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Por: Guto Emery

Todos nós sabemos que educação custa caro. Tanto no sentido financeiro se você quer uma coisa boa, quanto custa caro na questão do seu esforço para ser uma pessoa educada ou obter uma boa educação. Naturalmente falando, as pessoas que se dedicam, se sacrificam elas têm uma visão, precisam entrar em algum lugar para serem influenciadas a pensar de uma maneira diferente do que pensavam, aprendendo coisas novas, para então, se tornarem o que desejam mais na frente.

Espiritualmente falando também funciona assim. Não podemos jogar as coisas espirituais como se fosse mera sorte. “Ah eu vou me tornar aquela pessoa um dia, se Deus quiser ou se for a vontade de Deus”. A gente já entendeu pela Palavra que é a vontade de Deus nós sermos homens e mulheres preparados para tudo aquilo que Ele deseja. Não é questão de mera sorte eu estar onde estou hoje e você estar onde está no ministério. Não é porque alguém foi com a sua cara, é porque você foi se qualificando e se preparando para isso. O interessante é que essa educação espiritual é visível aos olhos das pessoas.

Quando vemos os relatos em Atos 6, observamos que havia uma situação na igreja que os discípulos estavam esquecendo: a distribuição diária para aquelas mulheres viúvas; e eles pararam e disseram: “vamos escolher sete homens de boa reputação, cheios do espírito e de sabedoria…” Então, essas eram qualidades visíveis no meio de uma multidão. E era visível porque isso brilha no meio das pessoas.

Viver em honestidade é, de fato, um sacrifício, mas é vantajoso para nós porque essa qualidade de ser honesto está bem escassa nesses últimos dias. Para quem é honesto, não existe competição. As pessoas no mundo são desonestas em geral. Elas mentem, trapaceiam, são individualistas, e, quando você vem para a igreja, você busca nas pessoas qualidades diferentes das qualidades do mundo.

Devemos ter alguns cuidados, porque já ouvi pessoas falarem que a liderança é uma coisa nata, que nasce com a pessoa, contudo, acredito que às vezes, é uma coisa que você conquista. Pelo trabalho, esforço e dedicação. E você vai crescendo no sentido de percepção, para então, se torna aquilo que Deus quer. Existem aquelas pessoas que parecem que não têm que trabalhar muito, que o ouro está bem na superfície e fica fácil, mas outras têm que cavar muito até que essa coisa brilhe de forma intensa. O mais importante é você saber de Deus o que Ele quer que você faça, para que assim você se torne aquela pessoa que Deus quer.

Há perigos nos dois. Na que está na superfície e na que está no profundo. Há perigo naquele que está no profundo de pensar: “rapaz eu não tenho potencial, capacidade, não tenho estrutura, porque Deus não me deu” e ele acaba não desenvolvendo seu potencial. Porque todos  os dois precisam se esforçar. A outra que acredito que seja um perigo ainda maior é a pessoa pensar que é melhor do que qualquer um e que pode fazer as coisas sozinho como um líder, isso é um perigo.

Eu não sei quantos de vocês sabem, mas eu era paraquedistas e esse é um esporte individual. Você treina e pula sozinho. Às vezes, você faz um trabalho de equipe. No entanto, o paraquedismo é um esporte mais individual. Agora, existem outros esportes que são coletivos e a coletividade leva você ao êxito. Não sei se você já jogou futebol.

Quando vamos jogar com os amigos e chega o momento de escolher os jogadores do nosso time escolhemos os melhores para o nosso lado, mas, quando tem uma pessoa boa, que é individualista, que quer a bola só para ele, é ruim jogar com essa pessoa. Ela foca o olhar dela apenas naquilo que ela quer e esquece dos outros e isso é ruim.

Não sei se você lembra, mais houve um tempo na seleção brasileira que eles estavam jogando uma copa do mundo e no time só tinha craques, mas o que brilhava mais e a intensidade maior deles não era a coletividade, não era satisfazer as pessoas que estavam torcendo por ele, mas eram as suas marcas individuais. Cada um queria ter o número de gols maior por causa do recorde, e a imprensa tratava de divulgar isso e de exaltar o sentimento naqueles jogadores de individualismo. Havia aquele sentimento: “rapaz, eu tenho que obter a minha marca, independente daquilo que vamos ganhar coletivamente, porque eu tenho que ser o cara, tenho que ser o melhor, fazer o melhor, tenho que me despontar”.

Em um certo sentido, isso é uma coisa boa que te impulsiona? é. Só que te faz esquecer e, se você não contar com o outro, isso não funciona em nada. Você não ganha campeonato, partida, porque sozinho, não fazemos nada. Principalmente no Reino de Deus.

*Transcrição de Ministração no Centro de Operações do Ministério Verbo da Vida em maio de 2017

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