Meu nome é Thiago Garcia de Menezes Santos, mais conhecido como Thiago Garcia, nasci em Campina Grande-PB, no dia 10 de dezembro de 1983. A maior parte da minha vida morei em Campina, aos 17 anos, nossa família se mudou para João Pessoa e lá nós passamos 12 anos. Depois eu voltei para Campina, meus pais foram para São Paulo e isso já faz 5 anos.

Lembro da minha infância, em especial da chuva, porque Campina era uma cidade com chuvas mais frequentes e tinha aquele clima friozinho. Foi uma infância muito divertida. Falei da chuva porque em nossa casa tinha uma bica grande e o telhado facilitava a queda das águas. Mas só podíamos tomar banho nela de dia, para não pegar resfriado, mas meu pai tomava banho nela a noite (risos). Morávamos em uma casa com rua asfaltada e isso trazia mais cuidado, e mainha não nos deixava sair muito, por causa do movimento de carros. Mas tinham os amigos da escola e da rua, e andávamos de bicicleta por perto e tinha uma ladeira e a descida de bicicleta era desafiadora. Brinquei bastante. 

Talvez a minha geração viveu uma transição que tinha uma infância na rua, mas que pouco tempo depois começou a ter computador em casa e talvez a geração atual já chega mais ligada na tecnologia do que a nossa. 

Eu sou o filho mais velho, tem minha irmã Rafaela e Diogo o mais novo. Rafaela tem 3 anos a menos e, por isso, somos mais próximos, de Diogo tenho uma diferença de 7 anos. Meu relacionamento com meus irmãos sempre foi muito bom. Passamos aquela fase de briguinhas, que é normal. Por ser o caçula, na nossa ótica, Diogo sempre foi o mais protegido. Às vezes, ele queria se inserir nas nossas programações e nós não queríamos. Ele era aquele caçula mais chato (risos), mas quando fomos crescendo essa diferença de idade ficou menos significativa. Nos aproximamos mais com o tempo, e quando adultos,  nos tornamos grandes amigos. Rafaela já é casada,  tem dois filhos, Arthur e Lis.

Diogo ainda não casou. Terminou o curso de direito e começou na mesma faculdade que eu. Ele é super desenrolado na tecnologia, e na gastronomia também, é um bom máster chef, (risos), mas optou pelo direito, acho que ele amadureceu e mudou muito o perfil de estudante. Ele não era tão dedicado antes, mas a partir do momento que ingressou na faculdade, se tornou exemplar nas notas e estudava muito. Passamos a vê-lo lendo, acho que ele encontrou a área que gostava. Ele fala que houve uma pequena influência minha por ter feito o mesmo curso, mas ele tem um excelente raciocínio e isso favoreceu a escolha pelo direito. Ele é argumentativo, isso o identificou com o curso. 

Meu pai, Amauri, é uma grande inspiração, aquele que cuidou de nós e sempre garantiu juntamente com a minha mãe que tivéssemos um bom acesso a educação. Por ser uma coisa cara, eles sempre priorizaram isso para nós. Sempre vi meu pai fazendo os maiores esforços para que isso nunca faltasse boa escola e ele dizia: se eu puder deixar para vocês uma herança deixo uma educação de qualidade, e isso vai ter valido a pena, tanto o ensino na escola, quanto os princípios ensinados em casa com o exemplo, principalmente, e claro, a instrução nos caminhos do Senhor, pois desde cedo fomos ensinados. Meu pai é aquele grande protetor e provedor.

Minha mãe, Marizete, é uma mulher de muita energia, ativa, dinâmica e junto com meu pai se esforçou pelo nosso bem. Sempre cuidadosa em casa, dos detalhes, ela continua assim, mesmo à distância, minha mãe é muito animada.

O passo para o casamento é algo bem significativo e graças a Deus e eu tive a possibilidade de encontrar Rachel e acredito que foi de Deus, é claro que Deus nos dá toda a liberdade, mas de alguma forma os nossos caminhos foram facilitados pelo fato da gente viver aquilo que Deus quer para nós. Eu creio que viver a vontade de Deus para mim me trouxe para um lugar e viver a vontade de Deus para ela a trouxe para um lugar e com isso, a gente teve possibilidade de se encontrar, porque talvez nunca tivéssemos tido essa chance de nos encontrar na vida. Porque vivíamos bem distantes, ela é de Bauru, interior de São Paulo e eu de Campina, morei uma fase em João Pessoa e depois voltei, mas servir a Deus, nos faz se envolvidos em um manto de proteção mesmo e, com isso, podemos fazer as nossas escolhas dentro de um conjunto de pessoas que compartilham dos mesmos valores, princípios e crenças que você e isso facilita a relação.

Eu estava atento para esse passo da minha vida, mas estava com cuidado para não precipitar as coisas de alguma forma ou fazer escolhas que me privassem daquilo que eu percebia que Deus tinha para a minha vida.

Valeu a pena ter esperado. Observado com atenção e não comprometer nada disso. Tenho convicção que ela soma comigo. Casamento é uma mudança completa não só de estado civil, mas de vida mesmo.  

Antes de casar, voltei para Campina e por quase 4 anos morei sozinho e talvez esse tempo tenha sido uma transição interessante. Facilitou a mudança de vida, pois eu sai da casa dos pais e isso me fez estar mais suave na mudança de vida.

Rachel é uma parceira, uma companheira de vida. Temos muita facilidade de fazer as coisas juntos. Sempre buscamos ajudar e consultar um ao outro,  simplesmente para obter uma opinião, um ponto de vista que pode somar de alguma forma. Organizamos as coisas da casa juntos, corremos juntos, até conversávamos esses dias, quando a realidade da vida mudar, os filhos chegarem, alguma coisa mude, mas hoje estamos sempre juntos somando as forças. Ela é disposta, animada, uma mulher de paz. Não temos dificuldade de encontrar paz quando há discordância.

Encontramos uma harmonia e sei que o nosso temperamento favorece algumas coisas. Procuramos não desgastar a nossa relação, ela é uma motivadora, me anima e apoia nas coisas que Deus aponta. Nosso casamento tem um ambiente muito saudável e eu louvo a Deus por isso. Muitos casais encontram muitas dificuldades especialmente nessa fase inicial, mas a nossa casa é uma casa de paz, onde encontramos suporte um para o outro.

O tempo passa… e passa mesmo… Às vezes, ele passa de uma maneira mais rápida do que imagino, mas outras vezes penso que eu ainda vivo aquele outro momento. Tenho hoje 34 anos, faço parte desse ministério há 27 anos, então, eu cresci nesse ambiente e, por isso, ele é bem familiar para mim.

Quando olho para a minha trajetória, consigo mensurar um pouco de quanto o tempo passou. Às vezes, encontro com alguém e ele me diz que foi meu professor no departamento infantil e hoje estão no ministério comigo.

Quando olho por exemplo, para as filhas de Guto, Luissa e Leticia, lembro, por exemplo, e lembro quando Suellen teve as meninas e fomos visita-las alguns dias depois do parto de Luissa, lembro do dia dos detalhes e hoje, vejo Luissa, uma moça, já tem carteira de motorista, está noiva (risos). Realmente, o tempo passa.

Essas memórias nos trazem um choque de realidade. Me sinto as vezes, mais jovens do que outras pessoas da mesma idade que eu, talvez isso seja coisa minha…

Mas, não quero ser velhinho muito rápido não. Quero me conservar saudável por muito tempo.

Nos momentos de adversidades eu gosto de pensar que uma das maiores virtudes para superá-las é a paciência. Porque tem coisas que são mais fáceis de serem vencidas outras mais difíceis. Eu imagino que a maioria das coisas que conseguiu nos derrotar é porque nos faltou paciência, é porque desistimos delas antes de conseguir vencê-las.

Adversidades chegam para todos. Alguns acham que nós não nos deparamos com adversidades na vida, mas é tolice, cada um na sua forma de viver se depara com situações difíceis de enfrentamentos, mas procuro treinar a mim mesmo de uma forma que a minha paciência se prolongue cada vez mais até o ponto de a adversidade desistir e não eu.

Daqui há uns cinco anos me imagino segurando nos braços o segundo filho (risos) temos um planejamento claro para a multiplicação da nossa família. Sempre pensei em ter dois filhos. Mas Rachel quer mais, quer três e falei vamos aos poucos temos o primeiro, o segundo e depois vamos decidir se teremos o terceiro, ela vem de uma família maior que a minha. São quatro irmãs, na nossa casa somos três.

Acho importante a convivência dos irmãos, então, queremos ter mais de um.

Não sei o que Deus tem para nós daqui há cinco anos. A dinâmica da nossa vida hoje é muito intensa. As coisas podem ser abreviadas, não sei… outras pensamos que acontecerá rápido e nem será. Meu desejo é estar cumprindo a vontade de Deus e mais maduro. Vou estar batendo na trave dos 40, espero ser um quarentão animado. Quero estar animado, firme e cheio de convicção quero estar correndo muito, literalmente, corremos muito juntos.

Eu sou uma pessoa que a rotina me favorece, eu gosto de uma rotina. Só que as vezes, a rotina não acontece e tenho que me esforçar um pouco mais, Rachel é animada, enquanto corremos, as vezes, eu fico mais atrás me canso mais rápido e ela vai e volta pra me buscar, então, acho que quando chegar aos 40 anos ela vai estar voltando para me buscar nas nossas corridas também. (risos)

Sou advogado e atuo no ministério de maneira integral. Eu fico impressionado com isso, talvez nos meus melhores projetos eu não me imaginava essa conciliação tão favorável. Eu sempre gostei de estudar, lembro de sempre ver meu pai estudando e isso me influenciou. Ele fez graduação, pós, mestrado e  ver nele esse apreço pelo estudo desenvolveu em nós, consideramos importante.

Inicialmente comecei fazendo engenharia civil, foi meu primeiro curso universitário e sempre fui um aluno com facilidades para exatas, mas o nível de exigência era bem alto demais, foi um choque, mas fiquei firme, meu pai é engenheiro e ele me animava, mas eu não me identificava tanto, comecei a perceber que ser um engenheiro não era exatamente o que eu queria.

Falei com ele para trancar a faculdade e fazer vestibular para outra área, ele me pediu para não trancar mas fazer o outro que desejasse e depois eu veria qual área me identificava e eu fiz vestibular para direito que era uma área que eu achava interessante. Pelo raciocínio e argumento, passei e fui fazer o curso à noite e ainda permaneci um tempo fazendo engenharia pela manhã e tarde. Ainda passei um ano assim, mas percebi um apreço pelo direito e uma dificuldade de conciliar os dois cursos.

Tranquei engenharia e me direcionei mesmo para o direito. Eu gostei do curso do começo ao fim.

Quando terminei direito comecei a rabiscar umas peças com amigos advogados e antes mesmo da graduação eu já tinha aprovação do exame de ordem, logo comecei a advogar para amigos, familiares, situações simples da vida.

Sempre havia uma clareza em mim que de alguma forma eu me dedicaria ao ministério, ao reino de Deus, cresci na palavra de Deus e não ia viver só para mim mesmo.

Sempre fui envolvido nos adolescentes, jovens sempre estive no serviço. Ajudava meus pais na igreja, sempre fez parte de mim o serviço do ministério, não me via no futuro so vivendo naturalmente, ganhando dinheiro.

Me tornei assessor judiciário do tribunal de justiça da Paraíba, tinha meu salario bom. Mas mesmo assim, havia no meu coração a sede de fazer algo que tivesse uma relevância maior para o Senhor. Queria construir algo para mim na eternidade, só que eu não sabia como isso seria. Na minha cabeça naquela época teria algumas opções. Ou faria uma coisa ou outra, ou as duas paralelamente. Mas fazer as duas coisas de forma integrada não enxergava uma forma.

Lembro de uma madrugada que eu voltava de Campina Grande para João Pessoa  e conversava com meu pai e expressei para ele o desejo de diminuir o ritmo do direito para começar a servir integralmente no ministério. Mas meu pai me fez pensar:

Meu filho, você acha que Deus lhe permitiu estudar cinco anos, para que isso não fosse aproveitado em seu ministério no futuro?

Ele me lembrou o exemplo dele, meu pai sempre serviu a Deus com intensidade mas ele só dedicou se integralmente após sua aposentadoria, por anos, ele foi pastor em Joao Pessoa e professor da Universidade Federal de Campina Grande. Eu vi meu pai trabalhando nesses dois lugares e isso era cansativo.

A transição do secular e ministério do meu pai foi gradual e durou décadas, então, eu sabia que não seria tão rápido assim.

Passei a estudar mais servir diligentemente no meu trabalho, fazia meu melhor, me dediquei ainda mais na igreja com excelência, comecei a ensinar no Rhema. Isso foi em 2008. Estudei escatologia com Maneco e aprendi muito, Thiago Borba, meu amigo também me deu vários livros e em 2009  essa matéria.

Em 2012, tinha outro desafio, dirigir a Escola de Ministros itinerante em João Pessoa e abracei essa causa nesse tempo. Era puxado porque eu trabalhava muito passei a chegar mais cedo no trabalho e sair mais cedo, com expediente corrido, e me dediquei a escola e por si só a escola promove uma intensidade grande, e mais, eu fui aluno da escola também, pois nunca tive a oportunidade ser aluno em Campina Grande. O ano passou voando, mas foi produtivo abriu a minha mente para muitas coisas.

Surgiu o convite do Ministério para que meus pais fossem para São Paulo ajudar a obra lá, mas Guto destacou o desejo que eu ficasse trabalhando no centro de operações em Campina Grande. Aquela informação foi nova, ele queria que desenvolvesse alguns projetos no ministério e ele pensou em mim. Conversamos depois com calma, e decidimos que meus pais iriam para São Paulo e meu pai concordou em me deixar aqui, confesso que não me choquei com o desapego do meu pai comigo (risos) vi o amor e a prontidão dele em mudar de cidade e dividir fisicamente a família e nesse momento comecei a perceber a união do ministério com a minha profissão e que elas poderiam caminhar juntas e foi isso que aconteceu.

2013 chegou, meus pais em São Paulo e eu trabalhando nos projetos do ministério em Campina Grande. Implantando a coordenação jurídica para assim, dar suporte a pastores e diretores nessa área.

Falar de si mesmo é sempre um pouco mais difícil, mas eu penso sobre mim mesmo… quando penso, vejo que sou tranquilo, ponderado, gosto de pensar, às vezes, penso até demais, essa é uma das características que mais me define, gosto de ouvir, perceber os cenários, ver aquilo que está ao meu redor e pensar, pensar, pensar…

Me considero uma pessoa de fácil convivência, animado, topo tudo, não sou muito difícil de entrar em algo, seja para trabalho, diversão, seja o que for, tem um desfaio estou animado para conquistar.

Sou metódico, às vezes, até demais, (risos). Tem gente que acha que ser assim é um defeito, acho virtude. Procuro cultivar isso como algo bom, as pessoas ao meu redor, testificam isso, mas procuro não deixar que essa forma me engesse, procuro me adaptar as circunstancias que surgirem. As vezes não consigo mudar algo para o meu ideal, mas é possível ajustar as coisas.

Me adapto as coisa facilmente, sou alegre, divertido, gosto de cultivar a alegria, porque não acho que sentimento diferente desse possa nos impulsionar.

Há no meu coração um entusiasmo pelas coisas do Senhor.

Fico animado para fazer uma coisa que para muitos é chato, principalmente papelada, burocracia, eu gosto disso.

Sou uma pessoa simples, a vida já é tão complicada, então, simplificar sempre ajuda.

Gratidão é uma proteção. Sou grato as pessoas que estão pero de mim. A palavra que mais sai da minha boca no dia a dia é obrigado. Ela também sai em gestos e no sorriso, um suspiro para Deus de obrigado procuro cultivar.

Grato aos meus pais. A maior parte do que sou é como fui educado, ensinado, fui privilegiado por ter meus pais isso me poupou de muitas coisas.

Grato aos meus irmãos pela convivência que temos que é tão agradável.

A Guto e a Suellen Emery pela amizade que eles sempre nutriram com a nossa família, pela conexão que Deus promoveu entre nós.

Ao pastor Bud e Jan pela obediência.

Viver essa vida ministerial sou grato. Na minha cabeça tudo é conectado, viver o ministério e aqui ter a oportunidade de conhecer a minha esposa, tudo está ligado para mim.

A minha esposa por ser um suporte e um estimulo para mim. Todos os dias, no dia animado ou não.

Tenho o privilégio de conviver com tantas pessoas aqui no ministério, nossa equipe é maravilhosa, somos uma família e isso é motivo de gratidão.

3 COMENTÁRIOS

  1. Grande homem de Deus, tive o privilegio de ter aula com ele no Rhema, e estar mais próximo dele nesse tempo, um homem admirável, simples, sábio, inteligente, amigo, companheiro.
    Muito me alegro aonde Deus tem colocado ele, e sei que vai muito longe ainda no Senhor.

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