Tenho 49 anos, mas corpinho de 22 (risos). Nasci em uma cidade muito pequena de Minas Gerais, chamada Resplendor. Mas, com apenas 6 anos, meus pais se mudaram para capital do estado, a capital dos belos horizontes. Lá fiquei durante muitos anos. Saí duas vezes para morar fora: morei em Vitória, no Espírito Santo e, em Joinville, em Santa Catarina, já casado. Mas, acabamos retornando para Belo Horizonte.

Minha família é enorme. Eu sou o caçula de 8 irmãos. São 6 homens e 2 mulheres. No almoço de domingo era uma festa. Virava uma farra aquele lugar. Era um tempo muito bom quando estávamos ali. Todos reunidos com meu pai e minha mãe. Meu pai ainda era vivo naquela época, mas faleceu em 1987. Eu sou o xodó das mulheres e a perdição dos homens, sabe por quê? Porque homem não quer perder o reinado. E, eu cheguei e me tornei o reizinho, o brinquedo das meninas e o preferido da mamãe (risos).

A nossa casa era um ambiente muito agradável. Eu cheguei quando o meu pai já era crente, então eu já fui levado para a igreja. Apesar de que na adolescência eu decidi seguir os meus próprios caminhos e só voltei para a igreja quando o meu pai faleceu. Porque eu comecei a me fazer algumas perguntas, a respeito da minha vida, da vida após a morte, essas coisas. Eu tinha 18 anos quando o meu pai faleceu. Quando isso aconteceu os meus irmãos estavam quase todos casados.

O meu pai passou por um processo de enfermidade. Ele sofreu com a diabetes, então a gente meio que esperava essa morte dele a qualquer momento… Mas, é aquela coisa, espera mas não espera. A gente nunca está preparado. Lembro que o meu pai viajava muito quando eu era criança, não tenho uma lembrança do meu pai muito presente. Porém, quando ele ficou mais doente e eu fui crescendo, eu tinha por volta de 17 anos. Então, ficamos mais próximos. Eu tenho boas lembranças com ele no meu coração…

Lembro que o meu pai gostava muito de um bolo de carne que vendia do lado da minha casa e, um dos últimos desejos dele foi comer esse bolo de carne, ele pediu para que eu fosse comprar. Quando eu cheguei lá, eu não sei o porquê, o dono disse para que eu levasse dois. Foi a última vez que ele comeu aquele bolo, que realmente era algo sensacional. Eu guardo essa lembrança com muito carinho dele.

Lembro dele sentado no sofá. Depois de um tempo ele perdeu a visão e, por vezes, sentado no sofá, eu sentado no colo dele, dando beijo em seu rosto… Essas são lembranças que eu tenho guardadas no meu coração.

Minha mãe é uma lindinha (risos). Você precisa conhecer a minha mãe. Em Novembro, ela vai completar 90 anos. Nós a levamos para morar em Lagoa Santa, que foi onde eu morei assim que me casei. Ela mora com meu irmão, José Carlos, ele cuida dela.

A minha mãe depois de anos e anos sem ir para a igreja, começou a frequentar o Verbo da Vida. Onde nós tivemos a oportunidade de começar a obra, lá em Lagoa Santa. Então, a minha mãe é a mãe do pastor. Imagina só, a minha mãe é muito carente, mas muito amorosa. Mas, é aquele negócio, se você tem um sorriso largo, gosta de todo mundo, conversa com todo mundo, de falar com as pessoas, conquista todo mundo… ela é assim e acabou virando a mãe da igreja.

Todos a tratam como mãe. Pede a benção para ela e tudo mais, ela se acha naquela igreja (risos). O meu irmão estava desviado. Ele teve a oportunidade de se reconciliar com Jesus e eu pedi ao Pastor Alessandro para cuidar deles. E, de repente, o Pastor Alessandro mandou uma imagem dele se tornando membro da igreja. Eu estava lá em Portugal e eu disse: “Glória a Deus!” Porque enquanto eu estou cuidando daquilo que o Senhor me chamou pra fazer, o Senhor está cuidado dos meus. Aquilo foi muito emocionante…

Eles cuidam dela como se fossem mãe deles mesmo. E o Zé Carlos é um querido porque ele cuida muito bem dela, eles têm um carinho muito grande por ele. Essa é uma parte da minha história.

Eu vou lhe contar um pouco mais da minha história. A minha esposa, Lisiane é tudo que um dia eu sonhei e pedi a Deus. É a mulher da minha vida! Mas, foi o seguinte, antes de eu conhecer a Lisiane, ela me conhecia primeiro. Ela se interessou por mim só que na época, eu estava quase noivo de uma moça. Esse relacionamento não deu certo e nós terminamos. Quando nós terminamos, Lisiane estava num processo de transferência de universidade de Joinville-SC para a UFMG em Belo Horizonte-MG.

Ela já me conhecia de algum intercâmbio de acampamento de adolescentes. E quando ela se mudou para lá, foi para a minha igreja. Muito esperta ela! (risos). Quando ela chegou, eu tinha recém-terminado o meu relacionamento que infelizmente não deu certo, mas graças a Deus, a Lisiane chegou na minha vida.

Existem pequenas histórias envolvendo a nossa história. Uma delas é que a mãe dela me desejou como genro. Porque um dia a mãe dela foi visitar a minha igreja e ela não sabia que Lisiane já me conhecia. E, na época, eu era diácono na igreja e a mãe dela me viu e disse assim: “É um rapaz desse tipo que a minha filha podia conhecer.” (Risos). Eu não sabia disso. Anos depois que eu fiquei sabendo e eu me divirto com essa história até hoje.

Eu e a Lisiane começamos a conviver no grupo de jovens. Mas eu não sabia do interesse dela por mim. Ela sempre foi muito discreta. Eu conheci uma amiga em comum nossa que se chama Mirian Cristina. Hoje, ela é missionária na Irlanda do Norte. Ela é muito preciosa para nós. Certo dia ela chegou para mim e disse assim: “E aí Marcinho, como é que tá o coração?”. Ela sabia que eu tinha terminado e eu disse que estava totalmente fechado, que eu não queria saber de namoro naquele momento.

Ai ela disse assim: “Mas, se eu fosse você, eu abria.” Ai eu perguntei o porquê. É aquela coisa, está fechado, mas quer saber (risos). Ela disse que tinha uma irmã muito bonita da igreja que estava interessada em mim. Perguntei quem era (risos). Ela apenas disse que eu ficasse esperto. Então, quando os meus olhos cruzaram com aqueles lindos olhos azuis, eu disse assim: “Não, é muito areia para o meu caminhãozinho. Essa mulher é muito bonita. Não é ela”. Eu pensei assim comigo.

Mas aí, começamos a interagir e foi rolando um clima entre a gente. Surgiu a oportunidade de uma viagem para a terra dela, que se chama Governador Valadares. Íamos um grupo de jovens para um casamento no mesmo carro. Aconteceu que um dos jovens não pôde ir, a outra também e a outra também não… Acabou que só eu e ela decidimos ir para Valadares no carro do pai dela. Ela disse que tinha que entregar o carro para o pai, então me chamou para ir e eu fui.

Eu digo que a viagem no carro do pai dela demorou mais do que se tivesse ido de ônibus (risos), porque ela foi me xavecando até Governador Valadares (risos). Fomos conversando até lá e, na época eu não dirigia, só ela. Fomos conversando e quando chegamos naquele casamento ela já não me largava mais. Ficou junto comigo, me servindo e tudo mais. Ela conhecia todo mundo de lá, mas depois nós nos separamos, ela ficou lá e eu fui trabalhar em outra região.

Fui trabalhar no Rio de Janeiro, mas combinamos de nos encontrar depois em Belo Horizonte, foi onde tudo começou. Nós nos encontramos, conversamos sobre a possibilidade de namorarmos e eu a pedi em namoro. Ela aceitou mas tinha que pedir ao pai dela.

Para mim ela significa tudo. Minha esposa é um suporte incrível dentro do meu lar. Eu passei uma situação na minha vida que pode resumir bem o tipo de mulher que eu tenho ao meu lado. Eu tive uma doença séria, um câncer no estômago e passei por uma cirurgia para retirar o estômago todo, porque ele estava totalmente comprometido. Quando o câncer chega na vida de uma pessoa, parece que o chão desaparece diante dela. Isso foi em 2005, nesse momento o que Lisiane fez representa tudo que sempre fez o casamento inteiro. A Lisiane é muito forte e em momento algum ela pestanejou, ou murmurou. Não, ela sempre acreditou, me dava palavras de encorajamento e dizia que eu não ia morrer, que eu viveria e isso foi me enchendo de expectativa.

A palavra da fé ainda não tinha chegado para nós, éramos crentes, mas isso de declarar a Palavra eu não conhecia. Lisiane parecia que já tinha feito o Rhema. Ela me dava palavras, me encorajava. Lembro quando nós saímos do quarto do hospital para ir para o centro cirúrgico, ela foi me empurrando naquela cadeira de rodas. Eu estava com aquele avental maravilhoso que cobre até a coxa e deixa a sua reta guarda totalmente descoberta. Eu realmente nunca entendi aquele avental porque ele é ridículo (risos).

Ela foi me empurrando naquela cadeira de rodas até o bloco cirúrgico e, a última frase que ela disse foi: “Até aqui viemos nós três e daqui por diante é só você e o Senhor Jesus Cristo”. E cara, aquilo me marcou tanto que eu falei que tudo já tinha dado certo e que nada daria errado. E, a partir daquele bloco cirúrgico, eu fui empurrado por um enfermeiro mas com a certeza de que o Senhor estava no controle daquilo tudo e que nada daria errado. E assim foi, graças a Deus fui curado e contarei os feitos do Senhor até meus últimos dias.

Esse foi um momento muito difícil na nossa vida, mas Lisiane sempre foi muito forte, sempre me encorajou muito. Ela é uma mãe maravilhosa, cuida dos meninos, cuida de mim. Ela é muito sábia quando se trata de lidar com as coisas de casa, poderia ser muito bem-sucedida na área profissional. Ela estudou para isso. Ela é terapeuta ocupacional, mas decidiu abrir mão disso para ser esposa e mãe. Eu não pedi para ela fazer isso, muito pelo contrário, eu a encorajava a trabalhar fora, até porque ia ajudar no dinheiro dentro de casa (risos), brincadeira.

Mas eu sempre a incentivei a trabalhar. Chegou um momento em que eu entendi, que foi o tempo em que mais prosperamos. Ela em casa e eu fora, nós avançamos muito, por incrível que pareça. Lisiane é a minha paixão. Eu falo com ela que nesse tempo eu consegui uma amiga mulher. Nós temos prazer na convivência um do outro.

Houve um dado momento, no início do nosso casamento que voltar para casa era um tormento. Por imaturidade da minha parte. Por conta de coisas que a gente viveu naquela época. Mas, chegou um momento em que a maturidade veio e eu comecei ver a Lisiane como uma amiga. Eu gosto de estar junto dela. Eu gosto de sair com ela. Por incrível que pareça, eu gosto de ir ao shopping com ela. Eu sou um marido presente. Eu estou onde ela quer que eu esteja. Eu faço o que ela quer eu faça. E isso é muito gostoso.

Chegou um momento em nosso casamento em que nos tornamos cúmplices. Existe cumplicidade entre nós, na nossa convivência. Ela é o meu amor. É “my love” (risos).

Eu sou um cara divertido e ao mesmo tempo sou emoção pura. Em todo tempo eu sou assim, um cara que gosta de abraçar, de beijar, que gosta de estar perto, gosto de ajudar. Eu não sou um cara que fala assim: “Olha, pode contar comigo”. Mas, quando conta, eu não estou disponível. Eu não sou assim. Eu não sossego enquanto eu não faço algo para ajudar aquela pessoa. Isso está em mim desde sempre. Eu comecei a trabalhar secularmente numa empresa de nutrição animal em 1992 e, eu tive a grata satisfação de ter uma pessoa que foi o meu pai profissional.

Ele me pegou criança e me tornou adulto. Ele pegou um rapazinho que arrumava o setor de supermercado e me tornou gerente no lugar dele quando se aposentou. Ele me preparou e, nesse tempo, aprendi muita coisa com ele sobre relação interpessoal. Aprendi a lidar com as pessoas. Esse lidar com as pessoas que me ajudou a colocar em prática aquilo que eu era. Porque eu sempre fui aquele que quis ajudar outras pessoas. Quando eu tive oportunidade de estar numa condição que podia ajudar as pessoas, eu não desperdicei.

A empresa que eu trabalhei, eu posso contar certamente que umas 200 pessoas eu dei emprego, direta e indiretamente. Porque as pessoas vinham até mim buscando uma oportunidade e eu analisava como poderia ajudar aquela pessoa da melhor forma possível. O meu prazer era sempre contratar pessoas, eu nunca tive prazer em demitir. Eu demiti pouquíssimas pessoas, eu posso contar nos dedos das mãos. Mas, eu admiti mais de 200 pessoas, por quê? Porque eu tinha prazer em fazer isso, cuidar de gente.

Esse meu lado profissional se uniu a minha personalidade e, isso sou eu, seja na igreja, no meu ministério, na minha vocação, naquilo que um dia Deus me chamou. Eu não sei fazer outra coisa que não seja amar e cuidar de pessoas.

Certa vez, uma família chegou até mim para eu cuidar deles e essa família estava passando por um momento muito difícil, muito conturbado no casamento deles. Eu e Lisiane chorando, orando por eles naquela madrugada e nós oramos assim: “Deus, não permita que tenhamos chegado tarde demais na vida dessa família. Não permita que isso tenha acontecido. Nos dê essa família”, nós tivemos essa oportunidade de cuidar dessas pessoas. Graças a Deus essa família foi restaurada, estão no ministério e firmes.

Têm várias coisas que me irritam. Normalmente eu sou uma pessoa do bem. Eu sou uma pessoa espontânea, livre e tranquilo. Mas, tem uma coisa que eu não gosto, que é falsidade. Eu detesto isso. Eu tenho uma dificuldade de lidar com pessoas que são duas caras. Que na sua frente é uma coisa, mas nas suas costas é outra. Eu acho que as pessoas têm o direito de ter as suas próprias experiências. Eu tendo experiências com você, você vai me conhecer do jeito que eu sou e vice-versa.

Mas, de forma alguma eu tenho o direito de vender uma imagem errada para você ou fazer coisas por trás que tendem a prejudicar você. Isso eu acho muito feio e me desagrada muito, porque eu não espero isso das pessoas. Eu espero sempre o melhor das pessoas.

Quando eu vejo os meus dois filhos sentados junto conosco a mesa e temos a oportunidade de vê-los rindo e brincando. Isso me deixa feliz. Porque durante um tempo, pelo abismo da idade, elês tem uma diferença de idade de quase 5 anos… O mais velho não aceitava muito o mais novo. Mas, agora, eles estão vivendo um tempo tão gostoso, que a diferença de idade já não é tão gritante. Porque o outro está amadurecendo mais. A diferença de 5 anos continua, mas a cabecinha do outro está amadurecendo, então eles estão convivendo melhor. Eu fico muito feliz em tê-los a mesa, se divertindo comigo e  com a Lisiane, isso é maravilhoso.

A nossa casa é uma zoação o dia inteiro. É um brincando com o outro. Um zoando o outro o tempo todo. E o Arthur é o mais sério da família, ele é o mais velho. O Estevão é muito parecido comigo. Ele é molecão. Na personalidade e fisicamente nos parecemos muito. Ele só tem o olho claro, que puxou a mãe (risos). Mas, nós estamos vivendo um tempo de relação muito bom agora, muito mais do que no Brasil. Porque antes eu viajava demais. Trabalhava demais e com isso tínhamos poucas oportunidades de sentar e conversar. Mas, em Portugal não, nós estamos sempre juntos. Pelo menos uma refeição no dia nós fazemos juntos e isso é muito gostoso. Vê-los crescendo me deixa muito feliz. A minha família para mim é o meu bem mais precioso.

Eu me vejo arrebatado (risos). Eu quero vê isso acontecer. Eu creio que estamos muito próximo disso. Eu não vou colocar datas, mas eu tenho muita expectativa para o arrebatamento. Se isso não acontecer daqui para lá, eu me vejo fazendo isso que eu faço hoje. Cumprindo a vontade de Deus, seja aqui, em Portugal ou em outra nação. Eu me vejo fazendo aquilo que o Senhor me chamou para fazer, cuidar de pessoas.

A minha família é o meu tudo. Eu já disse isso aqui, mas para mim o meu maior prazer é estar junto com eles. Eu amei estar na Conferência em Campina Grande, mas eu não vejo a hora de voltar para casa, estar junto do Arthur e do Estevão. Enquanto vocês estavam entrevistando Lisiane, o Arthur ligou para mim por vídeo. E poxa, ver o Arthur foi bom demais.

Acredito que o ministério representa uma oportunidade muito grande de fazer parte de uma coisa que é maior do que eu mesmo. Fazer parte desse exército que foi levantado pelo Senhor para impactar e alcançar as nações, para o avivamento que nos espera nesses últimos dias. Eu falei no início sobre o meu patrão, que era o meu gerente na verdade. E eu tenho muita satisfação em falar dele. Ele foi um paizão para mim. Eu tenho muita satisfação pela empresa que eu trabalhei. O dono da companhia que eu trabalhei faleceu ano passado e eu senti muito pelo falecimento dele.

Era maior companhia de ração do Brasil. Amava trabalhar lá. Ia com prazer. Saí de lá pela porta da frente. Tenho muito orgulho daquela empresa. Eles sempre me trataram com muito carinho. Sei que em qualquer momento, se eu pedir, eles me dão uma oportunidade de voltar. Porque eu deixei um bom legado lá. Mas, por que eu estou dizendo isso? Porque eu tenho uma satisfação tão grande de ter trabalhado para eles, mas quando eu transfiro isso para o ministério, eu penso: “Uau! Eu estou trabalhando para o Senhor da glória! Eu estou em parceria com Ele!”.

Quando eu trabalhava para a empresa, eles me mandavam para rua e eu fazia aquilo que eles mandavam fazer. Com o Senhor Jesus é diferente porque Ele vai junto comigo. Meu Deus, isso é glorioso! Então, eu tenho um prazer muito grande e essa convicção de que eu estou fazendo algo muito maior. Estou fazendo algo pra o Senhor e ainda mais, estou fazendo junto com o Dono da empresa. Saber que Ele está ali junto comigo, me incentivando, me encorajando a fazer. O ministério para mim é isso, sabe? Fazendo parte de algo que é maior do que nós mesmos.

Têm alguns dias tristes na minha vida. Alguns que eu não quero falar sobre eles. Mas, eu acho que o dia mais triste da minha vida foi o dia que eu perdi o meu pai. A gente estava começando a viver os nossos melhores dias e como eu disse para vocês, ele foi um pai ausente, sabe? A minha mãe foi a minha melhor amiga até a chegada de Lisiane. E quando o meu pai estava prestes a falecer, nós criamos uma identificação muito grande. Nós começamos a ser amigos. Dou glória a Deus por isso porque ficou na minha memória aqueles últimos tempos de convivência boa com ele. Muito mais do que aquele tempo de ausência dele.

Foi um tempo muito ruim quando ele faleceu. Eu senti muita falta dele. Eu queria que ele estivesse junto da minha mãe, para que ele pudesse ver tudo que está acontecendo. Viver aquilo que estamos vivendo. Eu tenho certeza que ele seria um avôzão para os meus filhos, como ele foi um avôzão para os netos dele que eram mais velhos e tiveram a oportunidade de conhecê-lo.

O dia mais feliz da minha vida foi o dia que o Arthur e o Estevão nasceram. Nada se compara. E se eu puder dar uma dica para todos os pais é: “Assistam o parto dos vossos filhos!”. Se não desmaiarem, porque eu quase desmaiei. Mas, eu segurei firme. Porque enquanto a adrenalina estava ali rodando no sangue, a gente fica firme. Mas, depois que a adrenalina foi baixando, vi que o menino estava bem, bambeei as pernas. Aquele momento para mim, foi o momento mais maravilhoso que eu já vivi na minha vida.

Esse privilégio que eu e Lisiane tivemos de gerar um ser. De pegar aquele ser ali nos meus braços, nas minhas mãos. E dentro daquele bloco cirúrgico, levantar os dois para o céu e consagrá-los ao Senhor Jesus. E falar assim: “Olha Pai, eles são teus. Obrigado pelo tempo que o Senhor vai me dá cuidando deles. Mas eu sei que um dia eles vão acertar o alvo para o qual eu estou esticando essa flecha”.

Um sonho… ver meus filhos casando e ver os meus netos…

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