Eu me chamo Thiago Carvalho e nasci no Rio de Janeiro. Nasci e cresci em uma família cristã formada por meus pais, mais dois irmãos e eu, o caçula do lar. Morei no Rio até os 9 anos de idade, isso foi em meados de 1994 ou 1995, quando meus pais e a família toda foi pra Paulista em Pernambuco devido ao trabalho de meu dele, e lá conhecemos o Verbo da Vida. Nesta época, a igreja estava iniciando ainda. Era a primeira igreja Verbo fora de Campina Grande.

Meu pai conheceu o pastor da igreja, o pastor Marquinhos, que estava lendo o livro do irmão Kenneth E. Hagin, El Shadai, e meu pai ficou acompanhando a leitura. Ele não se aguentou e aproximou-se do pastor com interesse no livro e a partir daí fomos nos envolvendo nas reuniões da igreja, que na época acontecia em uma sala da prefeitura, que estava sendo cedida para realização dos cultos.

Não lembro muito de minha infância no Rio e devido a violência meus pais eram bem reservados. Não saíamos muito. Lembro-me de grande parte a partir de minha pré-adolescência, sendo quase sempre na igreja.

Devido a uns traumas do parto, pois nasci prematuro, eu não ouvia de um ouvido, a formação óssea não foi a ideal e sofria de reumatismo nos ossos, além de ser gago. Eu era uma criança bem tímida devido a esses fatores e só andava com as pernas engessadas. O primeiro contato real que tive com o poder de Deus foi aos 9 anos quando fomos visitar Campina Grande e havia uma ministra pregando a respeito de cura. Ao final, ela convidou os irmãos a irem à frente para receber uma imposição de mãos e eu decidi ir e neste mesmo dia fui curado de tudo.

Voltei a ouvir em um dos ouvidos, não tive mais reumatismo e fui curado da gagueira. A partir daí foi o início da minha vida com Cristo. Parece que comecei a viver de fato a partir desse momento. A partir deste milagre, meus pais se firmaram na Palavra Revelada e cursaram o Centro de Treinamento Bíblico Verbo da Vida, na época.

Devido a escola, amizades e influências, dos 12 aos 15 anos tive uma fase mais solta. Estava me deixando levar pelo meio que me cercava. Através de um amigo fui à igreja e o Senhor me lembrou de toda minha infância e história, mas mesmo assim acabei resistindo naquele momento. Voltando para casa, senti uma nota forte do Espírito Santo e fui pego por Ele e partir dali me posicionei e decidi me firmar. Aos 16 anos pude cursar o primeiro ano do Centro de Treinamento Bíblico Verbo da Vida e, o segundo, no Rhema.

Assim que me formei no Rhema, aos 18, minha família toda já estava em Pernambuco, exceto meu irmão, Diogo, que tinha voltado para o Rio. Como eu tinha uma ligação muito forte com ele, retornei ao Rio para morar com ele e com meu tio, passando a congregar na Igreja Verbo da Vida em Campo Grande. Lembro-me do primeiro dia que fui, cheguei muito cedo e fiquei olhando o pessoal do louvor. Na igreja anterior em Pernambuco, já era envolvido com o departamento de música. A música sempre me atraiu e me ajudou muito.

Ao chegar no primeiro dia na igreja, em Campo Grande, acabei conhecendo Esther, hoje minha esposa. Ela tocava teclado, mas não era muito a sua “praia”, me arrisco a dizer que quando ela tocava os anjos tampavam os ouvidos (risos). Logo quando cheguei, e fui ao Verbo, Esther e Samir, um grande amigo, se movimentaram para encontrar um emprego pra mim. A igreja me abraçou, incluindo os pastores!

Depois de um ano que nos conhecemos, eu e Esther passamos a namorar. Acho engraçado isso, pois cheguei no Rio sem pensar em relacionamento, tinha me formado no Rhema e queria estar disponível para o Senhor, colocando o namoro como algo não prioritário. O pessoal promovia muitas situações para eu passar tempo com Esther e estar mais próximo dela, mas ainda estava firme no posicionamento. Nos aproximamos demais e acabei dando atenção a isso e estamos juntos até hoje (risos). Pastor Marcos Honório Junior e Virginia foram quem nos casou, tenho grande honra por eles. Acompanharam todo o processo e estavam juntos ali conosco.

Falar de Esther, pra mim, é falar de tudo. Ela foi um divisor de águas em minha vida. É minha base. Enfrentamos muita coisa juntos e ela nunca desistiu. Tiveram situações em que eu acabei não desistindo pois ela me inspirava a não desistir. Uma grande mãe, esposa e amiga. Quem ouve a voz dela, pensa que é uma menina indefesa. Ela é forte! Uma pessoa 100% atuante em tudo; igreja, em casa, sua a camisa com a mesma intensidade. Ela é uma pessoa que eu  não quero perder nunca.

Tenho dois filhos, Filipe de 8 anos e o Davi, de 4 anos. Os dois são um milagre pois Esther não podia engravidar. Os dois foram programados, e dizíamos antes do casamento que iríamos casar e, 5 anos após, teríamos nosso primeiro filho. Porém, nem eu e nem ela, imaginávamos que ela não poderia engravidar, por meios naturais. No mesmo dia que recebemos este diagnóstico, nós entramos no carro e oramos acerca desta situação e decidimos crer na Palavra, declarando diferente do resultado médico. Em torno de 2, 3 meses depois, Esther engravidou e veio Filipe.

Com o primeiro filho, a gente aprendeu junto com ele. Pai de primeira viagem, falta de experiência e no meio de várias mudanças. Sempre procuro transmitir ao Felipe que ele recebera a honra do primogênito por vir em uma fase de muitas adaptações. Ele se sente um homem tendo que cuidar do irmão mais novo e fica muito feliz por isso, como perguntar se Davi já escovou os dentes, se já lanchou na escola, como foi o dia, quase uma réplica minha (risos). Com Davi foi tudo mais fácil, pois não foi o primeiro e aconteceu em uma época em que as coisas já estavam bem mais estruturadas. Com pouco mais de um ano de idade, fomos com a família toda para Macapá (AP). Vemos nossos filhos com grande orgulho!

Uma grande referência para mim foi pastor Marquinhos, pastor de minha adolescência, junto a ele pastor Tony, que hoje está em Ribeirão Preto (SP). Minhas primeiras referências relacionadas à igreja. O que mais me impactava em Marquinhos era ele estar envolvido na oração em línguas em todo tempo. Eu me perguntava: “Uau! Como ele consegue?” e em todo o tempo ele estava lá. Além disso, tive como referência Anita, primeira líder dos adolescentes no Verbo da Vida em Paulista (PE), ainda possuo a primeira Bíblia que tive como presente dela com uma dedicatória, e Cleuber, segundo líder dos adolescentes e líder do ministério de música. Ele quem me ensinou na parte de música da igreja. Quando voltei ao Rio, minha grande referência foi pastor Marcos Honório e “tia” Nice.

O Pastor Marcos Honório Júnior nos pastoreou por 8 anos no Rio de Janeiro e ele me fez ter a consciência de devorar livros. Sou um grande leitor! Eu saia da igreja e já ia mergulhar mais profundo nos ensinamentos dos livros e da Bíblia. Isso me fez ficar forte nas escrituras! Tudo isso que vivi e tive como referencial me faz hoje ser um pastor que consegue ver os adolescentes. Os pastores que tive na adolescência me viram e olharam para mim, cada um em uma etapa e uma estação. Eu não desprezo os adolescentes!

Minha primeira e maior marca é humildade. Me considero uma pessoa humilde, simples e não sou de querer exibir algo a todo mundo, em todos os aspectos. Eu carrego a humildade e tento me ver sempre assim. Ao conhecer Esther, isso aumentou mais ainda. Mesmo que um dia eu tente ou queira fazer algo contra, ela é rápida em identificar e me trazer ao centro.

Nosso coração é muito voltado para onde estamos hoje. Todos os meus planos, ministerialmente falando, sempre mudaram e não aconteceram. Quando queríamos ir para um lugar, Guto apontava para outro; o Espírito Santo confirmava e nos submetíamos à visão.

Não me vejo em outro lugar daqui 5 ou 10 anos, mas caso aconteça algo para mudar os planos atuais, não será algo inédito para nós. Cinco anos é pouco para os planos que temos para Macapá e desejamos que muita coisa aconteça através de nós. Estamos no centro da vontade de Deus! Sentimos uma grande satisfação. Estamos onde Deus quer.

Macapá tem sido uma temporada nova. Temos vivido milagres que nunca tínhamos vivido. É um povo que nos abraçou! Já havia um grupo presente lá quando chegamos, aproximadamente 13 ou 15 pessoas, e esse pessoal foi fundamental para estarmos onde estamos hoje. Todos nos abraçaram e nos deram suporte.

Renato e Klycia, supervisores da região norte, estiveram conosco nestes últimos tempos e eu disse a Renato que “Eu olho para cada um de nossa igreja e vejo que são pessoas que um vale por dez. Eles possuem consciência do que são. Querem a Palavra, querem a igreja, querem o Rhema, querem promover a visão”. Não precisamos botar força e Macapá tem sido um tempo maravilhoso. Estamos no centro da vontade de Deus!

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