema EUA estava em Campina Grande e parecia ser até uma pegadinha, mas fui ver e comprovei a existência deles e do trabalho que eles já realizavam na cidade.  

A partir disso, passei a frequentar as reuniões com o casal Bud e Jan que aconteciam às sextas-feiras.  E ali comecei, fui alimentado espiritualmente e fui crescendo em conhecimento. Nessas reuniões já se falava do Centro de Treinamento Bíblico Rhema e eu estava determinado a fazer. Eu fiz o Centro de Treinamento enquanto ainda era membro da igreja que me converti. Quando terminei veio uma instrução da parte de Deus para buscar o lugar que eu concordava, e ali ficasse embaixo daquela autoridade espiritual e isso aconteceu em 1993. 

Inicialmente, servi nos departamentos da igreja Verbo da Vida desde os conselheiros de visitação e, um tempo depois, o apóstolo Bud Wright me convidou para conversar, fez algumas perguntas sobre a convicção que eu tinha do chamado e me convidou para trabalhar na igreja em tempo integralEle brincou comigo inicialmente dizendo, você sabe que ministério é trabalho e queria que eu atuasse na parte de jardinagem além de serviços de banco essas coisas… e foi o que eu fiz nos primeiros anos, mas isso era a realização de meu sonho, poder ter meu tempo integral para a obra de Deus.

As oportunidades de ministrar foram surgindo e Deus foi evidenciando essa caraterística do chamado pastoral. Quando chegou a oportunidade de estabelecer o Ministério Verbo da Vida, em 1998, e poder ver a liderança avançando com uma liberdade maior sobre as igrejas que já existiam na época, fui levantado como pastor da igreja, onde atuei nesses últimos 22 anos.

Portanto, meu começo na liderança da Igreja Verbo da Vida sede foi em 1998 o mesmo ano de fundação do MVV. Quando isso aconteceu a diretoria percebeu a necessidade de Guto Emery, pastor da sede na época, ser colocado de forma mais exclusiva nessa área ministerial e ali eu fui levantado para cuidar da igreja.

Hoje, 22 anos depois, vejo que é possível, mas na época que o desafio estava diante de mim era bem grande, mas quando algo é de Deus, a ousadia para as minhas ações ela veio e quem está assistindo vê que é desafiador, é mais do que a sua capacidade natural para lidar, mas não havia medo, eu estava debaixo de uma graça e mesmo aquilo sendo grande demais havia confiança que Deus estaria em todo o processo. Olhar para trás hoje e ver que Deus foi fiel nos mínimos detalhes em tudo, passar pelas pressões, mas ver que eu e a minha casa estamos preservados, e não apenas existindo, mas sendo galardoados, isso me alegra muito. Vencemos.

Em meio a esse tempo no pastoreio me vi diante de um grande desafio. A construção do templo da igreja. O apóstolo Bud Wright trouxe esse desafio e abracei pela fé e falar sobre isso me emociona, pois pude ver a mão de Deus em todo o processo.

A paternidade de um líder, quando você sabe aproveitar, o faz crescer e o apóstolo Bud foi levantado como a minha inspiração de fé e ousadia, e por estar perto dele e conviver com eles esses anos todos, vendo a postura dele, me impedia de retroceder, a fortaleza, segurança e perseverança da parte dele foi nos levando a ver resultados da nossa fé. Lembro quando o terreno foi comprado que já era um desafio grande, quando o compramos foi uma celebração, quando assumi a igreja o terreno já existia mas como o desafio de começar a construir, usufruímos da graça e sabedoria. Demos o passo inicial e foi maravilhosa a experiência de ver esse milagre.

Eu sei que essa não é a maior coisa que Deus vai realizar através da minha vida. Isso foi talvez o leão ou o urso, mas acredito que os gigantes ainda virão, mas sempre me lembro  que o gigante não foi o maior desafio de Davi, reinar foi o grande desafio e ele também venceu esse obstáculo.  Outro grande desafio, talvez, um dos maiores foi me manter avivado e fervoroso, pois isso era uma atitude de responsabilidade minha, sou tão grato a igreja que liderei ao longo desses anos e creio que fui galardoado com uma igreja unida e com pessoas fiéis no ministério, muitos que foram levantados nesses anos, hoje seguem em lugares diferentes cumprindo o chamado deles e essa unidade sempre será celebrada. Eu não encontrei resistência, rebelião nem divisão em todo esse tempo. Isso é motivo para minha celebração!

Quando penso em sonhos, projetos futuros penso que quero ser levado à medida cheia que Deus intenciona. Como sei que Ele tem em vista o meu aperfeiçoamento para desempenho do serviço quero dar a Deus a liberdade de me levar a essa medida cheia e que eu possa realizar a expectativa do coração dele. Seja onde for e como Ele quiser; eu não tenho pretensões naturais quero satisfazer aquele que me alistou com a unção que Ele compartilhou na minha vida.

Sei que existem pastores que me olham como referência ministerial, e isso é uma responsabilidade que não é pesada, porque tenho consciência que é você existir e fluir no dom que promove as atuações. Quando você vê que está dando certo e as pessoas estão conseguindo compreender e evidenciar o fruto disso, imitando ou aquilo levando a uma resposta ao plano que Deus tem, é gratificante,  é como ver um filho bem sucedido. 

Eu sei de onde vim, mas não sei para onde vou, não falo isso de forma física, essa estação que vivo no momento não me incomoda. O meu alvo agora é identificar onde a vontade de Deus está. É um período agradável e quando somos galardoados com a segurança em Deus na qual o medo não faz parte do processo, caminhamos bem. Estou na expectativa nesse novo tempo, acredito que ele me dará uma atuação mais precisa ao que Deus me confiou, é uma maturidade que está sendo liberada da parte de Deus e isso resultará em bons resultados. Vai trazer benefícios para a minha vida e das pessoas.

Eu percebi que essa mudança estava me direcionando para uma atuação mais fora, uma participação mais a nível de ministério, podendo estar mais livre para ir a outras igrejas e isso não podia casar com o ministério local. Principalmente ocupando a presidência, e conversei com o apóstolo Guto Emery, apresentando essas percepções. No momento ele acolheu, mas não sabíamos quando e como esse processo aconteceria. Mas isso foi ficando cada vez mais claro, inclusive Deus foi juntando pessoas nesse processo e como tenho falado é como uma gravidez de nove meses, se não nascer daqui para a frente, só terá danos, seja para a mãe ou para o filho. Essa conclusão foi de que o meu tempo à frente da igreja sede em Campina Grande chegou no seu limite. Eu preciso ser liberado e liberar a igreja.   

Quando comecei a perceber as mudanças dentro de mim, conversei com a minha esposa Jannayna. Os filhos eu poupei para que eles não ficassem perdidos em um processo onde eu mesmo não tinha segurança. Percebendo que aquilo não era coisa da minha cabeça, mas era concreto, ela foi a primeira pessoa até porque eu precisava que ela me ajudasse nisso. Eu precisava que ela se fortalecesse para as mudanças que aconteceriam no processo. Depois tendo esse respaldo, falei com o apóstolo Guto e nos mantivemos assim até que as mudanças foram sendo mais consistentes. Levamos para a diretoria do MVV e por último, quando estava fechado e a decisão madura, compartilhamos com os filhos que tem muita confiança em nós e por isso, descansaram. Não sei a intensidade que foi para eles, mas reagiram bem.

A transição tem me ensinado muito e se algum líder percebe que está prestes a viver esse tempo em sua vida Eu tenho apresentado minhas influências; o apóstolo Bud, Jan, Pastor Raul, o apóstolo Guto Emery, todos eles viveram esse momento de transição com muita sabedoria. Eles souberam se antecipar e não deixar que os problemas lhe tirassem. Quando você está em um lugar onde não tem mais graça a continuidade disso será problemas. É importante perceber o tempo e a estação, as mudanças, a nova direção de Deus e, caso isso ocorra, busque a sua liderança e tenha certeza de que a vontade de Deus é melhor do que se estribar no seu próprio entendimento. A princípio eu desconfiei que estava frio, pois não percebia mais aquelas ferramentas e primeiro fiz o ajuste de ficar ainda mais fervoroso.

Reestabelecendo essa sensibilidade com Deus. Mesmo assim, aqueles pontos não foram resolvidos. Então, eu concluo que Deus tinha outra direção, eu não quis me achar insensato lutando contra Deus. Sendo como um homem natural que prefere a segurança momentânea de um título, do que se aventurar na confiança em Deus. Lembrei de Abraão e Ló que se apegou ao que via. E ele escolheu as campinas do Jordão, já Abraão escolheu a Palavra e aparentemente foi para um lugar improvável, mas o que ficou com a segurança natural, pereceu. O que ficou com a palavra chegou à plenitude do propósito que Deus tinha. Então se perceber isso, se antecipe a liderança, Deus tem um bom fim programado para nós.

Nesse período de transição, muitas coisas não estão estabelecidas ainda. Sabemos que o ministério tem crescido muito. Existe um aumento de igrejas e escolas e se faz necessário ter pessoas com maturidade e com as experiências que tive com o apóstolo Bud e Jan Wright, além de Guto Emery,  dá para ter muitas ferramentas que podem ser úteis às igrejas. Eu estarei disponível  para apoiar o apóstolo Guto naquilo que houver necessidade e acredito que as coisas estarão mais claras. Mas com a disponibilidade vem a demanda.

Meu maior aprendizado nesses 51 anos de idade é a dependência de Deus. Eu identifico na minha vida o acompanhamento divino e o ministério é o resultado dessa dependência. Ela é a razão de todo o processo de ter chegado aos 51 anos e ver o resultado das intervenções de Deus. Aprendi que com Deus é possível qualquer coisa e sem Deus não há nenhuma expectativa. Não me refiro a estar com Deus de forma religiosa, mas é viver o que Jesus disse: “Quem tem as minhas palavras e as guarda esse é o que que me ama e está comigo”.

O avanço da tecnologia, os recursos que hoje chegam as nossas mãos eu vejo de forma mais positiva do que negativa. A possibilidade do evangelho ser anunciado de forma prática, alcançando assim todo o mundo, não se pensava de forma tão acessível como é hoje. Existem os riscos, mas mesmo quando não havia tecnologia nenhuma Satanás conseguiu fazer Adão cair, então, se não fosse isso seria outra coisa. Quem tem um propósito forte para Deus vai conseguir se santificar. Agora, não deixa de ser tentador e desafiador que requer cuidados. A distração se apresenta de forma constante, o acompanha e se você não tiver maturidade e domínio próprio, infelizmente vemos que a geração foi afetada para uma fragilidade e não tem oferecido resistência, mas se tornado vítima, mas eu creio em um avivamento no qual as pessoas consigam dominar e tirar proveito das coisas sem se contaminar. A internet é uma ferramenta útil e será cada vez mais usada por Deus como ferramenta para propagação do evangelho.

Eu sou grato aos meus pais, por serem as colunas que Deus utilizou para a minha família ter estabilidade e isso facilitou a minha vida. Meus pais não eram crentes, mas mesmo assim me tornaram uma pessoa piedosa, eu devo a eles essa criação. Não esqueço dos que trabalharam na minha conversão, a minha antiga igreja, essa caraterística de seriedade eu devo aos meus lideres lá. Sou grato a Bud e Jan que se tornaram meus pais, grato por eles terem me levado para perto, e isso possibilitou a maturidade e crescimento, me levando inclusive a um casamento e aí entra a minha esposa Jannayna que tenho tanta gratidão. Ela foi resposta de Deus que me preencheu e daí veio os nossos filhos, ver o que Deus nos ajudou a torná-los sendo submissos e obedientes, a minha família, as pessoas que Deus me uniu nesses 22 anos, diretoria da igreja, pastores e líderes que são pessoas que sustentaram e me ajudaram a viver esse momento, eu sei que estou na vontade de Deus.

 

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