Me chamo Weverton Ribeiro, meu apelido é Ton, tenho 24 anos, sou natural de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. 

Fui uma criança que aproveitou muito a infância, apesar de que naquela época eu tinha alguns problemas respiratórios (bronquite asmática), mesmo assim brincava muito com meus primos, fomos criados próximos, caia bastante, subia em muitas árvores, soltei pipa e joguei muita bolita, bola de gude para alguns. Sempre fui um bom aluno, porém, gostava muito de conversar e isso fez com que minha mãe fosse chamada algumas vezes na diretoria.

Tenho uma família muito boa que sempre está ao meu lado. Minha mãe é uma mulher exemplar, guerreira e muito amorosa apesar de ser um pouco brava, se doou na criação dos seus filhos e tenho certeza que hoje a conhecida dona Nilda se orgulha de todo esforço aplicado. Meu pai Nelson apesar de ser um pouco ausente por conta da profissão  de caminhoneiro, sempre tentou mostrar amor e não nos deixando faltar nada, essa era a forma que ele encontrou de demonstrar seu cuidado. Tenho uma irmã mais velha que sempre cuidou muito de mim pelo fato de eu ser o caçula, e tenho também um irmão que era meu parceiro nas brincadeiras de criança.

Quando eu tinha seis anos, meu pai foi diagnosticado com um câncer no cerebelo, e devido a gravidade após a cirurgia perdeu o equilíbrio do corpo, dessa forma não podia mais andar sozinho. Me lembro muito bem do retorno dele para casa após três meses no hospital, ele estava irreconhecível, muito frustrado com a situação que agora ele se encontrava, pois era uma pessoa muito ativa e agora estava refém de uma cadeira de rodas e do cuidado da minha mãe. Foi uma fase muito difícil para a família, pois os filhos tinham perdido a referência de um pai e minha mãe agora se dividia em criar seus filhos e cuidar do meu pai.

A minha visão de pai ficou embaçada, porém, vendo minha mãe abrindo mão da vida para viver em função de outra pessoa me ensinou muito, e me mostrou um grande exemplo de caráter e força. Conforme o tempo passava o relacionamento entre pai e filho se perdeu, meu pai culpava a todos pelo o estado que ele se encontrava e isso dificultava muito a aproximação. Por mais que fui criado em uma família evangélica, não tínhamos mais a pratica disso, e aos poucos nos afastamos de tudo. Mas, um bom filho a casa sempre retorna, e quando eu conheci o Verbo da Vida, todo o relacionamento que havia se perdido com Deus e também com meu pai foi restaurado, eu acredito que Deus só esperava um espaço para reconstruir aquilo que havia se perdido.

Hoje meus pais são separados, porém a paz que existe entre eles é algo muito bom, meus irmãos que eram muito frustrados com meu pai por conta do modo que ele nos tratava, hoje tem um relacionamento muito saudável com meu pai e tudo isso por conta de um espaço que eu consegui abrir para que Deus colocasse em ordem as coisas.

A África é meu sonho de criança, desde muito pequeno eu sempre quis ser médico, para ajudar as pessoas com tudo o que eu tenho, e sempre que eu assistia filmes, desenhos ou notícias sobre o continente Africano meus olhos brilhavam, meu coração batia forte e uma certeza surgia: um dia eu vou para a África. Quando eu me abri para conhecer o meu chamado, o meu propósito de existência, a coisa que sempre queimou dentro de mim me chamou. Eu sou um brasileiro que ama sua nação, mas que tem um sangue Africano correndo nas veias. Poder corresponder a expectativa de Deus ao meu respeito é a minha melhor opção.

Daqui a dez anos eu me vejo como um médico que ama o que faz e que se doa pelas pessoas. A nossa vida só terá sentido de fato quando entendermos que viver somente por nós mesmos  é muito pouco, nós podemos ser relevantes para a sociedade, e é dessa forma que eu me vejo daqui a dez anos, sendo relevante e deixando uma marca nas pessoas. Em primeiro a João 4.18 esta escrito que o perfeito amor lança fora todo o medo, e isso é o que me encoraja todos os dias a percorrer o caminho que Deus sonhou pra mim. O perfeito amor de Deus fará com que daqui a dez anos eu esteja mudando a realidade das pessoas, mesmo que seja com um pequeno ato.

Uma das maiores referências que eu tenho é a minha mãe, ela me inspira todos os dias, ela tem uma força e uma coragem que eu admiro muito, sempre está ao meu lado, acreditando nas minhas decisões, me encorajando e dizendo que vai dar certo. Meu líder Pablo Maldonado que é um exemplo de homem de Deus, o pastor João Roberto por ser um homem tão humilde e simples, ele na minha opinião é uma das pessoas mais parecidas com Jesus que eu conheço e a missionária Jéssica Adelino fundadora do projeto Love Heals no Níger. Essas pessoas me dizem com a sua vida que é possível viver a vida transformando o lugar onde estamos.


Eu gosto muito de me alegrar, dou risada fácil, estar com amigos, com a família são coisas que me deixam com um grande sorriso no rosto. Ver outras pessoas rindo é algo contagiante. Meus amigos mais íntimos me chamam de chorão, sempre que eu me lembro de tudo que Deus já fez por mim, lágrimas de gratidão escapam dos meus olhos. Ver a dificuldade das pessoas que estão perto de mim e não conseguir ajudar também é algo que me faz chorar.

Weverton é um homem que acredita nas pessoas, é alguém que sempre está disposto a ajudar da forma que for possível, é alguém que busca se parecer com Jesus, uma pessoa que ama sua família e seus amigos, e que sonha em um dia poder acordar na savana africana e dar uma volta de elefante, indo atender crianças e adultos, mudando a realidade de uma comunidade.

3 COMENTÁRIOS

  1. Tom, você é uma das pessoas que já passaram na minha vida e me ensinou muito. Um homem de coragem e de muita verdade e acima de tudo tem uma pessoa maravilhosa com um caráter grandioso. Que Deus na sua infinita sabedoria te proteja.

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