O amor não é egoísta

Postado em
0

por João Roberto Albquerque

Soberba não faz parte dos nossos valores. Precisamos nos desvencilhar de algumas coisas. Muitas vezes, Satanás não consegue nos vencer diretamente, mas ele faz com que Deus resista a nós. Devemos querer ser como “meninos de confiança” para Deus. Eu fico muito feliz quando percebo que há um maior potencial para melhorarmos. Eu vim lhe dizer que você sempre pode melhorar. Há coisas, na sua configuração, que você ainda pode ajustar.

Em Gálatas 5.6, está escrito que, em Cristo, nem a circuncisão nem a incircuncisão possuem valor algum, mas o principal é a fé que atua pelo amor.

Eu sei que vemos esse versículo e pensamos que isso não tem nada a ver conosco. No entanto, hoje, nossa circuncisão pode ser outras coisas. Pode ser nosso ativismo, nossas obras, nosso serviço… nada disso possui valor diante do propósito principal de nossas vidas. Talvez, essa seja a razão de trabalharmos muito e obtermos pouco resultado. A ordem é a fé que opera pelo amor. Tanto a fé como o amor são prioridades. Temos que selecionar o que é mais importante.

Se fé e amor são mais importantes, temos que ver tais princípios como prioridades. O amor serve como um leitor, que fará uma leitura sobre o seu posicionamento mediante o seu propósito. Você pode se lançar tanto para o lado natural da obra de Deus a ponto de se perder. Isso acaba não possuindo valor algum se está ocupando uma posição inadequada.

A bíblia afirma que o amor tudo sofre, tudo espera e tudo crê. No final, a passagem diz que o amor nunca falha. Deus amou o mundo de tal maneira e Ele nos chamou para sermos discípulos disso. Você tem que partilhar dessa natureza! Para ser parte desse ministério, a ordem de prioridade deve ser observada. Muitas vezes, vivemos uma tentativa de prosseguir no processo, mas não somos maduros.

O alimento sólido é para aqueles filhos que são maduros. Devemos, portanto, nos atentar que o importante é a fé que atua pelo amor.

Lemos o versículo que fala que faremos obras maiores, mas nos esquecemos da responsabilidade por trás disso. Não vemos o amor e a compaixão por pessoas como fatores primordiais. Você não tem domínio sobre o poder, mas possui domínio sobre o fruto, pois o poder é uma resposta do fruto. Estamos na tentativa de acender o poder mentalizando sobre ele, mas devemos nos lembrar que o fruto está sob o nosso domínio. Devemos estimular o amor.

Como se faz isso? Aproveitando as oportunidades! Ou nós mudamos ou não conseguiremos servir! Muitas vezes, somos muito fortes nas obras. Muitas vezes, o que nos marca são nossas obras, os nossos feitos. No entanto, não percebemos como somos fracos, como nos chateamos por coisas poucas! Paulo sabia estimular o amor dentro dele. Ele não era carnal. A Bíblia nos diz que devemos armar com o sentimento de Cristo. As armas da nossa luta não são carnais. E, às vezes, pensamos que nossas armas são apenas as confissões. No entanto, se a confissão vem de um coração que não é exercitado, não possui valor. Sua confissão não tem valor sem o exercício do amor.

Muitas vezes, falamos e não produzimos resultados. Quando Paulo falava que tudo podia naquele que o fortalecia, ele também estava se referindo ao exercício do amor. A locomotiva é a fé; os trilhos são o amor. A fé vem pela meditação e pela prática da Palavra, mas a prática da Palavra envolve o exercício do amor.

Em II Coríntios 11, vemos um leque de atuação que o amor estava conduzindo. Então, eu lhe pergunto, irmãos, o que tem tirado a sua alegria, a sua paz? Por causa de uma expectativa frustrada, podemos passar a noite toda chorando? Eu vou lhe dizer uma coisa: com essa meninice, será que estamos prontos para pregar o Evangelho? Por que não vivemos o poder de Deus com resultados mais palpáveis? Porque não sabemos operar o sistema.

O progresso está no ato de desenvolvermos o que Deus já nos deu! Ele já nos deu poder suficiente para pisarmos em serpentes e em escorpiões. O problema é que, muitas vezes, não procuramos progredir nos dons. Nos acostumamos apenas com a circuncisão. Participamos de departamentos e vamos a igreja, mas nada disso vale a pena sem amor. Somos os responsáveis por esse progresso.

Eu não posso deixar a sensação de fracasso tirar o meu poder. Paulo enumerou diversas situações que poderiam ser contadas como derrotas, mas ele não foi derrotado, pois entendia que o poder já havia sido dado a ele.

Ele sabia que a fé operava pelo poder; o amor desenvolve o poder. Precisamos melhorar! Muita besteira nos tira a alegria e a disposição. Às vezes, uma pequena coisinha é suficiente para parar a nossa alegria! Será que temos energia suficiente para enfrentarmos o que o Evangelho exige?

A fé opera pelo amor e, graças a Deus, o exercício do amor está sob a nossa administração. Nós não queremos ser egoístas, mas acabamos agindo de forma egoísta. Queremos o amor, mas exercitamos o egoísmo.

Devemos considerar uns aos outros para estimular o amor. Nos esquecemos de exercer o amor nas simples atitudes diárias. Você diz que não quer ser egoísta, mas qual é o exercício que você está exercitando? É o seu “eu”? Por que as pessoas que se envolvem em trabalhos sociais parecem ter mais amor que nós? Porque elas se abriram mais para a sensibilidade de olhar para os outros. Elas se propuseram a considerar o próximo.

O que fará a diferença no Corpo de Cristo é a nossa maturidade. A fé que opera pelo amor! O que faremos será feito sem nenhuma motivação paralela, a não ser pelo amor vindo de Deus. A intercessão com gemidos inexprimíveis não é mais comum nas igrejas. Será que o nosso nível de egoísmo está tão elevado que não cabe mais espaço para a compaixão? A intercessão se relaciona em se esquecer de você mesmo e abrir espaço para o outro.

Não temos feito exercício nos membros certos. Se só há uma cadeira, se permita ficar de pé! Nós não aceitamos sofrer o dano, pois acreditamos em prosperidade. No entanto, a prosperidade é resultado da generosidade. Eu e você temos o dever de dar base para a nossa fé. Precisamos avaliar se podemos melhorar no quesito do amor.            

         

*Trechos da mensagem do Pr. João Roberto Albuquerque na Conferência de Ministros Verbo da Vida no Centro-Oeste – Setembro 2018.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA