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Muitas pessoas perguntam se sou parente de Simon Potter, por causa do sobrenome, mas não somos parentes, somos grandes amigos. Nos conhecemos há muitos anos. Temos quase a mesma idade, tenho 54 anos e ele é um ano mais velho que eu. O conheci em janeiro de 1987. Eu congregava em uma igreja tradicional isso mais ou menos em outubro de 1986, estava na Universidade naquele tempo. Fui para um grupo de oração e, nessa reunião, um homem me deu uma palavra e disse algumas coisas que iam acontecer, coisas boas que iam acontecer. No final, Simon orou por mim para eu receber o batismo no Espírito Santo. Nessa reunião estavam Simon, pastor Derek e Hilary (sua esposa), mas, nessa época, ainda não eram casados. Ainda haviam outras pessoas, mas lembro bem deles. Mantivemos o convívio com eles até hoje.

Depois disso, decidi sair da igreja tradicional que ia e comecei a me reunir com Simon e aquela equipe. Simon me ensinou muitas coisas e ensina até hoje.

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A primeira vez que vim ao Brasil, foi em 2005. Foi quando conheci Tânia (minha esposa). Simon e Adriana Potter nos apresentou (risos). Foi tudo muito rápido. Em outubro desse mesmo ano, Tânia foi à Inglaterra para me visitar e, em novembro, eu vim ao Brasil para noivar com ela. O Brasil é um lugar bem diferente. Tão diferente do meu país. Em especial o Nordeste. A língua, a cultura, algumas coisas eram um pouco bagunçadas, isso salta aos meus olhos, porque sou um arquiteto e, comparado com a Inglaterra, é realmente bem diferente. Sou daquele que sempre olho os prédios, as construções… mas não posso deixar de ressaltar que as pessoas são muito amigáveis, abertas e se mostram interessadas em lhe conhecer.

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Conheço outros países como: Austrália, Estados Unidos, França, Cingapura (nesse país estive com Simon). Porém, vejo que o Brasil tem mudado muito desde 2005, está melhor hoje, as coisas estão se organizando. Tenho o desejo de ir a Brasília é uma cidade que quero conhecer.

Eu sou arquiteto e trabalho meio período na Inglaterra na minha área. No outro expediente trabalho na minha igreja. Atuo no Rhema também.

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Me casei com Tânia já um pouco maduro. Estamos casados há 10 anos. Eu não tinha perdido a minha esperança sobre casamento, mas quase (risos). Como falei, Simon e Adriana foram os responsáveis em nos apresentar.

Como descrever Tânia… Tem muitas coisas que posso falar, é claro que existe uma diferença na nossa cultura, entre nós dois. Tirando a cultura, homem e mulher já são diferentes, em si. Ao longo desses anos, estamos nos ajustando, mas já estamos bem melhores hoje depois desses anos. Deus nos uniu e sei que foi sobrenatural.

Ela é uma pessoa que faz amizade com as pessoas rapidamente. Lembro de quando viajei para Lisboa para encontrá-la (isso foi quando ela estava vindo para a Inglaterra para nos casarmos). Eu achei melhor ela ir para lá e não entrar no aeroporto de Londres sozinha, então, fui buscá-la. Ao procurá-la no aeroporto, ela estava conversando com pessoas que nem conhecia, nunca tinha visto, como se fosse a melhor amiga. De fato, elas viajaram no mesmo avião e são amigas até hoje (risos).

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Uma coisa que aprendi sobre Tânia, ela não gosta de ser empurrada ou apressada para fazer as coisas. Ela gosta de fazer as coisas no tempo dela, e isso é bom para mim, porque me ajuda a não me apressar demais as vezes. Acho que os homens precisam ser pacientes com as esposas, porque elas funcionam em um tempo diferente do nosso. Especialmente quando você se casa um pouco mais tarde na vida. Ou seja, isso quer dizer que você tem que se ajustar mais. Particularmente para mim, é fácil ficar sozinho, no meu mundo, me acostumei a ficar sozinho e me sentir confortável com isso.

Passou a fase de jovem que pensava: ‘eu preciso de amigos.. preciso de amigos…’ de forma meio desenfreada. Por isso, vir ao Brasil não deixou de ser um desafio para mim, porque aqui você tem muitas pessoas para conversar, compartilhar e um quer te levar ali, outro lá. E Tânia conhece muita gente não só na igreja. A cultura européia é diferente.

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Tânia gosta de cuidar da aparência dela, sempre quis casar com uma pessoa que gostasse de se cuidar. Ela é muito fácil de perdoar também. Admiro isso nela. Ela é engraçada, tem senso de humor, mas não mexe com Tânia logo cedo da manhã. No inicio, tivemos problemas difíceis para nos adaptar, mas sempre nos perdoamos um ao outro. Especialmente no primeiro ano de casados. O maior desafio era a língua.

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Os seis primeiros meses, realmente, nem lembro como aconteceu… Não sei como conseguimos passar adiante, ela estava aprendendo uma cultura, o clima e língua diferentes. Tendo que aprender a cozinhar de forma diferente, era necessário se ajustar. Nós tivemos pouco tempo para estarmos juntos antes de casar.

Algo que quero destacar nela. Tânia não costuma reclamar. Ela também não gosta de ouvir as pessoas reclamando.

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Sou um homem grato a Deus. Ele é o criador, mas também é meu Pai e amigo.

Uma das experiências mais marcantes que tive com Deus foi provavelmente quando ainda estava na igreja tradicional. Fomos a um acampamento em um fim de semana, com um grupo de pessoas que eu estudava na Universidade. Lembro que Deus me tocou naquele evento. Isso foi em 1986, eu sei que Deus fez algo ali na minha vida inesquecível. Outro momento importante foi em 1999 quando fui a um acampamento do Rhema. Meu pastor Derek e sua esposa, faziam o Rhema, além de Simon Potter. Tivemos em Tulsa por três semanas e aquilo tudo me impactou. Saí dali diferente. Foi a primeira vez que fui aos Estados Unidos. Fiquei impressionado com tantas igrejas e cristãos.

Essa viagem teve uma influência grande em minha vida.

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A minha nação mudou muito nos últimos anos. As coisas têm acontecido lá e tem gerado mudanças, o nosso país tem crescido, tem ficado mais fácil ir a outros países na Europa. As linhas aéreas ficaram mais baratas e o nosso país ficou mais multicultural.

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Definir Michael… que pergunta difícil…

Acho que sou uma pessoa bem calma, quieta.

Fui o mais novo de quatro irmãos. Olhando para trás, vejo algumas áreas que eu poderia ter feito diferente. Meus irmãos deixaram totalmente a casa para viver a vida deles. Mas eu fiquei ao redor dos meus pais. Isso acontece muito na Inglaterra, porque pessoas jovens não podem pagar para alugar uma casa e aluguel é caro. Então, não era estranho para um homem de 42 anos ter ficado com seus pais (fiquei morando com eles muito tempo). Eu morei alguns anos em Oxford, mas ia e voltava para estar com eles.

Minha mãe morreu há pouco mais de dois anos. Eu acredito que ela está no céu e, por isso, não me afetou tanto sua ausência. Meu pai tem 93 anos e eu sei que ele não estará aqui para sempre. Sei que haverá mudanças para mim e para Tânia depois da partida dele. Ele mora bem perto de nós, mas nos vemos frequentemente.

Muitas coisas ainda não aconteceram ministerialmente na minha vida. Mas, desde que conheci Tânia, estou envolvido com o Brasil e Deus tem me dado mais oportunidades e tenho tido algumas experiências.

Sei que meu começo foi devagar, mas vou terminar forte. Sei que o melhor ainda está por vir.

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Fiz o Rhema na década de 90. Ao longo desses anos, recebi muitas palavras proféticas, elas ainda não se cumpriram cabalmente, mas, posso ver que as coisas agora vão acontecer. Meu sonho é viajar fazendo missões. Sempre que deixo a Inglaterra, algo acontece, fico mais ousado, mais feliz e mais relaxado. É bom estar na atmosfera do Brasil, aqui as pessoas são mais relaxadas, isso pode ser um pouco frustrante para um europeu… Mas amo o povo brasileiro e sua alegria.

Quero aprender português, na Inglaterra não sou muito motivado porque não preciso usar o português tanto quanto quando estou no Brasil. Se falar rápido, eu não entendo nada. Entre eu e Tânia só falamos inglês, pois isso ajuda ela no inglês. Preciso gastar mais tempo com o português… quero fazer isso.

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