Meu nome é Marcos Alexandre, tenho 51 anos e sou natural do Rio de Janeiro, onde morei até os meus 24 anos. Fui para Fortaleza e lá morei por dez anos, depois passei doze anos em Brasília e, em seguida, morei em Palmas por seis anos. Minha família é do Rio de Janeiro. Meu pai é militar do exército e eu tive uma infância normal, família simples.

O nome do meu pai é Joel  e da minha mãe é Silvia, em 2003, ela partiu para o Senhor, quando eu ainda estava em Palmas. Meu pai mora no Rio ainda. Ele, como militar, sempre foi muito rígido, em termos de disciplina, mas um excelente pai. Mesmo dentro das limitações naturais e financeiras, ele sempre proporcionou o melhor possível para mim e meus dois irmãos. Minha mãe também, apesar de sempre ter trabalhado fora, era muito cuidadosa, atenciosa e protetora com a gente. Ambos foram excelentes pais, sempre muito presentes.

 Meu pai, por opção dele mesmo, hoje vive só. Nós, os três filhos,  já adulamos muito para ele vir morar com a gente, mas ele não quis. Também não quis outra pessoa para morar consigo, quer viver sua vida lá mesmo.              

Meu irmão mais velho se chama Joel Júnior e o Cláudio, que é mais novo do que eu, temos 6 anos de diferença, de cada. O mais velho mora no Rio e o mais novo em Fortaleza. A gente não brigava muito quando era criança porque a diferença de idade era muito grande, então havia um respeito e um cuidado entre nós. Todos os dois já estão casados e são cristãos, inclusive o mais novo que me levou pra Jesus.

Vou fazer, este ano, 31 anos de casado. O casamento pra mim significa tudo. Minha esposa foi minha primeira namorada, o primeiro relacionamento sério com compromisso. Eu também fui o primeiro namorado dela, quando nos conhecemos ela tinha 13 anos e namoramos 3 anos e meio. O casamento na nossa vida é tudo, tanto eu quanto ela casamos muito jovens. Após 4 anos de casados veio a Juliana, temos um casal, uma filha de 27 anos e o rapaz de 17 que ainda mora com a gente. 

Minha esposa é uma grande companheira, a companheira da minha vida. Quando nós nos casamos nenhum era cristão, mas vivemos uma vida comum do lar muito boa, sempre de muito respeito e comunhão um com o outro. Nunca tivemos problemas, nunca nos separamos e nunca pensamos nisso, mesmo quando não éramos cristãos. Nosso relacionamento em casa era muito bom e depois que conhecemos Jesus ficou ainda melhor.

No ano de 2000, nós chegamos em Brasília, já tínhamos aceitado Jesus, em 1994, mas foi em Brasília que eu firmei mesmo o compromisso de andar com o Senhor. Congregávamos em outra igreja, começamos a nos firmar lá, sempre com o coração muito disposto a servir. Tanto eu como ela nunca queríamos ficar numa igreja sem servir, sempre tivemos em nosso coração de participar de algum departamento, de servir mesmo. Foi quando Márcio Sidnei, que trabalhava com a gente e hoje é pastor do Verbo da Vida em Araraquara (SP), nos falou do Rhema. Eu ainda passei um ano relutante para ir para o Rhema, e quando fui conhecer, falei ao Senhor que se aquele não fosse um curso dele, que eu sairia pela mesma porta que entrei (risos).

Márcio me disse que iria ter uma aula demonstrativa, que inclusive era Dione que iria ministrar, então eu orei ao Senhor e nós fomos. E no mesmo dia nós fizemos nossa matrícula e começamos o Rhema, no começo do outro ano, em 2007.

Em 2008, terminamos o Rhema, em 2010 fizemos a Escola de Ministros itinerante, em Brasília. Naquele ano e no final de 2010 o pastor nos chamou e disse que queria licenciar a gente, para nos separar como co-pastores. Nós fomos, fizemos parte da primeira equipe de pastores auxiliares do pastor Joselito, eu e mais cinco, que hoje são pastores em outras igrejas.

Em janeiro de 2011, ele convidou a gente para cuidar de um grupo de oito pessoas, uma família, que tinha em Samambaia, cidade satélite de Brasília. Ele perguntou se eu aceitava cuidar desse pessoal e eu disse que estava pronto para obedecer e seguir as direções do Senhor, assim fomos para lá. Logo depois, já estabelecidos na igreja, criamos os departamentos de louvor, diaconato e crianças. Cerca de dois anos depois veio uma “nota” em nosso coração para irmos pra Palmas, no Tocantins.

Daí eu liguei para o nosso pastor e disse que estava com essa “nota” e era um assunto pra gente conversar pessoalmente. Fui ao gabinete dele e contei sobre ir para Palmas, lá não existia obra do Verbo da Vida ainda, então ele disse que pelo trabalho que estávamos fazendo em Samambaia, ele confiava plenamente na gente ir para lá.

A região de Palmas não era de supervisão do Pastor Joselito, então, ele nos disse para falar com a diretoria do Ministério e, como teria uma reunião com o Pastor Bud e outros estariam lá, a gente conversaria sobre a autorização. Na reunião, ele conversou com o Pastor Bud e nos chamou, quando o pastor Bud nos viu, disse na hora que poderíamos ir e que ele nos abençoava, que aquela obra seria um sucesso.

Vinte dias depois, nós fomos para Palmas começar do zero e um novo pastor foi enviado para Samambaia. Começamos sem conhecer ninguém, orando e seguindo as Suas direções. E Ele nos direcionou para começar o culto na varanda, foi quando convidamos pessoas vizinhas e cinco vieram. E assim foi indo, nós fomos para um hotel, depois para uma escola e foi depois que alugamos uma loja. Fizemos também um trabalho de dois anos no presidio.

Depois de seis anos, com a igreja já estabelecida com seus departamentos básicos e com o Rhema autorizado, nós percebemos que essa estação já estava se cumprindo. Foi então que pastor Joselito nos ligou, perguntando se eu tinha alguma nota sobre a Espanha e eu disse que estava percebendo algo e como ele sabia, minha estação ali em Palmas estava terminando, mas que estava orando por aquela região. E depois ele me ligou e disse que conversando com Guto ele nos orientou em ir fazer a Escola de Missões em Campina Grande.

 Esse tempo aqui, em Campina Grande, tem sido muito bom, um tempo diferenciado em nossas vidas. Nós já tínhamos experiência de oito anos à frente de obras, mas não tínhamos experiência de como era o Ministério no dia a dia, em termos de relacionamento com as pessoas e com os pastores. Quando nós começamos a ver como funciona o Ministério, nós ficamos impactados com a simplicidade e com o amor. 

Sobre a Escola de Missões nós viemos por direção do Guto, mas não estávamos na expectativa de fazer a escola, porém já tínhamos no coração uma nota de que se viéssemos para Campina Grande seria um tempo bom. A Escola foi algo que abriu nossos horizontes, ela prepara você para a obra em um local diferente, a sua visão se abre, a ótica sobre relacionamento não só com o Ministério, mas com as pessoas,  é expandido. A Escola de Missões foi um grande divisor de águas pra gente.

             

Minhas referências ministeriais e como pessoa são Guto e Maneco. Eles são duas pessoas que a gente conhecia de conferências e eventos, mas agora, no dia a dia, nós percebemos que são pessoas diferenciadas, em todo esse contexto que comentei: de simplicidade, relacionamento e amor à obra. Embora tendo muita responsabilidade e trabalho, eles procuram dar atenção às pessoas, sempre procurando se relacionar de uma forma horizontal e uniforme.               

Minha expectativa é sempre fazer aquilo que fui chamado para fazer. Nós viemos para uma fase e estamos com expectativas para conclui-la. Estamos disponíveis para servir, disponíveis para o Ministério, mas estamos na expectativa de fazer aquilo para o que viemos nos treinar. É como estar num grid de largada, os carros estão ali para um propósito e estamos na expectativa de cumprir o que fomos designados. 

Meu desejo como pai e como esposo é dar o melhor para eles e viver o melhor, mas isso acaba se misturando com o ministerial, pois eu creio que se estiver pleno no meu ministério também estarei pleno no meu pessoal. Em Brasília nós tínhamos nossa casa, nossa empresa e nossa vida, e abrimos mão disso tudo, da vida natural, vamos dizer assim, de só trabalhar e conquistar coisas pelo natural. De 2010 para cá, vivemos só pelo ministério e servindo ao Senhor. Então minha ambição pessoal é estar pleno no ministério, as coisas se misturam. E isso independe de tamanho de igreja, de local, mas sim fazendo aquilo pelo qual fui designado.

Marcos Alexandre é um visionário, ele quer ter uma vida plena e conquistar coisas no Senhor. Estar pleno para mim é muito mais que número, é onde você está.  Igual ao ano de 2018, apesar das adversidades naturais e emocionais eu estava pleno, porque eu sabia que era o tempo de cumprir esse propósito. E agora estamos em transição e estou pleno pois sei que estou fazendo isso no momento certo. Meu sonho realmente é estar vivenciando as fases que o Senhor tem para mim.

Eu agradeço a Deus por nos ter confiado a sua obra e seus filhos, para cuidar e conduzir no crescimento. E também ao pastor Joselito por ter acreditado em nós, de ter visto em mim algo que nem mesmo eu via. Quando não éramos nem do Verbo ainda, tinha uma pessoa que nos dizia, que me via sendo um pastor do Verbo.

Eu tinha um grande desejo de servir, mas não me via plenamente no chamado, mas quero honrar o pastor Joselito por ter confiado em nós e estar comigo nos passos que eu dava, sempre me dizendo: “Vai fundo! Continue e vá adiante”. Sempre quero honrar a vida dele, estando debaixo de sua supervisão ou não, queremos sempre honrá-lo e semear na sua vida. E quero ser grato a Guto também, por ter visto, confirmado e confiado em nós uma obra, por ele ter nos chamado para este tempo aqui.

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