Meu nome é Ricardo Luiz Valente Canhoto, tenho 33 anos.  Nasci em um lar evangélico, minha mãe é crente, então eu sempre tive princípios bíblicos desde infância.

Somos cinco irmãos, é muita gente, mas houve um episódio “menos bom” , porque tínhamos uma irmã mais velha, nós já éramos crentes e ela partiu. Houve um acidente de carro, ela foi atropelada e acabou falecendo. Mas quando isso aconteceu não houve um momento de revolta contra Deus, pelo contrário minha mãe buscou mais a Deus, e ela sempre nos transmitiu a confiança em Deus, ou seja, não olhar para Deus como o Deus causador, como o Deus que causou esse mal na família.

Eu tinha cinco anos quando isso aconteceu e me lembro claramente como se fosse hoje, então, com essa irmã que faleceu, éramos seis irmãos. Éramos nós três irmãos, os outros três nasceram depois.

Quando ela ainda era viva tivemos uma infância, realmente. Hoje, praticamente, não vemos isso na Europa, as crianças ficam mais isoladas em casa, mas naquela época, eu recordo perfeitamente, brincávamos muito na rua com ela.

Eu não sei o que é viver fora do ambiente cristão, mas quando eu olho para os meus ex-colegas de escola, os jovens da mesma idade que eu, vejo realmente que os ensinamentos que eu tenho, ou seja, minha convicção minha fé, ela faz algo dentro de mim que tem peso diante dos outros, porque consigo ter esperança, ter fé, consigo ter um equilíbrio.

Estes princípios que eu aprendi desde criança, dentro da igreja, eu os carrego até hoje dentro de mim. Eu sou filho de pais divorciados, porque quando aconteceu esse episódio com minha irmã, logo depois houve a separação e eu fui criado mais pela parte da família da minha mãe. Embora tenha nascido no meio evangélico, quando eu tinha 13 anos eu tomei a própria decisão de seguir Cristo, ou seja, de descer às águas.

E quando isso aconteceu meu pai não aceitou, então ele deixou de falar comigo. Durante muito tempo, se a gente passasse na mesma rua, no mesmo lado da calçada, por exemplo, ele mudava de lado para não ter que falar comigo. Então, em certo momento que eu coloquei isso em oração e eu disse: “Senhor não pode ser, porque eu sou o teu filho, e essa ligação com meu pai não pode ser assim desta maneira”.

Depois que eu comecei a orar, foi o meu pai quem me procurou e hoje eu mantenho relação com os dois. A minha mãe é uma mulher de convicção muito forte, ela é muito determinada naquilo que ela crê. Agora o meu pai, eu olho para ele eu vejo um homem, embora que ele não tenha aberto o coração para Palavra, mas eu vejo realmente uma pessoa de afeto.

A Palavra da fé eu conheci desde criança, porque eu nasci em um ministério que a professava, mas quando eu tomei conhecimento do Verbo da Vida, foi através do Rhema. Quando o Rhema chegou em Lisboa, eu não ouvia falar somente do Verbo da Vida, falavam sobre o Rhema, quando eu fui ver o Rhema, vi também o Verbo da Vida.

Embora eu tenha nascido no meio da Palavra da fé, depois que me tornei membro do Verbo e fiz o Rhema, a Palavra cresceu dentro de mim. Tenho uma ex-professora de Língua Portuguesa que me influenciou muito, foi uma professora que era uma amiga e mantemos contato até hoje.

Hoje, em dia, eu coordeno equipe na empresa que trabalho. Eu desejo conhecer a África do Sul, não sei porquê nunca fui à África, mas a África do Sul eu tenho muita vontade de conhecer, desde os 17 anos, tenho essa vontade, e quando eu me formei no Rhema, nessa última turma, formada em junho, quando houve a imposição de mãos, veio algo dentro de mim: “África do Sul, África do Sul”.

Minha vinda para cá não foi com objetivo de estar no Brasil, de uma maneira turística, mas para ter contato com a visão do ministério, eu vim com expectativa de aprender. Eu tenho vários sonhos, mas um sonho que eu tenho além de fazer a obra de Deus, é constituir família, casar, sou solteiro.

Sou grato pelo meu pastor, um homem de fé, o Pr. Vanderlei, é um homem realmente que transmite esse espírito de gratidão, eu sou grato com tudo, não somente na parte espiritual, tenho aprendido muito com ele. Hoje, tanto na minha vida profissional, espiritual, familiar eu sou muito grato ao Ministério Verbo da Vida.

A igreja Verbo da Vida tem várias características, mas uma delas é união, o relacionamento de família é muito forte e outra característica dela é a fé. Embora eu tenha nascido em um meio evangélico, quando eu cheguei no Verbo, conheci o Rhema, eu cheguei meio desiludido com igrejas, pastores, com tudo.

Eu cheguei a pastorear uma igreja local, e quando eu entreguei a liderança, entreguei a igreja, eu falei: “eu nunca mais quero servir a Deus como responsável pela igreja, coisa nenhuma”. Eu fui com essa ideia para o Verbo. Eu posso ser membro, eu posso estar aqui, mas não quero fazer nada, tanto que os pastores que estavam lá, o Pr. Isaac, ele que me incentivou a fazer o Rhema e resolvi fazer.

Quando saí do gabinete dele o pensamento que veio a minha mente foi: “eu com tanto problema e ele me manda ir para escola, o que a escola vai fazer?” Eu lembro que ele me disse no gabinete: “Você tem três meses, se em três meses você não ver o resultado da Palavra, venha até a mim e diga que esta escola e o que nós ensinamos é uma mentira”.

E quando eu tive a primeira matéria que foi dada por ele, Realidades da Nova Criação, foi um impacto tão grande, porque eu ouvia ele ensinar essa matéria , muitas vezes eu tinha vontade de levantar no meio da aula e ir embora, mas não fazia porque eu tinha a consciência que era aluno e estava ali para aprender. Mas quando chegou ao final da matéria, ela abriu meu entendimento, e eu entendi o que sou em Cristo.

O que me confrontava era que quando a matéria era ministrada, eram coisas que não condizia com aquilo que eu vivia, não condizia com aquilo que eu tinha aprendido, eu chegava a dizer: “será que isso realmente é verdade?” Essa matéria foi uma matéria muito importante, eu questionava muita coisa. Se realmente era verdade, se não era uma seita ou uma coisa assim, porque era uma coisa que nós não ouvimos.

E eu aprendi e  pedia ajuda ao Espírito Santo para entender o que sou em Cristo e foi um divisor de águas. Meu maior arrependimento é de ter me desligado da Palavra da fé, que se deu no momento, eu tive o contato quando criança. Depois eu saí, não posso culpar pessoas , não posso culpar o ministério e tudo aquilo que aprendi eu coloquei de lado, e esse é o maior arrependimento que eu tenho.

A experiência que eu tive em pastorear foi boa, eu aprendi a lidar com certas pessoas, certas situações, teve momentos muito bons e também momentos que não foram tão bons. Eu quero honrar minha família, por ter sido a base por todos os momentos que passamos, mas nos mantemos sempre firmes, sou muito grato pela família que tenho, e hoje o meu relacionamento com meu pai é muito bom.

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