Meu nome é Maria Natalicia Palhares da Silva, nasci e cresci em uma cidade chamada Lagoa Formosa, Minas Gerais. Meu pai foi pra casa, há um ano, e minha mãe continua morando em Minas, somos cinco irmãs, aos 19 anos, fui morar em Brasília.

Éramos uma família muito carente, financeiramente falando e nos mudamos para buscar melhores condições de vida. A cidade que morávamos era muito pequena e sem muitos recursos. Uma das minhas irmãs já morava em Brasília, ela estava noiva de um rapaz da cidade e ao nos visitar fizeram a proposta de irmos morar lá.

Na época, eu estudava, fazia faculdade de Ciências numa cidade próxima, chamada: Patos de Minas.  Eles falaram que me ajudariam na questão de emprego, moradia e foi quando eu aceitei o desafio. Eu entrei de férias da faculdade no meio do ano e falei: “Já que não vou perder meu semestre…”, pois naquele tempo o regime era anual e, se eu percebesse que não me adaptava, eu voltaria.

Eu não era crente ainda, não conhecia Jesus, mesmo tendo uma avó que era evangélica, que me levava à igreja quando criança, eu não tinha recebido Jesus. Eu frequentava a igreja católica com meus pais, minha família. Aí, eu vim nesse período de férias e, quando cheguei em Brasília, já tinha emprego em um shopping, comecei a trabalhar e percebi que era uma oportunidade para mudança de vida, então decidi não ir embora mais, continuei trabalhando e vim morar aqui.

Passamos muita necessidade, mas tinha o lado bom que era o lado da brincadeira, da natureza, o lado da rua, vamos assim dizer. Eu fui uma criança que nasci e cresci brincando na rua, indo para a fazenda dos conhecidos. Tive muito esse contato com a natureza. Tínhamos os amigos, brincadeiras de rua, não tínhamos videogame, não tínhamos o celular. A gente, realmente, estabelecia relacionamento com as crianças, com as quais estudávamos, da vizinhança. Me lembro muito disso da minha infância, era muito dinâmica nesse aspecto.

Com relação ao evangelho, também me marcou muito, que eu sempre coloco assim: que nenhuma oração é perdida, minha avó era evangélica, eu não entendia, mas eu sei que ela orava por mim e muitas vezes me chamava para ir na igreja, como a gente era muito carente, ela aproveitava os momentos que tinha comida na igreja e dizia: “Vão lá na igreja que vai ter almoço”. Aí, eu ia para almoçar na igreja. Eu lembro dela dizendo na hora do apelo: “Olha, recebe Jesus e levantava meu braço”, mas eu não queria Jesus naquele tempo, eu só queria ir na igreja almoçar e embora para casa, mas com a questão das festividades da igreja e desses momentos de confraternização, eu acabava indo muito com ela, tenho claro muitos desses momentos que passei dentro da igreja, mesmo sabendo que só fui receber Jesus com 24 anos, já aqui em Brasília.
Foi um desafio porque eu tinha 19 anos e eu nunca tinha saído do interior, mal tinha saído para passear, pouquíssimas vezes, então foi a primeira vez que fui morar fora da casa dos meus pais. Nesse desafio, o meu cunhado disse: “Olha, eu vou duas vezes com você”, ele morava no Cruzeiro e eu fui ficar na casa da mãe dele, ele disse: “Você vai ficar na casa da minha mãe e eu vou te levar duas vezes ao Conjunto Nacional, preste atenção no caminho que serão só dois dias, na terceira vez você vai sozinha! ”, que era o Shopping que eu iria trabalhar e aquilo para mim foi como um pânico porque, meu Deus, cidade grande, quando me vi nessa situação, para mim as ruas eram todas iguais, parecia que todas as quadras eram iguais, mas eu não vi outra alternativa, eu tinha que ficar, eu tenho que permanecer, tem que dar certo. 

Eu vou abrir aspas aqui, a faculdade que eu fazia lá em Minas, era o prefeito da época que pagava metade da mensalidade, era o valor de um salário mínimo, porque eu trabalhava e tudo o que eu ganhava era para a faculdade, mas o que eu ganhava não dava um salário mínimo e a faculdade era em outra cidade, tinha um ônibus da prefeitura que levava, a gente não tinha essa despesa. Como eu não conseguia pagar, conversei com o prefeito da época, meu pai era eleitor dele, ele deu meio salário mínimo para mim e meio para minha prima que era mesma situação. Ela foi fazer Pedagogia e eu fui fazer Ciências Naturais.

Por isso, tinha que dar certo, a situação lá era muito delicada, meu cunhado me levou os dois dias no shopping e eu fui lá marcando as paradas, se o ônibus mudasse de rua eu não saberia descer. E deu certo, ele me levou, mostrou e eu marquei direitinho a parada que descia e subia, que eu pegava o ônibus e aí, comecei a trabalhar. Esse shopping é um shopping grande daqui da cidade, bem conhecido. Sofri muito “bullying” porque falava totalmente mineiro, o pessoal que trabalhava perto de mim ali, todos eles ficavam me imitando, imitando a forma de eu falar, mas aí deu certo.

Lá em Minas, eu era uma católica que realmente era praticante, fazia parte do grupo de jovens, era envolvida na igreja, nas novenas, nas rezas. Quando eu vim para Brasília, como o meu trabalho era, das 9 da manhã até as 10 da noite, no shopping, de segunda a sábado, eu não ia mais à igreja. Eu comecei a passar algumas dificuldades, questões sentimentais em relação a namoro. Eu percebi uma necessidade, aí eu conheci algumas pessoas que eram evangélicas e elas começaram a me convidar para ir à igreja, mas eu tinha muita resistência, pois se eu ouvisse algum pastor falando alguma coisa da igreja católica, por mais que não tivesse mais frequentando, eu não aceitava, aquilo ali já me fechava, já aconteceu de eu chegar a uma igreja e, o pastor comentar alguma coisa sobre o catolicismo, eu sair no meio do culto e ir embora.

Mas como eu via a necessidade, eu comecei a frequentar e vi pessoas que levavam o evangelho muito a sério e se tornaram um referencial. Eu morava no Gama nesse tempo, lá eu vi a igreja Batista Shalom, e quando o  pastor ministrou, eu percebi um chamado para salvação, eu fui lá na frente para receber Jesus e nasci de novo.

Quando eu vim de Minas, eu tinha feito o Magistério lá porque a gente só tinha duas opções no Ensino Médio, ou era fazer o Magistério ou fazer contabilidade. Eu vim para Brasília só com o Nível Médio e Magistério. Fiz o concurso da Secretaria de Educação, passei no concurso para professora. Então, nesse ano de 1994, eu recebi Jesus, fui chamada no concurso e conheci o meu esposo, o ano foi marcante!

Depois desse culto que eu recebi Jesus, eu continuei congregando nessa igreja, já estava trabalhando na Secretaria, nesse ano, também mudei do Gama, onde morava de aluguel, para Samambaia, onde comprei uma casa. Na época, eu ainda estava solteira, só conheci o meu esposo em agosto. Fiquei procurando um lugar para congregar, porque eu era recém-convertida, ainda não tinha me batizado nas águas e era um pouco distante de onde eu congregava, agora procurava uma igreja em Samambaia para ir. 

Foi quando uma amiga da igreja do meu esposo me convidou para ir, mas eu não queria ir pois a igreja era pequena, tinha gente mais velha, mais idoso e eu tinha 24 anos na época, não era o que eu procurava. Eu corria dela, não queria ir, ficava procurando outras igrejas, indo em igrejas grandes, mas não dava certo eu participar. Foi quando ela me disse: “Faz o seguinte, até você encontrar uma igreja, para você não ficar sem congregar, eu vou te levar na minha, você vai comigo, eu te deixo em casa, eu te pego em casa, no dia que você quiser em outro culto, em outra igreja você vai”. Nisso ela me ganhou, ela me levava e me trazia, o pastor lá me acolheu muito bem, já foi me envolvendo na igreja. Foi quando eu me batizei em agosto e conheci meu esposo.

Fomos em um congresso para jovens, eu olhei para ele, mas em princípio não surgiu interesse, apesar de que ele era o “bambambam” da igreja, era o jovem que toda menina olhava e dizia: “Ah, se eu pudesse…”, eu olhei e não me chamou a atenção de início, mas nasceu e não tive coragem de contar para ninguém, porque eu olhava e dizia assim: “Ele é o “bambambam” aqui, um monte de mulher está querendo e disputando”, naquele ano ele tinha terminado um namoro, de 3 anos, com uma menina que cantava, pregava cheia dos dons, liderava, profetizava e tudo mais. Eu olhava e dizia: “Não tem, não faz sentido, nem vou revelar esse sentimento, vou deixar ele por aqui, vou orar para isso desaparecer, não vai rolar, não vai dar certo”, inclusive eu era 4 anos mais velha que ele. Aí eu fiquei com aquele sentimento, cada vez que eu o via, aquele sentimento crescia, mas eu realmente não me via naquele lugar de poder conquistar o coração dele, eu era nova convertida, não cantava, não pregava, não liderava, mal falava, enfim, eu me olhava e me achava muito aquém dele, tipo de comparação que mulher tem.

Naquele ano, a amiga que me levou à igreja sabia dos meus sentimentos por ele porque eu tinha comentado com ela, mas ele também tinha se apaixonado por mim e ninguém sabia. Numa conversa com ela, ele contou que estava gostando de mim, enfim, nós oramos 8 meses para namorar, porque como ele já pastoreava igreja, o nosso pastor foi muito criterioso em relação a isso, ele orientou a orarmos, por causa do chamado dele, de estar exercendo o ministério e pelo fato de eu ser nova convertida, por não saberem se eu iria me firmar, as ponderações foram bem pertinentes. Ele nos orientou a orar e a depender do Senhor, para ver o que Deus iria falar a respeito do nosso relacionamento. Nós oramos a três, eu, ele e o pastor, e o pastor marcava de tempos em tempos para a gente poder conversar e saber como estava, em relação aos sentimentos, das percepções que a gente estava tendo a respeito do namoro. Depois de 8 meses, o pastor nos liberou para namorar, nós namoramos por 2 anos até casarmos.

Eu fui para Minas ver meus pais, já tínhamos um ano de namoro, lá em Minas eu tive uma das experiências que eu nunca iria esquecer, fui para o monte com uma igreja para orar e nesse monte era cheio de arbustos e eles ficaram todos iluminados, os gravetinhos acenderam, impressionante, eu nunca me esqueci disso. A gente estava orando e os gravetos começaram a brilhar, eu coloquei um na minha mão e levei porque não tinha energia elétrica na fazenda, coloquei no criadinho do lado da cama, dormi olhando para ele e no outro dia era só um graveto. Uma das primeiras experiências que eu tive com o sobrenatural.

Quando eu engravidei do meu primeiro filho, eu me vinguei do que ele fez comigo no pedido de casamento, fiz o exame, peguei o resultado do Beta HCG, deu positivo, faltava uma semana para ele fazer aniversário, a igreja sempre fazia o aniversário dele, eu não contei, guardei o resultado do exame, comprei uma caixinha e coloquei o resultado dentro dessa caixinha de presente, fiquei com esse negócio lá em casa por uma semana. No dia do culto do aniversário dele, eu dei a caixinha de presente.

Depois que me converti, o pastor me envolveu, eu fui líder de adolescentes, depois com os jovens, enfim, professora de escola dominical. Meu marido já congregava lá, ele era da igreja sede e eu era da congregação. Lá, nos casamos e tudo, nós ficamos nessa igreja até meu filho mais velho ter aproximadamente, 3 anos, e fomos para uma outra denominação, a última antes de irmos para o Verbo da Vida. Foi nessa última que conhecemos sobre o Rhema, nós pastoreávamos lá no Gama. 

O Rhema para mim é muito mais que uma escola, o Rhema para mim foi uma resposta de Deus, um socorro que Deus mandou para mim, porque realmente me lancei no evangelho, Jesus se tornou tudo para mim, Ele é tudo para mim até hoje e vai ser sempre. Só que muitas vezes, você vai adquirindo o conhecimento errado sobre muitas coisas, às vezes com muito temor, você se agarra tanto às mentiras como se elas fossem a verdade, ou você entra até com uma vida religiosa muito forte, porque você faz aquilo com muito temor. Eu me via nesse lugar, de muito temor, mas o conhecimento não alinhado, não adequado.

Então, isso me trouxe muito sofrimento, porque eu absorvi mesmo, o que me ensinavam eu absorvia, era Deus que tinha dito, estava dito, tanto quando a gente veio se casar a gente sofreu muito com a questão das profecias, porque para mim Deus está falando, então está falado. Era motivo de muita reverência, e eu tinha séria dificuldade com o Espírito Santo, com a questão do batismo no Espírito Santo, para mim com o conhecimento que eu tinha, para você orar em outras línguas, ser batizado no Espírito Santo você tinha que ser a quarta pessoa da divindade, se você não chegasse a esse nível, você estava correndo o risco de blasfemar contra o Espírito Santo e você não obteria perdão ou então ser o diabo usando a sua boca, então era uma área que eu era totalmente travada.

Eu cheguei a conversar algumas vezes com o meu marido, por mais que ele tentasse me ajudar, era uma coisa que já estava encucada dentro em mim, que já tinha se estabelecido daquela forma, somente o agir do Espírito para que aquilo saísse e entrasse uma verdade que me libertasse daquilo. Mesmo estando numa igreja pentecostal, que fluía no batismo do Espírito Santo, nos dons, eu não experimentava disso, eu não fluía, por causa desse excesso de temor. Sempre que vinham as línguas eu me julgava indigna, eu não conseguia fluir.

Então, muitas vezes eu ia para a igreja e voltava pior do eu chegava, muitas vezes eu pedia para morrer, dizia que não queria viver, muitas vezes eu dizia para Deus: “O Senhor me rejeitou, o Senhor não me escolheu, não me ama mais, não tem problema, você é a razão da minha vida. Então, eu vou ficar aqui, ainda que não aconteça eu vou ficar aqui”, muitas vezes, foi por persistência que eu fiquei no evangelho tanto tempo com um problema numa área tão essencial, que é a comunhão com o Espírito Santo. Eu sempre perguntava para Deus: “Tenho alguma coisa de errado? Tem alguma coisa que não estou entendendo? Tem um por quê?”. As pessoas eram batizadas do meu lado, fluíam em línguas, tinham dons de revelação, tinha isso, tinham aquilo e por que comigo não acontecia? 

Aí, imagine o peso, eu, esposa de pastor, pastoreando igreja, aconselhando pessoas, participando de oração, pregando, ensinando na Escola Dominical, mas eu carregava dentro de mim aquele conflito, aquele peso, eu me via como Naamã, existia um segredo na minha vida, havia algo que ninguém sabia, só eu sabia o que eram as minhas travas com o Espírito Santo. Até então, eu achava que era d’Ele para comigo, mas não de comigo para com Ele. Eu achava que Ele tinha me rejeitado, Ele não tinha isso para mim, eu acreditava que o batismo com o Espírito Santo não era para todos, era somente para quem Deus escolhia seguindo os critérios da quarta pessoa da divindade, se você está muito preparado você recebe, se você realmente é salvo você recebe, se você realmente está num nível você recebe.

Se você não recebeu, tem algum problema com você, alguma coisa que está no oculto que precisa ser revelado. Às vezes, eu pedia para Deus mandar outra esposa para meu marido, que eu não era boa o suficiente para ele e nessa situação se foram 18 anos. Eu já tinha feito alguns cursos de Teologia, já tinha feito estudos teológicos dentro de outra linha, foi quando essa irmã da igreja veio me falar do Rhema, eu nunca tinha ouvido falar. Eu estava tão desanimada que falei: “Olha, eu não quero mexer com estudos, eu não mexer com Teologia”, estudar Teologia não tinha resolvido o meu problema, eu não queria saber disso, não queria que ela insistisse comigo, mesmo ela falando que o curso era diferente. Ela levou a profissão de fé do Rhema para meu esposo ver, para ver se ela poderia fazer ou não, porque nesse tempo o pastor exigia que fosse autorizado ou não, naquela época, era exigida a autorização do pastor para fazer o Rhema. E meu esposo falou: “A profissão de fé deles é o que realmente nós cremos, pode fazer o curso sim”.

Quando ela começou a estudar, ela ficou me chamando, insistindo muito, até que ouvi a voz audível do Espírito, na época não entendia porque eu tinha problema com Ele, mas eu sabia que aquela voz falava comigo, a voz me dizia para eu ir fazer o Rhema naquela tarde. A voz disse de novo para eu ir fazer o Rhema, aí que eu me rendi e fui fazer o Rhema. Nessa época o Pr. Adriano, lá no Gama, estava dando Fundamentos da Fé. Eu cheguei e olhei com um certo preconceito, porque a igreja não era tão grande, as cadeiras brancas e estava acostumada no seminário com as cadeiras de braço, estofadas, eu olhei e pensei: “Esse curso, nesse naipe que essa menina me disse, aqui nessa igreja e tal…”, e me sentei naquelas cadeiras e Deus, Ele estava com as aulas do Rhema, por minha causa, entendi ali a pergunta que eu fazia a Ele há 18 anos, e Ele começou a me responder, Ele parou a matéria Fundamentos da Fé e Ele começou a falar sobre o Espírito Santo, Ele foi falando e foi falando aquilo, foi lavando a minha vida, me lavando por dentro, eu saí de lá que eu flutuava e dizia: “Meu Deus, eu encontrei a resposta, olha as respostas que eu procurava, eu encontrei”, eu cheguei em casa e disse para o meu esposo e vi que não ia rolar e que teria de orar para ele ir comigo e ouvir, eu falando não estava adiantando.

E, quando foi na quarta-feira, eu voltei de novo e parecia que Deus tinha parado aquele lugar e Ele continuou aquelas duas aulas, me encontrando naquele lugar e foi falando, foi falando, foi falando sobre o Espírito, sobre batismo no Espírito Santo, Espírito dentro, Espírito fora, falou dos dons. Aí quando foi na sexta-feira, meu marido foi, só tinha aula no primeiro horário, ele já matriculou, fiquei muito feliz porque ele não ia arrancar a minha semente e naquele final de semana tinha uma conferência lá na nossa igreja, tinha um ministro do Rio de Janeiro que ia ministrar. Nessa época que chegavam congressos, conferências, aquilo já me entristecia porque eu sabia que mil iam cair a minha direita, dez mil a minha esquerda e eu ia ficar de pé, não acontecia nada comigo. Eu pensava: “Vai ser mais um congresso, o mover, vai haver tudo e eu vou ficar aqui sem ver nada, ver navios, mas tudo bem”. Porém, a Palavra me lavou e eu disse: “Essa vai ser a conferência da minha vida! Nunca mais vai ser do mesmo jeito”.

“Satanás, você me travou durante 18 anos, você me trouxe prejuízo nos 18 anos que eu poderia ter fluído no Espírito, eu poderia ter desfrutado o batismo do Espírito Santo e eu não desfrutei, pois agora você me aguente, porque você vai arcar com os prejuízos” disse. Eu lembro que fui para essa conferência e aí quando começou aquele momento da oração, hoje eu sei que não preciso mais disso, mas naquele momento ainda estava passando por esse processo, aí o ministro começou a oração, eu fechei os meus olhos e eu disse ao Espírito: “Você está bem aqui, Você mora dentro de mim, Você não está longe, Você não vem de outro planeta, pois Você está aqui dentro de mim, pois além do que Você me concedeu, eu vou falar, nada vai me impedir, não quero saber quem está a minha direita e a minha esquerda, quem está à frente ou quem está atrás, o que vai acontecer depois disso, Você vai me conceder a língua e eu vou falar!”.

E Ele me concedeu a língua, como tinha me concedido inúmeras outras vezes, mas por causa da religiosidade, do conhecimento errado, eu nunca tinha fluído, eu travava. Ele me concedeu a língua e eu fluí e não consegui ficar de pé, já caí sentada. Aquele final de semana, na primeira semana do Rhema, Deus tirou um peso de 18 anos de cima das minhas costas. Então, quando falo do Rhema, eu não falo de qualquer coisa, eu falo de uma escola que leva a Palavra, que realmente liberta de prisões, porque eu saí de uma prisão, que só Deus e eu sabia. Meu marido por mais que, às vezes, eu comentasse com ele, eu evitava, porque eu sabia que não podia trazer prejuízos nem a ele nem ao seu ministério.

Eu planejava minha morte com o Senhor, de uma forma bem tranquila, eu dizia: “Pai, eu durmo hoje e não acordo amanhã, está tudo tranquilo, aí ele arruma outra esposa, tudo bem né”, nunca planejei suicídio, mas como Deus deveria me matar muitas vezes. Enfim, naquele final de semana, o tempo todo orando em outras línguas, manhã, tarde e noite, só parava para dormir, mesmo assim eu sonhava orando em outras línguas. Quando foi na segunda-feira, ia encerrar aquela conferência, ia ter uma palavra só com a liderança, no período da tarde disse para o meu esposo: “Estou muito cansada e eu vou subir para descansar um pouquinho, porque à noite a gente vai estar na igreja de novo”, só que deitei e não consegui dormir, estava muito elétrica.

Aí, eu pensei em orar em outras línguas, aí eu tive uma das experiências desse final de semana, umas das minhas primeiras experiências com o Espírito, que foi o que o irmão Hagin chamava de “êxtase”, foram umas duas horas que eu não estava nessa dimensão, estava na dimensão do Espírito. Foi uma experiência extraordinária, que realmente você experimenta do mundo vindouro, que você experimenta do sobrenatural. Essa terra realmente perde o sentido para você, a não ser o sentido do propósito de vida, mas não no sentido de apego. Parecia que essas duas horas eram dois minutos, ali e pronto, de lá para cá, acabaram-se os meus problemas com o Espírito.

Os meus dois filhos são envolvidos no ministério, eles são presentes demais, pense em dois meninos que Deus levantou para fazer a diferença nessa terra para tocar vidas, para tocar pessoas.  Não que tenha algo pequeno diante de Deus, não é isso, mas Deus realmente levantou eles com um chamado para tocar muitas pessoas. É um presente de Deus todos os dias. E, hoje, quando eu vejo os dois no Verbo da Vida, envolvidos com a Palavra, com a revelação da Palavra, eu vejo que Deus me ganhou e ganhou os meus filhos. Meu filho mais velho chegou para dizer para a gente assim: “Olha, se vocês não fossem para o Verbo da Vida, eu já tinha planejado com 18 anos que eu ia para o mundo, viver tudo o que tivesse direito, porque para mim o evangelho não fazia sentido, porque um dia Deus estava fazendo de um jeito, outro dia Deus estava fazendo de outro, num dia funcionava de um jeito, no outro dia funcionava de outro”, quando ele começou a fazer o Rhema foi esclarecido, porque ele é muito inteligente.

Ele tinha muita curiosidade sobre a Palavra, muitos pensamentos, em muitas coisas, o Rhema foi resposta para a vida dele, eu vejo que foi uma salvação para minha vida, para a vida do meu esposo, dos meus filhos. Hoje, o ministério do meu marido é outra história. O mais novo, o Marcus, ele percebe o chamado dele para o basquete, já joga numa categoria de base, uma coisa que chama atenção na vida do Marcus, eu nunca vi ele dizer assim: “Se der certo o basquete”, ele sempre diz assim: “Pai, eu sou jogador de basquete, quando eu tiver naquele time…pai, quando eu tiver em tal lugar, quando tiver jogando em tal time”, eu nunca ouvi da boca do meu filho um “se”, ele se reconhece e agarrou isso. Hoje ele treina, é um menino crente e na escola dele faz evangelização, é envolvido com a igreja.

Esse ano ele tinha recebido um diagnóstico de um problema na coluna, um desgaste, nos levantamos e declaramos que não ia prevalecer e começamos a trabalhar com a prevenção sobre isso, porque a musculatura dele estava fragilizada, mesmo diante do diagnóstico eu nunca vi meu filho dizendo assim: “Agora acabou”, sempre se levanta, sempre se vê nesse lugar, sempre se vê jogando, sempre se vê no time, sempre se vê um sucesso. E o mais velho está servindo ao exército, fez curso com formação de oficial, foi um ano meio assim, diferenciado para ele, mas creio que ele vai para a Escola de Ministros, ele teve que parar a faculdade de Direito, estaria no terceiro semestre.

Meu marido é como o vinho, cada dia melhor, eu nunca bebi mas dizem que é assim. Hoje, eu vejo um homem mais maduro, uma pessoa que tem recebido muito da influência do Pr. Joselito e tem se colocado debaixo dessa unção, que flui da vida dele. Eu vejo ele se identificando com o Pr. Joselito, vejo como uma coisa muito boa. Se identificando na questão de relacionamento, de pastoreio, vejo esse crescimento na vida dele, como pai, como marido, como ministro, como pessoa, convicto, muitas coisas que ele dava valor, dando foco errado, hoje, já não existe mais, eu vejo ele com o foco na coisa certa.

É um homem de Deus, é um homem de caráter, um homem que ama a família, detalhista, é uma pessoa extraordinária o meu marido, um presente mesmo, foi também resposta de oração. Ele é muito leve mesmo, ele passa, ele cozinha, ele arruma, se eu viajar não tem problema, ele sabe fazer tudo, os meus filhos já aprenderam a se virar também. Eles ajudam com a faxina de casa, porque não temos empregada, a gente divide as tarefas domésticas.

Com relação a Natalicia, tudo que vier após o Rhema na minha vida, é lucro. Quando eu conheci Jesus, eu descobri o maior tesouro na minha vida. Só que devido aos ensinamentos errados, aquilo que era um tesouro, se tornou um peso, um jugo para carregar e eu não sabia como me livrar. Eu nunca quis deixar Jesus, mas não sabia como fluir nisso, não sabia trazer as páginas da Bíblia para minha vida. “Vida em abundância, fluirão rios de águas vivas e Eu vim para que tenham vida”, então isso para mim não era uma realidade.

E, hoje é uma realidade, eu sou uma pessoa que experimento de Jesus que é a fonte, experimento da vida que há n’Ele, dessa fonte que há dentro de mim, que é a vida d’Ele. Sou uma pessoa realizada, eu sou uma pessoa completa n’Ele, o que vier a mais é a cereja do bolo. Eu vejo hoje o que é a essência, o que flui d’Ele e o que vem d’Ele. Costumo dizer que sem Ele, até a minha família perde o valor, porque primeiro é Ele. Hoje eu posso dizer a qualquer pessoa sobre Jesus, e dizer com sabor, prazer e alegria, estar realmente oferecendo alguém que faz a diferença. Coisas que, até então, antes eu não podia fazer, mesmo sabendo que isso era uma verdade, mas não para mim, hoje é uma verdade absoluta.

Sou alegre, sou convicta, sou inteligente, sou humilde, sou cheia do Espírito e cheia da Palavra.

2 COMENTÁRIOS

  1. Uau!
    Quanto mais a conheço, mais eu a admiro!
    Você é, sem duvidas, uma rainha!
    Desculpe os meninos (ciumentos), mas desde que a conheci, ganhei uma nova mãe!
    Sou grata a Deus pelo privilégio de estar tão pertinho de vocês e haver essa troca incrível de amor, cuidado e carinho de ambas as partes. Cada dia só melhorando!
    Vocês são presentes de Deus pra minha vida e eu os amo muito! Obrigada por compartilharem comigo essa caminhada daqui até a eternidade!
    Amo você e sua família!

DEIXE UMA RESPOSTA