Me chamo Luana Ferdinando, tenho 26 anos, sou de Sinop-MT. Tenho 2 irmãos, Elis e Gabriel, todos também naturais de Sinop, eu sou a caçula da família. Meu pai se chama Aparecido, tem 58 anos, e minha mãe Lúcia, tem 55. Moramos em Sinop há muito tempo, apesar de meu pai ser natural do Paraná.

Sempre fomos uma família batalhadora. Meus pais sempre batalharam para dar tudo aos filhos, mas sempre corriam atrás para suprir qualquer necessidade que houvesse. Meu pai era mecânico de tratores e maquinários, então sempre trabalhou mais fora em fazendas e sítios, e na minha infância, até meus 13 anos, eu não tinha um pai presente, mas meu pai sempre foi um homem muito guerreiro, sempre honrando a família sendo um homem responsável, fiel aos filhos e à esposa. Meu pai é meu grande orgulho. Hoje, meus irmãos são casados, eu sou a única que ainda não casei, a solteira de casa (risos).

Tivemos uma infância muito boa. Eu e meus irmãos nunca fomos do tipo de compartilhar tudo a respeito de nossa vida ao outro. Tive um irmão que foi dependente químico por 10 anos e, enquanto ele estava na dependência, sofremos muito. Ele iniciou no vicio com aproximadamente 12 anos, foi muito cedo. Ele e meus primos pulavam o muro da escola para praticar essas coisas. Como conviviam muito junto, acabaram influenciando um ao outro. Era algo triste. Eu e minha mãe nos apegávamos muito em Deus e em oração pela vida dele, foram anos de muita batalha.

Uma pessoa, para sair do vicio, tem que ter um pulso e um posicionamento muito firme, chegou em um tempo em que ele mesmo tomou a decisão de mudar de vida. Entregou a vida a Jesus há 8 anos e, desde então, se libertou da prisão das drogas. Ele não necessitou de clínica, de tratamentos diferentes. Ele não chegou a contar para a gente a respeito de seu batismo, pois é muito “na dele”. Já sabíamos que ele estava mudando as amizades, aproximando-se dos estudos da igreja. Quando vimos, já estava se batizando. Hoje ele é uma nova criatura!

Minha mãe é uma mulher de muito posicionamento. A sua infância, naquela época, foi de batalhas. Ela começou a trabalhar cedo, casou e foi mãe muito nova. Ela sempre fez de tudo para dar atenção aos filhos, além de ser bem ciumenta com todos nós (risos). Foi uma mãe que me segurou muito, até os 18 anos, sob a sua autoridade e visão, ela não era uma mãe liberal. Até para tomar um sorvete na esquina com as amigas, apenas se ela deixasse! Mas, sou grata por todo esse cuidado. Ainda que ela não deixasse e eu ficasse chateada, eu não ia por obediência e, até hoje, levo isso comigo a respeito de submissão e autoridade a ela e, qualquer outro líder.

Certo dia, se não me engano com 5 anos de idade, eu e minha família recebemos um convite para um aniversário que aconteceria em uma igreja, sendo primeiro o culto e depois a festa ali no local. Foi a nossa primeira experiência na igreja evangélica e desde então não deixamos de ir. Nos convertemos ali e vivemos aquilo.

Eu me batizei com 15 anos e congregava em uma igreja que, após um tempo congregando, houve algumas circunstâncias, muita gente se afastou e ela acabou fechando. Lembro-me que fiquei muito ferida com várias coisas nessa época. Como fruto disso, estive 1 ano e meio distante de igreja, pois coloquei minhas expectativas em pessoas e sai frustrada. Eu pedia a Deus para viver o que eu vivia na antiga igreja, pois foi um tempo maravilhoso em minha vida e na época que estava na igreja, conheci uma menina que se tornou minha amiga, Dalila, que passou a congregar na Igreja Verbo da Vida de Sinop-MT e sempre me convidava para visitar. Decidi ir, mesmo bem machucada e ferida, e lembro-me que o primeiro culto que fui foi o “Culto Fly”, em um sábado. Passaram-se alguns meses e eu me firmei naquele local.

Nessa época de adaptação, participei do projeto de Juliano Son (da banda Livres Para Adorar) “O Coração do Sertão” e fiquei lá por 10 dias. Foi fundamental para mim. Deus foi me mostrando sonhos, reavivando desejos, me mostrando coisas novas. Esse projeto me ensinou a importância de levar um sorriso e um abraço para as pessoas. Para mim, não foi um problema tomar banho de balde, dormir no chão, andar debaixo de sol o dia todo (risos), pois saí de lá amada. Fui no objetivo de levar amor mas sai de lá com muito mais amor das pessoas para comigo por conta da simplicidade, do carisma. Que experiência!

Eu era uma menina sonhadora. Com 17 anos comecei a trabalhar como recepcionista em uma concessionária e a partir daí comecei a correr atrás dos meus sonhos e ajudei meus pais a conquistar um carro novo.

Ingressei na faculdade e o primeiro curso foi psicologia, quase me formei. Quando comecei a estudar, não havia muita variedade de cursos e, na época, o mais inovador era Psicologia. Eu saía 22h30 da faculdade e ía para o discipulado, saía quase meia-noite. Cheguei a trancar a faculdade, pois estava bem envolvida com a igreja, além de que, ao longo do curso, percebi que não era muito bem o que pensava, era totalmente diferente!

Quando eu cheguei na metade do curso, percebi que algumas coisas ali não eram para mim. Após esse ocorrido, como sou apaixonada por esportes e gosto de cuidar da minha saúde, fui cursar Nutrição, e no quarto semestre meus pais foram para outra cidade, que fica a 200km de Sinop à trabalho, e a partir dai morei sozinha. Tive que deixar a faculdade por conta da situação financeira que se sobrecarregou.

Quando deixei a faculdade, decidi cursar o Rhema e ganhei a matrícula. Foi algo transformador. Hoje, sou uma Luana bem mais madura, tanto natural quanto espiritualmente, que ama muito as pessoas, uma Luana amiga, e isso foi conhecendo a Palavra, através do amor de Deus. A Palavra da Fé criou raízes dentro de mim e floresceu de fato. Meu pensamento estava em terminar o Rhema e voltar para concluir Nutrição mas, quando terminei o primeiro ano do Rhema, percebi que os planos de Deus para minha vida eram outros e hoje, tenho uma outra visão acerca de tudo e entendo que foi a partir do dia em que disse SIM para as coisas dEle. 

Anseio em cursar a Escola de Missões, em Campina Grande-PB, no próximo ano. Amo a ação evangelística e ajudar o próximo, estar envolvida em levar amor e cuidar. Não vejo uma nação específica para chegar e ficar, mas creio que a escola será uma excelente ferramenta para isso.

Daqui 10 anos eu vejo Luana casada, mãe. Vejo Luana numa ação ao próximo. Creio que irei a levar o amor de Deus até Jesus voltar. Quero muito terminar a faculdade de Nutrição, só não tenho um planejamento de quando. Quero viver a vontade de Deus para mim, então quero fazer tudo da forma correta. Pretendo conciliar a minha futura profissão com o serviço no ministério.

Um desejo que queima em meu coração é ser professora do Rhema. Doar-se totalmente à obra. Levar a Palavra que faz tanta diferença, e ainda faz, em minha vida. Isso tem gerado um querer grandioso em meu coração.

Meu referencial é meu pai, um homem muito guerreiro. Houve uma época em que minha mãe ficou muito doente e ele cuidou de toda a casa, dos filhos, além de trabalhar e cuidar da esposa doente. Um homem guerreiro, simples, humilde, batalhador.

Bons amigos são aqueles que me aproximam de Deus, não somente aqueles que passam a mão em sua cabeça toda hora. Não tenho amigos fora do círculo do ministério, apenas conhecidos. Procuro amigos com a mesma atmosfera, tenha os mesmos desejos, mesmo alvo. Uma característica principal que busco em uma amizade é: sinceridade, alguém ser verdadeira, ser você. Eu não tenho capas e é isso que busco em amigos.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA