Eu sou a Valéria Abreu Sales Palmutti. Nasci no Rio de Janeiro e, quando eu conheci o Verbo, eu já conhecia a Palavra. Por volta de 1993, eu passei a ser membro do Verbo da Vida do Rio de Janeiro em Campo Grande, no tempo do Pastor Marcos Honório. A minha filha mais nova, a Tainara, tinha 1 mês de idade. Então, foi nesse tempo que o irmão Alexandre e a irmã Ana Paula, com toda a minha história antes do nascimento da Tainara – foi uma história bastante sofrida – me levaram para conhecer o Verbo. E, de lá, eu conheci o Rhema.

Eu nasci no dia 11 de novembro e, tenho 42 anos. A minha mãe se chama Maria Celeste e o meu pai, Valdir. Hoje, o meu pai foi para a glória. Minha infância foi como a de qualquer criança normal. Eu tenho dois irmãos, Vânia e Eduardo. A Vânia fez o Rhema, e eu fiquei muito feliz com isso. Creio que existem coisas acontecendo na vida do meu irmão.

Quando crianças, éramos muito unidos. Sempre fomos muito unidos. Nossos pais, muito trabalhadores e honestos, se esforçaram muito na vida para nos criar. Nós éramos crianças que brincávamos muito juntos, mas tínhamos também o nosso tempo de brigas! (risos). Eu e o meu irmão temos apenas 1 ano de diferença; então, implicávamos muito um com o outro. Porém, temos um grande amor que nos une. Seis anos depois, minha mãe ficou grávida novamente. Éramos só nós dois, e a Vânia chegou na nossa casa.

Eu também me lembro muito da minha avó Emília. Quando eu tinha, mais ou menos, 3 anos, fiz uma malinha igual a do Pica-pau – aquela que ele carrega no desenho – coloquei as minhas roupas dentro e disse para a minha mãe que ia morar com a minha avó. Ela morava na casa da frente, e nós morávamos nos fundos. Minha mãe deixou que eu fosse. Eu fui criada mais pela minha avó. No entanto, tive bastante contato com minha mãe também, até porque ela estava ali pertinho.

Minha avó se converteu logo depois que eu me converti. Ela também está com o Senhor. Eu lembro dos bolinhos de chuva que ela fazia; eles eram muito gostosos. Sinto muita saudade dela, mas sei que ela está num bom lugar.

Minha mãe se chama Maria Celeste, ela é uma grande mulher! Sempre cuidou de nós, eu e meus irmãos. Minha mãe é um exemplo de mulher! Meu pai tinha um coração um pouco mais fechado; nem sempre ele demonstrava amor. Ele era um pai que criava os seus filhos, mas não dizia “eu te amo”. Meu pai se converteu há uns 8 anos atrás, quando ele foi para o leito e confessou Jesus como Senhor e Salvador da vida dele. E sei que, durante todo esse processo da doença, nós orávamos por cura, nós críamos em cura e esse era um momento nosso com o Senhor e dele também.

Um período muito interessante foi o nascimento da minha filha Tainara, que, hoje, tem 22 anos. Lembro da primeira demonstração de amor dele, quando a Tainara nasceu. Foi a primeira vez que vi que o meu pai se expressou. Foi ali que eu vi que o meu pai podia amar alguém. Eu vi esse grande amor do meu pai pela Tainara. Um amor muito lindo. Quando ele ia visitar a Tainara, ele levava frutas e biscoitos. Tudo que ele achava que uma criança iria gosta, ele levava.

Quando ele confessou Jesus, ele estava já com a memória muito debilitada. Sempre que eu o visitava, eu fazia ele confessar Jesus de novo, porque o Alzheimer faz a pessoa esquecer; então, eu o fazia confessar Jesus de novo. Não deu tempo dele se batizar quando estava fora do hospital, mas, quando ele estava lá, nós levamos o batismo para ele.

Eu era da igreja Metodista Bethel em Campo Grande. Eu me casei nessa igreja. Quando nossa filha nasceu, ainda éramos de lá. Eu me casei com um rapaz evangélico e tudo mais, mas, depois de um período de tempo, não deu mais certo, e eu orava muito ao Senhor. Tivemos algumas reaproximações e voltamos algumas vezes. Inclusive, quando eu fiz o Rhema, orava muito por ele. Aprendi a orar a Palavra! Tenho Isaac e Sayonara como um exemplo de família cristã na minha vida, porque eu cria muito naquilo que eles ensinavam para nós no Rhema. Eu queria muito viver aquilo que eles ensinavam. Eu queria viver esse milagre de transformação de caráter, de deixar o Senhor transformar a nossa vida e nos posicionar naquilo que Deus faz. Eu cria nessa maneira.

Tanto que teve um período em que nós reatemos realmente e, depois de uns 2 anos, não deu mais certo. Eu engravidei da Tainá, minha segunda filha, e passei todo esse período da gravidez casada, mas não tinha um marido junto comigo. Foi um momento muito difícil para mim. Eu não estava desviada, mas passei um tempo sem ir para igreja, sem congregar, porque não queria saber de perguntas nem julgamentos. Nesse momento, o Senhor usou pessoas de outras denominações para me visitar. As pessoas iam me visitar e não me deixaram.

Um dia antes da Tainá nascer, teve um culto maravilhoso lá em casa. Um pessoal da Assembleia de Deus foi me visitar e expressou o amor de Deus para mim. Era Deus preparando tudo.

Quando a Tainá nasceu, foi uma benção na minha vida. Quando ela estava com 1 mês, eu fui convidada para conhecer o Verbo da Vida, porque eu já não congregava mais. Foi maravilhoso. Quando o Alexandre e a Ana Paula resolveram dizer: “Valéria, nós vamos levar você”. Eles passavam na minha casa, e eu e as minhas filhas íamos.

Tainara é minha filha mais velha. Ela tem 22 anos. Hoje, faz faculdade de história na Faculdade Rural, no Rio de Janeiro. Ela trabalha lá também. Agora, ela está cursando o 2o período e está muito feliz com isso. A Tainá tem 13 anos e é uma benção. Ela é uma adolescente e está no Verbo da Vida do Recreio conosco. E eu creio que ela será uma grande ministra de louvor.

A Tainara é doce, meiga, mas, às vezes, é um pouquinho teimosa. Porém, ela me ouve. Falo com ela da importância de estar na igreja, buscando ao Senhor. Eu falo, para ela, da seguinte forma: “No momento mais difícil das nossas vidas, nós estávamos ali com o Senhor. E, agora, que estamos no momento em que o Senhor nos ajudou e nós estamos alegres, é o momento de estarmos mais felizes ainda.”. Porque o Senhor é fiel; então, nós precisamos ser fiéis a Ele.

A Tainara é geniosa e teimosa. Eu posso dizer que ela tem uma personalidade muito forte, mas ela é uma benção. Ela veio dizer, para mim, que, na Conferência de Adolescentes e de Jovens, ela vai cantar na banda. E eu estou crendo junto com ela, de que ela vai conseguir entrar nessa banda e que será uma benção para ela. E eu creio muito nisso.

Nós passamos por muitas adversidades juntas e vencemos. Eu digo que não foi fácil criar duas meninas sozinha, mas, com a graça e a força que vem do Senhor, foi muito mais fácil! Conhecer quem nós somos em Cristo Jesus foi um milagre na minha vida. Mudou a minha história e mudou o meu modo de pensar e de agir. Eu conheci a Deus e aprendi que Ele é bom o tempo todo, sabendo que tudo aquilo que acontece de ruim conosco não foi Deus que permitiu e não foi Ele quem fez. Isso foi uma libertação para mim!

Eu conheci o Fernando pelo Facebook. O Fernando é irmão da Raquel Palmutti, que era ministra de louvor na igreja de Campo Grande. Então, nós trabalhávamos juntas na igreja. Nisso tudo, o Fernando chegou para Raquel e perguntou se ela não tinha nenhuma amiga que estivesse sozinha na igreja. Ela disse que sim, mas que ele não estava preparado para isso ainda! (risos)

Então, depois de um tempo em que ele ficou bem firme e que eles estavam fazendo o Rhema, ele perguntou novamente, e ela disse para ele procurar Valéria Sales no Facebook. Ele me mandou um convite, e começamos a conversar. Aí, um dia, eu estava estudando, porque eu ia ministrar na igreja no domingo pela manhã. E ele me perguntou se ele poderia ir na igreja. Eu respondi que a igreja era pública e que, se ele quisesse ir, ele poderia. (risos). Bem grossa! Aí, ele foi na igreja. Nós nos conhecemos e, a partir dali, começou uma amizade; depois, nós começamos a olhar um para o outro de forma diferente.

Ele era da igreja do Recreio dos Bandeirantes e, na época, o culto deles terminava mais cedo. Então, dava tempo dele ir lá na igreja e pegar o finalzinho do culto. E, depois de um tempo que o Pastor deu a autorização, porque o Pr Claudio dizia que ele era o meu pai e para namorar comigo só com a autorização dele (risos), nós começamos um relacionamento sério. Depois de mais ou menos 7 meses, nós ficamos noivos. Depois de 1 ano e 2 meses, nos casamos no dia 06/01/2017.

No dia do meu casamento, eu fiquei trêmula, fiquei muito nervosa (risos). Tive um monte de coisa: dia da noiva, fotos, tudo isso que é importante para nós. O cuidado que tiveram comigo e com as minhas filhas foi muito lindo. E a nossa Lua-de-Mel também foi maravilhosa. Nós fomos para Penedo e, duas semanas depois do nosso casamento, fomos para a Caravana Verbo da Vida para Israel. Foi uma honra. Nós fomos com Mama Jan, Suellen, Maneco e Camila. Foi um tempo maravilhoso para nós! Vivemos coisas extraordinárias naquele lugar. Eu nunca imaginei que estria em Israel! (risos)

O Fernando é uma benção. É um homem de Deus. Eu creio em grandes coisas da parte do Senhor acontecendo na vida dele, por conta da fidelidade dele ao Senhor. E, assim, no início do casamento, tem um período de conhecermos realmente quem o outro é. Então, estamos nessa fase de nos aproximar mais e de ter realmente o amor fluindo, porque, às vezes, o que um gosta o outro não gosta. Esse é o momento do ajuste e de saber que, com o Senhor, já deu certo. O Senhor nos uniu para uma grande obra. Deus não uniu Valéria e Fernando; Deus uniu propósitos. Então, eu creio que o Senhor tem um grande propósito na nossa união.

O Fernando tem dois filhos. Uma se chama Maria Fernanda, que tem 11 anos e, o Nicolas, que tem 9 anos. A Maria Fernanda é uma mocinha linda, e o Nicolas é um rapaz lindo. A nossa família cresceu, porque nós estamos sempre juntos. Assim como eu procuro cuidar das minhas filhas, eu procuro cuidar deles sem diferenças. É dessa maneira que o nosso Pai faz com cada um de nós. Para Ele, não existe diferença de filhos; então, é dessa maneira que eu vejo as crianças. Nós temos crescido juntos.

Quando junta todo mundo nós gostamos muito de levar as crianças para praia. Brincamos muito com as crianças. Eles se divertem muito. Também procuramos ir ao cinema, para assistir alguns filmes. Às vezes, o Fernando quer ir para o cinema à noite. A sessão começa à meia-noite, e vamos assistir! (risos). Então, é assim que nos divertimos. Eu procuro sempre incentivar as crianças a estarem juntas. É muito importante fazer essa liga, porque, hoje, não são só as minhas filhas que são dignas do meu amor e da minha atenção. Os filhos do Fernando não são meus filhos biológicos, mas, quando estão comigo, são tratados como meus filhos. Quando eu tenho que chamar a atenção das minhas filhas em algo e eu vejo que eles precisam ser chamados a atenção também, eu tenho essa liberdade para conversar com eles, estamos aprendendo a ser família agora.

Daqui a 10 anos, eu me vejo com netos, com a minha filha mais velha já casada e me dando netos. Eu não acredito que a Tainá esteja casada daqui a 10 anos (risos), mas a Tainara sim, porque a Tainara já tem 22 anos. Eu creio no casamento da minha filha com o homem que ela ama. Ela namora o Patrick Rodrigues, que é um homem que se converteu ao Evangelho também e que eu creio na obra de Deus na vida dele. Então, eu acredito que eu esteja com um netinho neste tempo! (risos). E também fazendo mais e mais para o Senhor, ao lado do meu marido.

Eu sou uma pessoa feliz! Eu sou uma pessoa alegre. Conheci ao Senhor e Ele mudou o meu choro, em festa. Tem uma canção que diz: “Ele transformou o meu lamento em baile”. Foi exatamente isso. Ele tirou, de mim, toda tristeza e toda dor de um passado, para viver um novo tempo alegre e feliz com Cristo. Eu me vejo uma pessoa feliz, uma pessoa forte. Algumas pessoas dizem que eu choro; talvez, por me verem chorar pensem que é uma fraqueza. Porém, eu sou forte mesmo chorando. Às vezes, quando a unção vem sobre mim, eu choro.

Hoje, eu posso dizer que o Senhor cumpriu na minha vida tudo o que Ele tinha planejado no passado. Todas as promessas que Ele disse para mim. Eu sei que muitas ainda serão realizadas, mas, só de olhar para o que eu era, para o que eu tinha, para o que eu sou hoje e para o que eu tenho, eu posso dizer que só podia ter a mão de Deus. Então, eu sou uma pessoa feliz com o Senhor.

Eu sou grata ao Senhor. Eu sou grata ao ministério Verbo da Vida. Eu sou grata a cada Pastor e a cada esposa de Pastor que me acolheu e me abraçou. A cada mãe que cuidou de mim e das minhas filhas nos meus primeiros dias de Verbo da Vida. Eu sei como vale a pena pegar alguém que está destruído e levar essa Palavra. Assim como aconteceu comigo. Essa pessoa crendo na Palavra, agarrando o Espírito da Fé e confessando a Palavra é transformada por Deus. Ela é liberta das mentiras e dos sofismas do diabo.

Hoje, eu sou feliz. Eu amo e sou amada. Posso dizer que eu sou uma mulher, porque a minha força vem do Senhor. A Palavra fala que a alegria do Senhor é a nossa força; então, eu tenho certeza dessa alegria que aformoseia o meu rosto

3 COMENTÁRIOS

  1. i Marcinha!Não existe como lhe esquecer!
    Vc é um sucesso em Cristo!
    Amo sua vida!
    Nossa viagem foi top! Não tem como esquecer a caravana de Israel verbo da Vida!
    “Principalmente vc!Ah! Que sdds da Familia brasileira!”
    BJUS
    Valéria Palmuti

  2. Valéria…que alegria conhecer a sua história. Graça e paz sempre para você e sua família!
    Márcia Silva – Brasília DF (obs: viajamos juntas para Israel na 1ª Caravana Verbo da Vida)
    Abs querida!

    • Oi Marcinha!Não existe como lhe esquecer!
      Vc é um sucesso em Cristo!
      Amo sua vida!
      Nossa viagem foi top! Não tem como esquecer a caravana de Israel verbo da Vida!
      “Principalmente vc!Ah! Que sdds da Familia brasileira!”
      BJUS
      Valéria Palmuti

DEIXE UMA RESPOSTA