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Tenho 25 anos, nasci em Campina Grande-PB. Vejo a família como algo fundamental, sempre que tenho a oportunidade de conversar com algum jovem, falo sobre a importância dessa base familiar; sobre o quanto a família permanece sendo um projeto de Deus. Hoje, eu tenho meus pais separados, eles moram em outra cidade. Eu moro com meu irmão, mas tenho mais três irmãos, por parte de meu pai, fruto da sua família atual; não tenho tanto contato com eles como tenho com meu irmão que mora comigo.

Minha mãe, Jadilene, é aquela que me deu a vida ela mora em João Pessoa e a cada 15 dias vem em Campina Grande. Lembro do que Maria fez com Jesus. Ela carregou em seu ventre um propósito e, todas as vezes que eu olho para minha mãe, a honro, embora ela, hoje, não permaneça no evangelho como antes. Meus pais carregaram um propósito. Por isso, eu fico com o que a Bíblia diz: ‘Honra teu pai e tua mãe’. A honra não é apenas se seus pais forem cristãos, diz para honrá-los, independente de… Minha mãe é a base, o pilar de tudo em nossa família.

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Quando minha mãe vem, ela organiza as coisas, “briga” com a gente para colocar as coisas em ordem (risos). Eu sou muito caseiro, curto muito estar em casa, ter os meus momentos, gosto de tomar um bom café, sentar, ler um bom livro. Ah! Tem um lugar que gosto de ir aqui, que é em uma Cafeteria na Livraria Nobel. Tem uma tapioca muito boa lá com queijo (risos), capuccino com nutella hummm! uma delícia…

Meu pai se chama Marcos. Nós tínhamos um bom relacionamento até a minha adolescência, mas ele resolveu se separar, saiu de casa e nos deixou para viver com outra pessoa, a partir daí, o nosso relacionamento mudou um pouco. Agora, posso dizer que as coisas estão bem melhores. Claro que com essa ruptura, o relacionamento não permanece a mesma coisa que antes. Eu tenho contato mais superficial hoje em dia, mas o perdoei, até porque, se eu não o perdoasse, me privaria de viver algumas coisas que vivo hoje.

Se você me perguntar qual a referência que eu vou passar para os meus filhos? Vou passar a referência de um pai que sempre trabalhou e nunca nos deixou faltar nada. Ele sempre foi presente nesse aspecto. Claro que, às vezes, o filho não precisa apenas de algo material, muitas vezes, a maior necessidade dos filhos é o afeto; a presença paterna que faz a diferença e confesso que eu sinto falta. Mas nada que o Senhor também não supra.

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O fato de eu não ter tido uma família estruturada, isso gera em mim o desejo de criar uma família e acertar nisso. Então, aquilo que eu não recebi do meu pai, quero dar ao meu filho (quando tive rum). Há um desejo em meu coração de suprir meu filho em todas as áreas e não quero que ele passe pelo que eu passei. Por isso, acredito muito no projeto chamado família. Acredito que vou ser um bom pai. Quero suprir não só materialmente e financeiramente meus filhos, mas no aspecto de ter uma figura paterna presente, que importantíssimo na criação e formação do indivíduo. Há um desejo em mim de ser realmente pai. É um dos meus sonhos…

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Existem dois lados que você pode pegar através da experiência de separação dos seus pais. É claro que, em toda separação, os filhos sofrem. Não somente o casal que se separa tem sofrimento, mas diria que sobre os filhos recaia uma demanda grande, porque eles tinham ali um referencial de pai e mãe e, agora, a ideia de ter seus pais separados, querendo ou não, esse fato gera uma ruptura dentro deles. De imediato, é difícil lidar com isso. Mas o que me ajudou foi perceber que eu tinha que tomar uma decisão e eu tinha duas opções:

Me encaminhar para o lado que meu pai tomou, o que não é um lado feliz, por que não é? pelos frutos e a Bíblia diz que posso conhecer os resultados, pelos frutos da árvore. Ou seja, eu poderia tratar a minha esposa e filhos como ele tratou. Ou a outra opção, posso desejar construir bem minha família, aspirar que ela seja um modelo. Atualmente, para mim há um desejo enorme de construir essa família, mas quero que ela seja uma boa referência. Eu decidi fazer diferente!

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Eu cursava ciências da computação e entrei no curso por influência dos meus pais, mas não era nada que eu dissesse: “eu tenho um propósito nisso”. Na medida que fui estudando, comecei a me sondar e buscar em Deus respostas, porque eu não estava me encontrando no curso. Pensei: “o que posso fazer para somar ao propósito de Deus para a minha vida?” E o Senhor me sinalizou a respeito da psicologia. Eu não conhecia bem o curso, não sabia do que se tratava, mas fui conhecer a fundo o que a psicologia estudava, quais eram os principais objetivos e foi quando me interessei.

Foi algo interessante. Eu lembro que estava em um culto e o Senhor foi bem claro comigo a respeito disso. Era como se eu percebesse a psicologia se encaixando no meu propósito. Comecei a enxergar pessoas sendo ajudadas, eu sabendo ouvi-las e aconselhá-las e, hoje, o papel da psicologia para mim vem como subsequente ao propósito de Deus. Não vejo apenas como uma profissão. Já entendo um pouco sobre esse desempenho, uma vez que atuo no departamento de jovens do Verbo sede. Às vezes, eu sento com os jovens e penso: “meu Deus, como é que eu poderia fluir bem aqui se eu não tivesse esse viés psicológico?” A própria leitura corporal, nos diz muitas coisas. Através de um olhar desviado posso saber o que está no interior. É interessante, porque não é algo apenas natural, é algo ligado ao dom dado por Deus.

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Vejo a humanidade de hoje, do século XXI, como pessoas em busca de preencher vazios existenciais e, muitas vezes, por não conhecerem o amor genuíno de Deus, que nós conhecemos, elas terminam se enredando por outros caminhos. Alguns, tentam preencher esse vazio através de uma carência na alma e, com isso, elas se apaixonam facilmente por alguém. Penso que nunca se viu, em nenhuma outra sociedade, pessoas tão vazias e sem valor próprio. Não é a toa que o mal do século é a depressão. É a doença que mais acomete as pessoas.

Ressalto que a depressão não é “frescura”, é uma patologia, uma doença e precisa dos devidos cuidados. Contudo, a nossa sociedade está repleta de pessoas que não sabem o porquê estão aqui. Faço inclusive uma referência à minha pessoa, lembro que, antes de conhecer ao Senhor, eu pensava: “Por que estou aqui? Por que eu existo? Por que eu nasci?” Isso era algo recorrente. Assim que conheci ao Senhor, Ele transformou as minhas interrogações em pontos de exclamações. É claro que Ele não me respondeu 100% das perguntas, mas, a maioria das perguntas que eu tinha, foram respondidas por meio do Seu amor em minha vida.

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Daqui há uns 5 anos me vejo casado, com a minha família formada. Encaminhado no aspecto ministerial, sei que em cinco anos muitas coisas mudam. O Welder de 5 anos atrás não é o mesmo de hoje, porque somos fruto do meio no qual estamos inseridos. Então, não posso dizer que serei o mesmo daqui a cinco anos. Quem eu sou, já está fundamentado, mas existem coisas que podem sim mudar. Me vejo profissionalmente em 2022, desempenhando as minhas funções, talvez eu ainda desempenhe algo relacionado a jovens, porque sinceramente, Deus nunca chegou para mim e disse: “você é isso” (me refiro aos cinco dons ministeriais), mas Ele falou comigo claramente a respeito de um propósito que é: cuidar de pessoas, amá-las e acolhê-las, podendo assim, apascentá-las.

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Lembro que até mesmo antes de liderar os jovens, pessoas chegavam e diziam: “você é pastor”. Mas eu nunca cheguei para alguém e senti na liberdade de dizer: “eu sou isso”, porque, se faço isso, me limito ou posso até mesmo limitar a Deus. Mas também não resisto a nenhum chamado, porque eu sei que existe um víeis relacionado ao pastoreio em minha vida. Na liderança dos jovens, como atuo, é necessário pastorear, embora eu não tenho título. Às vezes, saio da igreja em um sábado, mais de meia noite, só sentando com uma pessoa para ouvi-la desabafar. Ser um ouvido atento às suas histórias. Talvez um ombro amigo para ela chorar e isso é uma das essências do pastoreio.

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Rafaella Guedes…

A pessoa que está ao meu lado. Estamos nos conhecendo, namorando e nos aperfeiçoando a cada dia. Já vai fazer dois anos que estamos namorando, mas existe mais tempo por trás disso de conhecimento e conquista. Um ano foi de muita conversa, antes de começarmos a namorar. Foi uma conquista árdua e difícil (risos). Acho que ninguém mais do que eu foi ensinado sobre perseverança nessa área. Existiam muitos fatores envolvidos. Dentro de mim havia aquele desejo de acertar nessa área. O Senhor falou claramente comigo: “a próxima pessoa que você vai se relacionar é a pessoa que você vai casar”. Então, eu precisei ser muito cuidadoso.

Se você conversar com Rafaella, uma das coisas que ela menciona é que, o que ela admirou em mim (diferente de alguns outros rapazes), foi que eu não ficava andando com uma menina ou conversando com outra ali. Eu realmente decidi me guardar nessa área, porque eu sabia que o Senhor iria se responsabilizar mesmo. Queria me aproximar unir, trazer a pessoa certa. E, por isso, como falei acima, daqui a poucos anos, pretendo sim estar casado com ela. Eu tenho convicção que ela é a pessoa com quem quero me casar.

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Existem alguns fatores para nos organizarmos daqui para lá, financeiramente e tantos outros. Mas ela é a pessoa que Deus me presenteou, não vejo apenas como um relacionamento normal, natural, a gente se vê, se encaixando naquilo que Deus tem. Existem coisas fundamentais nas quais eu a escolhi e ela a mim. Víamos, propósito envolvido. Todas as áreas da minha vida estão relacionadas à essa palavra: Propósito!

Rafaella já era a minha amiga, ela era uma das moças que eu mais admirava e a via como uma menina de Deus. Ela busca ao Senhor, é uma pessoa de caráter e de família. Ela  não é só minha amiga, mas minha confidente. Atualmente, não posso mais sentar com qualquer pessoa e abrir o meu coração para ela, mas graças a Deus, eu e ela desenvolvemos esse relacionamento e podemos encontrar um no outro essa segurança de poder dizer: “Estou mal com isso, e tal… o que você acha sobre isso?” Muitas vezes, nos vemos nos aconselhando mutuamente.

Ela estuda medicina e eu psicologia, eu sabia que ela precisava de um psicólogo ao lado dela e Deus sabia que eu precisava de uma médica ao meu lado (risos). Temos pensamentos bem iguais em muitos momentos. Contudo, o melhor é a associação, a conexão.

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Meus líderes de jovens foram de grande importância na minha formação, mas, não posso deixar de mencionar um referencial importante em minha vida: o Pastor Noberto Cunha. Ele atua como supervisor do Departamento de Jovens. Está nos direcionando e dando assistência, tanto a mim quanto à Rafaela na liderança do departamento. Ele é meu pai na fé. É aquele a quem me reporto para saber como me comportar diante de algumas situações. Às vezes, me pego pensando: “Como o pastor reagiria diante dessa situação?”. Ele foi o primeiro que acreditou em nós e decidiu investir e, até mesmo “colocar a mão no fogo”, “apostar as fichas” dele em um casal de namorados para liderar os jovens. Isso naturalmente seria algo impossível, mas ele decidiu atender à uma direção do Espírito.

Não foi uma escolha natural por ter um bom relacionamento conosco, mas, foi algo inspirado e eu o admiro demais. Se eu puder chegar a 50% do que ele já conseguiu, está ótimo, mas ele deseja que eu chegue além. Uma das virtudes do pastor Norberto é a sinceridade e transparência, ele não vai fazer média com você, o que ele precisa dizer, ele diz. É um homem de caráter, de família. Meu desejo de formar uma família foi mais aguçado ao vê-lo no cuidado com a sua família.

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Lido com algumas situações complexas como líder, mas, posso dizer que Deus me deu uma boa gestão emocional, que é fundamental para a liderança. Vemos pessoas que têm boa desenvoltura, inclusive em ministrar a Palavra, boa eloquência, mas falta a gestão emocional. Eu diria que 5% do chamado é estar na frente de um púlpito, ministrando para alguém, mas os outros 95% são demandas que você recebe, problemas que precisa suprir e resolver, então, é necessário que se tenha uma boa gestão emocional. Isso serve para todas as pessoas não apenas líderes e ministros. Mas em todas as áreas da vida, ser um bom gestor emocional é uma necessidade.

Diante de algumas situações penso: “espera, não toma nenhuma decisão precipitada“. Procuro avaliar cada ponto, ouvir bem cada lado da situação. Quando alguém chega com algo, eu nunca “engulo” aquilo na hora, costumo parar, ouvir aquilo, mas ouvir também o outro lado da história. Não tomo decisão em cima de pressão ou de um problema. É importante receber a orientação do Espirito Santo, o desejo dEle é guiar a nossa vida em todas as áreas, nos detalhes. Às vezes, estou dirigindo e o Senhor diz: “Vire a direita!”, parece besteira, mas a Bíblia diz que é debaixo dos conselhos, dá instrução que há sabedoria. Eu já tive áreas nas quais fui salvo por atentar e obedecer às instruções que na hora pareciam besteira.

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Lembro que, em 2016, eu estava fazendo a Escola de Ministros. Paralelo a isso, eu liderava o “Classe A”, o “Revolução” (subdepartamentos dos Jovens), ainda não liderava os jovens, mas ainda tinha meu trabalho, o relacionamento, a Universidade, ou seja, eram muitas coisas para fazer. Eu estava muito atarefado e, na Escola de Ministros surgiu uma oportunidade de orar antes das aulas, fui escolhido para liderar esse tempo de oração, meia hora antes da aula. Acabei entrando também na comissão escolhida pela Escola. Era eu e mais 10 e fui escolhido para ser o líder. Na hora pensei: “É uma oportunidade, uma porta, vamos entrar”, contudo, chegou um momento, no decorrer do ano, que eu não estava conseguindo lidar com tantas coisas. Havia uma ação que precisávamos fazer para arrecadar valores para a formatura e Miriam (vice-diretora) chegou para mim e disse: “É o seguinte, você precisa melhorar nisso, está errando nisso e nisso”. Eu tinha argumentos para dizer: “mas estou fazendo isso e isso, etc”, mas não falei nada. Enquanto ela falava, o Senhor me instruiu a ficar calado e dizer apenas: “Amém eu vou melhorar. Me perdoe”. Eu não sabia, mas, no final dia da formatura ela disse: “Quero lhe falar algo. Lembra daquele dia que te repreendi e você disse apenas: ‘vou melhorar?’. Eu também fui ensinada com aquilo. Quero te honrar pelo seu coração ensinável, já repreendi pessoas e a decisão delas foi justificar, rebater e aquilo me ensinou”.

Posso dizer que melhorei, não é porque uma porta parece ser de Deus que ela realmente é, precisamos ser seletivos e aprender a dizer não. O muito fazer não diz nada para o Senhor. Se fosse assim, Marta seria a “top das top’s”, mas ela foi corrigida por Jesus, ela era muito atarefada e não era isso que Jesus queria. É melhor pegar o que podemos fazer e dar o nosso melhor, isso soa para Deus como cheiro suave, a verdadeira obediência.

Hoje, diante de um erro, sei reconhecer, ser sincero, não me encho de justificativas, uma das melhores virtudes é um coração ensinável. Ser submisso independente da posição. Cargos não dizem nada, sejamos atentos às motivações do nosso coração. Um cara humilde diante de Deus é louvável.

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Estou na liderança e, nessa posição, enfrentei, enfrento e enfrentarei muitas criticas. Isso é comum. Porque nós somos formadores de opinião. Cada um de nós possui uma visão de mundo diferente. Minha ótica sobre determinada coisa, não vai ser igual a sua. Nos deparamos com pessoas que não sabem administrar bem essa questão e dar o parecer delas sobre algumas coisas. Durante o inicio dessa caminhada na liderança enfrentamos pessoas dizendo que não ia dar certo: “Ah como é que pode, eles são líderes e nem são casados, e estão sendo levantados”, foram muitas coisas. Mas lidei bem com as criticas.

Eu tenho bem certo dentro de mim algo, como diz Filipenses 4.8, quero ocupar a minha mente com aquilo que edifica. Eu costumo passar as criticas pelo crivo de Filipenses 4.8. Se não há louvor, nem edificação, eu deixo de lado. Precisamos assumir a posição de maturidade e entender que as pessoas vão falar independente de… Onde quer que eu e você estejamos, as pessoas sempre vão falar…

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Quanto a lidar com elogios, é claro que a nossa alma gosta, se sente confortável. E acho que o elogio é algo importante, porque nele há o reconhecimento, por exemplo, eu chego para você e digo: “Ei, você é uma mulher de Deus, eu sou tão abençoado pelos textos que você escreve”. Isso lida diretamente com reconhecimento e é elogio. Todo ser humano gosta de ser reconhecido, elogiado, é importante ressaltar o equilíbrio. Afinal, tudo demais é veneno. O lugar seguro é o equilíbrio, porque, se eu for movido por isso, preciso ter cuidado.

Sempre fui e serei um homem que busca acertar, mas reconheço que tenho muitos defeitos. Meu desejo é ser melhorar a cada dia. Minha maior qualidade é o meu coração. Não é eloquência, não é porque sou líder dos jovens, minha maior virtude é meu coração voltado para o Senhor. Sei que posso perder tudo, mas, se eu não perder o meu coração, posso retornar ao que era antes. Não é a toa que a Bíblia diz: “sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração. Porque é dele que procede as saídas, as fontes da vida”. Sou um sonhador, um jovem com o desejo imenso de cumprir a vontade de Deus e de ver uma geração rendida aos pés de Jesus. Eu e Rafaella reconhecemos que somos responsáveis pelos jovens que se chegarem a nós nessa geração.

Como assim? Responsável?

Nem sei.

Mas somos. Intercedemos por essa geração para que saibam quem é o Seu Deus. Não temos tempo a perder. Precisamos assumir quem somos em Deus.

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Quero ressaltar a importância da igreja local e do dia que cheguei a igreja pela primeira vez. Por isso, nunca abrirei mão do congregar. Atualmente, a igreja Verbo da Vida Sede em Campina Grande, que é a igreja que congrego, foi a igreja que me acolheu. Há seis anos, no dia 27 de agosto de 2011, recebi o Senhor Jesus e foi lá nessa igreja, em um evento chamado ‘Super Sábado’. Eu que pensava que igreja só era frequentada por idosos com coral e essas coisas, quando vi estavam no meio de um monte de jovens intensos em Deus e alegres, pensei: ‘como assim?’

Dois meses antes de nascer de novo, sem conhecer ao Senhor ainda, eu estava no Parque do Povo, no período de São João, estava bêbado, e lembro que tive uma experiência no lugar mais inusitado; isso me mostrou que Deus não se manifesta apenas dentro das quatro paredes da igreja. Ele me alcançou no lugar e da forma mais inusitada possível, e não foi através de ninguém, mas dEle mesmo.

A experiência foi como se eu estivesse me vendo de uma câmera dentro daquela multidão – lembro que era um dia que estava muito cheio e o Senhor falava para mim: “Ai não é o seu lugar… eu não o criei para isso…” Quando eu ouvi isso, foi muito claro. Agora, entendo que aquilo foi a voz audível do Espírito Santo me convencendo. Depois de ouvir isto eu “perdi” a noite. Falei para o pessoal que estava comigo que queria ir embora. Dentro de mim eu sabia que em pouco tempo algo em mim iria mudar, isso é um pouco difícil de explicar naturalmente.

A partir dali, algo iria acontecer e, dois meses depois, sem conhecer ninguém na igreja, sem saber que estava tendo um evento de jovens, eu simplesmente cheguei, parei a moto, desci e fui para o culto. Estava tocando uma banda de axé gospel e quem pregou foi Sérgio Pessoa. Lembro que enquanto ele pregava eu só chorava e quando ele falou: “Quem aqui quer receber Jesus?”, fui o primeiro e sai correndo, me abraçaram e sou fruto dos jovens. Por isso, amo esse trabalho. Eu fui ganho nessa visão anos atrás, um menino, e hoje estou à frente do Departamento de Jovens, só Deus poderia fazer isso. É algo muito doido para mim (risos).

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Eu sei o poder da Palavra, do arrependimento. Para mim, o novo nascimento isso é o maior milagre que pode acontecer. Eu sei o poder que isso tem na vida de alguém. Esses anos na caminhada com Deus, não foi apenas um “mar de rosas”, enfrentamos dificuldades, mas Deus está conosco sempre. Se você me perguntar: “qual o dia mais importante da sua vida?” Direi: “Dia 27 de agosto de 2011. O dia que nasci de novo”. Esse é para mim o maior milagre…

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