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Nasci e cresci em Brasília. Tenho 25 anos. Na minha cidade moram pessoas de todos os lugares. É uma mistura de regiões. Por ter nascido na capital, acabei tendo a facilidade de me adaptar com pessoas de várias regiões. Isso me ajudou quando fui para Londres, pois lá também tem pessoas de todos os lugares. Madri é do mesmo jeito. Em Brasília existem muitas culturas, de várias partes do Brasil. Isso nos ajuda na convivência, são muitos sotaques.

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Quando eu tinha apenas 9 anos, meus pais participaram de um encontro com Deus e, realmente, eles mudaram de vida ao receber Jesus. Logo após isso, começarmos a ir para a igreja e eu aceitei a Jesus ainda bem pequena. Mas eu ia a igreja apenas aos domingos pela manhã, eu gostava de dormir e não queria muito ir (risos). Mudamos de igreja, e isso só me enfraquecia. Eu não me envolvia em departamentos, pois também era muito fechada. Mas sempre tive um temor ao Senhor muito grande, não tinha muito entendimento de Deus, mas fui levando a minha vida sendo cristã. Até que conheci Augusto, meu marido…

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Ao conhecer Augusto, ele já era do Verbo, ele me convidou para um culto e gostei demais. Era muito diferente de tudo o que eu conhecia de igreja. Não tinha bancos de madeira, eram cadeiras, via sofás, estofados, carpetes, isso não parecia o que eu conhecia de igreja. A Palavra era diferente, o povo. Augusto já fazia o Rhema e comecei a me envolver. Fiz amizades, fui querendo aprender, entrei nos departamentos, a Palavra da fé foi mudando meu coração. Foi quando, de fato, tive as minhas experiências com Deus, comecei a orar em línguas, a falar com Deus. Pude conhecer muito mais de mim e de Deus.

Quando vejo a minha vida hoje, percebo que tudo tem um sentido e nada foi por acaso. Sempre tive em meu coração o desejo de viajar. Ainda na adolescência, procurava intercâmbio, mas não dava certo, fui fazer faculdade de turismo. Quando terminei a universidade, procurava trabalho em cruzeiros, como aeromoça, mas ainda não era isso. As pessoas falavam que eu era bonita e, certa vez, estava tendo uma seleção para modelos do Fantástico. Minha família me incentivou, e, aos 19 anos,  fui uma das pré-selecionadas entre as 10 modelos de Brasília. Depois houve um concurso de miss estudante na cidade e ganhei. Então pensei: “na área da moda poderei ir para fora”. Fui miss em 2010 e em 2012 e durante esse período eu modelava, fazia fotos para noivas, também trabalhava em eventos. Meu objetivo era viajar para fora e tinha foco nisso. Esse sonho eu já tinha antes de conhecer o Augusto e a Palavra da fé.

 Certo dia, surgiu um convite para trabalhar em um evento na Câmara dos Deputados e uma amiga minha me chamou pra ir. Eu fui, e lá conheci o Augusto que estava coordenando. A partir daí, a minha vida deu uma reviravolta.

Augusto… meu marido, Ah! Eu falo que ganhei na loteria todos os dias. É difícil descrevê-lo com palavras. Ele é a parte de Jesus pra mim aqui na Terra, ele me mostrou o caminho, me ajuda, me ensina, sempre tem uma palavra de fé e amor. Tem tanto dentro dele, que não dava pra ficarmos aqui… O caráter dele, o dom me encanta. Ter casado com ele foi uma das melhores coisas que me aconteceu.

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Toda essa história de modelo, de miss foi o caminho para eu conhecê-lo. Desde que o conheci, surgiu uma nova Thays que eu não conhecia, mas que estava dentro de mim. Foi um descobrimento de mim mesma. Todas as coisas que me aconteceram antes, ao ser modelo, não se comparam com o que vivo hoje.

Não troco todo nosso caminho de atual pelo que eu fazia antes, foi bom, mas agora é muito melhor. Sei que havia um propósito cada coisa. Hoje, fazemos missões juntos, vivemos para Deus e descobri porque eu tinha tanto desejo de viajar…

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Vejo que tenho tanto a mudar ainda. Tanto a viver, me vejo como uma caixinha de surpresas. Quando menos espero, estou fazendo o que Deus me deu pra fazer, mas sei que tem muito mais ainda. Sou aquela que vai e faz, não espera, vamos fazer agora, não aguento esperar muito, sou objetiva, vou atrás, sou bem clara.

Eu e o Augusto estamos vivendo um tempo de muito trabalho, mas de muita confiança em Deus. Cuidar de vidas, de pessoas é um aprendizado. Mas a graça, e o Espírito, bem como a provisão de Deus; nos fazem dar o passo de fé. Para nós, o tempo do Brasil não era andar em fé, Inglaterra também não. Já estávamos nos acomodando. Para nós, a Espanha, Madri, é andar uma milha a mais. É esse passo.

Vamos nos envolver com outras culturas, temos nações no coração. Isso está ficando mais claro.  Não podemos criar raízes em um lugar, porque daqui a pouco iremos para outro.

Quando casei e sai de casa, foi um choque pra minha mãe. Tenho apenas um irmão mais velho, ele ainda está com meus pais. Eu, a mais nova saindo de casa, foi esse choque, mas eles se acostumaram. Quando fui morar em Londres, eles já estavam adaptados. Afinal, ao casar cortamos os laços de antes. Eu não sou muito grudenta, aquela que fica o dia todo na casa da mãe, eu demonstro amor do meu jeito a nossa relação sempre foi equilibrada. Senti falta deles também, mas é natural. Como sempre desejei ir para fora, é recompensador para minha mãe me ver hoje fazendo o que queria e servindo a Deus, é melhor que trabalhar em qualquer outro lugar. Meus pais estão satisfeitos em me ver fazendo a vontade de Deus eles sabem que Deus está cuidando de mim.

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Se você olhar uma mulher linda, verá que, algumas delas, usam essa beleza pra influenciar, tirar proveito. Mas, de fato, a beleza interior e é como um dom e é essa que deve existir em cada mulher. O Augusto viu em mim sinceridade. A mulher porque é bonita não deve rebaixar outras belezas diferentes. Devemos ter a verdade. Toda mulher que tem a verdade não irá se corromper com os valores externos. Beleza, vestimenta, essas coisas passam, mas a verdade permanecerá.

 

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