Veja a rotina da família de Rodrigo e Márcia Vance em Guaratinguetá (SP)

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Seguimos mostrando a rotina de ministros, membros e líderes do Verbo da Vida pelo Brasil. Hoje trazemos os relatos do casal Rodrigo e Márcia Vance, pastor auxiliar da Igreja em Guaratinguetá (SP), e família. 

por Rodrigo Vance

“Como em todas as casas, o isolamento social trouxe consigo a necessidade de nos reinventarmos em todos os aspectos. Tanto na rotina familiar, como no trabalho, na escola e no relacionamento com amigos, familiares e igreja, houve a necessidade de aprendermos uma nova forma de continuarmos a vida, mas como eu sempre digo “olhando a montanha do outro lado”. A palavra chave desse tempo é adaptação!

Por enquanto, não exerço o chamado pastoral em período integral e a minha rotina sempre foi bem puxada, alternando minha atuação como cirurgião dentista, professor em curso de especialização em Endodontia, professor do Rhema,  pastor auxiliar na Igreja Verbo da Vida em Guaratinguetá e também iniciando uma obra na cidade de Jacareí (SP). Para quem viajava praticamente todos os dias por conta do trabalho ou igreja, o isolamento social trouxe um intervalo de pelo menos 20 dias, literalmente, dentro de casa. 

Quando tudo para por fora, é hora de intensificar o movimento por dentro. Tempo de buscarmos em Deus as direções para aquele novo cenário e de rever muitas coisas.

A primeira delas foi que nos dedicamos a fazer aquilo que não tínhamos tempo para fazer antes ou pelo menos não na mesma intensidade; lemos mais, oramos mais, ficamos mais tempo com os nossos filhos e de modo geral, passados agora mais de 3 meses, penso que tudo o que aconteceu trouxe para todos, muito aprendizado.

No período inicial do isolamento, mantivemos o contato com as pessoas da igreja por telefone, vídeos e nos dias de culto, estávamos na igreja para as transmissões on-line. O grupo de pessoas de Jacareí foi direcionado para acompanhar tudo que a igreja de Guaratinguetá fazia e, assim, fomos nos adaptando às lives, reuniões através de plataformas digitais e chamadas por vídeo.

Como muitas igrejas, em nosso país, a igreja de Guaratinguetá teve que se adaptar para fazer os cultos on-line e o desafio foi enorme porque não fazíamos isso antes. Desafios assim sempre motivam o Pr. José Roberto (presidente da igreja em Guaratinguetá e responsável por seis congregações). Foi um trabalho intenso, mas que valeu muito a pena; hoje as transmissões dos nossos cultos alcançam centenas de pessoas. Os cultos em nossa cidade foram liberados com ocupação de 35% da capacidade total, e voltamos dia 20 de junho a nos reunir. Novamente, um novo período de adaptação em como receber e organizar todo o espaço para cumprir com todas as exigências da legislação local, e que alegria, voltar a nos reunir na igreja, quanta diferença!

Entre os cuidados com a casa, com a família, com adaptação da escola on-line e rotina pessoal, Márcia iniciou o “Hey! Viva!”, que é um movimento a favor da vida e bem-estar, criado para ajudar pessoas a superarem as suas “dores emocionais”, a automutilação e pensamentos contrários à vida. Apesar do foco ser palestras nas escolas e na comunidade, o isolamento não impediu de começar, houve uma adaptação no formato e focou-se em levar o conteúdo para as mídias sociais. Nesses meses foram muitas reuniões virtuais, lives, edições de vídeos, preparação de material, tudo focado em ajudar as pessoas, principalmente, nesse tempo onde as questões emocionais estão aflorando. Um projeto recém-nascido, ainda se ajustando, mas que já está ajudando muitos.

Nossos filhos tiveram a rotina escolar ajustada para o on-line muito rapidamente. Desde o dia 23 de março, eles iniciaram as aulas, ao vivo, via plataforma digital e as aulas foram adaptadas com muita criatividade, desde exercícios físicos feitos e gravados em vídeo para enviar ao professor, à produção de escultura com massa de farinha.

A geração da internet na ponta dos dedos se adapta rápido, e isso para nós foi um alívio porque os impactos negativos foram minimizados. Nossos filhos, Pedro com 14 anos e Daniel com 10 anos, são bem tranquilos e foram desde o começo, muito compreensivos com tudo, inclusive com a maneira de passar o aniversário deles, que aconteceu em maio. Claro, tem dia que não é tão fácil, mas de modo geral, tudo tem fluído bem.

Aos poucos algumas atividades já estão voltando ao normal, algumas reuniões, atendimentos, os cultos, as atividades profissionais em geral, enfim, as adaptações não param; contudo todos aqueles que souberam “olhar a montanha por outro lado” não serão mais os mesmos.”

 

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