Meu nome é Naara Garrett. Eu tenho 54 anos. Sou formada na área de Comunicação Social e trabalhei, durante muitos anos, na Faculdade Boa Viagem, no setor financeiro. Eu nasci no Rio e, por causa do trabalho do meu pai, viemos para Recife. Meu pai é aposentado da Polícia Federal. Ele me ensinou muitas coisas na vida. Tenho mais três irmãos: um é coronel do Exército, a outra está se formando em Medicina Veterinária e outra mais velha que se formou em Turismo. Minha mãe é crente já faz tempo; meu pai se converteu um dia desses, enquanto eu estava falando da Palavra a ele. Tivemos uma estrutura familiar muito forte e abençoada, mas meu pai não nos criou no Evangelho. Apesar disso, minha mãe sempre nos ensinou os princípios da Palavra. Família é um vínculo muito forte! Éramos muito unidos; no entanto, agora, cada um mora em um estado do Brasil. 

No início do casamento, tudo é maravilhoso. É um mar de rosas! Ricardo era muito romântico; eu era mais “pé no chão”. No início, são tantos planos e tantos sonhos, mas não tínhamos Jesus. Apesar desses sonhos, passamos por uma fase complicada até o Senhor nos encontrar. Ele tinha problemas com bebida e, quando viajava, virava outra pessoa; foi nesse contexto que o Senhor nos achou. Como ele trabalhava com vendas, eu não sabia a respeito dessas traições, mas o nosso casamento estava se desgastando. Eu percebia a distância dele com relação a mim. Um dia, ele, vendo um programa de televisão, se converteu após o pastor fazer o apelo. Eu estava lavando os pratos, enquanto ele estava tendo essa experiência com Deus. No entanto, depois de se converter, ele chegou para mim e disse: “Naarinha, eu quero te contar a verdade. Eu te amo, mas eu era um adúltero”. Ele me contou tudo o que fazia durante as viagens. Todas as feras que estavam dentro de mim se levantaram! (risos) Eu fiquei revoltada com essa infidelidade. Eu me levantei com ira! O primeiro a se converter foi o Ricardo; depois, André, com cinco anos também aceitou. Eu demorei, pois estava muito revoltada.

Eu duvidava que ele havia se convertido. E, então, passamos a dormir em quartos separados. Passamos dez meses desse jeito. Eu não aceitava a traição, mas também não aceitava me separar. Foi muito difícil aceitar que ele havia mudado, depois de ter descoberto, de uma vez, a respeito de todas as traições. No entanto, aos poucos, eu comecei a ver a mudança dele. O amor em operação foi me chamando a atenção para o Senhor. Depois de dez meses, eu o aceitei de volta. O Senhor foi tratando comigo. A transformação na vida dele foi o que me chamou a atenção, pois eu estava fazendo de tudo para nos separar, mas ele não desistia.

Durante o período em que eu estava grávida de Dani, um dia, antes de aceitar Jesus, eu resolvi ir para a igreja com ele. Quando chegamos lá, um rapaz veio orar por mim e me disse que eu enfrentaria uma situação muito difícil durante a gravidez. Eu já estava com um pequeno sangramento; no entanto, no dia seguinte, quando eu acordei, o sangramento começou a vim em grande quantidade. Imediatamente, eu liguei para Ricardo, pois ele já estava no trabalho. No entanto, eu me lembrei dessa oração e declarei a minha cura. O sangramento cessou e nunca mais voltou. Minha filha, agora, está com 22 anos. Eu recebi Jesus alguns meses depois. Recebi Jesus cantando uma música em um evento chamado Prisma Brasil. A partir disso, Deus foi restaurando todas as coisas! Passamos a participar de diversas atividades na igreja; nossos corações queimavam por Deus! Deus entrou em nossas vidas; tocou o comum e transformou em extraordinário. Foi isso que ficou em nós. Deus nos transformou em todos os sentidos!

Eu posso dizer que sou realizada com mãe, vendo o caráter forjado e as bases que eles possuem. Eles são filhos que possuem a Palavra e chamados missionários. Eles possuem o caráter forjado em Cristo. Sabemos quem são nossos filhos e como nós os criamos. A força deles está no caráter. Eles permaneceram firmes conosco; enquanto fundávamos a obra, eles estavam nos bastidores, nos auxiliando no que fosse necessário – seja no som, louvor, limpando banheiro, varrendo o chão, cuidando de criança… tudo! Eles são bençãos no Reino de Deus!

Ricardo é a minha base e minha força. Buscamos força um no outro; amamos estar juntos. Amamos sair juntos. Ricardo é uma força na minha vida. Se você não tiver um casamento estruturado, você jamais terá um ministério estruturado. É uma vida miserável ministrar a Palavra no púlpito e chegar em casa com um casamento destruído. Temos um casamento verdadeiro. Eu o amo muito.      

A alegria é um marco na minha vida. Eu trabalhei muito tempo na Faculdade Boa Viagem, e o pessoal brincava muito por causa disso. Eles diziam: “Olha para ela! Você não consegue vê-la séria!” A alegria do Senhor é realmente a nossa força. Desde criança, eu era muito risonha, mas, com o Senhor, ficamos melhor ainda! Meu sorriso sempre foi um marco na minha vida; eu sei que o Senhor tem usado o meu sorriso para alcançar pessoas, as chamando para perto. Eu vejo pessoas chegando para mim e dizendo que minha alegria mudou suas vidas. Mesmo com problemas, nossas vidas dependem da forma como os encaramos. Sabemos que ministério não é somente flores, mas, em meio a qualquer pressão, o Senhor tem nos sustentado. Nessa alegria e nessa força, o Senhor nos tem feito avançar mais ainda.

            

          

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