Amor e Compaixão

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por Klycia Gaudard

Em Natal há um Cajueiro, conhecido como o maior cajueiro do Mundo. Ele é do tamanho do estádio do Maracanã. Os galhos cresceram de um jeito fora do comum, uma anomalia, não cresceram para cima, mas para o lado. Os galhos se expandem, tocam o solo e criam novas raízes.

Nós somos ramos da videira que é Jesus e os jovens que estão aqui são esses galhos que vão crescer como essa grande anomalia.

Nós temos um poder de expansão dentro de nós, somos aqueles galhos que não precisamos crescer para cima, mas vamos expandir lateralmente para alcançar mais e mais vidas. Nós somos como o maior cajueiro do mundo, nós somos uma anomalia cheia do poder de Deus para alcançar nações, tocar pessoas, expandir o reino de Deus. E cada pessoa se tornará mais uma raiz que se alimenta do solo e outro galho a crescer.

Aquele que é ligado à videira tem o DNA de Deus. Nós temos o DNA de Deus dentro de nós, somos filhos, somos imagem e semelhança de Dele.

Deus é amor e se temos o mesmo DNA de Deus, somos amor (I Jo 4). Deus nos ama com um amor que é superior a qualquer amor que nós podemos sentir ou conhecer. Deus olhou para uma humanidade pobre, vazia, escravizada, ligada ao pecado e teve um grande amor. Ele amou tanto a humanidade que sacrificou seu próprio filho. Houve um sacrifício, sangue derramado, Jesus sofreu muito naquela cruz por mim e por você.

Mesmo em meio as nossas falhas e imperfeições Deus é capaz de esquecer todos os erros que cometemos quando nos arrependemos. Esse é o seu Pai e esse é o seu DNA. É assim que nós somos espiritualmente, nós somos amor.

Quando estudamos o amor de DEUS, vemos como Jesus se movia em intensidade de amor.

A forma como nós fomos amados influencia diretamente a forma com que amamos. O amor é produto do aprendizado. As formas que recebemos amor, gera em nós uma linguagem do amor. Isso é a forma com que entendemos, reproduzimos e demonstramos amor. Quando dizemos que Deus é amor, temos a tendência de associar isso às formas de amor que conhecemos.

No entanto, a forma com que Deus ama é diferente. Se tentarmos comparar o amor de Deus as formas de amor que conhecemos nunca vamos nos sentir amados por Ele. O modo com que Jesus amava me mostra como eu sou amado por Deus e como eu devo amar as pessoas.

Em todos os lugares existem pessoas precisando ser amadas e reavivadas. As nações, as pessoas, estão clamando por mais. Nós como corpo precisamos fazer mais, há um sentimento de urgência nisso. Existem pessoas clamando por aquilo que temos em abundancia, não somente em outras nações, mas temos muitos lugares no Brasil onde essa palavra precisa chegar.

Quando ligarmos o interruptor do amor vamos perceber e entender esse sentimento de urgência. Isso nós aprendemos observando o comportamento de Jesus. Ele se cansava, andava longas distancias, sentia fome, mas não abria mão de suprir as necessidades das pessoas. As pessoas que precisam querem respostas. E Jesus tinha compaixão das pessoas. Jesus não se importava com os motivos pelos quais as pessoas se aproximavam ou se Ele estava cansado.

Qual a sua reação quando você está cansado, como você lida com seus pais, seus amigos, seus avós? Será que você se lembra que é a resposta dessas pessoas? Será que você lembra que dentro de você existe uma compaixão que pode sobressair a esse cansaço?

Você está disposto a pisar no seu cansaço para ser resposta para a vida das pessoas? Você não pode ficar o dia todo fora de casa amando as pessoas e esquecer de amar a sua família. Precisamos ligar o interruptor da compaixão.

Pouco antes da multiplicação dos pães Jesus recebeu uma notícia de que João Batista foi decapitado (Lucas 14; Marcos 6). João Batista era uma pessoa importante para o ministério de Jesus. Nesse dia, mesmo com a má notícia Jesus multiplicou os pães e os peixes.

Ser missionário é isso, é muitas vezes estar longe da sua família, mesmo em meio a notícias ruins e acreditar que Deus cuida da nossa família enquanto cuidamos das pessoas. Isso é promessa de Deus para nossa vida.

Altruísmo é abrir mão do que importa para nós porque entendemos que há coisas mais importantes que precisam ser feitas. Há uma necessidade de andarmos em compaixão. Precisamos aproveitar cada oportunidade para influenciar pessoas com o amor de Deus. Precisamos estar sensíveis às necessidades dos outros. Podemos ser resposta de oração, cuidado de Deus, amor Dele na vida das pessoas.

Qual cansaço que vai nos impedir de fazer o que Deus nos chamou para fazer. Quantas vezes falamos “Fulano é chato, pega no meu pé” E daí?! Deus amou o ladrão, o estuprador. Jesus amou e curava os leprosos. Temos que manifestar o amor de Deus. Deus perdoou todos os erros que cometemos, Ele joga no mar do esquecimento, nos dá oportunidades, inúmeras segundas chances.

Pregue a Palavra para aqueles que estão a sua volta. Viagens sem compaixão é turismo, não é missão.

A palavra é poderosa por si mesma, não depende de nós. Nosso papel é pregar a Palavra, amar as pessoas, ter compaixão por elas.

“Não fomos chamados para fazer turismo. Se você quer fazer turismo aqui não é o seu lugar.”

A minha vida e a sua foram influenciadas por um caminhoneiro que agarrou a palavra que Deus deu a ele, nós fomos afetados pela vida do Pastor Bud. Um homem corajoso e uma mulher de Deus veio para a nossa nação para libertar o povo de Deus. Deus tem algo individual sobre a nossas vidas. O JPN existe porque esse homem, o Pr. Bud, veio para cá. Se você chegou aqui sem rumo, sem norte, o nosso propósito é levar a palavra da fé e o amor pelo Brasil e para as nações. E para isso precisamos ligar o interruptor do amor.

Precisamos parar de gerar expectativas sobre as pessoas, cada um aprendeu a amar de uma forma diferente. Mais importante do que se sentir amado, receber abraços, mais importante que isso é ligar o interruptor do amor e ter sensibilidade para perceber a necessidade do outro. E quando você semeia amor, você colhe, nem sempre da mesma pessoa, mas você será suprido. Vamos lembrar o tipo de amor que Jesus tinha, um amor que tocava as pessoas, que vence o cansaço. Precisamos ser menos egoístas e mais altruístas. Precisamos seguir um caminho de Jesus, somos os ramos da videira, a mão, o olhar do amor. Somos a extensão do amor Dele pela e para humanidade.

*Trechos da mensagem de Klycia Gaudard no Jovens Para as Nações 2018.

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