Meu nome é Lisiane Carvalho Sathler Butilheiro. O Sathler é de origem alemã e o Butilheiro que eu herdei do meu amado digníssimo, é italiano. Então, é uma mistura que eu vou lhe contar, só Jesus mesmo (risos). Eu tenho 48 anos e nasci em Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul. Estou morando em Porto há 2 anos e 5 meses.

O início da minha infância foi no Rio Grande do Sul. Depois eu fui na verdade para Minas Gerais, porque os meus pais se mudaram de Porto Alegre para Minas Gerais, mais especificamente. Eu tinha entre 5, 6 anos, por isso, eu tenho poucas lembranças da minha infância lá no Rio Grande do Sul, mas as que eu tenho são marcantes. Nos mudamos para Governador Valadares, onde o meu pai foi trabalhar como diretor do colégio presbiteriano de lá. Com isso, fui criada em Governador Valadares, acho que por isso que eu não tenho sotaque do Rio Grande do Sul. Por ter sido criada em Minas, eu sou “minúcha” (risos).

Tenho 2 irmãs, uma mais velha e a outra mais nova. Uma mora em Caratinga e a outra mora em Governador Valadares. A minha mãe faleceu ano passado… Infelizmente eu não consegui vir para o Brasil. Já estava em Portugal. Passei todo o processo longe, sem poder fazer nada. É meio desesperador mas o Espírito Santo pegou junto de uma forma sobrenatural. Eu consegui superar bem e continuo bem até hoje.

Eu nasci em um lar evangélico. Os meus pais eram da Igreja Presbiteriana, eu fui de lá durante muito tempo, participava muito dos conjuntos, da União Presbiteriana de Adolescentes. Eu toco teclado, então eu sempre estive nesse meio do louvor e adoração. Eu tocava piano nos conjuntos desde muito cedo, comecei a tocar piano com 7 anos de idade, porque a minha mãe me colocou na aula e de lá eu não sai mais. Entendo como uma semeadura de Deus na minha vida, porque até hoje eu consigo atuar e eu não consigo ficar sem fazer nada. Por exemplo, hoje, por exemplo, eu fico lá nas cadeiras das conferências e eu fico assim: “O que é que eu vou fazer?” Eu fico assim, não consigo ficar longe do teclado, eu amo.

Eu amo tocar, amo cantar. Apesar de eu saber que eu tenho as minhas limitações, mas eu vou fazendo aquilo que chega as minhas mãos pra fazer. e vou fazendo bem. Enquanto não chega uma pessoa mais capacitada que eu na voz, eu vou fazendo. É isso que eu estou fazendo lá em Porto, praticamente a parte de louvor e adoração está por minha conta. Agora que chegou a família Lima para nos ajudar. Eles estão nos ajudando bastante. A Dani, o André no violão, então estamos indo bem, o resto vai chegar em nome de Jesus.

Em todas as programações eu estava junto. Só que no meu coração sempre tinha um anseio por mais. Eu via outros movimentos como pentecostais, que de vez em quando a gente acabava indo. E eu dizia; “gente, eu quero mais pra mim.” Não pode ser só isso. Porque todo mundo sabe que a Igreja Presbiteriana é uma igreja tradicional. Então eu pendia para esse lado, mas eu não sabia para onde ir.

Eu sempre procurei essas coisas, eu sempre procurei os moveres do espírito. “Ah, tá falando em línguas ali”, eu quero! Sempre que me chamavam pra ir numa igreja pentecostal, eu ia, eu queria está naquele ambiente. Mas sempre radicada na Igreja Presbiteriana porque toda a minha família estava lá, o meu contexto social estava lá. Eu sempre ansiei muito pelas coisas do Espírito. Até que em uma ocasião, em 1988 eu fui batizada no Espírito Santo e de lá foi só o trampolim para que eu buscasse cada vez mais.

Os meus dois avôs eram pastores. Eu acho que acaba tendo o DNA do chamado, não sei se isso existe (risos). Mas o meu avô por parte de pai foi um evangelista no Vale do Rio Doce, que é uma região ali de Governador Valadares. Ele foi um dos pioneiros ali do evangelho. Ele pregava no lombo de um cavalo. E por parte de mãe o meu avô era um pastor. Ele não fez seminário, mas por vocação, por chamado mesmo. Algo o impulsionava a ensinar,  pastorear as pessoas. Ele era totalmente pendente as manifestações do espírito.

Ele foi meio que um referencial para mim, de buscar o além, o mais de Deus. Eu acho que eu puxei isso deles, eu me sinto uma pessoa privilegiada e orgulhosa disso. De dizer que eles foram pastores, gloria a Deus por isso!

Com 18 anos eu sai da minha casa e fui estudar fora. E para casa dos meus pais eu nunca mais retornei. Fui pra Joinville estudar, porque na época a minha avó morava lá e naquela cidade tinha a faculdade que me interessava. Eu estudei lá dois anos, mas retornei a Belo Horizonte para continuar os meus estudos e era também o lugar que tinha a minha faculdade. Eu sou formada em terapia ocupacional, mas nunca exerci. Deus sabe de todas as coisas e hoje eu entendo perfeitamente porque eu nunca exerci.

Eu sai de Joinville e retornei a Belo Horizonte para estudar. E quando foi em 1992 vim a conhecer o Márcio e logo procurei um cupido para vê se “dava liga” (risos). E essa amiga nossa, que hoje mora na Irlanda é missionária lá também. E ela nos aproximou. Nós nos conhecemos e 1 ano e 9 meses depois nos casamos. Quando foi 10 meses depois de casados eu tive o meu primeiro filho, que foi o Arthur, que hoje está com 21 anos.

E depois de 4 anos e meio do Arthus veio o Estevão, que hoje tem 16 anos. Inclusive eu queria muito uma menina, era o meu sonho, eu pedia para o Pai. Lembro que quando eu estava grávida, eu orava pra que fosse uma menina. Mas já estava feito, não tinha como mudar (risos). Mas eu estava orando e tudo mais. E Ele me deu um sonho, igual fala lá em Salmos, um tecido se formando em cima do meu útero. E ele tinha cores masculina, então o Senhor falou que não adiantava eu orar mais porque o meu propósito seria feito (risos). E pronto, foi um menino. A princípio eu levei um choque mas no mesmo dia eu já amei o Estevão desde o meu ventre, desde sempre. 

Meu marido Marcio sempre foi ousado (risos). Nós nos conhecemos e surgiu uma viagem para fazermos entre os jovens. Uma viagem pra Governador Valadares, onde os meus pais moravam. E no final das contas sobrou só nós dois para viajarmos juntos. E, na época que eu estudava em Belo Horizonte, o meu pai tinha deixado o carro dele comigo. Ai ele perguntou como a gente ia, se ia de trem ou ônibus. Ai eu disse que não e chamei ele pra vir comigo de carro.

Terminou que acabou indo só nós dois, numa viagem de 5 horas e meia que durou 8 (risos). A gente só queria conversar. Eu já tinha interesse por ele e nesse tempo nós nos interessamos mais um pelo outro, nos apaixonamos mais um pelo outro. E uma semana depois a gente assumiu o compromisso de namorar.

Nessa história da minha avó, essa nossa viagem não tinha acontecido ainda não. Quando terminou o culto, nós nos encontramos na porta da igreja e a minha avó estava junto. Ai ele chegou me cumprimentando e eu apresentei ele a minha avó. Ai eu chamava ele de Marcinho, ai eu fiz: “Olha aqui Marcinho. Essa aqui é a minha avó.” Ai ele disse: “Ah, a senhora já conheceu a minha futura esposa?” Falou desse jeito! Eu levei um susto (risos). Ele é mestre em me assustar porque no dia em que nós decidimos namorar mesmo. Antes disso nós combinamos de orar. Oramos uma semana, não durou nem uma semana na verdade (risos). E no final da semana ele me procurou e disse: “E ai? Eu estou sentindo que é isso mesmo, que é de Deus. Vamos firmar um compromisso?” Ai eu disse que sim. Na hora de nos despedir no portão do meu prédio, ele veio e me deu um beijo, um selinho sabe?

E na hora eu levei um susto tão grande, mas tão grande que eu disse: “O que é isso?” Duas vezes (risos). Ai ele disse: “Ué, mas nós não estamos namorando?” Ai eu disse: “Estamos né? Mas eu não esperava que seria assim tão cedo” (risos). E como eu te falei, ele sempre gostou de me dar sustos, então ele sempre foi assim de tomar a frente, de tomar as decisões.

Ele é um homem de Deus, de caráter e de extrema confiança. Ele é o meu melhor amigo. Ele é um pai exemplar. Ele tem crescido muito, amadurecido muito em Deus. Essa nossa ida para Portugal nos refinou na verdade. Hoje nós vivemos melhor do que a 23 anos atrás, que são os anos que nós temos de casados.

Ele fala que é a “mulher da casa”, entre aspas mesmo. Porque ele é extremamente carinhoso, meloso. E eu já sou o contrário dele, eu não gosto de ninguém me agarrando. Muito grudento, eu nunca gostei disso. Por isso que ele fala que é a mulher da relação (risos). Ele é um palhaço, no bom sentido. Ele gosta de fazer gracinhas. Muito espirituoso. Eu acho que é isso, é ele é o homem da minha vida. Ele é meu maior incentivador.

Ele não é perfeito, mas ele está chegando lá. Ele está sendo moldado pelo caráter de Cristo dia a dia. É uma honra estar fazendo o que nós estamos fazendo para o Senhor lado a lado. É uma honra e um privilégio. É bom demais estar com ele.

Como falei, eu perdi a minha mãe, já tinha perdido o meu pai em 2010. Ele faleceu e eu ainda estava no Brasil e em 1 de agosto de 2016, eu perdi a minha mãe. Sempre quis muito que ela fosse a Portugal, ela ia amar. Ela tinha 75 anos. Nova, eu acho que muito nova. Ela não chegou a ir pra Portugal. Ela tinha condições financeiras pra ir, esse não era o problema. Eu vivia chamando ela pra ir e ela vivia dizendo que estava tirando o passaporte. Mas não deu tempo dela ir. Ela tinha uma depressão muito forte, na verdade ela nunca lidou com essa questão da perda do meu pai. Depois que o meu pai faleceu, nunca mais ela foi a mesma, não conseguiu se recuperar.

Eu creio, estou conjecturando, não sei se era assim. Mas eu creio que nas orações dela, ela pedia para o Papai levá-la. Ela falava muito que queria encontrar com o meu pai. Ela dizia sempre que estava com saudade dele. Eu brinco dizendo que ela queria encontrar mais com meu pai do que com Jesus (risos). Ela era muito apegada a ele, ela nunca mais se recuperou. Eu tentei até trazê-la para o Rhema. Eu falava da Palavra para ela, sobre aquilo que eu tinha aprendido. Eu sempre valorizava ela como mulher. Ela era uma mulher linda e se achava feia.

Engraçado que o diabo também tentou imprimir isso em mim. Tanto que ela não gostava de falar a idade dela, por isso que tudo mundo tem dúvida de com quantos anos ela faleceu porque ela se negava em falar a idade dela. E o diabo começou a imprimir isso em mim, mas comigo não, porque eu já conhecia a Palavra da Fé. Eu tentei passar isso para ela. Eu a chamava para morar perto de mim, porque eu morava em Lagoa Santa e estava começando o Verbo em Lagoa Santa, mas ela não vinha.

Parece que ela tinha muita insegurança em sair de casa. Sair do cantinho dela. Ela morava sozinha, tinha muita preocupação com isso. E quando ela adoeceu, não falou pra gente que estava doente. Tanto que ela dizia: “Olha, se alguém descobrir que eu estou com câncer, você não me trate. Não procure tratamento pra mim, que eu não quero tratamento.” Ou seja, a gente deduz que ela queria estar com Deus, ela não soube lidar com seus sentimentos, a sua própria alma. Eu acho que o grande dilema da minha mãe foi porque ela não sabia quem ela era. Ela não descobriu o propósito dela aqui nessa terra e essa é a grande cartada do diabo. Para que a gente não floresça e não dê os frutos que precisamos dar; Essa foia minha grande tristeza, dela não ter conhecido a Palavra da Fé como eu conheci.

O diabo tentou imprimir em mim aquilo que a minha mãe carregava. Que era se achar feia, não gostar de espelho, não se olhar no espelho. Se ela visse um espelho, ela corria. Então o diabo tentou imprimir isso em mim. De não falar a idade, ela não gostava de fazer aniversário, vê se tem lógica uma coisa dessa.

Mas tenho lembranças boas dela porque ela foi uma mãe muito presente. Nunca deixou faltar nada para mim. Ela sempre foi muito carinhosa, eu que nunca gostei de gente me melando muito (risos). Ela era muito brava também, acho que também por conta da depressão, de ser deprimida mesmo. Ela começou fazer tratamento contra a depressão depois que eu sai de casa, eu já tinha 18 anos. Que começou a incomodá-la. Ela sempre foi muito brava, briguenta com o meu pai.

Eu ficava muito angustiada quando via os dois brigando. Eu amei a minha mãe, as minhas irmãs falam que eu sempre fui a preferida dela (risos). Mas isso não era verdade, como são características diferentes de cada filho. Cada filho nem parece que veio da mesma barriga, de tão diferentes que são. São duas pessoas completamente diferentes, então as minhas irmãs falavam. Mas nós tínhamos muita afinidade. Ela tinha muita afinidade comigo.

Agora a paixão da minha vida foi o meu pai. O meu pai foi o meu herói. O meu pai sempre foi o meu referencial. Eu sempre me dei muito bem com ele. Eu amava as conversas que nós tínhamos. Ele era um homem de Deus. Um homem de oração. A imagem que eu tenho do meu pai, é dele todos os dias de manhã com a bíblia aberta em cima da mesa e lendo a palavra e orando, por vezes eu o pegava orando em voz alta.

Ele foi o meu referencial de homem de Deus. Sempre firme, constante. A minha mãe na maioria das vezes, na verdade, ela nunca acompanhou os meus pais nas visitas que ele queria fazer. Ele era um evangelista nato. Eu amo muito meu pai. Eu amei muito. Ele deixou um legado para as nossas vidas. O Márcio mesmo tem o meu pai como o segundo pai dele de tanto que a passagem dele por aqui marcou a nossa vida.

Ah, os meus filhos são tudo que eu tenho de mais precioso na vida, depois de Jesus. Eles são tudo para mim, o bem mais precioso que Deus poderia ter me dado. A herançaque o Senhor poderia ter deixado para mim são os meus filhos.

A gravidez do Arthur, que foi o meu primeiro filho, foi sem planejar. No início eu fiquei muito relutante, passei muito mal. Eu não tinha planejado para aquela época, mas mesmo assim ele foi muito amado, foi um bebê muito lindo. Ele é lourinho igual a mim. Tem os olhos até mais azuis que o meu, acho que ele puxou os olhos do meu pai.

O Arthur parece muito comigo. Ele tem muito da minha personalidade e vejo muito da personalidade do meu pai também. O Arthur é um menino muito centrado, muito temente a Deus. Ele ama as coisas de Deus, é um baterista excelente, eu amo tocar com ele. 

Ele é um cara sensacional, de caráter ilibado. É um menino muito responsável. Eu falo menino porque apesar de já ter 21 anos e barba na cara, ele sempre será um menino para mim (risos). Eu me vejo muito no Arthur, sabe? Ele é único! Eu vejo a cada dia o Senhor trabalhando no caráter dele. Esse tempo em Portugal não foi fácil para ele. Ele passou por um tempo muito difícil lá. Porque na verdade eu falo que o chamado de Deus é para nós dois. Ele deu o chamado para Portugal para mim e o Márcio, não é o chamado deles. Mas eles precisam nos acompanhar nesses momentos. Então, hoje ele está fazendo faculdade lá, mas ele tem um desejo enorme de voltar pro Brasil, o coração dele está aqui. E a gente dá essa força, sabe?

Eu agradeço muito a Deus pela oportunidade que ele está tendo de ter esse contato com uma das melhores universidades do mundo, que é a universidade do Porto. Mas o coração dele continua aqui, isso não tem como negar.

Eu confio em Deus totalmente (risos). Inclusive nós já liberamos ele de voltar para cá se ele quisesse,vir estudar, trabalhar e fazer sua vida. Ele já tem 21 anos,  não podemos mais ficar o colocando naquela redoma. Ele já sabe tudo que ele precisa saber sobre o caráter de Deus, sobre a Palavra, ele já sabe. Ele é totalmente responsável diante de Deus e da sociedade. Mas ele não quer, ai que entra o lance da responsabilidade. Ele diz: “Não, eu não vou voltar agora. Se eu comecei, eu vou até o fim.” Ele tem muito de mim, mesmo.

O Estevão, ele é fantástico. Ele já é muito parecido com o Márcio (risos). Ele tem toda a personalidade do Márcio. Ele é um cara totalmente generoso,  tem um coração que não cabe em si. O Estevão é uma pessoa que gosta de servir, é muito prestativo. Olha, essas características são muito marcantes na personalidade dele. Ele é muito carinhoso e meloso igual ao pai.

Ele crê no chamado grande que o Senhor tem para sua vida. Eu lembro que com pouco mais de um ano de idade, uma amiga minha que é profeta foi lá em casa e disse: “Olha, esse ai é missionário. É missões. Deus tem nações pra ele.” E eu creio demais nisso e ele sabe desse chamado também. Eu creio muito em tudo nisso se cumprindo na vida dele.

Pouco tempo atrás eu tive uma confirmação na vida do Arthur, que ele também tem um chamado. Só que ele não sabe disso ainda, isso é segredo entre nós (risos). E inclusive isso foi através do pastor Brad Floock lá em Lisboa. E ele falou assim: “Olha, o manto do seu marido vai passar para o seu filho mais velho. Ele não sabe disso ainda mas a minha mão está sobre ele. O diabo já tentou matá-lo, já tentou desviar ele. O diabo já tentou fazer de tudo pra desviar isso dele mas a minha mãe está sobre ele.” E isso foi o Senhor falando e eu creio nisso.

Hoje ele ainda não tem essa visão de chamado mas ele vai ter, ele já fez o primeiro ano do Rhema lá em Lagoa Santa. Meu maior desejo é que ele se descubra em Deus verdadeiramente, faça o segundo ano do rhema. Conclua essa fase da vida dele. E é isso que está no meu coração a respeito dos meus filhotes que eu amo.

Ah, eu tenho muitos sonhos… um deles é ver a obra do Porto crescendo, concluída. Às vezes, queremos muito ver as coisas acontecendo mas elas não acontecem na velocidade que desejamos, acontece na velocidade de Deus, na programação dEle. Tanto que fomos com um planejamento  para implantar em Porto, mas não deu nada certo (risos). Então é da maneira dEle. A maneira de Deus que dá certo.

Um dos meus sonhos para breve é levar o Rhema para Porto. Inclusive nós já estamos com o projeto nas mãos da diretoria e eles ainda não sinalizaram para nós. mas esse é um dos meus sonhos para agora que o Rhema seja estabelecido na cidade do Porto.

Outro sonho que eu tenho é de ir para Porto como igreja onde nós estamos em Vila Nova de Gaia. Que foi uma direção do Pastor Isaac na época que a gente começasse a igreja em Gaia, que é onde nós moramos. E só depois quando tivéssemos outra oportunidade fossemos para outro lugar. Porque sempre o nosso destino foi Porto desde o início. Desde que nós estivemos naquela praia lá que Deus falou para o Márcio que nós iríamos para o Porto, então o destino é lá. Ver uma igreja forte. Ver uma igreja estabelecida, andando forte na Palavra, com muitos portugueses dentro dela (risos). Eu tenho muitos sonhos…

Outro sonho é viver o avivamento que vai chegar em Portugal. Nós temos recebido muitas palavras parecidas com essa. De profetas que vêm de outro ministério, que não tem nada a ver com o contexto e falando as mesmas coisas. Então um dos meus sonhos é viver, estar dentro disso. Uma das palavras liberadas pra nós em 2007 que nós iríamos para as nações e o que nós faríamos em nome de Jesus na vida das pessoas, foi que nós mesmos estaríamos boquiabertos. Falaríamos assim: “UAU!” E eu não vi ainda essa palavra se cumprir. Essa parte da palavra eu ainda não vi, mas eu ainda vou ver. E tem sido um dos meus sonhos.

Outro sonho que eu tenho é que eu sempre falo que eu não vou morrer, mas que eu vou ser arrebatada. Então um dos meus sonhos é ver o Senhor nos ares e eu sendo arrebatada. Acho que esse é o meu maior sonho. Eu não falei de sonhos materiais. Eu tenho sonhos materiais mas isso vai chegar! Isso aí eu nem preciso anelar, preciso nem ansiar por isso.

É lógico que eu sonho é me vestir melhor. Em ter um carro melhor. Principalmente um carro SUV, coisa mais linda, preto ainda (risos). Mas isso eu sei que vai acontecer. Essas coisas virão atrás de mim. Eu sei que eu estou melhor do que eu estava  2 anos atrás. Hoje eu consigo pregar melhor.

Outro sonho que eu lembrei (risos), é ensinar no Rhema. Eu sonho muito em ensinar no Rhema. Desde muito tempo eu me vejo ensinando. Ainda não aconteceu, acho que ainda não foi a plenitude dos tempos pra isso acontecer. Mas eu sei que vai acontecer também.

Como eu falei, um dos meus maiores limites que eu precisava romper na minha vida, hoje eu consigo romper. Se você me vê falando na frente de não sei quantas pessoas. Isso foi uma das maiores conquistas da minha vida que eu posso te dizer. Porque a minha programação sempre foi essa: “Não, eu tenho o DNA do meu pai. Eu sou tímida. Eu sou introvertida. Eu sou feia. Eu não posso me olhar no espelho.” Essas coisas todas que o diabo tentou implantar na minha vida, me afastando do propósito de Deus. Estou descobrindo o propósito de Deus para a minha vida, o porquê de ter vindo para cá, o que é que eu vim fazer aqui, isso Deus começou a trabalhar em mim.

Quando me davam um microfone ou me chamavam lá na frente, eu não ia. Quando eu tinha que fazer uma coisa, obrigada a ir lá na frente, eu pegava no microfone e ficava tremendo. Às vezes, ainda fico assim um pouquinho (risos). Mas hoje eu consigo lidar, consigo administrar. E isso começou no Ministrando a Palavra no Rhema. Nossa, pense em um dia difícil, meu Deus (risos). Mas eu rompi! E desde lá eu venho sendo trabalhada. O Márcio me ajuda muito. Ele acredita muito no meu chamado, no meu ministério, na minha inclinação para o ensino. Eu creio que essa seja uma das maiores conquistas da minha vida. Eu me vendo 10 anos atrás e hoje, não dá nem para acreditar no que eu estou vendo. Deus é especialista nisso. O poder que está dentro de nós nos capacita para isso. A graça do Senhor nos capacita naquilo que temos dificuldade.

Gosto de sair, de tomar um açaí, que nem chega aos pés do da aqui né? (Risos) Nós saímos para tomar um açaí. Nós vamos ao cinema, ao shopping. A gente não pode fazer muita gracinha né? (Risos) Mas a provisão do Senhor tem chegado, nada tem faltado para nós. Eu gosto muito de viajar. Essas viagens para compromissos em Lisboa ou para pregar. Para mim isso já é uma diversão. Só de sair da sua rotina do dia-a-dia, isso já é divertido, mas uma das coisas que eu mais gosto de fazer é está com a minha família em casa vendo filmes, séries. Agora está passando “A Terra Prometida”, então todo dia assistimos.

Uma coisa que me irrita é a imaturidade das pessoas. As pessoas que já deveriam ser mestres e elas continuam agindo como crianças. Algo que eu estou trabalhando muito isso no meu caráter é uma pessoa não acreditar naquilo que eu falo. Duvidar de mim é o que mais me irrita.

Sou grata a Deus por ver o agir Dele em minha vida, porque as vezes tomamos alguns trancos, e nós vemos a resposta de Deus para aquilo. Na hora choramos, sofremos um pouco, tem aqueles 5 minutos de tristeza. Mas dias depois, meses depois vem a resposta de Deus sobre aquilo: “Você tinha razão naquilo. Eu estava com você naquilo.” E Deus me dá situações como resposta pra aquilo, sabe? Esse tempo aqui no Brasil tem sido dias de honra.

Esse calor, esse “ambiente verbiano”. Não que a gente não tenha lá, mas lá é mais esporádico e aqui nós estamos tendo uma “hiper dose” desse ambiente de fé, de glória, de manifestação do poder de Deus. Outra coisa que me deixa feliz é poder fluir nos dons do Espírito (risos). Eu amo as manifestações do Espírito. Eu amo o fluir daquilo. Eu tenho aprendido a depender do Espírito Santo.

Ah, eu gosto de comprar roupa e sapatos (risos). Isso me deixa feliz. Quando eu posso e tenho a oportunidade de comprar uma roupa. Eu tenho um casaco lá agora que a gente acabou de comprar e eu deixei até em Portugal. Um casaco que eu estava namorando, um sobretudo meio bege, é muito bonito. Eu estava “namorando” ele desde o ano passado só que não estava podendo comprar. Ele entrou em saldo uns dias antes de eu vir para o Brasil, ai eu pensei: “eu tenho que aproveitar” (risos). Eu pude comprar e eu fique toda feliz.

Eu diria que eu sou uma pessoa muito persistente, não desisto facilmente das coisas. Eu sou uma pessoa perfeccionista,uma pessoa que gosto de ter o controle das coisas, por exemplo, a um tempo a atrás eu fiz uma cirurgia de desvio de septo lá em Portugal. No momento que eu estava para entrar na sala, eu entrei em pânico. Eu já tinha orado, orei em línguas, as pessoas estavam intercedendo por mim, estava tudo ok.

Quando eu estava para entrar no bloco cirúrgico, eu comecei a entrar em pânico e pensamentos começaram a vir em minha cabeça de que eu morreria. E você sabe que são pensamentos que satanás tenta colocar na sua cabeça para lhe desestabilizar naquela hora e fazer cair por terra tudo aquilo que o espírito já tinha ministrado ao seu coração. E naquele momento, eu senti como se eu tivesse perdido o controle da minha vida.

Eu estava tão nervosa, era algo totalmente avesso a fé. Mas ai Deus me falou que eu fiquei com medo de perder o controle das coisas e isso é uma coisa que o Senhor tem me ensinado, a confiar Nele. E eu creio que eu tenho esse defeito. Eu sou muito perfeccionista, mas eu já melhorei muito. Ainda mais agora que eu não tenho ninguém praa me ajudar em casa e eu tenho que fazer as coisas sozinha, mas eu creio também que é por pouco tempo (risos).

Eu gosto de tudo muito lindo, muito arrumado, por vezes eu fico nervosa com os meninos por causas das bagunças deles. Sobra até para o Márcio (risos). Eu acho que eu me descreveria assim. Eu não sou uma pessoa carinhosa, não sou uma pessoa que gosta de ficar beijando, mas eu gosto de demonstrar o amor de Deus para com as pessoas, porque isso atrai as pessoas. Eu tenho aprendido isso desde que entrei no verbo e fiz o Rhema. E eu nem falei nada do Verbo e do Rhema né? Foram divisores de águas na minha vida.

Eu gostaria de deixar registrado a minha gratidão. Nós chegamos no Verbo em 2011, eu estava muito machucada. Eu era uma ferida em pessoa andando. Desacreditada de igreja, de pastor, de tudo apesar de ser crente desde que nasci. E nós tivemos uma experiência muito ruim com um pastor que estavámos andando com ele e cheguei no Rhema arrastada.

Eu comecei a fazer o Rhema e eu não podia vê o Pastor Marcelo passando que eu corria dele, porque eu sabia que ele ia querer me abraçar e tudo mais, e eu não queria. Eu não aproveitei tanto do primeiro ano como eu gostaria de ter aproveitado. Eu fui  liberta no segundo ano com a matéria Manifestações do Espírito, com a professora Dani Cavalcante.

Eu amo aquela mulher com a minha vida. Foi um marco. Desde ai eu comecei a amar o Rhema e foi o que me libertou. Foi a verdade que me libertou. Que me libertou de mim mesma e me ajudou a romper os meus limites…

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA