Tenho 22 anos sou de Campina Grande… Quero começar falando da minha família. Lindemberg , meu pai infelizmente não participou da minha criação, a gravidez da minha mãe foi planejada, mas quando eu tinha apenas dois anos a minha mãe ficou sozinha. Porque meu pai foi embora e hoje tem outra família estabelecida. Meu contato com ele existe, mas não tenho vínculos. O nosso contato hoje está um pouco maior, ele é alguém que não conheço bem, mas quero ter a oportunidade de conhece-lo. De estar um pouco mais perto e até conviver.

Hoje, ele mora em Campina, em outro bairro, não tenho muita informação dele. Antes eu ligava para ele, mas não tinha intimidade, a ligação terminava rápido, hoje ligo mais raramente.

Na infância não lidei muito bem com essa ausência e por isso ela foi um pouco triste pela falta que ele fazia. Em festa do dia dos pais na escola, quem ia era a minha mãe, reunião de pais, apenas ela estava lá… essas coisas. Minha mãe sempre batalhou para me sustentar.

Quando ela casou com meu pai ela estudava e trabalhava, mas ele disse: não quero você estudando e nem trabalhando. A partir daí ela nem estudou e nem trabalhou mais. Mas, de repente, ele se foi, e ela se viu em uma situação de estar apenas ela e eu.

O primeiro trabalho dela depois disso foi de frentista de posto de gasolina, ela se alegra em falar isso hoje em dia… porque foi a oportunidade que surgiu, mas no decorrer do tempo ela foi se aperfeiçoando em outra área e hoje ela está muito bem.

Hoje, Marta, a minha mãe, é sócia de uma empresa de móveis. Ela decidiu se focar em administrar e cuidar de coisas e de frentista de posto a sócia de uma empresa.

Minha mãe é o meu maior referencial. Olho para ela e costumo dizer que quero ter a mesma força, a mesma garra, determinação e visão que ela tem. ainda tenho muito a melhorar ainda. Ela tem 46 anos, eu tenho apenas 22, tenho muito a caminhar ainda…

Desde a infância tinha contato com a igreja, mas ia porque a minha vó me levava, mas eu não lia a Bíblia, era meio religioso. Mas precisei lidar bem com relação a paternidade de Deus, porque eu não tinha referência de pai terreno. As pessoas sempre falavam que Deus é um bom Pai, um Pai maravilhoso e eu ficava pensando… como assim? Como é ter um pai?

Mas, Deus se mostrou sempre presente e acredito que não senti mais tanta falta do meu pai por isso. Deus estava presente agora na minha vida.

Minha maior experiência com Deus foi quando realmente eu olhei para Ele como meu Pai. Porque como não tinha a referência desde criança, essa questão foi um pouco difícil. Mas quando o vi finalmente como pai, me lembro que todas as noites eu adquiri um bom costume de me ajoelhar na cama e orar. O que eu não falava para a minha mãe, eu falava para Deus. E isso se transformou em um relacionamento muito bom entre nós.

O que me acontecia na escola eu falava para Ele antes de dormir, Ele não me respondia e eu também ao tinha entendimento, mas eu sabia que Ele estava me escutando, porque era algo que me fazia bem. Eu não conseguia dormir se eu não tivesse esses momentos com Ele. Era como se eu deitasse e algo alertasse: “Você não falou com seu Pai, converse com Ele.”

Sou filho único, mas não aconselho ninguém a ter apenas um filho. Porque eu tive experiências que talvez não precisasse ter, porque a falta do meu pai foi algo muito forte para mim, mas se por exemplo, eu tivesse um irmão para dividir as coisas seria bem mais fácil e talvez mais leve. Se você quer ter uma família, tenha pelo menos mais de um filho. Porque chega um tempo no qual os pais vão suprir parte das nossas necessidades, mas até certo tempo, mas por exemplo, tem coisas que compartilhamos apenas com irmãos. Eu senti muita falta desse relacionamento saudável de irmão. Sempre pedi a minha mãe um irmão, mas pelas coisas que ela passou, não quis mais. Ela não teve uma boa experiência e ficou cuidadosa.

Se eu tivesse a oportunidade de falar algo para um irmão (que não tive), diria que sinto muito a falta dele… que eu queria que ele existisse… caramba! Se ele tivesse existido, eu estaria bem melhor, não teria sofrido tanto…

Eu acredito que ninguém vai a lugar nenhum sozinho. E se você for sozinho talvez seja porque você tenha feito alguma coisa errada nos processos. Amizade é algo importante em nossa caminhada. Os amigos nos sustentam no dia mau. Sei que temos que buscar primeiramente a Deus no dia mau, mas quando temos amigos por perto para dividir as cargas é excelente.

Eu considero muito meus amigos, porque não me abandonaram nos dias maus. Eu não vou negar que eu ainda sinto a falta do meu pai, mas nesses dias, meus amigos, sempre vem com uma palavra de ânimo. Amizade é esse braço estendido de Deus.

 

Quando penso em alguém que posso me espelhar e dizer: quero ser como ele quando crescer… Marcos, meu líder nos adolescentes. Eu acho ele muito objetivo, ama as pessoas mesmo com o que faz e fala. Ele dá seu tempo para que sejamos acrescentados.

Em um dos livros de Joyce Meyer ela diz: “Uma das maiores demonstrações de amor é tempo que ela dá a você.”

Pronto, Marcos é assim…

Eu acho isso muito bom, a família dele é um exemplo, o casamento dele, o departamento em si. Realmente, quando eu crescer quero ser como ele. Na responsabilidade, amor, carinho e cuidado com as pessoas.

Sou dessa geração de jovens e adolescentes e percebo uma geração que está inconformada. Até pergunto a outras pessoas de outras gerações se a geração de adolescentes e jovens dela foi assim, e todos dizem: não. Nunca aconteceu coisa parecida.

Somos uma geração inconformada com o mundo, que está amando mais as pessoas. Os adolescentes que trabalham comigo no projeto resgate estão motivados amar pessoas. Eles não querem apenas falar de Jesus, querem demonstrar, essa é a marca dessa geração. Estamos vendo uma geração arraigada nesse amor.

Mas não é amor que busca apenas para mim, ou para você, é um amor que eu quero para outras pessoas, o amor doador, vai ser dessa forma, já está acontecendo, porque é o amor que rompe todas as coisas.

Temos visto isso nas nossas atuações de evangelismo nas ruas, nas praças, mas também nas nossas vidas.

E isso não é uma coisa apenas dos adolescentes do verbo da vida em Campina Grande, observando o trabalho na praça mesmo vemos que pessoas de diversos lugares estão sendo amadas.

Pessoas estão sendo constrangidas por esse amor. Falamos muito de João 3.16 porque Deus amou o mudo de TAL MANEIRA não pereça, mas tenha a vida eterna.

Esse amor de TAL MANEIRA é o que a gente precisa exalar, para que as pessoas possam realmente seguir o caminho de Cristo.

Estou liderando o Resgate que é um sub departamento dos adolescentes e ele estava meio adormecido. A primeira formação foi há uns 3 anos atrás e tinha um grupo de 10 pessoas e era liderado por uma menina que inclusive hoje, está longe do Senhor…

Ela, inclusive, está na lista do resgate para ser alcançada por Deus. Já conseguimos o endereço dela e vamos lá na sua casa e esse projeto é especificamente chamado de “Resgate dos Nossos”. Vamos buscá-la e amá-la.

Marcos estava orando para retomar as atividades do Resgate e o Senhor mostrou meu rosto para ele. Marcos então veio falar comigo e Deus já havia tratado comigo que esse ano o evangelismo seria reavivado. Ele me deu a oportunidade mudar o nome resgate, mas permaneceu resgate, mas agora reavidado.

Hoje, o Resgate é um super departamento, com mais de 90 pessoas envolvidas. Só de adolescentes. De 12 a 18 anos.

Em 2018 vou fazer a Escola de Ministros e hoje faço faculdade de inglês, e faço por uma palavra que o Senhor me deu: “Você vai treinar missionários”. Mas o interessante que a minha área sempre foi exatas. Amo cálculo, mas estou obedecendo ao Senhor. Estou no segundo período do curso na UFCG.

Eu estava trabalhando em uma empresa na cidade, mas o Senhor falou isso comigo, eu falei de Deus para a minha coordenadora, e do que Deus tinha tratado comigo e ela abraçou aquilo e me falou que sempre gostou de mim, por me ver sempre fazendo as escolhas certas. Ela me ajudou nessa saída, estou cursando inglês e já estou pensando em dar aulas na igreja, não vou esperar terminar o curso.

O próximo passo é ousado, não é para agora, mas meu ministério é ajudar pessoas, percebo que estou ficando mais maduro nas estações. A direção que vem eu sou rápido em acatar, não tenho medo.

Costumo acalmar as pessoas que estão perto de mim, por exemplo, a minha mãe ela ainda não é da visão, ela se converteu recentemente, no domingo que antecipava a minha ministração do Rhema (que seria na segunda à noite), minha ministração foi o testemunho da conversão dela que de fato, foi um pouco complicada.

 

Ela estava bem estressada e reclamando de muitos problemas, estava com tanta raiva que explodiu e bateu no meu rosto. Quando ela fez isso, reconheceu que pegou pesado, me pediu perdão eu fiquei parado, sem reação, e ela foi para o quarto chorar. Eu ia para a casa de um amigo, mas fiquei pensando comigo mesmo: você tem 2 escolhas: ou você vai para a casa do seu amigo ou vai falar com a sua mãe no quarto.

Fiquei perguntando, mas Senhor, estamos com tantas pessoas no resgate alcançando tantas pessoas, e por que a minha mãe ainda está dessa forma?

 

Ai o Senhor me falou: porque você ainda não alcançou a sua mãe.

Eu estava levando salvação para todo mundo, menos para a minha mãe. Ali eu peguei o que Deus queria fazer.

Fui ao quarto dela sentei, falei com ela, ministrei para ela e isso durou uma hora e meia e no final eu disse: agora, a escolha é sua.

E estou aqui lhe falando de uma vida totalmente boa que está disponível para você.

Ai fiz o apelo ela aceitou Jesus, orei com ela e no mesmo dia (domingo à noite) ela foi para a igreja.

Na segunda, ministrei no Rhema e falei sobre “Vivendo o extraordinário”, e contei esse testemunho no final.

Eu sabia que não adiantava eu ajudar levar salvação para as pessoas lá fora e perder a minha mãe…

O chamado na vida de alguém é algo de muita responsabilidade.

É algo que não podemos ser negligentes, precisamos colocar ali o nosso coração. É algo que se você não fizer o que precisa fazer, a sua vida não terá sentido.

Por exemplo, você foi chamada para escrever livros, se você não fizer aquilo, sua vida não vai ter sentido. Você pode fazer qualquer outra coisa, mas fará com aquela tristeza lá no fundo.

E quando chegar o grande dia, o Senhor te falar: e ai, o que você fez com os seus dons e talentos?

Uma saudade…

Minha mãe viajou para morar em outra cidade e hoje estou morando só… ela está no Rio Grande do Norte.

Mas percebo que isso é um tempo de alargamento, de treinamento para mim, porque eu tenho um chamado para os Estados Unidos e percebo Deus movendo algumas coisas, porque eu sempre fui muito apegado a minha mãe, mas chegou o tempo de largar coisas.

Sinto saudades dela agora…

Em dias de dor, dificuldade, primeiramente corro para Deus, Ele me traz aquela paz e depois conto com meus amigos.

Minha mãe está longe, não posso e nem devo preocupá-la. Meus amigos são meio psicólogos, são uma válvula de escape.

Um sonho…

Terminar de escrever meu livro. O livro fala sobre amor. “Ame sem medidas”, é o título.

Estou terminando e pretendo lança-lo nesse tempo que estarei fazendo a Escola de Ministros. É uma meta minha.

Uma realização…

Estar hoje em uma liderança de um grupo de pessoas, porque eu não me achava capaz, me via novo demais, sem muitas experiências, quando Marcos me chamou eu tinha apenas um ano e meio na igreja.

Mas percebi que Deus estava fazendo as coisas acontecerem na minha vida.

Hoje vejo pessoas sendo ajudadas por mim, sou responsável por elas.

Perceber que a minha mãe me enxerga hoje um rapaz maduro para seguir na vida, isso é uma realização…

Quero encerra a conversa honrando algumas pessoas e sendo grato a elas.

Meus amigos que fazem parte da nossa ONG Grande Comissão, do Movimento Pão e Vinho e do Resgate, eles estão presentes, em momentos bons e ruins da minha vida.

Sou grato a minha mãe por tudo…

A meu líder, Marcos, por todo o ensinamento.

Agradeço a Thacy, minha mãe espiritual, que sempre acreditou e investiu em minha vida! E que minha vida seja em forma de honra pelo fato de sempre ter acreditado em mim.

Ao pastor Raul Agra pelo apoio constante na minha vida. Ele sempre apoia o resgate e nós o apoiamos. Sou muito grato a ele. O pastor podia ter olhado para qualquer pessoas, mas ele olhou para mim, está acreditando em mim, ele procura saber como estou, quer me ensinar algumas coisas no ministério, como se faz uma cruzada…

Eu sou alguém que se não amar pessoas, não sirvo para viver.

Se chegar o tempo em que eu não servir mais para amar as pessoas, eu não sirvo para viver…

Eu cuido das pessoas, dos meus amigos, quero saber o que está acontecendo com eles…

Sou uma pessoa muito sentimental, isso é um defeito. Isso de certa forma é cansativo, porque pego mesmo os problemas dos outros, fico triste, vou orar e pego como o problema fosse meu.

Preciso melhorar em muitas coisas. Mas eu não gosto de desistir das pessoas.

Tem uma frase que gosto muito e parece muito comigo:

“Admirações silenciosas não servem de nada…”

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