Sou Luiz Paulo dos Santos Filho, natural de Londrina, Paraná. Fui para Campo Grande (MS) morar com meus pais em 1986, tinha 4 anos de idade. No ano de 2000, eu fui morar em Dourados (MS), só que uns dias antes de ir, conheci a minha futura esposa. Meu pai é o Luiz Paulo e minha mãe é a Eleonice, eles moram atualmente em Campo Grande. Tenho hoje só dois irmãos vivos, pois minha irmã faleceu em 20 de maio de 2008, ela fazia faculdade de Fisioterapia e teve um infarto fulminante, aos 20 anos de idade.

A Lília era uma menina pura, a vontade dela era de dançar na igreja, gostava de estar sempre cultuando, até então não tivemos relatos dela ter um namorado até seus 20 anos. Ela só queria trabalhar, estudar e, futuramente, cuidar dos nossos pais. Eu era o mais apegado a ela, perdê-la foi como um “tiro no peito”, porque eu já morava em Sinop, e ela em Campo Grande, eu não imaginava perder uma irmã e mais, com 20 anos de idade, a imaginava casando, estando perto dos meus filhos, mas foi um processo de cura e é até hoje.

No dia que ela faleceu o Espírito Santo tocou no meu coração para eu falar com ela, ligar, e eu não liguei, chegando em casa do trabalho o telefone tocou, era meu pai perguntando se eu estava bem. Respondi que sim, mas meu pai disse que não estava bem, porque minha irmã tinha acabado de falecer. Teve um infarto fulminante, saindo da faculdade e veio a óbito. Ela estava saindo da faculdade com os cadernos nas mãos, e de repente disse que sentiu uma dor no coração e caiu dura no chão, sem tempo de socorro.

Mas a vida continua, de uma coisa temos certeza: que um dia iremos nos encontrar. Eu tenho um irmão mais novo, com um ano de diferença, e um caçula, com 20 anos. O caçula é adotivo, como a minha irmã também era.

Em 2004, eu trabalhava como estoquista, na empresa que trabalho até hoje, e meu patrão deu a sugestão para eu trabalhar no escritório na parte de vendas, e aceitei. Mas, antes de entrar no escritório, ele disse que eu seria enviado para montar o estoque lá em Sinop (MT). Fui e montei o estoque. Era para ter passado 30 dias, mas com 15 eu já estava retornando a Campo Grande por ter finalizado o serviço. Ao chegar, meu patrão me fez outro convite, para trabalhar na empresa em Sinop, e aceitei. Nos mudamos no dia 10 de março de 2005, estamos lá até hoje, comecei como estoquista e hoje sou gerente geral da loja. Deus tem nos honrado, grandemente, naquela cidade. 

Sempre fui muito reservado, desde adolescente quando me converti aos meus 14 anos. Lembro que dentro da igreja, quando havia alguma coisa envolvida com homens, era um dos adolescentes convocados, pela postura e forma de ser. Sempre andei de calça social, sapato lustrado, camiseta social, sempre arrumado. Eu me sentia separado daquilo que o mundo tinha para mim, realmente sabia que era de Deus. Cheguei a ter um problema na minha perna, chamado erisipela, e as pessoas falavam que a doença era incurável, mas quando eu me converti, Deus me curou.

Foi nesse intervalo que eu conheci a Claudia. Estava em um retiro da igreja, tinha terminado um namoro de nove meses, que não deu certo. Meus pais não eram a favor, meu pastor não era a favor, e realmente estava me tirando da presença de Deus.  No retiro, a Cláudia veio arrumar os cabelos no reflexo do vidro do meu carro e eu estava dentro, como ela não tinha visto, cheguei a abaixar o vidro e ela saiu toda sem graça pedindo desculpas. Só que quando estávamos nesse retiro, me lembro que estávamos orando à noite na quadra por pedido do pastor, ela estava dirigindo a oração e chegou a falar algo que não só chamou minha atenção, mas chamou a atenção de todos os meus amigos que estavam comigo.

Ela era muito meiga em suas orações, sempre se referindo a Deus como “meu Paizinho”. Nós fomos dormir na casa do pastor que nos acolheu, chegando lá fomos dormir em alguns colchões que estavam na sala, eram três ou era quatro meninos, e eles comentando “Vocês viram aquela menina baixinha, muito brega o jeito que ela ora, ela fica chamando ‘Paizinho’, muito esquisito“, mas em meu coração eu achei aquilo lindo, porque era uma forma de intimidade que ela tinha com o Pai dela, que é nosso Deus.

Eu nunca tinha tentado dar um beijo em nenhuma menina, mas eu tinha acabado de sair de um relacionamento já fazia dois meses, e quando fui beijá-la ela desviou. Ela ficou brava com Deus, eu fiquei bravo com ela, pensando que ela não queria nada comigo. Um mês depois, o pastor veio falar comigo dizendo que essa menina era a que Deus tinha separado pra mim. Até que começamos a nos ligar, e partir daquele dia começamos a conversar novamente. Foi quando saímos para jantar, na volta, quando a estava levando pra casa, foi praticamente o dia que começamos a namorar, dia 19 de abril de 2000. Com nove meses depois ficamos noivos, e dia 22 de dezembro de 2001 nos casamos, foi um ano e 9 meses namorando e 9 meses noivos. Foi muito bom!

A Claudia representa para mim amor, uma mãe carinhosa, amorosa, uma mãe que se preocupa, os meninos, às vezes, falam que a mamãe fala demais e eu esclareço que ela ama demais, porque quem ama cuida. Posso dizer que é minha melhor amiga, um presente de Deus para minha vida. Quando ministramos nos Encontros de Casais com Cristo (ECC), eu sempre falo que aquela frase “Atrás de um grande homem existe uma grande mulher” está equivocada, porque não é atrás, é ao lado. Então, do meu lado, Deus me deu uma grande mulher! Nós andamos lado a lado. (Clique aqui e conheça a história da Ana Claudia dos Santos).

Quando ficamos sabendo que a Claudia estava grávida de gêmeos iniciamos um processo de oração e declaração. Colocávamos as mãos sobre a barriga dela e declarávamos que nossos filhos seriam futuros levitas, pastores, doutores, homens que fariam a diferença, nesta nação, e por onde eles passarem. Além dos nossos dois filhos homens, dentro de nós pulsava a vontade de também ter uma menina, e Deus já sabia disso, a vontade era ainda mais forte dentro de mim, eu começava a declarar: “Deus eu quero uma menina! Eu quero uma menina!”.

No meu trabalho uma mulher foi vender algumas pulseiras femininas para criança e me ofereceu, mas eu disse que não sabia se realmente havia a possibilidade de termos uma menina pela idade avançada, tanto minha como a da Claudia. Mas, quando Deus nos deu Asafe e Davi nossa condição financeira era baixa. Mas, Ele deu condições de nós os criarmos, hoje eles estão muito bem.

Quando Deus mandou a Hadassa, vi o nosso realizado. Antes de fecharmos nossa “fábrica” de filhos, sabia que Deus iria nos dar uma filha, como eu a chamava mesmo sem conhecer, “minha neguinha”. E Deus mandou a Anna Hadassa, eu declarava que ela seria uma mulher de Deus, professora do Rhema, ela praticamente nasceu dentro do Rhema, porque a Claudia ainda estava fazendo o Rhema e nós íamos a pé, até o último dia. Nos formamos junto com a Hadassa, o gostoso disso é que as pessoas perguntam como foi viver tudo isso, nós falamos que já colocamos um nome diferente para que ela marcasse essa geração. Hadassa, por ser um nome bíblico e Anna com dois “nn” mais forte ainda.

Eu falo que quando alguém olhar para os meus filhos e vê Luiz Davi, Paulo Asafe e Anna Hadassa vão entender que são pastores, doutores, são ministros. Se depender de nós como pais, já temos isso declarado e ensinado o caminho, porque a Bíblia fala que devemos ensinar o menino NO CAMINHO, e não “O CAMINHO”, porque o caminho você ensina a seguir aquilo que você diz, no caminho você pega na mão e vai junto, deixando claro que vamos juntos até ele criar sua própria asa e voar. 

Minha família é tudo nessa terra. Para mim não existe prazer maior que fazer as coisas para minha família e por eles. Às vezes, a Claudia fala que preciso parar um pouquinho, mas eu falo: “Eu estou fazendo para vocês!”. Quando a Claudia fala que quer comprar roupas para mim, sempre digo pra ela que é para eles primeiro. Não penso em mim, eu penso neles.

Meus referenciais são nossos pastores. Amo muito a vida do pastor Gilmar, admiro e amo muito meu pai que também é um guerreiro, está em Campo Grande, passando por alguns problemas de saúde, se eu cheguei a onde cheguei, o mérito também é dele, por ter me instruído e formado o meu caráter. E claro, não posso deixar de falar da minha esposa, eu falo que nós temos sonhos e planos, que Deus faz acontecer! Um desses sonhos foi a nossa casa, ela queria uma casa em um local específico, mas eu falava que não tinha condições, e ela falava que iria orar, eu sempre enfatizava “Ora, que se Deus der condições de nós termos essa casa a fé é sua!”. E isso aconteceu! Dentre outras coisas que aconteceram também, assim, na minha vida. Meus maiores referenciais são nossos pastores, meus pais e minha esposa.

Eu sou uma pessoa simples, com desejo de fazer a vontade de Deus, mesmo com algumas limitações vamos avançando com o tempo, hoje eu falo que saí de um berço que não tinha nada e hoje com Deus eu tenho tudo.

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