Missionário na Inglaterra contou como a igreja tem avançado nesses dias

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O missionário Getúlio Ribeiro, residente em Londres, Inglaterra, nos enviou notícias de como está esse momento com as fases estabelecidas, pelo governo local, para retomada das atividades e também como a igreja tem se reunido nesse período. Confira abaixo: 

 

“E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus” (Mateus 19.24).

Olá, queridos graça e paz.

No começo dos anos 2000, momento em que comecei a perceber para qual país eu seria enviado, a impressão que eu tinha era de que missões eram motivadas pela condição social de um país. 

Em um dos nossos eventos missionários, ainda em Fortaleza, lembro-me de um senhor que, depois de ouvir que eu um dia viria para a Inglaterra, me perguntou, “O irmão não acha que a África é mais necessitada?”.

Se analisarmos de um ponto de vista natural, a África e outros países de Terceiro Mundo, sempre serão considerados os mais necessitados de uma “Boa Notícia”, que é o significado de Evangelho.

Outro dia, quando retornava de uma reunião de Grupo Familiar que lidero, um homem que estava sentado à minha direita, do outro lado do corredor do ônibus, viu que eu carregava um livro e iniciou uma conversa.

– Sobre o que é esse livro? – ele perguntou.

É sobre Deus, respondi. O livro era A Maior Glória de Deus, do pastor Hagin.

Sua reação à minha resposta mostrou qual a ideia que ele tinha de Deus, “Ah, é ficção? Pois Deus é ficção”.

Esse parece ser o consenso, o que torna ainda mais desafiante a pregação do Evangelho, pois como convencer uma pessoa que acha que Deus é uma ficção, que é exatamente d’Ele de que ela precisa?

Existe um local aqui, em um dos parques mais famosos de Londres, chamado “Speakers’ Corner”, que significa “O Canto do Pregador”, onde qualquer pessoa pode ir e pregar sobre o que quiser. É muito comum encontrar muitas pessoas falando ao mesmo tempo e muitas pessoas tentando entender. 

É meio bagunçado, mas é impressionante como tem público para todas as mensagens que são oferecidas ali. Aquelas pessoas podem não ter percebido ainda o quanto elas precisam de Jesus, mas com certeza elas não podem negar que existe um clamor dentro dos seus corações.

Atualmente, o nosso trabalho tem sido para fortalecer a igreja. Diferentemente do Brasil, nós temos apenas um culto por semana e, devido ao isolamento causado pela Covid-19, os nossos cultos passaram a ser exclusivamente on-line.

O Grupo Familiar que lidero a cada quinze dias também passou a ser via Zoom, plataforma que, ao contrário de uma live, nos permite alguma interação, diminuindo a distância social. Nós também temos tido orações diárias das 14h às 14h30!

Recentemente, fomos liberados para retornarmos às nossas atividades, mas mantendo certas restrições de distanciamento, o que me proporcionou o retorno às minhas, administrativas, como responsável pelo Departamento Financeiro da nossa igreja.

No último dia 6 de setembro, ficamos muito entusiasmados porque, depois de quase seis meses de isolamento e cultos on-line, celebramos o nosso Deus no coletivo, seguindo algumas restrições. Também tivemos um mutirão para deixar a nossa igreja pronta, pois nossos cultos acontecem no refeitório de uma Escola.

Como o governo determinou um número máximo, para cada dimensão de ambiente, tivemos que fazer um registro on-line para termos noção de quantas pessoas estariam presentes e  manter um registro deles caso houvesse algum sinal de sintomas em algum dos membros ou visitantes, de modo que os demais pudessem ser contactados.

Foi estabelecido que somente grupos de 06 (seis) pessoas poderiam estar reunidas em um mesmo ambiente. Apesar dessa regra não se aplicar a cultos religiosos, nossos cultos são realizados em uma Escola, a qual considerou prudente limitar o nosso acesso à quantidade de pessoas estabelecidas, fazendo com que retornássemos aos nossos cultos on-line, pelo menos durante o mês de setembro.

Nossa expectativa, nossa confissão e nosso posicionamento tem sido de submissão e resistência, como está escrito em Tiago 4.7, “Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”.

Em meio a isso tudo, a única coisa que não nos será tirada é a alegria de saber que “desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalhe para aqueles que nele esperam” (Isaías 64.4).

 

No amor de Cristo, 
Getúlio Ribeiro

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