JulianaToledo_ (30 of 33)Me chamo Karoliny Araújo da Silva, mas a maioria das pessoas me chama ou me conhece por Karol. Tanto que, algumas vezes, eu acho estranho quando me chamam de Karoliny. Nasci em Recife, em 1987; eu e minha família sempre moramos em Olinda, região metropolitana de Recife. Nós somos em quatro: meu pai, minha mãe, eu e meu irmão mais novo. Temos um excelente relacionamento. Somos uma família no ministério, mas, antes de tudo, somos uma família – e, é isso que posso destacar como a razão, além do Senhor, é claro, de ter uma vida tão equilibrada e fundamentada, tendo uma solidez sobre a qual estou crescendo.

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Eu não tive uma infância de muita exposição, porque morávamos em um lugar que era um pouco perigoso. Então, fui criada mais dentro de casa, por não poder estar na rua. Não tive essa vivência de jogar bola de gude, brincar, correr, sair e essas coisas todas. Eu sempre fui muito estudiosa. Então, sempre preferi livros a andar de bicicleta, por exemplo. Sempre preferi atividades mais caseiras. Na verdade, eu tive uma dificuldade de relacionamento. Não sei exatamente por qual motivo, mas eu fui uma adolescente muito tímida – uma das coisas que eu precisei trabalhar quando Deus me chamou para o ministério. Era muito retraída, tendo dificuldade para me expor. Na escola, estudava bastante e tirava boas notas, mas não era uma pessoa dada a muita conversa, muito relacionamento. Minha mãe acha que era porque uma professora, uma vez, disse que iria cortar a minha língua se eu continuasse conversando. Eu não me lembro desse episódio, mas ela diz que precisou me mudar de turma e de escola, porque eu conversava muito. Depois disso, ela notou minha mudança de comportamento.

Mas a minha infância foi boa. Eu cresci perto dos meus pais, aprendendo a Palavra da Fé junto com eles. Me converti com seis anos de idade. Na minha conversão, já tinha muita sede e fome pelo Senhor. Viemos de uma denominação na qual crianças não tomavam Santa Ceia e meu sonho era fazer isso. Crianças não oravam em línguas e, eu tinha muita sede, porque via e queria aquilo para mim. Era como se desde cedo, eu tivesse me encontrado em Deus, pois, no mundo e nas coisas ao redor, eu não conseguia me encontrar. Contudo, eu considero que tive uma infância normal, tendo sido muito bem-criada pelos meus pais. Eles, de fato, me ensinaram no caminho, não apenas me apontaram o caminho e me mandaram ir. Eles foram comigo.

Passamos por momentos muito difíceis. Quando eu morava nesse lugar que era considerado perigoso, quando tínhamos necessidades ou queríamos alguma coisa, eu e meu irmão íamos até meus pais e eles falavam: “vamos orar e Deus vai fazer”. Desde os seis anos de idade eu sou cristã; desde os meus oito anos estamos no Verbo da Vida, aprendendo sobre a Palavra da Fé e aplicando no nosso cotidiano. Eu sei que fé funciona, porque eu vi isso desde a minha infância. Eu aprendi que o cristianismo é um estilo de vida e não uma religião.

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Quando eu vi que criança podia orar em línguas e podia ter um relacionamento com Deus, eu passei a incluir isso na minha rotina. Comecei a ler a Bíblia com nove anos de idade. Lendo a Bíblia tão cedo, a gente começa a ver que existem coisas que cabem a nós e que temos que fazer. As pessoas na escola percebiam que eu era diferente, não apenas pela minha referência nos estudos e por ter sido uma boa aluna, mas pelo fato de não participar do São João, do Halloween e do Carnaval – coisas tão evidentes na minha cidade. A minha escola tinha todas essas festividades. Eu explicava para as pessoas o motivo pelo qual eu não participava e aquilo já era uma forma de evangelizar. Quando fui me tornando adolescente, fui também descobrindo o meu chamado no Senhor e uma coisa que ficou clara para mim: minha vida era para Deus e Ele iria me usar para abençoar pessoas. Então, por que não começar por onde eu estava? Eu tinha responsabilidade com os meus estudos, mas por que não unir isso ao chamado e permitir que Deus me usasse?

Eu tinha algumas amigas evangélicas e fazíamos intervalos bíblicos. Foi uma grande revolução na escola. Pessoas eram curadas e muitos adolescentes chegavam até nós chorando. Eu tenho um testemunho maravilhoso desse tempo, de um professor de História que era terrível. Ele sabia que eu era evangélica e, sempre quando ia falar algo relacionado com o contexto bíblico, ele massacrava o Evangelho, dizendo que era uma mentira em que não podíamos acreditar. Ele sempre dirigia perguntas a mim. A esposa dele era professora de Ciências e sempre me questionava se eu acreditava em Adão e Eva ou se Deus havia criado o mundo. Eu e minha amigas orávamos muito por esse professor e, às vezes, convidávamos ele para o intervalo bíblico. Ele nunca aceitou.

Até que um dia, em 2014, quando estávamos organizando tudo para receber a turma pioneira do RHEMA Rio Doce (Olinda, Pernambuco), eu estava na recepção e esse professor chegou. Quando ele me viu, ficou confuso. Me disse que havia se matriculado no RHEMA, após passar por uma situação desconfortável alguns anos antes. Aquela situação havia levado ele a procurar Jesus e alguém o falou do RHEMA. Tive a honra de ser sua professora, sobre “Justiça de Deus”. Foi incrível! Ele ficou muito impactado! Até hoje, eu tenho guardada comigo a avaliação que ele fez ao meu respeito, em que reconheceu que, naquele tempo de escola ele julgava que eu não sabia de nada. Jesus pegou ele!

JulianaToledo_ (22 of 33)Meus pais são a minha grande referência. A minha maior referência é a que eu tenho dentro de casa. Lá, eu conheço todos os erros e defeitos e, mesmo assim, eu vejo que vale a pena copiá-los. Meus pais são muito reais, muito humanos. Meu pai é um homem íntegro. Talvez, o mais íntegro que eu conheço. Meu pai é tão correto que, às vezes, irrita. O preto no branco – as coisas têm que estar muito claras, muito transparentes para ele. Eu já fui repreendida inúmeras vezes na minha vida, simplesmente, por não cumprir a minha palavra. Eu não dei muito trabalho na minha infância; era muito obediente, mas lembro de conversas das quais o meu pai olhava para mim e me dizia: “Cumpra a sua palavra! Só se comprometa com aquilo que você pode realmente cumprir”. Isso marcou a minha vida e, hoje, eu me vejo muito parecida com ele em muitas coisas. Eu absorvi muito dele. Meus pais foram muito presentes; então, você acaba aprendendo pelo exemplo.

Minha mãe é a pessoa, que eu conheço, que mais se parece com Deus. Ela é amor, compaixão e tem o braço da justiça, mas, de forma muito evidente, tem o braço da misericórdia, se compadecendo pelas pessoas e sendo amiga. Eu digo para qualquer pessoa que minha mãe é a minha melhor amiga. Eu tenho uma rotina bem independente da rotina dos meus pais. Porém, quando a gente pode, tem aquele momento, no qual eu posso abrir meu coração com toda a liberdade e contar para minha mãe desde as minhas frustrações até as minhas realizações. Eu aprendi a não dar nenhum passo sem considerar a opinião deles. Eu já dei um passo assim e isso trouxe prejuízos enormes; foi um relacionamento que eu entrei sem a aprovação deles. Eu coloquei isso na minha disciplina. Nem sempre é confortável! Hoje, eu tenho 29 anos e moro com os meus pais, mas eu sempre me volto para pedir a opinião deles, mesmo sendo independente, financeiramente falando, e tendo a confiança deles. Além de tudo, eles são meus pastores. Não só pelo contexto familiar, mas pelo contexto pastoral, se eu não me submeter a eles, eu vou ser pastoreada por quem?

Eu não tenho muitos complexos, porque minha mãe me ensinou isso desde pequena. Uma vez, eu cheguei em casa chorando, porque tinham me chamado de gorda na escola. Ela olhou para mim e me disse: “você é magra?” Então, eu chorei dobrado, porque não era magra. Minha mãe me ensinou a lidar com esse tipo de coisa. Isso me livrou de muitos complexos. Em contrapartida, eu não dependo da opinião de outras pessoas – o que, de certa forma, é negativo, pois eu termino seguindo o conselho somente dos de casa e me torno inflexível para outros conselhos.

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A música chegou na minha vida muito antes que eu pudesse discerni-la. Quando eu completei um ano de idade, meu primeiro presente foi um piano para crianças. E aquilo, para mim, era só barulho, porque eu só batia. Depois disso, eu ganhei meu primeiro gradiente e cantava “vou de táxi”, com o microfone na mão e dava show para os meus vizinhos, tudo isso antes de me tornar uma pessoa tímida. Subia em uma cadeira vermelha que tinha no meu quarto, me anunciava e entrava em cena com o microfone. Os vizinhos da frente achavam aquilo muito interessante, porque eu era uma criança de quatro, cinco anos, e eles realmente assistiam àquilo. Desde a infância, eu tenho a música presente na minha vida. Quando visitávamos alguma igreja, a música sempre chamava a minha atenção. Só que eu me tornei uma pessoa mais retraída, mais tímida e, na minha adolescência, quando descobri que Deus tinha me chamado para a música, a minha primeira resposta foi “não”. A música requer exposição e não estava disposta a me comprometer nesse nível. A partir do momento que você se expõe, você tem que estar disposto a tudo – até porque as críticas estam dentro do pacote do sucesso. E você tem que saber lidar com isso.

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Meu pai me colocou para fazer aula de teoria musical e violão. Eu ia empurrada por eles, porque travava ao pensar na possibilidade de estar na frente das pessoas. Hoje, embora eu tenha alguma noção, eu não toco nada, porque na minha adolescência, quando estava aprendendo essas coisas, não me dediquei. Sabia que, se eu me envolvesse a fundo, teria que revirar muitas coisas dentro de mim. Mas, esse foi um tempo em que amadureci.

Eu trabalhava com missões e no departamento infantil na igreja e, percebia que Deus estava me puxando para fora daquilo. No departamento infantil, a hora que as crianças mais gostavam era quando eu cantava. O período de louvor, comigo, era muito divertido. Quando eu completei quinze anos, dos quinze aos dezesseis, eu recebi um convite do líder de louvor da nossa igreja para cantar. Naquele momento, eu falei: “Meu Deus, e agora?” Mas, eu sabia que Deus iria fazer aquilo comigo em algum momento. Eu conversei com meus pais e minha mãe me aconselhou a sair dos outros departamentos e, me envolver com a música, pois poderia ficar atrasada nos planos de Deus se não entendesse que o tempo tinha chegado. Fui para o louvor. E era terrível! Eu chorava muito, fechava o olho e desligava o microfone quando ia cantar. Eu tinha vergonha da minha voz. Mas, eu estava crescendo como pessoa.

Com o passar do tempo, fui melhorando. Até que, de fato, eu disse “sim” no meu coração. Quando eu disse esse sim, o líder do louvor da nossa igreja saiu e nós ficamos sem líder por um ano e meio. Deus falou com o meu pai que a nova líder seria eu. Antes disso acontecer, meu pai já tinha anunciado que iríamos gravar um CD. Porém, diante da vontade de Deus, nós não podemos resistir. Eu era muito imatura. O louvor tinha mais de quarenta pessoas e, depois de eu assumir, ficaram apenas dezoito. Sofri todas as rebordosas que você pode imaginar, porque, apesar de ter disposição, eu não tinha preparo. E as pessoas tinham aquele pensamento de que eu era a líder porque era a filha do pastor.

Havia muitas coisas erradas que precisavam ser organizadas e, pelo fato das pessoas saberem que eu era a filha do pastor, elas não queriam se manter naquele lugar. Tivemos um desfalque enorme na equipe. Nesse mesmo período, estava prestando vestibular. Eu estava confusa sobre a área que iria prestar, porque queria muito cursar medicina, mas não sabia exatamente se era aquilo mesmo. No entanto, conseguimos gravar o CD debaixo dessa atmosfera. Eu tive o suporte de boas pessoas e entendi que um bom líder tem que ter humildade suficiente para se associar a pessoas melhores do que ele.

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Em 2013, Deus deixou muito claro que Ele tinha algo para nós fora das paredes da igreja local e, até mesmo, das paredes do Verbo da Vida. E a gente viu a necessidade de nos prepararmos para o mercado.

Em 2017, recebemos uma proposta que foi testificada no coração da minha liderança e no coração do Ministério Verbo da Vida, de para assinarmos um contrato com a Sony Music e fazermos da maneira que está no nosso coração, com todo apoio de mídia que uma artista necessita – uma porta que só Deus poderia abrir. Esse é o nosso projeto para 2017. Continuamos com a mesma visão, “Celebrando a Verdade” (que é nome do ministério de música da nossa igreja local), mas, para essa nova estação, foi exigido que trabalhássemos a cantora solo “Karol Araújo”. Eu trago comigo a minha banda, aqueles que optaram por estar comigo nessa nova estação e eles serão honrados pela lealdade ao longo desses dez anos. Eu sei que será um tempo de colheita, não só de vidas, mas também para nós, por tudo que plantamos ao longo desse tempo, por todo o tempo de preparação. Eu vejo essa porta, não somente como uma porta para a Karol Araújo, mas como uma porta para o Ministério Verbo da Vida, para expor a Palavra da Fé, como uma candeia. E me sinto muito honrada e privilegiada por fazer parte disso.

JulianaToledo_ (3 of 33)Uma coisa que eu acho importante destacar é que a música não é tudo na minha vida. Eu não nasci especificamente para a música. Reconheço e admiro pessoas que nasceram com esse dom, mas eu entendo que a música, na minha vida, é uma ferramenta estratégica para outras áreas em que Deus quer me usar. Eu sou uma pessoa versátil; não consigo fazer uma única coisa. Gosto dessa versatilidade que Deus colocou em mim, podendo abraçar diversas coisas. Por isso, eu escolhi Publicidade como profissão e saí da área da saúde. É um universo no qual eu posso conhecer muitas coisas e atuar em diversas áreas.

A música é a minha ferramenta para esse momento, que tem a capacidade de unir pessoas com diversas necessidades, características e interesses. Essa diversidade de pessoas é interessante para que eu possa externar o dom que está na minha vida. Eu vejo a música como uma chave mestra que pode abrir todas as portas. Recebi uma Palavra, uma vez, de que eu seria como uma arma secreta. Portanto, eu vejo Deus me colocando nesse mercado, para alcançar pessoas. Eu tenho o desejo no meu coração de alcançar músicos do mundo e cantar a Palavra da Fé em shows que não são cristãos. Sendo uma arma secreta, como uma arma que mesmo escondida, está atuando, eu penso que Deus vai me usar dessa forma. E a música veio a calhar por conta disso.

Junto a isso, meu coração é totalmente voltado a obras sociais. Hoje, O Rhema PFAL tem uma cadeira cativa no Comitê de Políticas Públicas para Presídios em Pernambuco. Uma das coisas que abriu essa porta para isso foi o trabalho de ressocialização que temos feito através de muitas frentes e uma delas é a música.

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Eu tenho o desejo de cumprir tudo o que Deus quer para a minha vida, não sendo encontrado falha em nada. Eu tenho meu coração voltado para morar fora do Brasil e fico feliz disso fazer parte da vontade de Deus para a minha vida. Eu sempre me vi fora do país. Quando isso acontecer, sei que vai ser mais uma realização na minha vida. Além disso, tenho o sonho de retribuir, aos meus pais, tudo o que eles fizeram por mim e ainda fazem. Eles não ficam somente na torcida; eles, literalmente, entram em campo e jogam comigo. Então, depois de Deus, eu devo a minha vida a eles. Tenho uma dívida de gratidão e sonho poder retribuir, financeiramente falando. Retribuir não somente para eles, mas para as pessoas que eu tenho por referência e que me ajudaram na minha caminhada. 

Eu também tenho o desejo de constituir uma família e de ter muitos filhos. Não sei como isso vai ser possível, pois, às vezes, acho que a vida é muito curta para cumprir todos os desejos que estão em meu coração. Mas, eu quero casar e ter muitos filhos. Espero que isso aconteça logo, porque eu já tenho quase 30 anos e a gente sabe que chega uma idade em que não é mais tão viável engravidar! Porém, acho que não existe nada mais bonito que uma mulher grávida. Com as minhas amigas que engravidaram, eu fui quase que uma terceira pessoa nos relacionamentos. Então, é um sonho que eu tenho de poder casar e de poder ter uma família grande com muitos filhos.

Tenho compaixão muito grande em meu coração por crianças exiladas, crianças em orfanatos. Então, se não for dentro da minha família, Deus vai me permitir montar algum tipo de projeto nesse sentido.

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O que me faz rir é estar com a minha família e alguns amigos íntimos, para falar besteira. Não precisa ser um show de comédia, mas, como a minha rotina é muito intensa, eu valorizo muito esses momentos raros e únicos. Hoje em dia, nós temos uma rotina na nossa casa, em que, às vezes, vamos para cama do quarto dos meus pais e ficamos rindo de coisas e de nós mesmos. Estar entre família, entre meus amigos mais íntimos e poder “rasgar o verbo” e emitir opinião sobre qualquer coisa, sem nenhum filtro, são os momentos mais divertidos da minha vida, mais do que qualquer outra coisa.

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Eu tenho uma lembrança que, até hoje, me faz chorar de saudade; é a lembrança do meu avô. Eu gostaria que ele estivesse presente nesse momento de realizações na minha vida, porque ele foi uma grande inspiração para mim. Ele faleceu quando eu tinha 14 anos e aprendi a lidar com a falta dele. Em qualquer momento muito bom da minha vida, eu lembro dele e, em qualquer momento muito ruim, eu também lembro dele. Eu queria muito que ele estivesse comigo nesse momento, para celebrar as minhas conquistas. Não é um choro por causa de algo ruim, mas é um choro de saudade. A lembrança dele me faz chorar.

Recentemente, aconteceu uma situação em que uma aluna nossa do RHEMA teve uma crise de asma e não a socorreram dentro do presídio. Ela passou o dia e a noite com asma, amanheceu roxa. Morreu dentro da prisão. Ela era uma das nossas alunas mais aplicadas, me senti muito impotente perante essa situação. Uma menina de 23 anos… Isso me fez chorar muito. Essas situações que eu queria poder resolver e tratar, sei que posso resolvê-las em oração, porém até em oração, em choro muito, porque, quando você começa se envolver com outras pessoas, quer fazer de tudo para ajudá-las.

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Sem dúvida, minhas maiores referências são os meus pais. 

No ministério, tenho outras referências: Mama Jan, Nancy Dufresne, Elia Nicholas, Sylvia Lima, Patsy Camenetti, Shirla Lacerda, Lynn Hamond, Heidi Baker, Lisa Bevere, Ludmila Feber, Darlene Zchech, Oretha Hagin, Lynethe Hagin… Todas elas são mulheres que têm uma causa. Elas não pregam apenas por pregar, tampouco transferem apenas informações… cada vez que as vejo ou leio algo vindo da parte delas, minha vida é completamente afetada pela causa por trás de tudo o que elas vivem e ensinam.

No campo das artes, tenho referências de todos os tipos. Destaco Adele na parte vocal, Chico Science na forma revolucionária como ele usou a música e exportou nossa cultura para o mundo, Ariano Suassuna como defensor ferrenho daquilo que é nosso seja no âmbito literário ou musical, Misty Edwards e Sinach na forma como elas fluem com poder através da arte e a lista é grande… ainda quero destacar três amigas que nessa fase têm sido referências de amor, companheirismo e lealdade: Luciana Ramos, Mayara Brito e Larissa Rocha.

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Eu sou uma pessoa movida a desafios, sou solução, me sinto útil quando estou resolvendo alguma coisa. Sou muito objetiva e adaptável, mas nem sempre flexível. Tenho muita convicção das minhas ideias e para abrir mão delas, só Deus mesmo. Lidar com pessoas que não são práticas me cansa e, isso tem sido um aprendizado nessa jornada, porque meu raciocínio é muito rápido e o meu foco é sempre a solução. Não gosto de resenha, ruídos ou “disse-me-disse”. Eu sou amiga e minha forma de amar é me disponibilizando, servindo e sem perceber eu termino sendo seletiva com base nesses quesitos. Nem sempre isso é bom, reconheço.

Eu sou uma pessoa versátil, consigo lidar com muitas coisas ao mesmo tempo e isso me anima, faz eu me sentir viva. Não gosto de rotina. Eu amo ter o controle da minha rotina, mas gosto de fazê-la diferente e de sempre incluir coisas novas. Já me isolei muito, mas agora AMO trabalhar em equipe porque é a oportunidade que tenho de treinar as pessoas e vê o crescimento delas, isso faz meus olhos brilharem.

 

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