Filhos de Deus

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por Luana Mayara

O ano está terminando e, nesse período, realizamos muitas reflexões sobre nossas escolhas e resultados, o êxito em certos aspectos, em outros assuntos a necessidade de ajustes. Acredito que essa é a ponderação de todo cristão que deseja agradar a Deus.

Pensando sobre isso quero chamar a sua atenção para “QUEM É VOCÊ?”.

Nossas escolhas podem afetar nossos resultados, mas não podem alterar quem nós somos, a não ser que nos afastemos do Senhor. O ano pode não ter sido dos melhores, ao contrário, um tempo de prosperidade. Independentemente de a nossa maior riqueza é ser Filho de Deus, é o acesso livre a Presença do Senhor, é desfrutar de um relacionamento pessoal com o nosso Pai.

Quem somos não se define pelo que realizamos, conquistas, falhas, quem somos é definido pela natureza que carregamos em nosso espírito, a posição que temos em Cristo Jesus de sermos Filhos de Deus.

“Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus, o que de fatos somos! Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu” (I João 3.1,2).

Somos filhos de Deus, temos uma filiação, uma paternidade, fazemos parte de uma família. As “demais coisas” tem seu lugar de importância, mas não tem autoridade para definir a nossa identidade, são reflexos diretos de quem somos.

Uma mensagem tão simples, não há frases de efeito. Mas, será que estamos vivendo com a consciência que “Somos filhos de Deus”? Consideramos o que o Senhor pensa e diz ao nosso respeito em sua Palavra?

No momento de pressão onde está a nossa atenção? O que motiva as nossas ações? Fama, respeito? Como enxergamos as pessoas? Com os óculos do amor de Deus, ou de forma humana e carnal?

Precisamos alimentar a nossa mente com as realidades de quem somos em Cristo. Meditar, confessar essas verdades, andar com a consciência de que somos filhos de Deus vai transformar a forma que nos vemos, enxergamos a vida e as pessoas. E por mais conhecedores que sejamos, experientes, a maior necessidade que temos é um relacionamento constante e consistente com o nosso Pai.

A nossa identidade tem a capacidade de determinar nossos resultados, mas pode ser limitada pelo nosso posicionamento e resposta. Veja bem, alguém pode ser filho do presidente dos Estados Unidos se não tem consciência dessa filiação; ainda que tenha, não considera, mas cultiva a mentalidade e o comportamento de mendigo, a sua vida está fadada ao fracasso.

De acordo com a lei toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem pública. Essa capacidade é a de Direito, reconhecimento legal. Mas, essa pessoa na prática só pode exercer se ela tiver a capacidade de fato de agir nos atos da vida civil. Veja a lei garante a capacidade, mas o exercício depende de outros requisitos.

Você nasceu de novo, tem a capacidade de Direito de viver como filho de Deus, crescendo espiritualmente, reinando em vida. Mas, viver como filho de Deus depende da capacidade de fato, de colocar em prática as verdades da Palavra, de desenvolver um relacionamento com o seu Pai.  Ser filho de Deus é o nosso direito legal, desfrutar é uma escolha individual.  O ano de 2020 está começando, o réveillon não vai mudar nada, mas viver como filho de Deus pode transformar sua vida, garantir melhores resultados.

Viver como filho é desenvolver um relacionamento com seu Pai. Relacionamento é comunhão através da meditação na Palavra e na vida de oração.

“Portando, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas ” (Colossenses 3.1,2).

Faz uns três anos que medito com certa frequência nesse verso. Não existe segredo para o sucesso na vida cristã, é seguir o que está escrito. Paulo cumpriu a vontade de Deus, pois interagia com o céu, buscando, pensando nas coisas que são do alto.

As coisas do alto? É ser filho de Deus, o véu se rasgou de alto a baixo e a presença de Deus veio habitar em nosso coração. Somos casa, morada do Senhor. Em 2020 que a nossa escolha seja ter uma comunhão mais intensa, afinada com o nosso Pai.

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