Zelo por Deus

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por João Roberto

Eu tenho o cuidado de que a gente não esteja falhando nos detalhes, para que isso não impeça que estejamos com toda a intensidade em servir a Deus.

Deus não tem o plano de se ausentar, Ele disse que estaria conosco todos os dias. Eu lhe pergunto: Qual o momento em que Deus está ausente? Não, Ele está em todo tempo conosco.

Existem pessoas que enxergam a igreja de forma religiosa. Eu fui educado desde criança no cristianismo e aprendi sobre o respeito ao templo. Tem todo um ritual para esse respeito. Eu lembro de uma ocasião em que eu vinha no ônibus, brincando, contando piada, mas quando passei em frente à igreja, eu parei em sinal de respeito. Depois disso, voltei com o que estava fazendo.

Às vezes, é isso que estamos fazendo enquanto novo convertido. Na igreja nós não queremos brincar, olhar mensagens no celular e, quando saímos, fazemos tudo isso. Mas, nós sabemos que Deus não se agrada disso.

De Deus não se zomba. Deus é uma pessoa e habita em nós. Ele não é um lugar.

Quando fui guiado por Deus para fazer o Rhema, isso me levou a um nível de oportunidades. Mas, eu tenho o cuidado de não estarmos celebrando o começo como se fosse o fim. Celebrando o início como se já fosse a plenitude. Eu acredito que há algo mais em Deus que nós precisamos descobrir.

A Bíblia diz que o Evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que nEle crer. Nela dá para ver a expressão da Igreja de forma mais intensa. Eu não estou satisfeito com o modelo de Igreja que nós vivemos hoje, porque eu acho que nós não representamos plenamente tudo aquilo que estamos qualificados para ser. Algo que está ligado à Igreja é que nós somos representantes do poder de Deus.

Até as pedras podem clamar. Na ausência de uma homem consagrado, Deus usou uma burra. Deus tem meios, mas não é o plano original, pois o plano de Deus somos nós. Eu e você estamos ocupando esta posição: Igreja, Corpo de Cristo, onde os dons foram colocados.

Tem algo do céu que Deus confiou a você. Ele não vai conceder, Ele já concedeu.

Eu tenho usado as frases do Pai Nosso (Mateus 6. 9-13) para nortear o meu tempo de oração. Uso como tópicos. Cada um deles eu pego e me oriento nas minhas orações. O primeiro é: “Pai Nosso que estás nos céus, santificado seja o Seu nome”. E o que é “santificado”? É trazer à consciência que esse nome merece reverência.

Jesus não é um “coleguinha”, Ele é Deus. Na sua vida você tem glorificado a Deus como Deus? Eu acho que esse é um dos pontos que podemos chamar de nosso problema. É que a gente perdeu a consciência dessa essência. Deus usava métodos para transmitir essa mensagem de forma figurativa.

Deus não é Deus somente da nossa religião, ou o líder da nossa religião. Ele é Deus,O criador. Quando santificamos o Senhor, a gente tem ousadia

Eu lembro de uma oportunidade em que estava na igreja e uma ousadia muito grande veio sobre mim com relação a um demônio que se manifestou no culto. Um grito saiu da minha boca. Era como se o dom da fé estivesse em operação. E de onde saiu? Enquanto eu olhava aquele demônio eu pensei: “Pode um demônio atrapalhar um culto?” Dessa indignação esse grito saiu, era um grito diferente, um grito do Espírito. Mas de onde veio essa indignação? Ela veio por causa do zelo de Deus que eu estava cultivando acerca de que um culto requer reverência.

Como eu vou exigir que um demônio respeite um culto se eu mesmo não respeito? Tem gente que não tem mais ousadia para orar por nada, porque o seu conceito de Deus é fraco, porque um deus que pode ser desrespeitado não é um deus que merece crédito.

Infelizmente muitos crentes estão seguindo a Deus apenas como um líder da religião, mas não como Deus onisciente, que conhece todas as coisas. De Deus não se zomba! O zelo de Deus. O que é isso? É a experiência acompanhada de uma vivência.

Você tem glorificado a Deus como Deus? Deus está numa categoria mediana na sua vida? Santificar o nome do Senhor, essa é a meta!

Essa exortação é para cada um de nós. A Palavra de Deus tem sido rara? Não estou falando da Bíblia, estou falando de um comando de Deus, algo específico.

Leia o Velho Testamento e olhe a burocracia. Não poderiam chegar e montar a tenda como quem monta uma barraca. A montagem da tenda tinha a consciência de “santificado seja O Teu nome”. A forma de montar, a forma de guardar os materiais… Agora te pergunto, isso não quer mostrar-nos como deve ser feito?

Deve ser feito com limpeza, com cuidado, com zelo? Somos o santuário de Deus onde formos. Ser leviano é fácil, ser relaxado é fácil. Deus tinha cuidado até com os nós que deviam ser feitos nas cordas. Na montagem da arca não tinha pressa, tinha reverência. 

A gente faz de qualquer jeito, nas pressas e ainda chamamos de dedicação a Deus

Temos glorificado a Deus na forma que agimos? Na forma que andamos? Se você tem coragem de pecar, você não está glorificando a Deus como Deus. Eu não estou falando daqueles pecados que você não tem domínio, mas daqueles pecados ligados ao relaxamento.

Deus não administra a santidade na tua vida. Ele inicia, mas é você que vai alimentar isso. Quando você constrói a vida de temor, o pecado é identificado. Assim, qualquer coisa que venha a ferir o nome do Senhor você rejeita imediatamente.

Se você têm o relaxamento para mentir você têm para roubar. A mentira é roubar a verdade. Têm crente lidando com mentira normalmente.

Conhece Deus como Deus, mas não O glorifica como Deus. Não tenho dúvida de que você esteja num nível de ensino que O conheça como Deus, mas não tenho certeza de que você está O glorificando como Deus.

Se você estiver animado com o zelo de Deus, você abrirá portas para as bênçãos de Deus na tua vida.

*Texto retirado do site da Igreja Verbo da Vida Sede

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