Meu nome é Sanny Cantanhede Evangelista. Nasci em Teresina (PI), mas já morei em muitos lugares no Brasil e fora do país também. Morei dois anos e quatro meses nos Estados Unidos, voltei há aproximadamente um ano e resido hoje em Teresina, onde moram meus pais. Somos quatro irmãos do primeiro casamento de meu pai com minha mãe, sendo três mulheres e um homem. Graças a Deus, todos estão envolvidos no ministério. Do segundo casamento de meu pai, tenho ainda dois irmãos. Ao todo, somos seis.

Eu posso dizer que a firmeza da minha mãe e o coração mais amolecido do meu pai marcaram a minha infância. Eu recebi um pouco da influência dessas duas personalidades diferentes. Eu tenho o coração do meu pai e, às vezes, a firmeza da minha mãe. Eu me lembro muito de meus pais falando que eu era muito autêntica. “Sanny, quando coloca uma coisa na cabeça, só Deus tira”, eles diziam. E eu cresci ouvindo que eu sabia o que queria. Creio que essa é uma característica que foi o Senhor que me deu. Desde criança, sempre fui muito de perseguir aquilo que eu sonho, aquilo que eu creio que é propósito de Deus para a minha vida. Outra coisa que me marcou muito na infância e adolescência foi o fato de meu pai dizer que daria para a gente aquilo que ele não tinha tido. Então, todo ano, ele planejava uma viagem para a gente fazer para um lugar diferente. E sempre dizia: “No que depender de mim, vocês vão conhecer o Brasil e o mundo. Vocês vão crescer dizendo que conheceram o Brasil inteiro”. Eu não sabia do meu chamado para as nações nesse tempo, mas meu pai já despertava em mim esse desejo de conhecer lugares novos, novas culturas, pessoas e comidas diferentes. 

Algo que eu posso dizer que marcou a minha vida negativamente, em um primeiro momento, foi a separação dos meus pais. Eu tive que trabalhar, isso depois, em relação a acreditar que casamento funciona e é possível ser algo que dá certo. Eu tinha sete anos quando isso aconteceu, mas essa situação se refletiu na minha adolescência, época em que eu quis ficar meio rebelde. Mas Deus trabalhou em meu coração quando Jesus entrou na minha vida. Deus foi tão bom comigo que depois da separação, meu pai casou de novo e eu ganhei uma segunda mãe e temos uma família unida.

Um ano depois da separação dos meus pais, minha mãe conheceu o Evangelho através de uma pessoa, com quem se relacionou depois. Nesse tempo, ela começou a nos levar para a igreja. A experiência que tive com o Senhor, quando eu era nova, me marcou, no sentido de que eu passei a saber que Jesus existia e que eu precisava entregar a minha vida a Ele. Eu até tive algumas experiências com cura, quando eu tinha em torno de nove anos de idade. Lembro que minha irmã mais velha, Patrícia, tinha sido picada por um escorpião. Minha mãe, que já tinha percebido essa minha tendência de orar por cura, pediu para que eu orasse por minha irmã, que estava com muitas dores, com a perna muito inchada e chorando muito. Quando eu orei, o efeito do veneno passou e ela foi completamente curada. 

Eu realmente fui nascer de novo somente aos 21 anos de idade. Eu morava em São Paulo, nessa época, fazendo a universidade de Psicologia. A minha mãe, minha irmã mais velha e a mais nova já tinham se convertido. Depois, em um período de férias, fui para Teresina. Eu estava muito ferida emocionalmente, pois tinha terminado um relacionamento de muitos anos. Por causa disso, comecei a buscar conhecer Jesus mais de perto, pois eu queria uma transformação na minha vida. Aquele relacionamento tinha tirado muitas coisas de mim e eu precisa de uma restauração. Então, pedi para minha mãe me levar para a igreja. Quando voltamos do culto, eu falei para ela: “Se Jesus existisse, da forma como ela falava, eu queria conhecê-lo”. Naquele momento, eu tive a minha experiência com o Senhor. Meu novo nascimento aconteceu e fui batizada no Espírito Santo, no mesmo momento. Antes, eu era muito influenciada pelas coisas do mundo, mas, graças a Deus, Ele tirou o mundo de mim e eu nasci de novo. 

Quando me converti, a minha busca por Deus foi muito intensa e eu comecei a “devorar” a Bíblia. Eu também orava muito em outras línguas. Deus começou a falar muito comigo através da Palavra. Então, eu percebi que tinha uma facilidade de entender as Escrituras. O desejo de começar a pregar e ensinar nasceu logo no início de minha conversão. Com seis meses de convertida, eu já estava ministrando a Palavra em pequenos grupos que tinha na igreja em que eu congregava. O amor pela Palavra só crescia. Lembro que, na minha primeira oração quando nasci de novo, eu disse: “Senhor, eu quero fazer a tua vontade e não a minha. Que a tua vontade seja a minha vontade”. Assim, eu comecei a renunciar a mim mesma para viver a vontade do Senhor. Quatro anos depois, comecei a fazer o Seminário Teológico Carisma, em Belo Horizonte. Foi lá que eu conheci o Kenneth Hagin e a Palavra da Fé pela primeira vez. Foi quando eu entendi a visão que Deus queria para a minha vida. Quando eu estava no segundo ano do Carisma, o Pr. Manassés Guerra foi para BH abrir uma igreja Verbo da Vida e eu fui convidada por Paulinho e Sinara para frequentar as reuniões. Eu fiquei maravilhada porque descobri que tinha uma igreja que pregava aquela visão que eu estava recebendo no Carisma. Então eu disse: “Esse é o meu lugar”. Um ano depois, em 2007, o Verbo da Vida chegou em Teresina, onde comecei a congregar.

Eu gostava muito de fazer Psicologia. Eu me interessava muito em estudar a alma do ser humano e compreender essas coisas. Acabei me especializando na área clínica e comecei a atender pessoas no consultório. Mas, é interessante que, mesmo eu conseguindo ajudar as pessoas de alguma forma no nível da alma, não conseguia me realizar, porque a Palavra era mais forte em mim do que só tentar ajudar as pessoas a lidar com seus problemas. Infelizmente, eu não tinha muita liberdade no consultório, porque as pessoas que eu atendia não eram cristãs e não era ética da profissão eu impor a Palavra. Eu até tentava colocar os princípios, mas eu não me realizava profissionalmente. Eu sabia que tinha algo mais que eu podia fazer pelas pessoas do que, simplesmente, tratá-las na alma. Era necessário ajudá-las no nível de espírito também. Assim, o ministério gritou mais que a profissão. Foi quando eu fui fazer o seminário e o Senhor me chamou para o tempo integral. Eu não vou dizer que a Psicologia não me ajudou, muitas vezes, a compreender e aconselhar as pessoas dentro da igreja. Mas eu acredito que Jesus é o Psicólogo dos Psicólogos. Ele tem o manual. Não tem como aprender melhor sobre o ser humano do que com Jesus. 

Eu já tive algumas crises na minha vida, até mesmo na questão ministerial. Teve época em que eu me perguntava se estava fazendo aquilo que realmente Deus me chamou pra fazer, se estava fazendo as escolhas certas, se estava realmente guiada pelo Espírito. Já tive momentos também em que me entristeci muito, quando fui abalada por decepções com pessoas, quando criei muita expectativa com relação a elas. Mas, logo cedo, eu aprendi a focar em Jesus e não olhar mais para o homem. Eu aprendi a correr a minha carreira com o Senhor sem focar nas pessoas, porque sei que está todo mundo crescendo, está em um processo de amadurecimento. Graças a Deus, o Senhor sempre me trouxe para o prumo e, se meus olhos estiverem sempre nEle, eu vou continuar sempre avançando.

Eu tenho algumas pessoas que foram referência em minha vida em estações diferentes. No início do meu ministério, tive grande influência do Diante do Trono. Eu olhava para a vida da Ana Paula Valadão e eu via a sua renúncia, o desejo de cumprir os propósitos do Senhor. Depois que eu passei a conhecer a Palavra da Fé, Kenneth Hagin foi uma pessoa que me influenciou muito, pois eu entendi muita coisa do que Jesus fez através da vida dele. A Palavra do Senhor começou a ter uma outra dimensão depois de conhecê-lo. Tive também a influência de pessoas próximas de mim, como o Pr. Judvan e Rossana Lira, a quem sou muito grata porque eles acreditaram em mim e estimularam muito o meu ministério.

Sou muito agradecida também aos meus pais, pela educação que tive, por mais que tenha sido rigorosa. Isso forjou o meu caráter. Eu recebo muita influência ainda da minha família, dos meus irmãos. Além deles, pastores, professores e muitos mais. Eu seria injusta em citar nomes, pois acredito que somos uma soma das pessoas que passaram por nossa vida. O Ap. Bud e Mama Jan são também um grande, grande, grande exemplo para mim, pois abriram mão de tudo e foram para uma outra nação por uma direção de Deus, sem saber a língua. Eu tive a experiência de ir para os Estados Unidos e sei que não é fácil ir para uma outra cultura, em um lugar que você não conhece ninguém. O Ap. Guto e Suellen Emery me influenciaram muito também, especialmente por continuarem aquilo que o Pr. Bud começou, com tanta simplicidade, fidelidade e excelência. Eles são exemplos para mim. 

Meu objetivo inicial ao ir para os Estados Unidos era aprender inglês. Eu tinha esse desejo há muito tempo, mas minha vida corrida não permitia que eu estudasse a língua. Chegando lá, o Senhor começou a abrir outras portas que eu não esperava, como estudar o terceiro ano do Rhema. Eu fiz um curso chamado Estudos Bíblicos, em que estudávamos todos os livros da Bíblia. Eu nunca imaginei que eu faria um curso desses em inglês. Esse foi um grande desafio, pois fui para os Estados Unidos sem saber falar o idioma. Além disso, eu tinha algumas coisas que eu precisa vencer, que eram gigantes muito grandes, como, por exemplo, enfrentar tornados, terremotos e furacões, além de uma nova cultura e língua. É engraçado porque eu achava que nunca conseguiria lidar com esse tipo de experiência. Ao contrário disso, eu passei por todas essas experiências e saí ainda mais fortalecida. Foi um tempo de ser esticada nos meus limites em muitas coisas. 

A parte mais difícil, no início, foi o fato de ter ido sozinha, sem falar a língua, o que fazia me sentir muito só. Pode não parecer, mas eu sou um pouco tímida para começar um relacionamento com uma pessoa que eu nunca vi antes. O americano não tem o mesmo calor humano que temos aqui no Brasil, de abraçar as pessoas. Você até demora a fazer amizade com um americano, mas depois que faz é para sempre. Eles são muito fiéis a isso. Realmente, foi muito difícil a solidão que passei lá. Graças a Deus, a presença do Senhor sempre me preencheu. O fato de você não ter uma vida social pegou um pouco para mim. Por outro lado, com o passar do tempo, a minha visão a respeito de ministério, da influência que podemos ter na sociedade, do que podemos fazer pelo Reino de Deus, tudo isso foi muito ampliado. Eu pude receber também da influência de pessoas de outras denominações, que têm recebido grandes coisas de Deus, como Dave Roberson, que me influenciou muito na área de outras línguas, Daniel Kolenda, sucessor de Reinhard Bonnke, Michael Koulianos, genro de Benny Himm. Enfim, o tempo nos Estados Unidos foi um tempo de adicionar coisas, acrescentar uma visão maior daquilo que podemos fazer pelo Reino e de quebrar muitas religiosidades, que eram verdadeiras prisões que eu tinha.

 

Eu tenho muitos sonhos. Eu sempre tive o sonho de escrever livros, pois acredito que é uma forma de eternizar aquilo que Deus tem nos dado. Estou muito próximo de realizar esse sonho, pois estou terminando de escrever meu primeiro livro. O livro foi uma direção do Senhor quando ainda estava nos Estados Unidos. Lá eu comecei a me ver mais capaz de fazer coisas que antes eu não imaginava que poderia fazer. Às vezes, Deus nos dá um sonho, mas a gente precisa de ousadia para realizá-lo. Então, o Senhor me deu o título e logo o conteúdo começou a chegar e eu comecei a ampliar a visão a respeito daquilo que eu podia fazer para o Reino. O livro é baseado nas revelações de Jesus dentro de cada uma das alianças, com Ele sendo a mensagem central de toda a Escritura. O objetivo é entendermos, através das alianças, o nosso plano de redenção, tudo o que Jesus teve que fazer para nos resgatar. Estou muito animada com essa obra, pois aliança é um assunto que me fascina e eu fiquei muito feliz porque o Senhor me inspirou a escrever o meu primeiro livro em cima desse assunto que eu tenho ensinado por tanto tempo. Entendo que essa é a maior mensagem das escrituras. A nossa justificação só foi possível porque uma nova aliança foi feita. E esse entendimento, eu acredito, vai abençoar muito o Corpo de Cristo. Estou trabalhando para que esse livro saia ainda em 2019. 

Eu sempre tive sonhos ministeriais muito grandes. Sempre sonhei com estádios lotados, com pessoas recebendo Jesus massivamente, sendo transformadas pela revelação do Evangelho. Sempre sonhei muito com o avivamento, com a transformação que o Evangelho faz, atingindo cada área da sociedade. Enfim, meu maior sonho é ver uma igreja tão viva que realmente faça diferença na sociedade, uma igreja relevante. Durante certo tempo, eu até deixei meus sonhos pessoais de lado, mas eu também tenho o sonho de construir uma família e eu creio que logo Deus vai permitir que isso aconteça também. Eu me vejo daqui a cinco anos tocando muitas nações, indo para muitos lugares que ainda não fui. E eu me vejo sendo uma influência ainda maior no meio do Corpo de Cristo, mas também fora das quatro paredes. Eu quero ver muita gente sendo salva e transformada por essa Palavra. Eu creio que, nessa época, vou estar casada, com filhos e cumprindo o chamado de Deus, junto com meu marido, no Brasil e nas nações. 

Eu sou muito grata a Deus pelo Rhema. Essa escola transformou a minha vida, me deu um norte. Foi no Rhema que eu descobri o meu chamado. Eu acredito que, hoje, poder ensinar e levantar pessoas para que elas cumpram o chamado delas é uma grande realização pra mim. Tem sido um tempo de influenciar pessoas, de marcar pessoas, de olharem para mim e falarem: “se ela pode, eu posso”. Eu, como professora, tenho aprendido muito com os alunos, com cada lugar que eu vou, com cada cidade que eu ministro a Palavra. Nós temos a oportunidade de participar e ajudar a construir a história de tanta gente. A gente dá, mas a gente também recebe muito.

Eu tive muitas experiências nesse tempo. Uma situação que me marcou demais, foi uma vez quando estava dando a matéria Aliança de Sangue em Natal e um aluno, que era casado há muitos anos, me procurou. Ele já não usava sua aliança por 30 anos, pois seu casamento estava bem destruído. Mas, com o entendimento das alianças, o casamento dele foi restaurado. No último dia de aula, a esposa que não fazia o Rhema, aceitou fazer a renovação dos votos e nós celebramos um casamento no último dia de aula. Foi algo maravilhoso! Os alunos participaram e tivemos direito a bolo, salgadinhos e tudo o mais. Eu já tive muitas experiências de outros relacionamentos restaurados por causa do entendimento das alianças. São muitos testemunhos de pessoas que dizem: “Professora, essa matéria marcou a minha vida, meu relacionamento com Deus mudou porque hoje eu entendo o que Jesus fez por mim, eu entendo o preço que Ele pagou pela minha vida”. Isso não tem preço. Para mim, não existe Evangelho sem mudança, sem transformação. 

Meu dia a dia ainda é muito corrido por conta das aulas do Rhema. Eu ainda dou bastante aula e eu estou sempre viajando muito. Mas, no meu cotidiano, eu tenho sempre meu momento com o Senhor, que é prioridade na minha vida, meu momento de oração e de meditação na Palavra. Eu também tenho escrito muito por conta da questão do livro. Meus tempos de folga, atualmente, têm sido para isso. Além de fazer as atividades normais quando estou em casa, o que é uma raridade, eu procuro ter tempo de me relacionar com as pessoas. Uma coisa que eu gosto muito de fazer é sair para comer com os amigos, estar junto das pessoas que eu gosto. Eu me divirto muito saindo para conversar, bater um bom papo, comer alguma coisa. Esse é meu passatempo preferido. Minha família também tem uma chácara, que é meu lugar de refúgio. Eu gosto de ir para lá, relaxar na piscina. Fora isso, quando eu tenho tempo, gosto muito de viajar para conhecer lugares novos, não só para ministrar. Eu gosto de descansar conhecendo lugares novos. 

 

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